<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473</id><updated>2011-12-08T13:13:53.433Z</updated><category term='Marcos Pinto'/><category term='Educação; Dina Sanches - directora do agrupamento de escolas com sede na EB 2 e 3 Amarante'/><category term='JOSÉ GABRIEL QUARESMA'/><category term='26 de Setembro de 2009'/><category term='António Esteves'/><category term='26 de Setembro de 2009; Susana Dias - Porque o cancro tem cura'/><category term='Semana 22 de Novembro; Padre Foz'/><category term='José Manuel Rosendo'/><category term='19 de Setembro 2009'/><category term='19 de Setembro 2009; Emanuel Queirós; Salvar o Tâmega'/><category term='António Bastos Teixeira'/><category term='CARLOS ENES; TVI'/><category term='Cláudia Lopes'/><category term='31 de Outubro'/><category term='Helena Fonseca'/><category term='Bernardo Santos'/><category term='Conceição Queiróz'/><category term='Patrícia Matos'/><category term='José Manuel Fernandes'/><category term='Inês Pereira'/><category term='Presidente C.M.A'/><category term='Armindo Abreu'/><category term='TVI'/><category term='Natureza'/><category term='24 de Outubro'/><category term='LARA SANTOS'/><category term='ALEXANDRA BORGES'/><category term='Paulo Magalhães; TVI'/><category term='Ondjaki'/><category term='Semana 29 de Novembro de 2009; Mestre de olaria - Manuel Teixeira'/><category term='Rita Marrafa de Carvalho'/><category term='Miguel Cabral'/><category term='Julho; Presidente da OLX Portugal'/><category term='Semana 6 de Dezembro de 2009; O mestre cesteiro e sua esposa'/><category term='RITA RODRIGUES'/><category term='17 de Outubro de 2009; Padre José Manuel de S.Gonçalo - Amarante'/><category term='3 DE OUTUBRO'/><category term='RTP'/><category term='17 de Outubro de 2009'/><category term='24 de Outubro; José Luís Gaspar - Presidente do PSD Amarante'/><category term='Daniela Santiago'/><category term='Projecto Pequeninos de Portugal'/><category term='Feira medieval'/><title type='text'>À Conversa com Ricardo Pinto</title><subtitle type='html'>ENTREVISTAS EXCLUSIVAS
Autoria: Ricardo Pinto</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-410217357897773267</id><published>2011-12-08T13:00:00.003Z</published><updated>2011-12-08T13:10:04.514Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ALEXANDRA BORGES'/><title type='text'>ENTREVISTA EXCLUSIVA À JORNALISTA DA TVI, ALEXANDRA BORGES</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="CLEAR: both; PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; MARGIN-BOTTOM: 15px; PADDING-BOTTOM: 0px; COLOR: #505050; LINE-HEIGHT: 18px; PADDING-TOP: 0px; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="MARGIN-LEFT: 1em; MARGIN-RIGHT: 1em; BACKGROUND-COLOR: white" href="http://2.bp.blogspot.com/-XRerR1EoLKk/TuCwVRBRd8I/AAAAAAAAE6s/BSYw6gTsWB4/s1600/5.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Times, 'Times New Roman', serif;font-size:large;"&gt;&lt;img height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-XRerR1EoLKk/TuCwVRBRd8I/AAAAAAAAE6s/BSYw6gTsWB4/s320/5.jpg" width="320" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="CLEAR: both; PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; MARGIN-BOTTOM: 15px; PADDING-BOTTOM: 0px; LINE-HEIGHT: 18px; PADDING-TOP: 0px; TEXT-ALIGN: centercolor:#505050;" align="justify" &gt;&lt;strong style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-TOP: 0px"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Alexandra Borges integra atualmente a equipa do &lt;em style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-TOP: 0px; FONT-STYLE: normal"&gt;Repórter TVI&lt;/em&gt;. São já imensas as reportagens do seu percurso jornalístico que foram premiadas. Ainda no passado sábado, 3 de dezembro, na &lt;/span&gt;&lt;a style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; CURSOR: pointer; COLOR: black; PADDING-TOP: 0px" href="http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=38961a7c-f240-4148-b436-246d4d9b3854&amp;amp;edition=133"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;II&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-TOP: 0px"&gt;&lt;a style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; CURSOR: pointer; COLOR: black; PADDING-TOP: 0px" href="http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=38961a7c-f240-4148-b436-246d4d9b3854&amp;amp;edition=133"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt; Gala da Inclusão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;, organizada pelo Instituto Politécnico de Leiria e pela Câmara Municipal de Leiria, para assinalar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, na área dos média viu ser distinguida a sua reportagem «NAS ASAS DO DESEJO», onde fala da sexualidade na deficiência.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Times, 'Times New Roman', serif;font-size:large;"&gt;Leia agora a entrevista, em exclusivo, a Alexandra Borges.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; MARGIN-BOTTOM: 15px; PADDING-BOTTOM: 0px; COLOR: #505050; LINE-HEIGHT: 18px; PADDING-TOP: 0px; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;a style="MARGIN-LEFT: 1em; MARGIN-RIGHT: 1em" href="http://2.bp.blogspot.com/-TyXLYmTU2to/TuCweAB8cQI/AAAAAAAAE60/fdf1nupEeLM/s1600/0.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:Times, 'Times New Roman', serif;font-size:large;color:#ffffff;"&gt;&lt;img height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-TyXLYmTU2to/TuCweAB8cQI/AAAAAAAAE60/fdf1nupEeLM/s400/0.jpg" width="265" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-TOP: 0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Times, 'Times New Roman', serif;font-size:large;"&gt;1) A Alexandra é natural de Lisboa, todavia cresceu no Alentejo. O que guarda dessa infância?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sou natural de Lisboa mas felizmente cresci em Beja, no Alentejo onde se brincava às escondidas na rua sem medos e com a garantia de uma infância com muito campo, liberdade e felicidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Quando andava na escola qual o (a) professor (a) que mais a marcou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Dona Leonor porque foi quem me ensinou a ler e a escrever. Era rigorosa, dava reguadas mas mostrou-me que com várias letras podemos escrever o mundo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Desde sempre quis ser jornalista?&lt;br /&gt;Sabia que queria ser comunicadora. Poderia ter sido apresentadora de TV, animadora de rádio ou qualquer outra coisa…desde que lidasse com o público! O jornalismo foi surgindo na minha infância como o caminho mais interessante e hoje digo que não tenho um emprego, nem um trabalho, mas um privilégio que me dá muito prazer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Durante a sua infância quem eram os jornalistas que idolatrava na TV?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Sousa Tavares, Margarida Marante e Barata Feio…todos pela capacidade de comunicação e pelas grandes reportagens que assinavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Onde se forma?&lt;br /&gt;No único curso de Comunicação Social que havia em Portugal…o da Universidade Nova, na altura, muito teórico, chato e virado para a imprensa escrita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Qual foi o seu primeiro trabalho em jornalismo?&lt;br /&gt;Não me lembro…mas recordo-me que um dos primeiros foi uma ama de acolhimento da segurança social de Vila Franca de Xira que tinha ao seu cuidado 2 irmãos e “matou” (por falta de auxilio e negligência) a menina de 5 anos e foi para a cadeia. Quem deveria ter ido para a prisão eram as técnicas e psicólogas da segurança social que colocaram os irmãos em casa da ama sem sequer a investigarem e, durante um mês, foram feitas várias denúncias escritas por maus tratos e os irmãos foram assistidos por várias vezes no hospital! Era uma morte evitável que me revoltou e que ainda hoje me indigna…pelos vistos, as técnicas da segurança social, continuam a dormir tranquilas…é o país que temos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Como e em que ano surge a oportunidade de vir trabalhar para a TVI?&lt;br /&gt;Comecei na TVE, como produtora e, quando surgiram as privadas fui convidada para as 3 e, na altura, optei por ir para o telejornal da RTP1 onde, pelos vistos o José Eduardo Moniz acompanhava de perto o meu trabalho sem eu nunca me ter apercebido…quando foi para a TVI, convidou-me e foi uma honra trabalhar com ele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) Qual foi a primeira grande reportagem que assinou na TVI?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um acaso… Acho que foi um caso de subtração de menores…um pai que, se fechou num quarto de hotel com a filha de 3 ou 4 anos porque a mãe da menina não o deixava ter contactos com a criança. Recebi o telefonema na redação da TVI cerca das 13h e a grande reportagem (25 minutos) estava acabada às 20h e pronta para ser emitida…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) Como nasce a reportagem de investigação em televisão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia, normalmente, parte do jornalista mas tem que ser aprovada pela direção de informação. Depois seguem-se muitos contactos informais e recolha de documentação para escolher os entrevistados, o ângulo de abordagem e um fio condutor que ajude o telespectador a entender a história…a etapa seguinte são as filmagens, visionamento do que se filmou, escrever e organizar a história e montá-la com um editor de imagens…a fase final é a escolha da música e do grafismo. Há países em que levam 3 anos a fazer uma grande reportagem…por cá demoramos cerca de um mês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) Acha que o documentarismo tem uma duração definida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que deve ser decidido caso a caso… Não gosto de regras fixas!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="MARGIN-LEFT: 1em; MARGIN-RIGHT: 1em" href="http://2.bp.blogspot.com/-FqtD3bHJlWc/TuCwvKk9VBI/AAAAAAAAE68/X3PBS85EeRA/s1600/17.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:Times, 'Times New Roman', serif;font-size:large;color:#ffffff;"&gt;&lt;img height="266" src="http://2.bp.blogspot.com/-FqtD3bHJlWc/TuCwvKk9VBI/AAAAAAAAE68/X3PBS85EeRA/s400/17.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-TOP: 0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Times, 'Times New Roman', serif;font-size:large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11) Há situações em que tem de estar longe dos seus gémeos. Eles já pedem para ver a mãe na TV, ou passa-lhes completamente ao lado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeiam tudo o que tenha que ver com a TVI porque sentem que lhes rouba a mãe…nunca lá quiseram ir e recusam-se a ver a mãe na TV… Estou a esforçar-me para que entendam que eu amo aquilo que faço, como desejo que, um dias, também eles se divirtam a trabalhar tanto como eu…Mas, quando os telespectadores me abordam na rua para me darem os parabéns pelo meu trabalho, sei que sentem um orgulho muito grande…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12) Uma das reportagens que a marcou certamente foi « Infância Traficada», onde esteve alguns dias. Como nasce esta reportagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma reportagem em que tive que lutar com a Direção de informação da TVI para a fazer mas que, quando voltei, foi o programa mais visto do dia, do mês e do ano…chegando a ultrapassar a novela de prime time. Foi um orgulho é certo e, só depois do sucesso deste trabalho, a Direção de Informação iniciou um espaço informativo autónomo de grande reportagem que se passou a chamar: Repórter TVI .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13) Como descreve a sua estadia no Gana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Éramos 2. Eu e o repórter de imagem…as televisões estrangeiras viajam com grandes equipas, nas portuguesas não há dinheiro para isso, por isso, o jornalista tem de fazer tudo! O nosso dia de trabalho começava às 6 da manhã e ia até às 20h…o que fazíamos? Filmar, filmar, filmar, filmar o máximo de material que conseguíssemos porque só tínhamos 10 dias e para montar um minuto em televisão tem que se filmar uma hora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14) Não encontrou entraves à sua reportagem no terreno, nomeadamente pelos exploradores dessas crianças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que sim mas isso são ossos do oficio…é preciso saber lidar com isso, protegermo-nos e não colocarmos a vida das crianças em perigo e esta era a minha maior preocupação!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-TOP: 0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Times, 'Times New Roman', serif;font-size:large;"&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/8gO9GK659K8" frameborder="0" width="420" height="315" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-TOP: 0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Times, 'Times New Roman', serif;font-size:large;"&gt;15) O que aconteceu às crianças que os portugueses ajudaram a resgatar com a compra do CD “Filhos do Coração”.&lt;br /&gt;Estão num orfanato americano a estudar e têm o seu futuro garantido durante os próximos 10 anos graças à ajuda dos portugueses…em breve algumas poderão partir para estudar em Universidades dos EUA. A organização Touch a Life Fundation e a Pam Cope em quem confio cegamente são quem cuida, diariamente, estas crianças!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16) Tem mantido contacto com essas crianças?&lt;br /&gt;Claro…sempre. São pequenos grandes milagres. Já falam inglês, tocam instrumentos musicais, fazem teatro e, o que mais me impressiona é o brilho no seu olhar e o sorriso de felicidade que elas têm estampados no rosto cada vez que a organização me envia fotografias…SÃO MILAGRES…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="MARGIN-LEFT: 1em; MARGIN-RIGHT: 1em" href="http://2.bp.blogspot.com/-VH9wcyZIPjo/TuCxg9Qt9QI/AAAAAAAAE7M/gDzVQxr3qoY/s1600/11.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:Times, 'Times New Roman', serif;font-size:large;color:#ffffff;"&gt;&lt;img height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-VH9wcyZIPjo/TuCxg9Qt9QI/AAAAAAAAE7M/gDzVQxr3qoY/s400/11.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-TOP: 0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Times, 'Times New Roman', serif;font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;17) Depois de dois anos, voltou ao Gana. O que encontrou?&lt;br /&gt;Alguns milagres de crianças que tinham sido resgatadas por a nossa equipa 2 anos antes…algumas que tinha identificado desaparecerem e milhares que continuam a sofrer todos os dias! É duro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18) Sentiu a necessidade de dar voz a essas crianças?&lt;br /&gt;É o mais importante porque são essas vozes que vão marcar o futuro daquele país. Tenho a certeza que, daqui a uns anos, alguma dessas crianças será eleita presidente do Gana e ela própria acabará por erradicar o tráfico e a escravatura infantil do país…e esta é a grande reportagem que sonho fazer um dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19) Acredita que qualquer jornalista poderá fazer uma reportagem deste género?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francamente, acho que há jornalistas que têm perfil para este tipo de trabalhos e outros que não têm…tal como eu tenho plena consciência que não tenho perfil para fazer cobertura de, por exemplo, casamentos reais ou visitas do papa e outros colegas meus são muito bons a fazê-lo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20) Como vê o jornalismo do século XXI? Acha que se pode falar em isenção, independência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é difícil para um jornalista ser independente…tem que se estar disponível para pagar o preço da independência…eu já tenho pago preços muito altos por lutar pela minha isenção, dignidade, verticalidade, rigor e independência de que não abdico, nem abdicarei nunca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21) Que conselhos gostaria de deixar aos futuros jornalistas deste país?&lt;br /&gt;Que a motivação pela qual querem abraçar esta profissão seja a correta…eu dei aulas na faculdade e muitos dos meus alunos queriam ser jornalistas para serem conhecidos, viajarem e terem uma vida de aventura! Se querem isto vão para pilotos e hospedeiras de bordo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22) Gostava que um dos seus filhos lhe seguisse os passos?&lt;br /&gt;Gostava que ambos os meus filhos mantivessem a sua identidade e amassem a sua profissão como eu amo a minha…sei que assim, seriam bons no que escolhessem fazer e, sobretudo, muito felizes!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:Times, 'Times New Roman', serif;font-size:large;color:#ffffff;"&gt;&lt;img height="480" src="http://1.bp.blogspot.com/-hg0q1PsqQ-I/TuCxYjtdd9I/AAAAAAAAE7E/VkQPMotORPE/s640/10.jpg" width="640" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-TOP: 0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-410217357897773267?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/410217357897773267/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/12/entrevista-exclusiva-jornalista-da-tvi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/410217357897773267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/410217357897773267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/12/entrevista-exclusiva-jornalista-da-tvi.html' title='ENTREVISTA EXCLUSIVA À JORNALISTA DA TVI, ALEXANDRA BORGES'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-XRerR1EoLKk/TuCwVRBRd8I/AAAAAAAAE6s/BSYw6gTsWB4/s72-c/5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-1752179148586890111</id><published>2011-11-10T12:41:00.004Z</published><updated>2011-11-10T13:17:06.111Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='RITA RODRIGUES'/><title type='text'>ENTREVISTA EXCLUSIVA À JORNALISTA DA TVI, RITA RODRIGUES</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="text-align: left; "&gt;Rita Rodrigues é actualmente jornalista na TVI. Casada com o jornalista da RTP, Daniel Pessoa e Costa, a pivô foi mãe recentemente, da pequena Matilde. Leia agora a entrevista, em exclusivo, à jornalista.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px; " src="http://1.bp.blogspot.com/-kva3xJIf8zw/TrvHV-o8eII/AAAAAAAAAYo/AH2CBLH3bUg/s400/Rita%2BRodrigues%252C%2Bentrevista.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673347336009185410" /&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;1)            A Rita é natural de Aveiro. Como foi crescer e desenvolver laços de amizade com toda a sua vizinhança durante a infância?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nasci em Aveiro e vivi lá toda a minha infância e adolescência. Do que os meus pais me dizem, sempre fui uma criança muito curiosa. Guardo as melhores recordações desse tempo. Lembro-me em especial dos Verões na praia da Costa Nova e das brincadeiras com os meus primos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2)      Ainda se lembra da sua brincadeira predilecta?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adorava andar de bicicleta. Aliás, a minha mãe conta frequentemente a história da minha primeira bicicleta, que me foi oferecida num Natal. Tinha um cesto à frente e era cor-de-rosa. Além disso tinha uma campainha, que eu passava a vida a tocar. Os vizinhos é que não deviam achar piada nenhuma. Nos meus joelhos e cotovelos ainda há marcas das aventuras "a bordo" dessa bicicleta…&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;3)      Quando entrou para a escola primária já sonhava com alguma profissão?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria ser advogada. Sempre fui muito palradora, não parava de conversar e de fazer perguntas (aqui está provavelmente a origem da minha tendência para o jornalismo). Já trocava argumentos e então dizia que queria ir para os tribunais, participar nos julgamentos. Alimentei esta ideia até tarde, mas por volta dos 15 anos percebi que o que eu queria mesmo era ser jornalista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;4)      Ainda se lembra da sua série infantil preferida?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sempre fui um bocadinho viciada em televisão e ainda me lembro de passar as manhãs de sábado agarrada ao ecrã a ver os desenhos animados. A minha série preferida era o Tom Sawyer. As personagens, as aventuras, aquela correria desenfreada do Tom atrás do comboio no genérico são inesquecíveis e por outro lado fazem-nos pensar como as histórias para crianças eram mais inocentes há vinte e tal anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;5)      Na passagem do ensino primário para o básico tinha alguma preferência entre  português ou matemática?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Português, sem dúvida. Eu fazia as contas todas e sabia de cor a tabuada, mas do que eu gostava mesmo era de escrever composições e ler. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;6)      Com que idade lê o seu primeiro livro?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tendo nascido na década de 80 fui muito influenciada pela colecção "Uma Aventura...". Já não sei qual foi o primeiro livro que li, mas recordo-me que o meu preferido foi o "Uma aventura no Palácio da Pena". Na mesma altura fiz uma viagem de estudo a Sintra e, por isso, o livro lembrava-me os sítios por onde tinha passado, mas impregnados de mistério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;7)      Durante a adolescência tinha algum jornalista de referência, que gostava particularmente de ver na TV?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em casa dos meus pais sempre houve uma companhia ao jantar, o Telejornal. Foi o primeiro contacto com o jornalismo. Quando comecei a ser uma espectadora mais crítica ficava agarrada a ver as entrevistas e debates da Judite Sousa, da Margarida Marante e da Maria Elisa. Curiosamente, ou não, são todas mulheres. Apreciava a forma como lideravam uma conversa, como estavam preparadas para falar de um tema, a subtileza com que conduziam os entrevistados para perguntas mais difíceis.&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;8)      Se pudesse viajar numa máquina do tempo a que época regressaria?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se calhar em vez de andar para trás, preferia espreitar o futuro. Sou muito curiosa! Mas, sinceramente, gosto desta época. Penso até que é um privilégio. As coisas que hoje são possíveis e tudo o que temos à disposição fazem desta época um momento muito especial. O mundo evoluiu muito rapidamente e em pouco tempo. Se eu recuar 15 anos, até ao liceu, apercebo-me de como tudo era diferente. Não tinha telemóvel, muito menos smartphone, a internet ainda só era uma promessa, não havia o google, nem as redes sociais. E se pensarmos, em termos profissionais, na forma como a tecnologia ajudou o jornalismo, então a diferença ainda é maior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;9)      Ser jornalista era um projecto que marca já o seu secundário?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, completamente. Quando escolhi Humanidades já era a pensar no curso de Jornalismo, mais tarde. Aliás, eu gosto de ver o futuro, minimamente, projectado. Dou margem para a espontaneidade e para as coisas próprias da vida e do tempo, mas paralelamente gosto de fazer projectos, de estabelecer algumas metas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;10)   Acaba por se licenciar onde?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos 18 anos segui de Aveiro para Coimbra. Estudei na Faculdade de Letras. E quatro anos depois estava licenciada em Jornalismo.&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;11)   Onde fez o seu estágio curricular?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na RTP no Porto, que era, de resto, onde sempre quis estagiar. Foram quase 4 meses de grande aprendizagem e sobretudo um incentivo a continuar. Foi a confirmação de que tinha feito a escolha certa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bFqZjOPZ7ck/TrvKEOZBwiI/AAAAAAAAAZM/cYOpIHg5xHw/s1600/Rita%2BRodrigues%252C%2Btvi%2Br%25C3%25A1dio.JPG" style="font-weight: bold; " onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px; " src="http://3.bp.blogspot.com/-bFqZjOPZ7ck/TrvKEOZBwiI/AAAAAAAAAZM/cYOpIHg5xHw/s400/Rita%2BRodrigues%252C%2Btvi%2Br%25C3%25A1dio.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673350329534628386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b style="text-align: left; "&gt;&lt;div style="text-align: justify; display: inline !important; "&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b style="text-align: left; "&gt;&lt;div style="text-align: justify; display: inline !important; "&gt;&lt;b&gt;12)   Como surgiu a oportunidade de vir trabalhar para o TVI 24?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, a TVI surgiu depois de 5 anos de experiência. A seguir ao estágio trabalhei no Correio da Manhã, na delegação de Aveiro. Foi uma experiência marcante porque foi a chegada ao mundo de trabalho. No fundo, foi aquele momento em que se deixa, para sempre, de ser estudante, para se ser trabalhador e, por isso, mais responsável. Fez-me crescer enquanto jornalista e enquanto mulher, porque lidei com casos muito diferentes, alguns deles até com algum risco. De seguida surgiu a oportunidade de regressar a Coimbra para trabalhar na RTP e Antena 1. Fazia rádio e televisão simultaneamente e aprendi imenso. Tornei-me mais autónoma e também mais polivalente: lembro-me de estar com dois microfones na mão. Quando olho para trás penso que foi muito importante ter experimentado, praticamente, todas as formas de jornalismo. Só não fiz agência de notícias. Deu-me uma visão mais abrangente e ensinou-me as diferenças entre jornal, rádio e televisão. E a rádio é, sem dúvida, uma grande escola, porque trabalha-se, literalmente, ao minuto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;13)   Que grandes ensinamentos retirou da formação que lhe foi ministrada pelo jornalista José Carlos Castro?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi muito importante porque eu nunca tinha estado num estúdio. Fazer directos na rua é uma coisa, apresentar as notícias é outra. Há imprevistos que é preciso antecipar, há emoções que é preciso dominar, há uma postura que é necessário ter e há erros que é obrigatório evitar. Mas em comum há um aspecto que é fundamental: simplicidade. Quanto mais simples for a nossa linguagem, mais facilmente a mensagem é transmitida. A eloquência deve deixar-se para outros registos. Minimizar os obstáculos entre jornalista e telespectador é primordial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;14)   Uma mãe muito recente. Como é que uma jornalista consegue conciliar a vida sem horários dentro de uma redacção com o seu lado maternal?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou quase a saber como é. A licença de maternidade está a terminar e, em breve, regresso à redacção e àquela loucura de horários, em que só se sabe a que horas se entra e às vezes nem isso. Mas estou confiante de que vou conseguir conciliar o lado profissional com o lado pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;15)    A Matilde é uma menina calma ou está naquela fase em que começam já aparecer os primeiros dentes e as noites são longas?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Matilde tem sido uma criança encantadora. Já há algum tempo que dorme a noite inteira, o que para praticamente todos os pais é um descanso. É muito sorridente e bem-disposta e faz, literalmente, os encantos dos pais, família e amigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;16)   Esteve também na emissão da manhã, na TVI, no Diário da Manhã. Durante esta fase a que horas se tinha de levantar para chegar à redacção?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o TVI24 arrancou eu fazia dupla com o Bernardo Santos no Jornal da Manhã que ia para o ar às 6 da manhã. Nessa altura acordava às 3 horas da madrugada. Depois quando fui para o Diário da Manhã passei a acordar uma hora mais tarde, porque o jornal também começava uma hora depois. Foram dois anos difíceis, em que abdiquei de muito e pûs a vida profissional à frente da pessoal. Mas vi-os como um desafio e faço um balanço além do positivo. Só se consegue aguentar com muita disciplina, com uma rotina sem excepções e com muito apoio da família.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;17)   Os teóricos definem que a informação matinal é aquela que recorre maioritariamente aos principais jornais da imprensa escrita. Como se começam a apresentar as notícias tão cedo?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje em dia as redacções debatem-se com um gravíssimo problema que é a falta de recursos financeiros que se reflecte desde logo nos recursos humanos. Há um ano, estava de férias em Nova Iorque, e por coincidência apanhei numa rua a gravação de uma entrevista para o 60 Minutos. Havia a jornalista, o repórter de imagem, dois produtores, uma pessoa para segurar os cabos e ainda outra para ir afastando as pessoas que passavam em redor. E sabe-se lá quantas mais pessoas estavam na redacção a trabalhar naquela entrevista. Esta realidade não existe em Portugal e quando as televisões não podem contratar todas as pessoas de que precisam, são os profissionais que têm de desdobrar-se em tarefas. A equipa do Diário da Manhã quando chega tem de perceber o que aconteceu durante a madrugada e actualizar e encurtar as notícias da véspera, porque os espectadores, de manhã, estão pouco tempo com a televisão ligada. Eu era sempre das primeiras pessoas a chegar. Só não tinha de ligar as luzes, porque elas não se desligavam. Gosto sempre de chegar com tempo para responder a eventuais imprevistos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;18)   Também é nos horários matinais onde mais próximo do final vão surgindo notícias de última hora e muitas vezes não existe qualquer pivô no teleponto. É fácil improvisar neste tipo de notícias?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A experiência é fundamental juntamente com uma boa capacidade de comunicação e, claro, saber do que se está a falar. A primeira vez que isso tem de acontecer gera-se naturalmente algum nervosismo, mas passado algum tempo começa a ser uma rotina. Não são assim tão raras as vezes em que se recebe imagens, das agências de notícias, e depois em estúdio e em directo é necessário comentá-las, sem rede. Aconteceu-me muitas vezes. Recordo uma emissão especial, quando o Papa Bento XVI visitou Santiago de Compostela, em que durante duas horas e com a ajuda do Padre Rego, fui relatando os diversos momentos. Mas já que fala da questão do teleponto, posso dizer-lhe que na última vez que apresentei o Diário da Manhã houve um problema técnico e tive de fazer as três horas do programa sem teleponto. Cheguei ao fim completamente exausta, mas quando as pessoas me disseram que não se tinham apercebido de nada, fiquei com a sensação de "serviço cumprido".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;19)   Como vê o actual desenvolvimento das redes sociais na sua ligação com o jornalismo moderno?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejo-as como mais uma fonte e como mais uma ferramenta de trabalho. São fundamentais e ignorá-las é pôr o trabalho em risco, é não querer ver uma parte da realidade. Permitem-nos aceder a mais pessoas. É notável, por exemplo, como o cidadão normal pode transformar-se em jornalista, através do Skype e participar no relato de uma situação. Isso tem acontecido com cada vez mais frequência por exemplo em cenários de violência, como os recentes motins em Inglaterra, ou no decorrer de certos fenómenos naturais, como o tsunami no Japão. Por outro lado, as redes sociais também são hoje palco da notícia. Basta ver a frequência com que o Presidente da República se dirige aos portugueses através do Facebook.&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;20)   Até ao presente momento qual foi a reportagem que mais felicidade lhe deu fazer?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos últimos tempos estive mais ligada aos directos e não tenho tido oportunidade de fazer muitas reportagens. Em contrapartida, a TVI deu-me oportunidade de explorar um género de jornalismo que eu adoro, que é a entrevista. Nos últimos dois anos, foram raríssimos os dias em que não entrevistei alguém em directo. Tive oportunidade de conhecer e falar com pessoas extraordinárias. Por exemplo, a política é uma área que me interessa e gostei muito de entrevistar alguns comentadores e analistas, sobretudo aqueles que fazem interpretações diferentes das mais ouvidas. E recordo-me de uma entrevista muito emotiva a uma mãe-coragem que escreveu o livro "O meu pequeno médico", no qual contava a história da luta do filho, uma criança de 10 anos, contra um cancro, que infelizmente o fez partir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-70yRSmX7ffM/TrvJdHbbsII/AAAAAAAAAZA/XAeXnkKX2IU/s1600/Rita%2BRodrigues%252C%2BTVI.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 267px; height: 400px; " src="http://1.bp.blogspot.com/-70yRSmX7ffM/TrvJdHbbsII/AAAAAAAAAZA/XAeXnkKX2IU/s400/Rita%2BRodrigues%252C%2BTVI.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673349657650770050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;21)   Para terminarmos que conselhos gostaria de deixar aos futuros jornalistas deste país.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostava de recordar-lhes uma máxima da sabedoria popular: "quem corre por gosto, não cansa". Hoje não é fácil sair da faculdade e conseguir um trabalho numa redacção, mas não se pode desmoralizar ao primeiro não. Não desistam, insistem. E quando tiverem oportunidade de trabalhar, empenhem-se ao máximo. Mostrem o que valem. Sejam originais nos vossos textos. Fujam das frases feitas. E pensem que quem lê, ouve ou vê os jornalistas não lhes está a dedicar 100 por cento da sua atenção, por isso "assaltem" a atenção do público e esforcem-se por passar uma mensagem fácil de captar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-1752179148586890111?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/1752179148586890111/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/11/entrevista-exclusiva-jornalista-da-tvi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/1752179148586890111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/1752179148586890111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/11/entrevista-exclusiva-jornalista-da-tvi.html' title='ENTREVISTA EXCLUSIVA À JORNALISTA DA TVI, RITA RODRIGUES'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-kva3xJIf8zw/TrvHV-o8eII/AAAAAAAAAYo/AH2CBLH3bUg/s72-c/Rita%2BRodrigues%252C%2Bentrevista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-7639227631385661448</id><published>2011-06-12T11:27:00.011+01:00</published><updated>2011-06-13T14:27:14.836+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='JOSÉ GABRIEL QUARESMA'/><title type='text'>ENTREVISTA EXCLUSIVA AO JORNALISTA DA TVI, JOSÉ GABRIEL QUARESMA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-3j9xO22_dkI/TfSXfxPpbZI/AAAAAAAAAX8/GiWoaSMPUoA/s400/Z%25C3%25A9%2BGabriel%2BQuaresma%2BTVI.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617281207288556946" /&gt;&lt;b&gt;&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; display: inline !important; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;José Gabriel Quaresma é jornalista na TVI na área do desporto juntamente com a sua esposa, editora de política, Carla Moita. Leia agora as revelações surpreendentes feitas pelo jornalista em exclusivo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 800; line-height: 21px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;1)      O Zé considera-se mais lisboeta ou ribatejano?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Sou de Vila Franca de Xira, mas fui nascer a Lisboa. Sou ribatejano, mas ter nascido em Lisboa dá-me o rótulo de “Alfacinha”, permite-me dizer, quando me dá jeito, “nasci na capital”, mas é a alma ribatejana que me enche de orgulho. Crescer naquela vila, (agora cidade) foi algo de maravilhoso. Fui criado pela minha avó, até ao dia da sua morte, pelo que frequentávamos os melhores cafés da cidade, comíamos sempre em restaurantes… fomos a primeira família a ter televisão em Vila Franca de Xira, a vila (cidade) tinha uma dinâmica muito especial, famílias burguesas que se misturavam com famílias de trabalhadores, a lota, as varinas, as brincadeiras nas ruas, íamos aos outros bairros atacar os nossos inimigos com flechas feitas com as varetas de chapéus-de-chuva velhos, fazíamos jogos de hóquei “sem” patins, os jogos de futebol no campo da “Mina” ou na “Rua de Trás”, com bolas feitas de espuma e couro, que o senhor Luís “Correeiro” nos dava, as corridas com carrinhos de rolamentos, os peditórios para as festas dos santos populares, as esperas de touros, os mergulhos no Tejo, e tanta, tanta coisa que não cabe neste texto, mas que faz parte do meu ADN. A minha namorada eterna…crescer em Vila Franca, naquela Vila Franca foi das coisas mais belas da minha vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;2)      Quando era mais pequeno, o que o fascinava mais na televisão, séries, programas… Quais e porquê?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Tantas…Tarzan, Pipi das Meias Altas, Sítio do Pica-Pau Amarelo, Bonanza, Uma Casa na Pradaria, Os Marretas, Rua Sésamo, Gabriela Cravo e Canela, Escrava Isaura, Sandokan, Verão Azul, Cornélia, 1,2,3, podia estar aqui um dia inteiro…na televisão em particular, nessa altura, nada me fascinava, nas séries e programas fascinavam-me as personagens, as histórias, eu seguia tudo aquilo, sabia a que horas passava, em que dias… naquela altura a televisão era a única alternativa à rádio, que me fascinava muito mais, enquanto plataforma de comunicação, sentia que havia na rádio, mais magia. Hoje sou jornalista, e há um nome da televisão, desse tempo e deste, que me marcou profundamente, Carlos Pinto Coelho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;3)      Era bom aluno a português? E a Matemática?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eu sempre fui bom e mau aluno. Os professores chamavam a minha mãe a escola e diziam-lhe “o seu filho é um dos melhores alunos da turma, mas é o que mais distrai os outros”. Por isso nunca fui além do “4”. Nunca tive um “5”. Era melhor aluno a Português que a Matemática, aliás, era melhor aluno a tudo, menos a Matemática. Isto no secundário, porque na primária era bom aluno nas duas disciplinas. Mas safei-me sempre. A Português, porque com o pouco que eu sabia, com a simpatia dos professores (ganha a custo – risos) e com o que a minha namorada escrevia na carteira (como tinha aulas na hora antes da minha turma deixava-me as respostas dos testes escritas na mesa) conseguia sempre ter acima dos 60%. A Matemática, havia o Luís Câncio que me fazia os testes…Hoje, sou muito melhor, sem dúvida, a Português que a Matemática.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;4)      Com que idade chega à conclusão que o jornalismo seria a sua vocação?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Aos 22 anos. Nunca tive o “sonho” de ser jornalista, aliás, nunca tinha dormido sobre o assunto. Mas a tal namorada de que falei antes (minha mulher) foi editora na Rádio Renascença muito nova, e nessa altura, seguia o seu trabalho, e comecei a apaixonar-me pelo jornalismo. Tomada a decisão, fui em frente, derrubei algumas barreiras e cheguei ao meu destino.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;5)      Onde se forma?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Até aí fui privilegiado. Fiz o primeiro e único curso de dois anos no CENJOR, Formação Geral em Jornalismo. Fui o primeiro em rádio, o segundo em televisão, o quarto em foto-jornalismo e o sexto em imprensa. Tive professores, do melhor que existe, fosse em disciplinas técnicas, ou em disciplinas complementares. Joaquim Furtado, Cesário Borga, Manuel Tomás, Dias Miguel, Mário Contumélias, Fernando Cascais, estes alguns deles. Fui um dos 13 apurados entre 1200 candidatos, mas só entrei à terceira tentativa. Sou do curso a seguir ao da Catarina Furtado. Velhos tempos. O CENJOR é, para mim, a melhor escola de formação de jornalistas, em Portugal. E eu, digo-o com orgulho, sou um dos “formandos” que ainda hoje, 19 anos depois, ainda sou lembrado por toda a gente. Isso enche-me de orgulho. Depois, formei-me lá, como formador certificado, e formei lá, muitos jornalistas que hoje estão na primeira linha. Fui professor de alguns nomes conhecidos da nossa praça.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;6)      Qual o seu primeiro trabalho em jornalismo?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Uma volta a Portugal em Bicicleta. Estava eu a começar, na Rádio Ribatejo, na Azambuja. Foi uma emoção!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;7)      Lembra-se do seu primeiro directo em TV. Que acontecimento estava a cobrir ou relatar?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;Lembro-me perfeitamente. Foi em 1994, no Estádio Nacional, foi um directo para o programa Contra-Ataque, da TVI, que depois tive o prazer de o apresentar durante muitos anos. Era o Humberto Pereira, o &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;cameramen&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt; que estava comigo. Era uma manhã de sábado, o Benfica treinava no Jamor, não me recordo porquê… Lembro-me que as palmas das mãos não secavam, ao contrário da boca, totalmente seca. A partir desse directo, a televisão em Portugal, nunca mais foi a mesma…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;8)      Dentro do jornalismo, considera-se um jornalista de desporto, ou gosta de fazer de tudo um pouco?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Há um ano e meio deixei a editoria de desporto. Fui convidado para a equipa de Grande Reportagem da TVI, onde permaneço. Durante os quinze anos que trabalhei no desporto da TVI, nunca me considerei jornalista de desporto. Há jornalistas, ponto. Há depois, jornalistas que ao longo da carreira vão trabalhando determinadas áreas e que, por isso, ficam mais conhecedores dessas matérias. Eu, gosto de fazer de tudo um pouco, e faço. Em televisão fiz praticamente tudo, directos, reportagens, falsos directos, apresentação, tudo o que se possa imaginar. Neste momento, por exemplo, numa altura de mudanças na TVI e de convulsão no país, quando estou disponível, faço de tudo um pouco. Hoje, cada vez mais, um jornalista deve especializar-se em nichos, mas como costumo dizer, um bom jornalista é aquele que é especialista, em generalidades. Mas foi garantidamente o desporto, a melhor escola que podia ter, e que tantas portas me abriu. Devo ao desporto a minha carreira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-DYVbIgx40LM/TfSaTtE7QiI/AAAAAAAAAYE/-mEdDE07SDY/s400/pedro%2Bmantorras.jpg" style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 150px; height: 229px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617284298546299426" /&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 21px; "&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; text-align: justify; display: inline !important; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;strong&gt;9)      Como surgiu a oportunidade de redigir o livro de Pedro Mantorras – Livro Directo?&lt;/strong&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; line-height: 15.75pt; "&gt;Na altura, eu e o Pedro éramos muito amigos. Um dia, ele veio a um programa da TVI e fomos almoçar. Não falámos do livro. À noite telefonei-lhe e perguntei-lhe: “Pedro, toda a gente tem um livro, não queres que eu escreva o livro da tua vida?”, e ele respondeu de imediato que sim. Seis meses depois, saía o Livro Directo, que foi top de vendas durante dois meses. Só foi pena termos editado o livro com a PrimeBooks, uma pequena editora, que não funciona nada bem, não promove os seus autores, e é gerida por uma pessoa muito mal formada. Se tivéssemos escolhido uma outra editora, o Livro Directo tinha sido um enorme sucesso, mais do que foi. Aliás, a editora é tão, diria, pouco ortodoxa, que eu e o meu advogado estamos a preparar uma acção para apresentar em tribunal, pois o livro foi publicado em Angola, à minha revelia. Há muitos milhares de euros desse negócio por liquidar, mas isso é um assunto para os tribunais. Apenas dizer, que comecei a tornar-me próximo de Mantorras, e vice-versa, quando estava a recuperar de uma operação ao meu joelho, numa clínica onde estava ele e Nuno Gomes. Ficámos amigos, até ao momento em que ele participou com o editor na alta traição de que falei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;strong&gt;10)   Como se encontra o processo gerado em torno desse mesmo livro, pelo médico Bernardo Vasconcelos? Acha que havia motivos para a abertura desse processo?&lt;/strong&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; line-height: 15.75pt; "&gt;Se havia motivos ou não, não me cabe a mim dizer. Bernardo Vasconcelos sentiu-se ofendido e processou-me, a mim, ao Mantorras e ao Benfica, curiosamente, não processou a editora, vá-se lá saber porquê? Mas se Bernardo Vasconcelos entendeu ter motivos de queixa, já o tribunal entendeu o contrário, no que a mim diz respeito. O que vou contar, não é público, aliás, é a primeira vez que é tornado público, o juiz de instrução decidiu não me pronunciar, pelo que eu, não vou a julgamento, ao contrário de Mantorras, mas apesar de sermos ambos arguidos, tínhamos defesas separadas, aliás, segundo o que me foi dado a saber, Mantorras nem compareceu no tribunal, nem eu... Dizer também, que Bernardo Vasconcelos chegou a ser expulso, pelo juiz, da sala de audiências por comportamento incorrecto. Eu sempre estive tranquilo. Se tivesse ido a julgamento tinha provas materiais para apresentar, mas ainda bem que não fui. Em 19 anos de profissão fui seis vezes a tribunal por crimes relacionados com  abuso de liberdade de imprensa. Nunca fui condenado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;strong&gt;11)   Uma das situações pelas quais o Zé ficará conhecido, é sem dúvida a queda do seu pivot (dente) em directo. Afinal o que se passou? Tinha ido há pouco tempo ao dentista, sentia-o mexer…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span class="apturelinkicon"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 21px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; line-height: 15.75pt; "&gt;Hoje dá vontade de rir… Na altura foi muito mau. Estava no décimo oitavo directo do dia, eram perto de três da manhã. Vale e Azevedo tinha acabado de ser eleito presidente do Benfica, era a loucura dentro do pavilhão. Quando ele entrou fomos literalmente abafados pela multidão, perdemos cabos, auriculares, perdi o contacto visual com o &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;cameramen&lt;/i&gt;. Quando Vale e Azevedo termina o discurso, já estava eu a fechar o último directo daquela longa operação especial, cai-me o dente da frente. Era um pivot que durava há uns quinze anos. Não abanava, não dava sinais de querer cair, mas caiu. Às quatro da manhã vieram dar-me o pivot de volta, tinham-no encontrado. Eu estava sentado numa cadeira, no meio de um pavilhão vazio, a deitar contas à vida…a reacção foi, “tenho que assumir isto!” (tudo em segundos) e assumi, foi o melhor que fiz, entrei para a história da televisão em Portugal e no mundo, pois não há registo de tal coisa ter acontecido a nenhum jornalista, em nenhuma televisão. Eu, neste caso, sou único.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:11.25pt;margin-left: 0cm;text-align:justify;line-height:15.75pt"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span class="apturelinkicon"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apturelink"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="cursor: pointer; border-style: initial !important; border-color: initial !important; float: none; "&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=79-AEediLP8" style="cursor:pointer; border-style:initial !important;border-color:initial !important;float:none"&gt;Zé Gabriel quaresma fica sem o pivô em directo (5:10 min.)&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 21px; "&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/79-AEediLP8?version=3&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="349" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 21px; "&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;12)   Como é &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;lá em casa, uma jornalista da área da política, Carla Moita, outro ligado ao futebol. Há entendimento possível?&lt;/strong&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eu conheci a minha mulher em 1985, pelo que nós tornámo-nos jornalistas muito depois disso. Já foi mais fácil separar as águas. Ela, trabalha na TVI (também) há uns 12 anos, e sempre como editora de política, por isso é complicado não levar trabalho para casa. Mas sim, tem que haver entendimento…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-IAmmzJbEyFc/TfSWQ3e4e8I/AAAAAAAAAXs/Oa8Cqi9A2f8/s400/Jos%25C3%25A9%2BGabriel%2BQuaresma%2Be%2BCarla%2BMoita.jpg" style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 256px; height: 400px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617279851753405378" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;13)   O seu filho Rodrigo já pede ao pai para ir assistir aos jogos de futebol?&lt;/strong&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O Rodrigo já tem onze anos. Joga futebol federado (parece o Saviola) há seis. É ele quem me pede para ir ao futebol e eu vou, vou ver os jogos dele, para o ver e sentir a sua alegria. Depois, vamos também ver os jogos do Benfica. São momentos únicos, depois dos jogos vamos comer o nosso bife, como dois bons amigos lampiões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;14)   A Maria ou o Rodrigo, algum sente especial apetência pelo jornalismo? Gostava de ver um filho seu nestas andanças?&lt;/strong&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Nunca pensei nisso, como qualquer pai, gostava que eles fossem aquilo que quiserem. Apetência, penso que não sentem nenhuma. Tanto um  como outro, estão muito habituados a estar na TVI, vêm cá desde sempre, estão habituados a ver os pais na televisão. É algo que para eles é normal. Ambos gostam de ver as minhas reportagens, mas não mais que isso. Quando os pais estão em directo, ou a apresentar alguma coisa, eles só vêem quando estamos longe há muito tempo e já sentem saudades, aí, vêem para matar saudades, não mais que isso. A Maria quer ser actriz e o Rodrigo jogador de futebol.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;15)   Como vê a actual situação económica do país? Acredita que ainda há muitas medidas de austeridade a ser postas em prática?&lt;/strong&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Nesta matéria, assumo-me como um revoltado. Penso que os líderes políticos, que estiveram no poder e na oposição, durante os últimos dez anos, deviam responder criminalmente. Sinto-lhes um asco tão grande que não vou responder a esta pergunta, mas ainda acrescento, o povo português, na sua maioria não mereceu que tivessem lutado pela liberdade. O povo é oprimido por meia-dúzia de homenzinhos com gravata. É criminoso o que fizeram à minha geração, à do meu irmão, à dos meus pais e dos meus filhos. É criminoso. Sou a favor da presença da Troika. Pelo menos assim não me sinto roubado gratuitamente, para sustentar uma elite sem respeito. Assim sou roubado, para limpar a porcaria que essa elite fez e continua a fazer, mas sem a sensação que lhes estou a alimentar os caprichos. Eu penso que Portugal tem solução, tivesse políticos decentes. Assim… (vejam a campanha eleitoral)&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;gastamos alguns milhões com eleições, nós, que não temos dinheiro para pagar o IRS do MAI…Isto é de loucos e nós participamos como actores nesta alucinação de Sócrates, Coelho, Portas e afins... É revoltante, mas pelo que parece só eu me revolto. Tenho que tomar Valeriana para aclamar!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;16)   Como é que vê o jornalismo do século XXI? Acha que existe pressão política nos meios de comunicação social?&lt;/strong&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Pressão existiu sempre, não é de agora, nem é um fenómeno da era moderna.  A questão não está na pressão, mas em deixarmo-nos pressionar, ou não. Falo de pressão exterior, porque há muitos tipos de pressão. Claro que há pressão política, também. O jornalismo tem que se adaptar a esta nova dinâmica. A Aldeia Global deixou de ser aldeia, as plataformas de comunicação evoluíram e agora uma notícia do outro lado do planeta chega-nos em segundos. A liberdade de expressão é à escala global, já não falamos para um público, mas para públicos. É uma dinâmica e por isso mesmo em constante mutação, penso que é uma questão de adaptação, nada fácil, mas possível. Antes assim!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;17)   Que conselhos gostaria de deixar aos futuros jornalistas deste país?&lt;/strong&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; line-height: 15.75pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Quem sou eu para dar conselhos. Mas, posso deixar um, deixem a vaidade, a televisão, o aparecer, os decotes, deixem de querer ser apresentadores, sejam jornalistas, o que quer dizer, sejam responsáveis, cumpram o código deontológico (algo que muitos seniores não fazem) e lutem sempre, em primeiro lugar pelo direito inqualificável, que é o da liberdade de expressão e pensamento. Depois, cumprindo as regras da profissão, sejam felize&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;s&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#505050"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-7639227631385661448?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/7639227631385661448/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/06/entrevista-exclusiva-ao-jornalista-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/7639227631385661448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/7639227631385661448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/06/entrevista-exclusiva-ao-jornalista-da.html' title='ENTREVISTA EXCLUSIVA AO JORNALISTA DA TVI, JOSÉ GABRIEL QUARESMA'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-3j9xO22_dkI/TfSXfxPpbZI/AAAAAAAAAX8/GiWoaSMPUoA/s72-c/Z%25C3%25A9%2BGabriel%2BQuaresma%2BTVI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-2428274192196030384</id><published>2011-05-21T19:23:00.004+01:00</published><updated>2011-06-15T13:36:39.122+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Patrícia Matos'/><title type='text'>ENTREVISTA EXCLUSIVA A PATRÍCIA MATOS, TVI</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jwtAAfWT-SE?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="349" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;1)&lt;span style="font-size:7.0pt"&gt;      &lt;/span&gt;A Patrícia é ribatejana. Como foi crescer nessa zona do país?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Sim, sou ribatejana, natural de Santa Margarida da Coutada, a Sta. Margarida do Campo Militar. Vivi lá até aos meus 12 anos. Depois mudei para o concelho de Abrantes. Como já é Médio Tejo, já não é uma paisagem composta apenas de planícies. Crescer ali foi maravilhoso, das melhores coisas que tive na vida. Lembro-me de correr os cabeços com o meu pai à procura de um pinheiro que servisse como àrvore de Natal, do cheiro da terra molhada e dos regressos a casa depois da escola. Éramos poucos miúdos e eu sou filha única, era sempre uma festa.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;2)&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:7.0pt"&gt;      &lt;/span&gt;Com que idade aprende a ler ? Lembra-se da sua professora primária. Como era ela?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Não recordo a idade mas sei que aprendi a ler muito cedo. Lia bem, não me enganava, fazia bem as pontuações, os meus primos achavam o máximo e a minha mãe não se cansava de me gabar. Tive duas professoras, na primária. Uma delas, a Dna. Justina, já tinha sido professora dos meus pais. Rigorosa! A prof. Glória era também muito exigente. Tinham ambas imenso trabalho comigo… era danada para a conversa!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-58zCbOJ17Vg/TdgEcz2hXNI/AAAAAAAAAXQ/Mfjmp0h4BZc/s400/3.jpg" style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 350px; height: 400px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609238228891688146" /&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;3)&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:7.0pt"&gt;      &lt;/span&gt;Qual a história de encantar que marcou a sua infân&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;cia, porquê?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Nunca me deixei levar por histórias de encantar, a sério. Lembro-me que gostava muito do Peter Pan, mas acho que não se pode chamar uma história de encantar…! Aquela fantasia da Terra do Nunca fascinava-me muito. Acho que todos queremos a ‘nossa’ terra do nunca. Não um sítio onde sejamos sempre crianças… mas o nosso mundo. E era isso que me entusiasmava- um mundo, uma ‘terra’ como eu queria! &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;4)&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:7.0pt"&gt;      &lt;/span&gt;Com que idade se apercebe que gostaria de ser jornalista&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;? Sempre o quis ser? ou nem sempre esse era o seu sonho?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Quando era miúda queria ser professora de inglês. Comecei cedo a estudar a língua e estava convencida que tinha futuro! Depois cresci, descobri outras coisas. A minha mãe tinha um amigo locutor de rádio que me disse que tinha uma boa voz. Nem fiz caso. Rádio? Que disparate! O ‘disparate’ virou caso sério. Comecei a fazer rádio por carolice aos 12 anos, numa rádio local. Depois, só depois, surge a paixão pelo jornalismo. Sempre na rádio, fiz programas de autor e noticiários… até entrar na faculdade. Depois o tempo escasseou… e apareceu a televisão! &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;6)&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:7.0pt"&gt;      &lt;/span&gt;Quem eram os seus jornalistas de referência durante a &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;sua adolescência? Porquê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Lembro-me do José Rodrigues dos Santos, da Judite de Sousa, do Mário Crespo, a Luísa Fernandes, a Paula Magalhães, o Carlos fino. A imagem, o rigor, dei&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;xavam-me nervosa e entusiasmada ao mesmo tempo. Mas eu era mais rádio… o fascínio das vozes: o Sena Santos, o Adelino Gomes e, noutra vertente, dois Antónios: o Macedo e o Sala.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;7)&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:7.0pt"&gt;      &lt;/span&gt;Onde se forma como jornalista?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Estudei no Instituto Politécnico de Portalegre, formei-me em &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Jornalismo e comunicação. Eu e mais uns quantos colegas provámos que é possível vingar no mun&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;do profissional. Sem falsas modéstias. Lembro-me de alguém me perguntar se era ‘o Portalegre do Alentejo?’. Era, pois era. O curso deixou-nos muito preparados mas claro que só a prática nos dá tudo. Sentimo-nos muito orgulhosos por ter chegado a uma redacção e saber escrever uma notícia. Não temos poderes mágicos mas sabemos que a realidade é bem diferente. Ain&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;da durante o curso estagiei na Antena 1 e TVI e passei por 2 empresas de comunicação.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;8)&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:7.0pt"&gt;      &lt;/span&gt;Qual foram os seus primeiros trabalhos no jornalismo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Na rádio foram vários, não me lembro. Depois de terminar o estágio tra&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;balhei numa empresa de comunicação que tinha vários projectos de publicações: saúde, desporto, académica. Como estive no desporto, na Antena 1, estava mais confortável na área. Depois, passei por outra agência de comunicação onde escrevi sobre saúde. Essa foi uma área em que trabalhei bastante na TVI. Sei que no meu 2º dia de estágio em Queluz fui para o aeroporto com o repórter de imagem, esperar o corpo de uma português morto no Brasil. Dramático. Agosto. Horas a fio. Sol insuportável. Resistimos! &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;9)&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:7.0pt"&gt;      &lt;/span&gt;Lembra-se ainda do seu primeiro directo em TV. Que peça apresentou. Lembra-se?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Lembro. O 1º directo aconteceu exactamente um ano depois de ter en&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;trado para a TVI pela primeira vez, nessa altura ainda enquanto estagiária. Foi um directo de um incêndio no Belas Clube de Campo. Foi no Jornal Nacional, ainda não havia TVI 24. Acho que não correu mal… No estúdio, foi no dia 28 de Fevereiro de 2009, o TVI Jornal, as 14h. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;10)&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:7.0pt"&gt;   &lt;/span&gt;Pivô ou repórter? Porquê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Jornalista! Sempre! Enquanto jornalista preciso muito proc&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;urar, escrever e contar. Não faz sentido ficar só à espera que as notícias venham ter connosco para as comunicarmos. Faz sentido sermos nós a contá-las. E, de resto, um bom pivot é aquele que conhece a historia e a Históri&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;a. Que já esteve nos locais e sabe do que fala. E para isso é preciso trabalhar todos os dias. Informar e ser informado. Nada cai no colo. Não há sucesso sem trabalho. O estúdio dá-nos a postura que precisamos ter na rua, ensina-nos a ser disciplinados e mais formais. Hoje os pivots já são jornalistas e não vamos ser hipócritas: toda a gente sonha com o&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; lugar de pivot. Eu também sonhava mas mais nunca pensei que fosse uma realidade t&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;ão próxima!! Tenho um amigo que diz ‘hei-de estar a passar a rua, de bengala, e os meus olhos vão andar à roda à procura de uma história’. Nada mais certo!&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;11)&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:7.0pt"&gt;   &lt;/span&gt;Como foi dar a conhecer aos telespectadores a&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; residência oficial do Presidente da República?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Foi um trabalho muito engraçado. Um formato diferente, que ap&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;resentámos no Diário da Manhã. Pessoalmente, já conhecia o Palácio de Belém mas foi uma visita muito particular e muito agradável! Encontramos sempre coisas novas! &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;12)&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:7.0pt"&gt;   &lt;/span&gt;Lembra-se de alguma situação caricata em TV, que quando se recorda da-lhe vontade de rir, pelo acontecimento em si?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Várias… os realizadores esperam pelo final do jornal ou pela meteorologia para ‘aliviar um bocadinho’ e essas alturas são complicadas de gerir!! Eu consigo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;mas nem sempre é fácil, há toda uma equipa a rir e nós temos de aguentar! São períodos muito longos, a concentração é máxima e há sempre qualquer coisa que falha. Lembro-me de ter um editor a canta&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;r os parabéns no meu auricular, durante o jornal, um assistente debaixo da mesa porque houve uma falha técnica, de ter trocado de camisa no meio do estúdio.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;13)&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:7.0pt"&gt;   &lt;/span&gt;Para si, o que é ser jornalista?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;É levantar pedras, mexer em papéis, acordar pessoas, fazer perguntas incómodas e não esperar as respostas. É respirar fundo, dormir nos intervalos do trabalho. É superar-se todos os dias, procurar mais, fazer melhor e ir mais além para contar aquilo que as pessoas ainda não sabem. Ensinaram há muito tempo que, independentemente do interesse que representam, todas as histórias são dignas e merecem, por isso, ser bem contadas.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Acredito que ser jornalista é quase como ser mãe: não ter horas, estar sempre disponível, sempre à procura do melhor momento e ter sempre uma palavra preparada. Na crónica do 2º aniversário do jornal ‘i’, Hugo Gonçalves dizia que «não é a mesma coisa ser jornalista e ser electricista. (…) Ninguém percebe de fusíveis e no entanto toda a gente comenta notícias. Ser jornalista é mais que um ofício, é uma tirania que&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-D2bBg_ub2fg/TdgEbyAMsaI/AAAAAAAAAXI/ljGbIzczdwc/s400/2.jpg" style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 269px; height: 400px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609238211215536546" /&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; se escolhe.” Ser jornalista é difícil mas não trocava esta vida por nada!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;14)&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:7.0pt"&gt;   &lt;/span&gt;4 de Setembro de 2009. Que horas eram quando soube que seria a Patrícia a apresentar o Jornal Nacional de 6.ª, que até então tinha Manuela Moura Guedes na sua condução?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Nunca falei sobre este assunto. Já passaram quase 2 anos, já há algum distanciamento. Mas esta vai a ser a única vez. Sem me alongar… temos de recuar um dia. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Soube no final do dia 3 de Setembro. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;15)&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:7.0pt"&gt;   &lt;/span&gt;Por quem soube que seria pivô nesse dia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Fui convidada pela Manuela Moura Guedes. Perguntou-me se apresentava o jornal. Disse que sim. Fui convidada, não obrigada. Ao contrário do que se disse na altura.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;16)&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:7.0pt"&gt;   &lt;/span&gt;Que misto de sensações a rodearam nesse momento e mais tarde às 20 horas em ponto, quando sabia que muitos portugueses queriam s&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;aber o que iria acontecer?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Aconteceu tanta coisa nesses dias que nem sei o que senti. Foi uma tarde muito complicada. Nervosismo, obviamente, e grande responsabilidade. O país inteiro estaria a ver o jornal naquele dia e a razão não era, naturalmente, por ser eu a apresentar.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;17)&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:7.0pt"&gt;   &lt;/span&gt;Teve a oportunidade de falar com Manuela Moura Guedes após a apresentação do jornal? Em caso afirmativo, o que ela lhe disse?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Sim, falámos. A equipa do JN 6ªfeira estava à minha espera à po&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;rta do estúdio. A Manuela agradeceu o meu trabalho e eu agradeci o voto de confiança. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;18)&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:7.0pt"&gt;   &lt;/span&gt;Como vê o TVI 24 no mundo do jornalismo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Como uma potência emergente, assim como uma economia poderosa! Conheço bem o canal, ajudei ao nascimento. Está a dar passos pequenos mas sólidos e isso é o mais importante. Saímos em último lugar: lutamos contra o hábito, a História mas não desistimos, nunca! 2011 vai ser o ano do TVI 24.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 303px; " src="http://2.bp.blogspot.com/-tC6mEDdXGB8/Tfim6QLmeNI/AAAAAAAAAYU/Fzz5FRpYBgA/s400/248329_1896325889694_1288009663_31701414_36247_n.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618424054850943186" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; "&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-tC6mEDdXGB8/Tfim6QLmeNI/AAAAAAAAAYU/Fzz5FRpYBgA/s1600/248329_1896325889694_1288009663_31701414_36247_n.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;(No trabalho, com os colegas, Frederico Mendes de Oliveira e Paulo Silva)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-2428274192196030384?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/2428274192196030384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/05/entrevista-exclusiva-patricia-matos-tvi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/2428274192196030384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/2428274192196030384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/05/entrevista-exclusiva-patricia-matos-tvi.html' title='ENTREVISTA EXCLUSIVA A PATRÍCIA MATOS, TVI'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-58zCbOJ17Vg/TdgEcz2hXNI/AAAAAAAAAXQ/Mfjmp0h4BZc/s72-c/3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-3685157604376080570</id><published>2011-05-08T11:45:00.004+01:00</published><updated>2011-05-08T12:00:44.545+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paulo Magalhães; TVI'/><title type='text'>ENTREVISTA EXCLUSIVA A PAULO MAGALHÃES, TVI</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2MSkzdYwl80/TcZ2cd0fZYI/AAAAAAAAAWw/XU7tlIo0Pio/s1600/5.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-2MSkzdYwl80/TcZ2cd0fZYI/AAAAAAAAAWw/XU7tlIo0Pio/s400/5.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604297017722365314" /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); -webkit-text-decorations-in-effect: none; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; " &gt;&lt;b&gt;Paulo Magalhães, encontra-se actualmente à frente na Edição das 10, no TVI 24, que conta com o comentário semanal de Luís Marques Mendes, às quintas-feiras.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;Leia agora a entrevista exclusiva ao jornalista.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; " &gt;&lt;b&gt;1)   Como foi crescer em Lisboa?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;-Aqui não há história, sou de Lisboa, nado e criado em Alvalade, numa altura em que por vezes nas Avenidas Novas ainda passavam rebanhos de ovelhas, o leite e o pão eram entregues à porta de casa e o Bairro de São Miguel, em Alvalade, parecia uma aldeia, com as crianças a brincar na rua, à solta, ao longo de todo o dia.-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; " &gt;&lt;b&gt;2)      Que brincadeira com os seus colegas guarda da sua memória de infância?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- As descidas de ruas mais íngremes em carrinho de esferas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; " &gt;&lt;b&gt;3)      Desde sempre quis ser jornalista?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Só na adolescência, quando optei pela área de Humanísticas se começou a desenhar essa hipótese; tenho um irmão mais velho que foi jornalista da Lusa e que me influenciou, embora sempre tenha preferido a Rádio como caminho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; " &gt;&lt;b&gt;4)      Como inicia a sua ligação à rádio? Considera que a rádio é uma boa escola para quem posteriormente quer fazer televisão?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Ainda no tempo das rádios piratas, havia no Instituto Superior Técnico a RUT, Rádio Universidade Tejo; aí, estando eu já a frequentar Comunicação Social na Uni&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;versidade Nova de Lisboa, tive com alguns amigos um programa de informação semanal chamado “Nevoeiro” e assegurávamos também os três noticiários diários da&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; “estação”; depois foi uma questão de sorte: durante o último ano de facu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;ldade, foi criada a TSF, depois de um curso em que tive a sorte de ser dos que ficaram para arrancar com o projecto; éramos todos jovens, cheios de ideias, cheios de genica e, sob a batuta sábia do Emídio Rangel entre outros, fizemos uma Rádio diferente, de notícias, com Alma, que rapidamente se impôs; desses tempos datam muitas das melhores amizades, com gent&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;e que está hoje espalhada um pouco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; por vários&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; órgãos de comunicação social. Passados uns anos, fui com a Elisabete Caramelo fundar a TSF Porto, cidade onde vivi cerca de ano e meio, e onde fui convidado para a Rádi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;o Renascença, uma grande Casa, onde aprendi imenso, viajei pelo Mundo e se me entranhou o tal “bichinho” da Política.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A Rádio foi para mim a MELHOR escola de jornalismo, aprende-se a es&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;crever como se fala, porque a linguagem de rádio tem de ser oral, a ser sintético, a ir log&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;o ao mais importante e também me tem ajudado nesta nova etapa na TVI.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; " &gt;&lt;b&gt;5)      Acredita que uma voz com sonoridade tem de ser bem trabalhada, ou é algo inato, ou tem ou não te tem?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- A voz é algo inato, nasce connosco, mas pode sempre ser melhorada em termos de colocação e entoação; agora o que pode e deve ser trabalhada é a dicção, a articulação das palavras, a respiração, e há excelentes profissionais que nos podem ajudar nessa matéria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-H9u_gubrDgM/TcZ2cIKQN9I/AAAAAAAAAWo/-DE1e5I9xRI/s400/4.jpg" style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604297011908065234" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; " &gt;&lt;b&gt;6)      Como surge a oportunidade de vir para a TVI?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- A oportunidade foi um convite da Constança Cunha e Sá, então Editora de Política da TVI, pouco antes do arranque do TVI24, há cerca de dois anos. É alguém de quem sou amigo e que admiro há já muitos anos, e veio “desinquietar-me” à Renascença onde eu de resto já era Editor de Política; ainda estive na dúvida, mas depois pensei que era um bom desafio, uma experiência nova, e pronto, cá estou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; " &gt;&lt;b&gt;7)      Vemos o Paulo como pivô da informação no jornal da 10, no TVI 24. Como é um dia normal da sua rotina, até à apresentação do jornal?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Chego à TVI por volta da hora do almoço e preparo as entrevistas e os debates do dia, depois de ler os jornais; como a actualidade é muito mutável e variada, e ninguém sabe tudo sobre tudo, tenho muito que estudar. À hora do Jornal Nacional é tempo da caracterização, saio de Queluz por volta da meia-noite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-9sTf29KuY2E/TcZ2cP2gC0I/AAAAAAAAAWg/NT6H6RVuu1s/s400/3.jpg" style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604297013972699970" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; " &gt;&lt;b&gt;8) Acha que um jornalista consegue desligar-se completamente da sua profissão, ou é muito complicado, mesmo em férias?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Completamente nunca, mas até por causa de filhos, mulher e família, além da própria sanidade mental, faço por “esvaziar” a cabeça durante as férias e por desligar a ficha, leio menos jornais, televisão vejo só mesmo o essencial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; " &gt;&lt;b&gt;9)      Reportagem no terreno ou pivô da informação? Porquê?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-mZpR_XqT4dc/TcZ2byi8czI/AAAAAAAAAWY/Wp4XBYHo8qQ/s400/2.jpg" style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 224px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604297006106047282" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Uma coisa não impede a outra, são acumuláveis e até é bom que o sejam; os pivôs correm o risco de não só perder fontes de informação, como também de se alhearem da vida real, de se limitarem apenas ao jornalismo sentado; de resto, o que gosto mesmo mais de fazer são as campanhas eleitorais e os congressos partidários, tudo cheio de adrenalina e notícias, que puxam muito mais por nós do que o trabalho em estúdio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; " &gt;&lt;b&gt;10)   É adepto das redes sociais? Em que circunstâncias?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Sim, mas não obcecado; são boas fontes informais de informação e servem por vezes para reatar ou manter laços com quem está longe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; " &gt;&lt;b&gt;11)   Qual foi a reportagem que o mais marcou até ao dia de hoje, porquê?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- A reportagem que mais me marcou não tem nada a ver com política; há alguns anos a Argélia estava em guerra civil, os islamitas que tinham sido ilegalizados, desenvolviam acções terroristas por todo o pais e o governo militar também não era flor que se cheirasse; fui o primeiro português a aterrar em Argel, percorri o pais, ouvi e contei histórias d&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;uras e cruéis mas que me solidificaram muito quer pessoal quer profissionalmente, e vi pela primeira vez gente morta á minha frente nas ruas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;De outro ponto de vista (e porque as reportagens foram muitas e marcantes) tive o privilégio de estar em Roma quando morreu o Papa João Paulo II; cheguei dois ou três dias antes da sua morte, fiquei até á eleição de Bento XVI; e assisti às emoções, á tristez&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;a, ao milagre da fé de milhares e milhares de pessoas que foram à Praça de S. Pedro para se despedirem do agora Beato João Paulo II.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; " &gt;&lt;b&gt;13)   Acredita que o jornalismo consegue ser independente a 100% da política e do Estado? Porquê?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Sim, deve ser, tem de ser; é essa a raiz da própria profissão, a credibilidade cai de pantanas se se quebrar o dever de isenção; agora, há formas de pressionar jovens jornalistas, precários e mal pagos como o são cada vez mais nos nossos dias, por forma a que nem sempre todos os pormenores da historia sejam contados; há as represálias através do corte na publicidade que alimenta os mass media privados, há as simpatias excessivas, tudo, ou q&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;uase tudo legitimo da parte “deles”; é uma luta que deve ser travada e ganha pela profissão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; " &gt;&lt;b&gt;14)   Como vê a nova equipa de directores da informação da TVI, José Alberto Carvalho e a Judite de Sousa?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Com enorme esperança e optimismo, são profissionais de mão cheia, com ideias e um rumo, que pensam a Televisão alem do imediato e que de resto, desde que cá chegaram, já deram provas e marcaram, no caso da Judite, a própria actualidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; " &gt;&lt;b&gt;15)   Como é que foi entrevistar a pintora Paula Rego?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Acima de tudo, muito divertido; é uma senhora que não tem pa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;pas na língua, que deu já todas as provas que tinha de dar, que diz tudo o que pensa; é uma grande figura portuguesa, que rompeu as fronteiras de uma mulher nascida durante o Estado Novo, que pinta com alma os fantasmas dela e nossos, e que ao mesmo tempo guardou uma ingenuidade quase infantil e muito pura na maneira como ve o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; " &gt;&lt;b&gt;16)   Como é que vê a actual conjuntura económico-política do nosso país?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Costuma reunir-se com o comentador das quintas-feiras, Luís Marques Mendes para falarem do que abordaram no comentário semanal, ou tudo surge naturalmente?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Com o Dr Marques Mendes já estamos em velocidade de cruzeiro: no inicio, há mais ou menos um ano, costumávamos reunir todas as semanas ás segundas feiras, para analisar os temas e escolher os que iriam ao programa; depois falavamos mais duas ou três vezes por telefone; hoje em dia, é mais só por telefone que acertamos os pormenores, temos longas conversas e por vezes discussões sobre os ângulos pelos quis se deve pegar na actualidade, sobretudo sobre os “mais” e os “menos” da semana…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Quanto á situação do pais, é grave e preocupa-me, sobretudo pelos meus filhos e pelo futuro deles e do país, mas também sei que temos mais de oito séculos de história e quero crer que amanhãs mais sorridentes nos aguardam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-K597LDjlTns/TcZ2b3CdqRI/AAAAAAAAAWQ/OPyRVZtxd90/s400/1.jpg" style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604297007311989010" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; " &gt;&lt;b&gt;18)   Paulo Magalhães, Paula Magalhães: afinal é só os nome que os une ou também uma grande relação de amizade?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Conhecemo-nos apenas quando entrei para a TVI, não há qualquer laço familiar que nos una, mas costumamos brincar com a coincidência. Recebemos correio e telefonemas trocados todas as semanas e até já falámos em ter um programa “Magalhães e Magalhães”, que com a minha inteligência e a beleza dela, seria um sucesso de certeza…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;19)   Que conselhos gostaria de deixar aos futuros jornalistas deste país?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Não dou conselhos, cada um é si próprio e a sua circunstancia, mas sei que a vida de jornalista, e sobretudo de jovem jornalista, é hoje muito mais complicada do que quando eu comecei; o mercado não chega para tanta oferta, há muita exploração dessa mão-de-obra barata, é uma vida dura em que é preciso persistir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-3685157604376080570?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/3685157604376080570/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/05/entrevista-exclusiva-paulo-magalhaes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/3685157604376080570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/3685157604376080570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/05/entrevista-exclusiva-paulo-magalhaes.html' title='ENTREVISTA EXCLUSIVA A PAULO MAGALHÃES, TVI'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2MSkzdYwl80/TcZ2cd0fZYI/AAAAAAAAAWw/XU7tlIo0Pio/s72-c/5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-1419592704492598138</id><published>2011-04-26T18:48:00.005+01:00</published><updated>2011-04-26T18:57:36.331+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Manuel Rosendo'/><title type='text'>JOSÉ MANUEL ROSENDO, EM ENTREVISTA EXCLUSIVA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O jornalista e repórter de guerra, José Manuel Rosendo, falou da sua experiência profissional.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Leia a entrevista ao jornalista.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-OrRCpfqiuNo/TbcHEcR49HI/AAAAAAAAAVs/BUhKPSnDe4w/s400/rosendo.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 288px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599952434550600818" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;1)      O que é ser jornalista de guerra?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Ser jornalista num cenário de conflito ou em qualquer outro&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; sítio, é exactamente igual. As regras são sempre as mesmas. O que muda num cenário de conflito é a perigosidade e por isso devemos ter algumas cautelas. Gosto de dizer, até para desmontar um pouco o mito do jornalista de guerra, que um jornalista não é um “Indiana Jones”.É certo que há situações de risco que são impossíveis de controlar. Por mais que façamos um plane&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;amento ponderado e cauteloso, há factores que nos escapam totalmente. Em regra, uma situação de conflito armado significa ausência de Lei e de Ordem. São frequentes os actos de banditismo e de condições difíceis de trabalho: dificuldade de comunicações, falta de locais para pernoitar, alimentação precária, etc…&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;2)      O Jornalista que faça um directo em pleno cenário de guerra, corre ou não perigo de vida?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Normalmente, os directos são feitos em locais relativamente seguros, quando feitos a partir dos locais onde se instalam as agências que têm as ligações por satélite. Há casos em que as equipas de televisão utilizam o satélite portátil e nesse caso podem, de facto, fazer o directo de qualquer sítio. O&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; perigo existe sim, quando antes desse directo andamos no terreno a ver o que está a acontecer e a captar sons e imagens para podermos transmitir essa informação. Aí encontramos de tudo. Gente amigável e outra gente que nos detesta; gente agressiva; e também encontramos quem nos ofereça alimentos e, por vezes até dormida. De facto, é verdade que um tiro perdido nos pode atingir. Mas temos consciência disso. O risco deve ser assumido, embora façamos tudo para o evitar. Mas a guerra não deve ser um espectáculo. O importante é a i&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;nformação e não adiantará grande coisa (em termos informativos) estar em directo e a olhar pelo canto do olho para ver se algum perigo se aproxima. Isso pode ser mostrado através de imagens captadas anteriormente, editadas e depois transmitidas. Fazer jornalismo não é o mesmo que mostrar as aventuras do jornalista.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;3)      O antes, o durante e a pós-participação num cenário de conflito armado. Que sensações se intercalam no jornalista?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Há adrenalina. Em casos de conflito armado é impossível n&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;ão haver. Há risco e portanto a adrenalina aumenta. E já agora, não convém escamotear: também há medo. Por vezes há. Tal como há emoção, porque a guerra é uma realidade que deixa um rasto marcante, nomeadamente em termos de vidas perdidas. É impossível fugir a isso, mas é importante controlar as emoções. Depende muito da preparação que cada um tem para enfrentar este tipo de situações, sendo que podemos sempre ser surpreendidos por algo inesperado. Os jornalistas não estão no terreno para ter emoções. É verdade que são seres humanos, mas já sabem ao que vão. A nossa missão é informar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; e para isso temos que manter a cabeça fria e não nos deixarmos arrastar pelas emoções. Ser frio e ter distanciamento em trabalho não significa ausência de sentimentos, emoções ou valores, nem significa que o jornalista não seja humano. É uma necessidade que, se não for cumprida, coloca em risco a missão que levamos para esses cenários de conflito. Pode parecer contraditório mas ao mesmo tempo que temos de mergulhar na realidade que temos que relatar, temos em simultâneo que não nos deixar sufocar por ela.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Depois, no regresso, cada um tem que saber gerir as emoções que traz. Muitas vezes passamos duma situação de elevado stress para outra de calma absoluta proporcionada por uns dias de descanso. Há uma sen&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;sação de vazio. A experiência ajuda a ultrapassar essa sensação de que devíamos estar noutro sítio.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;4)      A «guerra das audiências» pode por em causa o trabalho do jornalista num cenário de guerra?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Um conflito armado é um palco privilegiado para a guerra da informação. É preciso muito cuidado com a informação e com as respectivas fontes. Há sempre rumores para todos os gostos. O stress que atinge os jornalistas também toca os protagonistas e isso reflecte-se na informação que passam.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Há também quem conheça bem o valor da informação e tente utilizar os jornalistas. Acontece em situações de ausência de conflito, quanto mais em situações de guerra.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Muitas vezes a dificuldade de acesso à informação dificulta a interpretação do que acontece no terreno, por isso é importante manter um contacto frequente com a redacção. Quando isso é possível.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Seja como for, ao jornalista pede-se que relate o que vê e não que faça análise política ou militar. Pode fazê-lo, mas não é esse o objectivo de alguém que vai para um local de conflito fazer reportagem.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-Q16CSTGq47U/TbcGJ4DXI4I/AAAAAAAAAVk/79GtaRirZ4c/s400/jos%25C3%25A9%2Bmanuel%2Brosendo.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599951428393575298" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-1419592704492598138?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/1419592704492598138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/04/jose-manuel-rosendo-em-entrevista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/1419592704492598138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/1419592704492598138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/04/jose-manuel-rosendo-em-entrevista.html' title='JOSÉ MANUEL ROSENDO, EM ENTREVISTA EXCLUSIVA'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-OrRCpfqiuNo/TbcHEcR49HI/AAAAAAAAAVs/BUhKPSnDe4w/s72-c/rosendo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-6251151231583167452</id><published>2011-04-03T12:31:00.005+01:00</published><updated>2011-04-03T12:45:40.251+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cláudia Lopes'/><title type='text'>ENTREVISTA EXCLUSIVA À JORNALISTA DA TVI, CLÁUDIA LOPES</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Z8e6gcIzeLs/TZhbcnKweSI/AAAAAAAAAVM/8zq0hIE9wgM/s1600/7032_1147578162189_1009604480_30359463_3411830_n.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 293px; height: 400px; " src="http://1.bp.blogspot.com/-Z8e6gcIzeLs/TZhbcnKweSI/AAAAAAAAAVM/8zq0hIE9wgM/s400/7032_1147578162189_1009604480_30359463_3411830_n.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591319484489038114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;A ideia que o futebol é um espaço do «Homem Macho», à muito que deixou de ser uma realidade entre os homens, ou não… A verdade é que as mulheres no meio do futebol ainda são olhadas com alguma desconfiança e sarcasmo. Todavia, a jornalista da TVI, Cláudia Lopes, vem colocar de lado totalmente esta ideia, sendo exemplo de triunfo no meio da modalidade desportiva.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object width="480" height="390"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ncX0EheigzQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="390"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;1) Cláudia, durante a sua infância preferia pentear o cabelo às suas bonecas ou não dispensava um bom jogo de futebol com os seus amigos?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Nunca tive o mínimo jeito para o futebol, nem nada que se pareça! Sempre pratiquei desporto, é facto, mas considero que algumas vezes tenha sido “Maria-Rapaz”.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;2) Com que idade se apercebe que o mundo do jornalismo iria marcar a sua vida futura?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Tinha 22 anos quando fui estagiar para a RTP e logo percebi que o bicho tinha ficado cá dentro. Só em 1998 comecei no jornalismo desportivo e sem ser uma passagem planeada, antes pelo contrário…&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;3) Acaba por se formar onde?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Licencie-me no Instituto Superior de Comunicação Empresarial.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;4) Quando era pequena quais eram os seus principais ídolos no futebol?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Não tinha! Não ligava nenhuma e não fazia ideia… mas se há um nome que me ficou, foi o de Maradona!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;5) Quais foram as suas primeiras experiencias no mundo do jornalismo?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Foi como já referi, em 1992, quando fui estagiar para a RTP.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;6) Como surge o convite de ir trabalhar posteriormente para a TVI?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Surge no fim de 2008 quando se começou a preparar a abertura do TVI24.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;7) A Cecília Carmo possivelmente sempre lhe serviu de referência profissional, ou não fosse ela uma das primeiras jornalistas a estar ligada ao mundo do desporto. Que recordações guarda da época em que a via apresentar este tipo de magazines informativos?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Confesso que não tinha apetência pela informação desportiva antes de chegar ao desporto em 1998, lembro-me de ver apenas os grandes eventos, como os Jogos Olímpicos ou os Mundiais de Futebol, mas não era uma espectadora assídua!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;8) O futebol continua ainda a ser muito machista. Concorda ou discorda totalmente desta afirmação? Porquê?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Não considero que seja machista, mas é um universo muito masculino! São coisas diferentes.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;9) Como é que foi a reacção da sua mãe e do seu pai ao entrar num mundo até então, tão masculino?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Não tiveram reacção, nem boa nem má. Porque o jornalismo desportivo surgiu, não foi uma escolha nem um projecto.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;10) Possivelmente tem algumas situações caricatas quando inicia a sua especialização no jornalismo desportivo, tipo comentários por parte de alguns homens ou até mulheres, lembra-se de algumas?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Quando comecei, ainda eram muito poucas as mulheres nesta área, tive algumas situações engraçadas e outras menos… mas genericamente sempre fui muito bem tratada e aceite num mundo mais masculino! Mas o mais normal de ouvir é que afinal sou mais baixinha do que pereço na televisão! &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;11) A sua voz é muito característica dos relatos de futebol. Costuma ter alguns cuidados com ela, ou faz a sua vida normal sem nenhuma preocupação em especial?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Sem qualquer preocupação… até com alguns abusos… como são as bebidas geladas no Verão.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;12) Foi uma das enviadas ao Mundial da África do Sul. Como é que foi esta experiência onde Portugal saiu derrotado?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;A cobertura de um Mundial é sempre um momento especial para um jornalista, mais ainda tratando-se do primeiro Mundial em África! Foi uma experiência fantástica. Quanto ao desempenho da selecção, acho que tínhamos equipa e capacidade para ir mais à frente!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;13) Actualmente apresenta programa «Mais Futebol» e ainda «Jornada» com o Sousa Martins. Como é trabalhar ao lado do Sousa Martins?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Sim, às sextas à noite no TVI24. O Jornada que apresento com o Sousa Martins: é uma experiência muito boa, porque já nos conhecemos há muitos anos. É sempre bom trabalhar com alguém que respeitamos profissionalmente e que é um grande amigo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;14) Acredita que existam algumas desvantagens para as mulheres jornalistas no mundo do futebol ou é exactamente a mesma coisa?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Não acredito nisso. Antes pelo contrário, acho que somos mais bem tratadas, com mais atenção e mais educação.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;15) Uma das questões possivelmente mais ambíguas é a arbitragem, não arrisca muito neste campo, ou sente-se confortável?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Deixo isso para quem sabe, ou seja para o nosso comentador Pedro Henriques.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;16) Cláudia, porquê que o futebol feminino português ainda não se encontra tão desenvolvido? Que barreiras são necessárias quebrar?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Acho que em Portugal gostam mais dos clubes do que de futebol e isso condiciona, e muito, o desenvolvimento do futebol feminino.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;17) Que ingredientes são necessários para se ser um bom jornalista na área do desporto?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Os mesmos que para ser bom jornalista em qualquer outra área. Seriedade e rigor.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;18) Para quando um jogo feminino da equipa de senhoras jornalistas e pivôs da TVI? Já agora quem seria a sua guarda-redes e porquê?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Lol! Não acho que isso algum dia possa acontecer!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;19) Se a Susana Bento Ramos a convidasse para uma viagem numa daquelas motas de competição. Era mulher para aceitar o desafio?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Já tive o privilégio de dar duas voltas ao autódromo do Estoril à pendura de um senhor chamado Randy Mamola, por isso estou pronta para tudo!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;20) No meio de tanto futebol consegue ter algum clube do coração ou prefere manter o anonimato?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Como quase todos os portugueses tenho clube… mas prefiro que a escolha não seja pública!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;21) Fernando Correia um grande jornalista ligado ao desporto. Recebeu alguns conselhos desta grande figura do desporto?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;O Fernando é de facto uma pessoa e um profissional que muito admiro, como ele como com muitos outros profissionais acho que tenho muito a aprender!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;22) José Mourinho. Já teve a oportunidade de entrevistar esta grande figura do futebol. Quais as principais características que apreendeu deste grande líder?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Sim já o entrevistei. Acho que o mais importante, é que há dois Mourinhos: a figura pública e o homem. E são duas personagens diferentes!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;23) Projectos para o ano de 2011?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Ui! Esta é a pergunta mais complicada! Não sou de grandes projectos. Porque depois se não se concretizarem lidar com a desilusão é muito mais complicado. Mas os projectos em que estou envolvida na TVI são de facto a minha grande prioridade para este ano!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-6251151231583167452?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/6251151231583167452/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/04/entrevista-jornalista-da-tvi-claudia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/6251151231583167452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/6251151231583167452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/04/entrevista-jornalista-da-tvi-claudia.html' title='ENTREVISTA EXCLUSIVA À JORNALISTA DA TVI, CLÁUDIA LOPES'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Z8e6gcIzeLs/TZhbcnKweSI/AAAAAAAAAVM/8zq0hIE9wgM/s72-c/7032_1147578162189_1009604480_30359463_3411830_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-388267366554583164</id><published>2011-03-05T13:58:00.006Z</published><updated>2011-03-05T18:52:44.529Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LARA SANTOS'/><title type='text'>LARA SANTOS, PIVÔ DO TVI 24 EM ENTREVISTA EXCLUSIVA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1) A Lara é natural de onde? Como é que foi nascer e crescer nessa localidade?&lt;br /&gt;Sou natural de Lisboa.&lt;br /&gt;Nascer e crescer nesta cidade é fantástico.&lt;br /&gt;Lisboa é, sem dúvida, a capital europeia mais bonita de todas e a luz de Lisboa, é sempre a luz de Lisboa. Confesso no entanto que tenho uma costela alentejana e sinto essa zona do país também como sendo minha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-72Emc3JMLYM/TXJKfc-r4MI/AAAAAAAAAU0/-0PK5mY9VCU/s1600/190011_167099733340024_100001199967051_332804_5842714_n.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580604792480981186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 301px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-72Emc3JMLYM/TXJKfc-r4MI/AAAAAAAAAU0/-0PK5mY9VCU/s400/190011_167099733340024_100001199967051_332804_5842714_n.jpg" border="0" /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-72Emc3JMLYM/TXJKfc-r4MI/AAAAAAAAAU0/-0PK5mY9VCU/s1600/190011_167099733340024_100001199967051_332804_5842714_n.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;2) Durante a passagem pelo ensino básico ou secundário, qual foi a altura que começou a perceber que o mundo do jornalismo faria parte da sua vida?&lt;br /&gt;Percebi que queria ser jornalista muito cedo.&lt;br /&gt;Com 5 anos pedia microfones no Natal e nos aniversários e montava estúdios de rádio em casa onde gravava os meus próprios programas.&lt;br /&gt;A minha mãe conta que o meu passatempo favorito era entrevistar a família.&lt;br /&gt;A profissão estava-me no sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lCV8opx4eIY/TXJKfEhrQUI/AAAAAAAAAUs/apKpybLSnS4/s1600/189021_167152020001462_100001199967051_332935_4928494_n.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580604785916854594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-lCV8opx4eIY/TXJKfEhrQUI/AAAAAAAAAUs/apKpybLSnS4/s400/189021_167152020001462_100001199967051_332935_4928494_n.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) No seu tempo de infância quando via televisão, quem eram os grandes comunicadores que idolatrava e porquê?&lt;br /&gt;Nunca vi muita televisão, sempre ouvi mais rádio mas recordo-me da minha referência ser a Margarida Marante.&lt;br /&gt;Gostava da forma como a Margarida conduzia entrevistas e pensava que um dia também eu podia estar naquele papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) A Lara fez parte do grupo de música que marcou gerações «Onda Choc». Como é que surge esta sua ligação ao grupo?&lt;br /&gt;Surgiu quase por acaso. Soube que havia castings e participei.&lt;br /&gt;Recordo-me que na altura eram 16 mil crianças e foram escolhidas 8.&lt;br /&gt;Foi uma fase muito engraçada da minha vida e hoje tenho a certeza que o facto de subir ao palco tão nova e de comunicar, através da música e dança, com muitas pessoas, ajudou-me e desinibiu-me do receio das câmeras.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-s2Ofojo3GfU/TXJD8e5eaUI/AAAAAAAAAUk/UpmcVCFVEK8/s1600/img281.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-kH8foKtOkyw/TXJDtYmeQRI/AAAAAAAAAUc/CyMnOiZK-2w/s1600/149287_501118008791_543678791_7262219_1267869_n.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580597335242457362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-kH8foKtOkyw/TXJDtYmeQRI/AAAAAAAAAUc/CyMnOiZK-2w/s400/149287_501118008791_543678791_7262219_1267869_n.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-HXH3aImod5Y/TXJDsys3a7I/AAAAAAAAAUU/VdmSY73cB8k/s1600/23776_410077903791_543678791_5202803_2292455_n.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580597325068725170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 248px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-HXH3aImod5Y/TXJDsys3a7I/AAAAAAAAAUU/VdmSY73cB8k/s400/23776_410077903791_543678791_5202803_2292455_n.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt; 5) Desde cedo e enquanto elemento pertencente a este grupo começa a participar em programas televisivos, nomeadamente quem não se lembra, do palhaço «Companhia». Que recordações lembra desse tempopode nos dizer em que tempo As recordações desses tempos são óptimas.&lt;br /&gt;Era um grupo de crianças muito unido e muito bem disposto.&lt;br /&gt;É curioso porque graças ás novas tecnologias, conseguimos reencontrar-nos todos novamente.&lt;br /&gt;Uma experiência dessas marca a vida de qualquer criança.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-_Vg4-ONFCu4/TXJDsjUd_AI/AAAAAAAAAUM/xYBsFF78ga4/s1600/23776_410077898791_543678791_5202802_7596218_n.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580597320939863042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 184px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-_Vg4-ONFCu4/TXJDsjUd_AI/AAAAAAAAAUM/xYBsFF78ga4/s400/23776_410077898791_543678791_5202802_7596218_n.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-wEtD-ppj9oU/TXJDsl6DXlI/AAAAAAAAAUE/WrZqm5oKOaA/s1600/20672_297626833791_543678791_4622430_131834_n.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580597321634373202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-wEtD-ppj9oU/TXJDsl6DXlI/AAAAAAAAAUE/WrZqm5oKOaA/s400/20672_297626833791_543678791_4622430_131834_n.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;6) Lara onde se forma, enquanto jornalista? A Lara tem uma voz inconfundível, uma voz dita «perfeita» para rádio. Que experiências vivenciou neste domínio, da rádio?&lt;br /&gt;Licenciei-me na Universidade Lusófona de Humanidades e tecnologias de Lisboa.&lt;br /&gt;Trabalhei em várias rádios nomeadamente na TSF, na Rádio Comercial e no Rádio Clube Português.&lt;br /&gt;Esta última foi a experiência profissional mais marcante que tive.&lt;br /&gt;Fazia um programa da meia noite às 2h da manhã chamado "Posto de Escuta".&lt;br /&gt;As pessoas ligavam para mim para falar da vida, contar estórias e desabafar.&lt;br /&gt;A ligação que criei com os ouvintes foi extraordinária e ouvi muitos episódios que me fizeram crescer muito enquanto ser humano e ensinaram-me também a relativizar os problemas da vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-TdQ_ChLfDJ0/TXJDsU7CJPI/AAAAAAAAAT8/YEVmUJHtDDs/s1600/10233_169368743791_543678791_3742805_4214843_n.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580597317075084530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-TdQ_ChLfDJ0/TXJDsU7CJPI/AAAAAAAAAT8/YEVmUJHtDDs/s400/10233_169368743791_543678791_3742805_4214843_n.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;7) Que cuidados nutre com a sua voz?&lt;br /&gt;Alguns. Não beber nada muito gelado, não estar exposta mudanças drásticas de temperatura. Os cuidados básicos para poder trabalhar com ela todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;8) Qual foi a 1.ª situação em que encarou a câmara, em directo, pela 1.ª vez?&lt;br /&gt;Foi na Tvi, num directo em Almada, no despejo de várias famílias. Estava nervosíssima.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;9) Como surge a oportunidade de vir trabalhar para a TVI?&lt;br /&gt;Estagiei na Tvi em 2005 e estive lá quase 1 ano.&lt;br /&gt;Depois saí para experienciar o mundo da rádio, e acabei por voltar em 2009.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;10) Lara de forma decisiva, pivô da informação ou repórter no terreno?&lt;br /&gt;Que pergunta tão difícil. Um bom pivôt de informação tem de saber o que é estar no terreno.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11) Achei curiosa uma de tantas reportagens da autoria da Lara e da sua equipa: “Crianças já têm a noção do que é poupar”. Como foi organizar esta reportagem e sobretudo lidar com uma classe tão especial, as crianças?Entrevistar crianças é sempre especial mas é um grande desafio.&lt;br /&gt;Essa reportagem foi muito engraçada de preparar, mas sempre que se chega ao terreno, há muitas ideias pré-definidas que caem por terra. Os olhos do jornalista precisam de estar "lá" para ver e para conseguir o melhor ângulo de abordagem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-V-uMEgEUPC4/TXJB-tQsbuI/AAAAAAAAAT0/NcT2HgY0cJU/s1600/10233_169368703791_543678791_3742804_2161615_n.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580595433822777058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-V-uMEgEUPC4/TXJB-tQsbuI/AAAAAAAAAT0/NcT2HgY0cJU/s400/10233_169368703791_543678791_3742804_2161615_n.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-aJ8kGCmN9DI/TXJB-UC855I/AAAAAAAAATs/sEdIqQ59thA/s1600/10233_169357028791_543678791_3742645_3180924_n.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580595427054249874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-aJ8kGCmN9DI/TXJB-UC855I/AAAAAAAAATs/sEdIqQ59thA/s400/10233_169357028791_543678791_3742645_3180924_n.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;12) José Carlos Castro afirma numa entrevista “que o pivô é mestre-de-cerimónias”. De certa forma a apresentação do trabalho dos colegas depende da boa performance do pivô que introduz a peça. Partilha desta opinião?&lt;br /&gt;Partilho mas as pessoas têm de ter noção que o mestre-de-cerimómias apenas dá a cara por uma extensa equipa que está atrás de um jornal.&lt;br /&gt;São dezenas de pessoas cada uma com a sua função e sem as quais a realização de um bloco de notícias não era de todo possível.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;13) Sente-se de certa forma, uma filha do TVI 24?&lt;br /&gt;Sinto-me uma filha deste canal naturalmente. Estar num projecto deste o primeiro segundo é uma sensação indescritível.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;14) Considera que muitas vezes pelo facto de os pivôs serem presença assídua nos telejornais, estas acabam por ser reconhecidas mais pelo público em geral, tornando-se inclusivamente alvo de interesse por parte das revistas, por exemplo, de televisão?&lt;br /&gt;Acho que isso é natural, mas cada um faz a gestão da carreira da forma que quer.&lt;br /&gt;Não me parece que a vida pessoal de um pivôt de informação possa ser de interesse público, a menos que a pessoa o permita.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;15) O facto de ultimamente estar a apresentar «A Última Edição» no TVI 24 faz com que tenha de trabalhar até bastante tarde. Habitualmente a que horas se deita quando está à frente da Última Edição?&lt;br /&gt;Geralmente deito-me por volta das 2h da manhã. Mas acordo cedo, nunca gostei de dormir muito e este horário exige disciplina e rotinas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;16) No dia seguinte, consegue levantar-se cedo, ou o facto de ter este horário mais nocturno, permite-lhe acordar mais tarde?&lt;br /&gt;Como dizia na pergunta anterior, acordo cedo. 9h, 10h estou acordada. Gosto do sol da manhã, deixa-me bem disposta o resto do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17) Os directos trazem quase sempre situações de imprevisibilidade, sobretudo, por exemplo, quando acontece algum problema com o teleponto, ou uma gralha no texto. Para além de um certo dia ter dito, aquando do desaparecimento de um corpo no mar, ter dito, «finalmente, o corpo deu à luz», que outras situações mais caricatas guarda no seu percurso profissional?Os jornalistas trabalham naturalmente com notícias ditas pesadas. Se não encararem tudo com uma certa leveza torna-se complicado. Há uma equipa fabulosa sempre à nossa frente e no nosso ouvido que nos faz sentir protegidos e que nos empurra para cima em momentos mais complicados.&lt;br /&gt;As pessoas não imaginam a quantidade de imprevistos que acontecem num jornal. Mas isso é bom porque faz-nos crescer enquanto profissionais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-P9IABW0-pEk/TXJB-Nj-71I/AAAAAAAAATk/KM7RhSfdpzw/s1600/10233_168471443791_543678791_3733756_6181215_n.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580595425313746770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-P9IABW0-pEk/TXJB-Nj-71I/AAAAAAAAATk/KM7RhSfdpzw/s400/10233_168471443791_543678791_3733756_6181215_n.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;18) O facto de a Lara ter diariamente que dar cara a um espaço informativo do TVI 24 tem de previamente ter um cuidado com a imagem, como a roupa que veste. Em média, num dia normal de trabalho a que horas chega à redacção e se prepara para mais tarde entrar no ar?&lt;br /&gt;Tenho naturalmente cuidado com a minha imagem não só porque dou a cara num espaço informativo.&lt;br /&gt;Quando estou de férias ou folgas, gosto de andar mais confortável.&lt;br /&gt;Chego à Tvi sempre às 18h00. Conto com 1h e meia de preparação, cabelos e maquilhagem e vou para o ar a primeira vez às 20h00.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;19) Lara para além da sua vida profissional tem muitos cuidados com a sua imagem, estado físico, por exemplo. Agora de Inverno, por exemplo quantas vezes por semana costuma ir ao ginásio. Como consegue conciliar a sua vida profissional com a prática de exercício físico?&lt;br /&gt;No Inverno sabe melhor ir ao ginásio. Geralmente vou de 2ª a Domingo, todas as manhãs. Não diz apenas respeito a uma questão de imagem, mas é uma espécie de terapia para a alma e para o espírito.&lt;br /&gt;A minha vida processa-se a uma velocidade alucinante, por isso tenho necessidade daquelas 2 horas matinais para estar comigo, para cuidar de mim e para organizar as minhas ideias e o meu dia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;20) Para terminar, que mensagem gostaria de deixar aos nossos leitores, para que continuem a visualizar a informação transmitida no TVI 24?Porque é isenta e credível. O mundo em tempo real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21) Projectos para o futuro?Crescer todos os dias profissionalmente porque sinto-me previligiada por acordar todas as manhãs para fazer uma coisa que gosto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-93q-P58OY8o/TXJB98iHgQI/AAAAAAAAATc/03pc8JR7GMw/s1600/3139_87664083791_543678791_2484953_2220468_n.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580595420742516994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-93q-P58OY8o/TXJB98iHgQI/AAAAAAAAATc/03pc8JR7GMw/s400/3139_87664083791_543678791_2484953_2220468_n.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-waXpmd7kfqY/TXJB93T49xI/AAAAAAAAATU/xX1pSlB-Bi4/s1600/1.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580595419340666642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 262px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-waXpmd7kfqY/TXJB93T49xI/AAAAAAAAATU/xX1pSlB-Bi4/s400/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;object height="390" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Sn7obe2sm3Y?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Sn7obe2sm3Y?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="390"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-388267366554583164?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/388267366554583164/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/03/lara-santos-pivo-do-tvi-24-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/388267366554583164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/388267366554583164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/03/lara-santos-pivo-do-tvi-24-em.html' title='LARA SANTOS, PIVÔ DO TVI 24 EM ENTREVISTA EXCLUSIVA'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-72Emc3JMLYM/TXJKfc-r4MI/AAAAAAAAAU0/-0PK5mY9VCU/s72-c/190011_167099733340024_100001199967051_332804_5842714_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-5137840175816737816</id><published>2011-02-13T10:53:00.004Z</published><updated>2011-02-13T11:10:12.562Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inês Pereira'/><title type='text'>ENTREVISTA EXCLUSIVA À JORNALISTA DA TVI, INÊS PEREIRA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mlwv3j4ceV0/TVe5rlkJu7I/AAAAAAAAASE/1aPvPraTLPI/s1600/163040_160838887293760_100001029499166_320344_3043659_n.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573127222363536306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-mlwv3j4ceV0/TVe5rlkJu7I/AAAAAAAAASE/1aPvPraTLPI/s400/163040_160838887293760_100001029499166_320344_3043659_n.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1) Inês quando em pequena alguém lhe perguntava o que gostaria de ser, qual era a sua resposta? Algum motivo em particular?&lt;br /&gt;Não sabia o que queria ser concretamente, mas que estaria ligado à comunicação sim. As minhas brincadeiras de infância estavam sempre ligadas a música, tinha sempre qualquer coisa a fazer de microfone (risos). Imaginava espectáculos e fazia de apresentadora. Depois aos 14 fiz uns testes, antes de escolher a área que teria de seguir, e aí sim confirmou-se a minha área era mesmo comunicação, mas ainda tive dúvidas se não queria ser advogada. Mas pouco tempo depois decidi mesmo que queria ser jornalista. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;2) Quando tinha os seus 14, 15 anos e olhava para a televisão em sua casa, quais eram os comunicadores em que mais fixava o olhar? Porquê?&lt;br /&gt;Não sei se na altura tinha essa idade mas gostava muito de ver o Pedro Mourinho apresentar o “Caderno Diário” na RTP2. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;3) Nessa altura pensava que um dia, também a Inês podia fazer parte dessa caixa mágica, a que chamamos de televisão?&lt;br /&gt;Sim claro, assistia ao programa e pensava que um dia também eu poderia ser apresentadora de um programa para jovens. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573126171081379058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-PMRQLsAd_mU/TVe4uZO9DPI/AAAAAAAAAR0/MYLe8JXkKuI/s400/HPIM0597.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;4) Forma-se em ciências da comunicação pela Universidade do Algarve. Dentro do curso, de forma inequívoco qual foi a unidade curricular que mais a marcou porquê?&lt;br /&gt;Sem dúvida as cadeiras de rádio e televisão, mas mais a cadeira de rádio. Adorei fazer algumas reportagens, editar os sons e depois encontrar palavras para transportar o ouvinte para o cenário da notícia. Foi essa cadeira que me fez decidir que na altura do estágio iria escolher rádio.&lt;br /&gt;5) Onde fez o seu estágio curricular?&lt;br /&gt;Fiz na Rádio Solar em Albufeira. Mas o meu caso foi diferente dos meus colegas, pois enquanto realizei o estágio já estava a trabalhar, com contrato. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;6) Em Agosto de 2002 após ter terminado o curso inicia a sua carreira na rádio, inclusivamente com moderação de debates políticos. Como é que foi este 1.º impacto numa área sempre tão complexa, como a política?&lt;br /&gt;Os debates políticos só chegaram quase dois anos depois, até lá houve um percurso no qual fui crescendo como profissional. Os debates políticos acontecem já eu estava a trabalhar como correspondente para a TVI. A direcção da Rádio Solar convidou-me para moderar em conjunto com a colega residente um debate com todos os candidatos à Câmara de Albufeira. Foi uma experiência muito gratificante, fiz o que me competia, colocar-me no lugar do ouvinte, do eleitor, e questionar quem ali estava a defender ideias e convicções. Não acho a política complexa, é uma área que me atrai bastante. Como em qualquer outra é preciso estar actualizada, acompanhar o que se passa e acima de tudo questionar, questionar muito. Saber interpretar o que nos dizem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;7) A sua entrada como jornalista correspondente da TVI no Algarve dá-se em 2004. Quer nos falar um pouco da experiência do seu primeiro directo para a televisão independente? Ainda se lembra quem estava a apresentar o Jornal à época?&lt;br /&gt;O meu primeiro directo acontece no âmbito do “caso Joana”. Foi à porta do Tribunal de Portimão, no primeiro dia de julgamento da mãe e do tio da menina. Fiz 5 directos para o Diário da Manhã, se a memória não me falha quem estava a apresentar era o José Carlos Araújo. O Jorge Nuno Oliveira editava e foi uma voz muito importante no meu ouvido. Deu-me tranquilidade e segurança. Mas o aperto no estômago é impossível de não sentir. O peso da responsabilidade é mais forte e tudo se ultrapassa. Mas como fiz 5 directos seguidos durante o período da manhã, pareceu-me no fim, que não era assim tão assustador como parecia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573126169190844002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 322px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-lDkNngzb02w/TVe4uSMNxmI/AAAAAAAAAR8/eSiHxW6eKoU/s400/Moutinho%2B2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;8) Sendo correspondente a verdade é que têm de se manter bastante actualizada nas diversas áreas, desde o desporto, à economia, à política, enfim, um pouco de tudo. Quer nos expor um pouco a sua rotina diária.&lt;br /&gt;O bom de tudo isto é que não há rotina. Na maioria das vezes sei a que horas saio de casa, nunca a que horas regresso. Se não tiver serviço marcado, de manhã é obrigatório ler os jornais, consultar a internet e estar atenta também aos media regionais. Depois é um trabalho de pesquisa que se faz todos os dias, contactos com as fontes, com as pessoas que vamos conhecendo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;9) Qual foi o directo mais caricato, talvez pelas características dos entrevistado, que teve até hoje e que nunca esquecerá?&lt;br /&gt;Mais caricato não pelo entrevistado mas pela situação em si. Sexta-feira 13, jantar dos 13 organizado pelo professor Herrero. Fechei o Jornal Nacional com um directo do início do jantar. O entrevistado quis estar com um gato preto ao colo. Diga-se a bem da verdade que não era um gato pequeno, e estava muito assustado. Passei toda a entrevista a pensar em que momento o gato se iria assanhar e atirar-se para cima da minha cara. Acabou bem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573128235139272850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 333px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-vkck2ot10H4/TVe6mictEJI/AAAAAAAAASM/gCvimGuod7k/s400/appealPA_468x390.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;10) Provavelmente pelo mediatismo que o Caso “&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.dailymotion.com/video/x6d17s_shop-assistant-who-says-she-saw-mad_news"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Madeleine McCann&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;” atingiu, a Inês viu aqui a investigação jornalística ao mais alto nível. Como teve à época conhecimento do caso?&lt;br /&gt;Estava a sair de Faro para uma reportagem, recebo um telefonema para voltar para trás pois tinha de ir para a Praia da Luz. Uma menina inglesa de 3 anos estava desaparecida. Uma televisão britânica estava a falar do caso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11) Sendo uma das jornalistas que assistiu ao desenvolvimento de todo este processo como analisa os contornos que este atingiu?&lt;br /&gt;Nunca pensei estar perante um caso mundial. Os contornos que o caso atingiu eram impensáveis, creio eu, mas tal como todos os outros jornalistas no terreno as coisas foram acontecendo e tornaram-se previsíveis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;12) Acredita que a pequena Madeleine ainda esteja viva, ou na sua perspectiva isto não faz qualquer sentido?&lt;br /&gt;Não faz sentido. O que quer que tenha acontecido a Madeleine, com as proporções que o caso tomou, é impossível que esteja viva. Se foi realmente raptada, quem quer que a tenha levado teve de tomar uma decisão para a fazer desaparecer para sempre.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;13) Acredita que houve pressão política em todo este caso?&lt;br /&gt;Acredito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573126166972781410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-z3zIOa-fNTo/TVe4uJ7Y02I/AAAAAAAAARs/tIeFXS0OV0E/s400/10%2Bjunho%2B2.jpeg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;14) Tendo já trabalhado numa rádio local deve-se ter apercebido das dificuldades que muitas vezes os jornalistas têm de ultrapassar para conseguir fazer o seu papel de informadores da sociedade, sem qualquer limitação, sem qualquer tipo de censura! Isto é o que deveria acontecer, mas nem sempre corresponde à realidade, pois não? Que papel deve assumir o jornalista no meio muitas vezes, destes bastidores políticos?&lt;br /&gt;Sempre soube manter as devidas distâncias. Mantenho relações de amizade com pessoas influentes com poder de decisão, e sempre soube separar as águas. Quando exerço a minha profissão sou jornalista, e esforço-me por ser isenta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;15) Rádio, televisão ou imprensa? Porquê?&lt;br /&gt;Neste momento um pouco de tudo. Rádio é uma paixão. Televisão é viciante. Imprensa estou agora a explorar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;16) Para terminarmos esta nossa conversa que conselho gostaria de deixar aos futuros jornalistas deste país?!&lt;br /&gt;Lutem, este não é um meio fácil, está lotado. Se as coisas forem feitas com paixão e algum espírito de sacrifício tudo é possível e os sonhos podem tornar-se realidade. Acima de tudo começar cedo na área, aproveitar as férias escolares para pequenos estágios. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-5137840175816737816?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/5137840175816737816/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/02/entrevista-exclusiva-jornalista-da-tvi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/5137840175816737816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/5137840175816737816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/02/entrevista-exclusiva-jornalista-da-tvi.html' title='ENTREVISTA EXCLUSIVA À JORNALISTA DA TVI, INÊS PEREIRA'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-mlwv3j4ceV0/TVe5rlkJu7I/AAAAAAAAASE/1aPvPraTLPI/s72-c/163040_160838887293760_100001029499166_320344_3043659_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-5086932221339442883</id><published>2011-02-05T18:19:00.005Z</published><updated>2011-02-05T18:55:21.140Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TVI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bernardo Santos'/><title type='text'>Entrevista ao jornalista e pivô do TVI 24, Bernardo Santos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TU2Z8IzXYII/AAAAAAAAAPs/KJzK3fU5iZc/s1600/tvi24%2Barranque.JPG"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570277572561297538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TU2Z8IzXYII/AAAAAAAAAPs/KJzK3fU5iZc/s400/tvi24%2Barranque.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffffff;"&gt;1) O Bernardo nasceu e cresceu no Porto. Como nos descreve a sua infância? Tem mais irmãos, irmãs? Que recordações guarda desses tempos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho irmãos. Tive uma infância excelente com uma mãe super protectora e um pai muito divertido. Os meus pais tiveram um filho que morreu ainda antes de eu nascer. Durante os primeiros anos fui o exemplo máximo do “filho único”, demasiado mimado pela minha mãe. Já o meu pai fazia o contrapeso. Depois, a partir dos 6-7 anos passava os dias na rua com os meus amigos. Cresci numa praceta no Porto onde brinquei com dezenas de miúdos da minha idade. Era uma espécie de ilha onde podíamos fazer o que quiséssemos, correr à vontade. Foram os tempos mais fantásticos da minha vida! Lembro-me de fazermos jogos de futebol no meio da rua e termos de parar o jogo, aborrecidíssimos, para deixar passar um carro. Os condutores, que já estavam habituados a passar naquela rua, reduziam a marcha ainda antes de nos ver. Fomos absolutamente livres o que, acho eu, hoje em dia não acontece com as crianças. Construíamos tendas de índios nos terrenos que ainda não tinham sido ocupadas e mais tarde explorávamos as obras das casas que iam sendo construídas. Nem sei como não fui parar ao ramos da engenharia civil, como aliás aconteceu com alguns amigos de infância...(risos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Com que idade sente que o jornalismo poderia marcar a sua vida? Nos tempos do ensino básico, secundário, alguns acontecimentos que vieram de certa forma incentivar esta paixão pelo jornalismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570277550591737650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TU2Z629afzI/AAAAAAAAAPM/LNwK5NV3EIY/s400/mafra%2Boliveira%2Be%2Bsilva%2Bdir%2Bforma%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Brtp.JPG" border="0" /&gt;&lt;em&gt;Mafra Oliveira e Silva, Director de Formação da RTP&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Desde miúdo que tinha a fixação pelo jornalismo. Não havia ninguém na família ou próximo dela que tivesse essa profissão ou pudesse exercer esse tipo de influência. As minhas tias contam que quando a família se juntava para um aniversário ou algo do género, eu virava os copos ao contrário, a fingir que eram microfones, e entrevistava toda a gente. Enquanto os outros miúdos queriam ser médicos ou bombeiros já eu, desde muito pequeno, respondia sempre da mesma forma, sem nenhuma razão aparente, à célebre pergunta:&lt;br /&gt;- O que queres ser quando fores grande?&lt;br /&gt;- Jornalista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) A sua formação universitário ocorre onde e qual o seu 1.º local de estágio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso falar em primeiro estágio porque o meu percurso foi diferente do normal. Comecei a trabalhar em rádio com pouco mais de 16 anos. Um dia fui bater à porta de uma rádio local, em Vila Nova de Gaia, e pedi para me deixarem trabalhar. A Universidade veio depois. Estudei na Universidade Fernando Pessoa, no Porto no curso de Ciências da Comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Assume que a rádio é a sua grande paixão. Que recordações guarda desses tempos? (poderá falar nas rádios onde esteve e que tipo de programas fazia) Acredita que ainda poderá voltar a dar a sua voz a um programa radiofónico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu brinco muito com isso. Costumo dizer que se me saísse o euromilhões a primeira coisa que fazia era comprar uma rádio local e viver o resto dos meus dias a fazer playlists e entrevistas (risos).&lt;br /&gt;Comecei por trabalhar numa rádio local absolutamente de borla e mais de 10 horas por dia. Tentei aprender tudo. Desde locução, propriamente dita, até a fazer spots. Foram dias fantásticos a usar cassetes e revox’s e a cortar fitas a olho (risos)...&lt;br /&gt;Em rádio fiz de tudo o que havia para fazer. Passei por 7 ou 8 estações no Porto. Cheguei a ter programas com musica popular e chamadas em antena dos ouvintes a desejar os parabéns à filha ou à neta. Era fantástico! Nunca aprendi tanto como nesses tempos.&lt;br /&gt;Cheguei a fazer passatempos em directo em que durante uma hora atendia mais de 50 chamadas de ouvintes. Lembro-me de brincadeiras que fazia, como por exemplo, dizer que me apetecia uma mousse de chocolate e que o primeiro ouvinte a trazer uma ao estúdio ganhava um prémio qualquer, qualquer coisa irrisória... Foi brutal, nesse dia chegaram mais de 20 mousses ao estúdio! Posso dizer que foi uma dor de barriga global nessa semana. Até a senhora da limpeza da rádio andou mal disposta (risos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Enquanto voz da rádio há certamente músicas que o marcaram e que ainda hoje faz questão em ouvir. Quer-nos apresentar os cinco primeiros lugares na sua playlist?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta pergunta é tão difícil... preferia que me pedisses um rim ou outro órgão qualquer. De Prince a Stones, de Stevie Wonder a Nina Simone... Passemos à próxima, por favor senão esta conversa nunca mais acaba (muitos risos).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570277562630041666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TU2Z7jzkcEI/AAAAAAAAAPc/rC1lvKDPpN4/s400/rtp%2Breportagem.BMP" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;6) Com que idade e em que circunstâncias começa a fazer televisão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha entrada na televisão é puramente acidental. Eu trabalha num site, durante o “boom” da Internet, e tinha deixado as rádios por algum tempo quando um dia a televisão me bateu à porta por mero acaso...&lt;br /&gt;No Porto há o costume de se beber café no mesmo sitio todos os dias a seguir ao jantar. Num desses dias conheci a Mónica Gomes, hoje produtora da RTP Porto, na altura assessora da direcção de um novo projecto que se ia formar chamado Porto TV. Quando a conheci não fazia ideia qual era a profissão dela. Entre conversas esporádicas, que se transformaram em quase diárias com ela e com o marido à roda do café, confessei que já estava com saudades de fazer jornalismo. Ela pediu-me o currículo. Eu estranhei e perguntei-lhe para o que era. Não me quis dizer. Numa noite de insónia decidi actualizar o currículo e imprimi-lo. Andou comigo no carro algumas semanas. Certo dia ela voltou a pedir e eu dei-lhe. Uma semana depois estava a receber um telefonema para ir a uma entrevista. Fui e a direcção da futura NTV convidou-me para entrar no projecto. Demorei poucos minutos a dizer que sim. Voltei ao site onde trabalhava, despedi-me e deixei um ordenado muito simpático em troca por um estágio de seis meses mal remunerado sem a garantia de ficar a trabalhar no canal. Não sei explicar porque decidi assim. Foi um feelling...&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570277834492337778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TU2aLYkl3nI/AAAAAAAAAP8/ugh3ANowX4g/s400/tvi%2Bmarrocos.bmp" border="0" /&gt;&lt;/span&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;7) Ainda se lembra do seu 1.º directo. Que tipo de acontecimento foi e em que local?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me perfeitamente. O meu primeiro directo de televisão foi a reabertura da Brasileira, um dos cafés mais míticos do Porto que esteve fechado durante muitos anos. Era uma reportagem sobre a recuperação da baixa da invicta e a reabertura daquele café podia dar um novo impulso ao centro da cidade que estava muito morto. No fim do directo descobri na porta ao lado uma loja arrombada. O chão estava pejado de seringas. Peguei na câmara, que nessa altura da NTV nós é que filmávamos, e tirei umas imagens. Lembro-me de ter ficado estarrecido ao ver aquele cenário. Uma loja abandonada que tinha sido ocupada por uma dezena de tóxicodependentes. Assim ganhei uma peça para o dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) Um pivô de televisão tem obrigatoriamente antes de entrar no ar pela maquilhagem, na medida em que a imagem é extremamente importante em televisão. Após alguns de maquilhagens diárias já se habitou à rotina, ou ainda continua a ser um «sacrifício» dar o rosto à maquilhagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio (risos). Eu tenho alergias e sou muito irrequieto. Para mim é um suplicio! As minhas colegas da maquilhagem são super pacientes. Faço birras, arranjo mil desculpas mas no fim acabo sempre por ceder porque não há outro remédio.&lt;br /&gt;Sempre fui assim. Quando era miúdo e chegávamos à praia a minha mãe espalhava-me o protector solar no corpo todo. Quando chegava a altura de besuntar a cara eu fugia pela areia (risos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) Ainda relativamente à sua imagem, pessoalmente, sentia-se melhor com ou sem a sua gravata. Aliás, as calças de ganga por baixo de uma camisa, gravata e casaco, é já imagem de marca, não é assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só uso calça de ganga quando sei que nunca se vai ver no écran (risos). Eu e quase todos os meus colegas.&lt;br /&gt;Sinto-me melhor com gravata, confesso... Até por uma questão de respeito por quem nos está a ver. Há quem considere insultuoso que não a usemos. Um ministro, um bancário, um vendedor, um pivot, devem estar sempre de gravata. É um tipo de modernice com a qual não concordo, de todo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570277569781044514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TU2Z7-cgFSI/AAAAAAAAAPk/Z5PdsOtdE-g/s400/rtp%2Breportagem%2B2.BMP" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) Um pivô e um repórter assumem duas posições distintas na construção e divulgação da notícia. Ainda hoje continua a fazer reportagem. Que vantagens retira desta possibilidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem (escrita, dita ou filmada) é a forma mais nobre do jornalismo. Acredito que esta frase diz tudo.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570277556899718610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 283px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TU2Z7OdWpdI/AAAAAAAAAPU/xrwbHG4JT6k/s400/mafra%2Btreinos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;11) Ainda aquando pela sua passagem pela RTP, o Bernardo e outros colegas de profissão foi destacado para se inserir durante 6 dias, num ambiente que tinha como objectivo prepará-lo a si e aos colegas para eventuais coberturas de cenário de guerra. Que ensinamentos retira desta sua passem pela «Túria»? Sente que hoje estaria preparado para situações similares, desta vez, reais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse curso foi fantástico! Era um curso que envolvia cenários de guerra mas também outros cenários de tensão e conflito. Eu nunca estive, com muita pena minha, num cenário de guerra em trabalho. Acho que seria importante para a minha formação como profissional mas também como ser humano. Muitas vezes converso com colegas que já correram mundo e concluímos que alguns ambientes que se vivem em estádios de futebol, por cá, são mais assustadores do que um cenário de guerra no Iraque ou no Afeganistão. Nesse curso, graças à clarividência do Luís Castro e do José Carlos Ramalho aprendemos muito sobre como reagir nos vários tipos de situações que rapidamente podem ficar descontroladas e das quais não estamos livres no dia-a-dia.&lt;br /&gt;Além disso essa semana que passámos em Mafra aproximou-nos a todos o que nos fez perceber que, embora naquele caso encenadas, a situações limite aproximam, e muito, as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12) Bernardo, muitos jornalistas vêem-se muitas vezes envolvidos em situações caricatas, quer pelos nervos do directo, ou o próprio acontecimento em si. Em vez de lhe pedir que nos enuncie alguns desses momentos, pedia-lhe que comentasse alguns que estão disponíveis no youtube. O 1.º está relacionado com a sua ligação à NTV, onde aliás foi um dos primeiros rostos do canal. Afinal estava ou não em directo aquando daquelas afirmações e que enredo levou a isso?&lt;br /&gt;Vídeo: (http://www.youtube.com/watch?v=SGqSPetUNHQ&amp;amp;feature=related)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SGqSPetUNHQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SGqSPetUNHQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;(risos) Eu não tenho como explicar o que aconteceu...&lt;br /&gt;Lembro-me do director de informação da NTV, Dinis Sottomayor, me ter dito que um plateau é um santuário e que aprendi da pior forma possível a respeitar isso.&lt;br /&gt;Não estávamos em directo. Os jornais na NTV era gravados. Naquele domingo à noite estávamos cansados e eu enganei-me (da forma que é visível e que não carece de mais comentários) e aquela versão que tinha ficado mal foi regravada. O colega que tinha a função de escolher a versão final enganou-se e escolheu a errada. Acontece.&lt;br /&gt;A única coisa que na altura me magoou mais foi ter percebido que o vídeo foi parar à Internet não porque algum espectador o tivesse gravado legitimamente mas porque um colega mal intencionado o pôs a circular. Ainda por cima a ideia que passa é que eu estaria muito zangado, mas não. Estávamos a brincar e a parte que é visível dá uma ideia errada. Mas enfim...&lt;br /&gt;Hoje é uma questão perfeitamente sanada. Uma coisa garanto; Nunca mais voltei a dizer uma asneira em estúdio! (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12) Entretanto e mais uma vez aparece como um dos primeiros rostos na RTP N. Que tipo de programas informativos teve na grelha deste canal de informação e qual o que lhe deu mais gozo, mais paixão, fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na RTP o período que me deu mais prazer foi exactamente o do arranque da RTPN em Lisboa. O dia-a-dia de pôr os jornais no ar, as entrevistas de ultima hora e a adrenalina de perceber que a coisa podia falhar a qualquer momento, porque era normal no inicio a máquina não estar oleada, deram-me muito gozo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570277828174993122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TU2aLBCa1uI/AAAAAAAAAP0/xawSuv9OxSU/s400/tvi24%2Barranque%2B2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13) Em 2009 vem trabalhar para a TVI, local onde se encontra habitualmente. E mais uma vez um dos rostos da estreia do canal por cabo, TVI 24. É um Carmo, ou pelo contrário um privilégio vir assumindo estes novos locais de trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(risos) Não, não é nenhuma cruz, pelo contrário! É fantástico poder começar alguma coisa principalmente se for a partir do zero. Isso já me tinha acontecido na NTV e a adrenalina é fantástica. Com o tempo é curioso ver como as coisas se desenvolvem e acompanhar o crescimento do canal. A realidade do cabo está a mudar e é muito interessante perceber que é nos canais temáticos, nomeadamente nos de notícias, que os espectadores mais confiam.&lt;br /&gt;O TVI24 ainda tem um longo caminho a percorrer mas sentir que os passos que está a dar são sólidos é muito gratificante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15) José Carlos Castro foi o coordenador dos novos rostos do novo canal de informação. Que grandes ensinamentos retirou destes encontros e que faz questão em pôr em prática no seu quotidiano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Zé Carlos é muito exigente mas ao mesmo tempo muito divertido. Foi muito importante ter passado quase um mês em formação com ele porque advertiu-nos para muitos erros que, na pressa do quotidiano, muitas vezes acontecem. Nós também adquirimos muitos “vícios” e ele ajudou a limpa-los.&lt;br /&gt;Foi bom para incorporar o espirito TVI e perceber onde é que o TVI24 queria chegar. Sou apologista que este tipo de formações devem acontecer periodicamente quanto mais não seja para fazer uma pausa e perceber o que pode estar mal. Para mim, que já tinha sido apresentador alguns anos, foi importante perceber certos erros que cometia. Nisso o Zé Carlos é implacável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16) Há quem diga que a vida de pivô se encontre bastante facilitada, porque apenas têm de reunir os vários pivôs, peças construídas pelos diferentes repórteres e limitar-se a ler o teleponto. Não obstante essa ideia é errada, até porque o Bernardo depois da maquilhagem senta-se em frente ao computador e aliás tem um hábito muito particular, o de ler as notícias várias vezes e em voz alta. Quer nos falar um pouco destas rotinas. A que horas entra e sai da redacção da TVI num dia habitual de trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pivot que tenha brio no seu trabalho não se limita a ler o teleponto. As pessoas não fazem ideia mas, de facto, o lugar é muito trabalhoso. É preciso rever peças, tirar dúvidas, acertas imprecisões que possam estar nas propostas de textos que nos chegam. Depois há também as entrevistas que têm de ser preparadas, as combinadas de véspera e as de ultima hora. Os directos, os debates... Já para não falar daquela que é a função maior de qualquer jornalista, independentemente do cargo que exerça, que é estar informado. Isso sim, dá muito trabalho e “queima muita pestana”.&lt;br /&gt;Não meço o trabalho por horas. Chego com a antecedência necessária e saio quando o trabalho termina. E muitas vezes não termina ao sair da TVI. Em casa sou um “news junkie” com uma necessidade tremenda de estar informado e seguir o que fazem os outros canais. Vivo constantemente online. Até hoje não percebo como era possível viver noutros tempos sem Internet (risos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17) Os seus colegas, falam de um amigo sempre bem-disposto e que aliás está sempre prestes a ajudar, nem que seja a cortar a mebocaína para as colegas com o seu canivete. Bernardo, afinal que história é esta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho um lado de “gadget man” e uma mochila sempre recheada de tudo que te possa passar pela cabeça (risos).&lt;br /&gt;Nesse dia a Rita Rodrigues estava doente, com dores de garganta, e não conseguia engolir as pastilhas inteiras. Procurei no saco do “sport billy” uma solução rápida e encontrei um canivete que foi precioso, durante as 5 horas de emissão que fazíamos juntos, para cortar as pastilhas para que ela as pudesse engolir (risos).&lt;br /&gt;Quanto a ser bem disposto acho que não é mais do que uma defesa num mundo em que as pessoas estão cada vez mais sisudas. Isso e o facto de não ser “amigo do stress”. Há alguns anos o Vítor Hugo, um jornalista sénior com quem trabalhei na RTP, disse-me que esta profissão é uma profissão de vida e não de morte e que apreciava essa minha característica. Com o tempo dou-lhe cada vez mais razão. Ser jornalista não é fácil. Tudo é para ontem e não pode ter erros. Stresso muito, é um facto. Mas não abdico de, nos momentos em que não é preciso stressar , contar umas piadas e aproveitar o facto de ser feliz e ter a profissão com que sempre sonhei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17) Quando pode e aliás ainda no ano passado fez questão de dar a cara pelo apoio às vítimas da Madeira. A ideia que os pivôs da informação são «seres automatizados, desprovidos de sentimentos» está completamente errada. Aliás é um pivô onde o sorriso marca muito a sua expressão facial. Como é que vê a sua relação com o tipo de profissão que tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu adoro o que faço. De certa forma sinto-me um privilegiado. Mas muitas vezes ao darmos uma notícia colocamo-nos no lugar da pessoa e pensamos o que seria se nos tivesse acontecido aquilo a nós. Se fiz alguma coisa foi muito pouco. Digo-o sem falsas modéstias.&lt;br /&gt;Não acredito em jornalistas automatizados. Uns disfarçam melhor do que outros. Tento levar a profissão da mesma forma que levo a vida. Sem me levar muito a sério com a devida excepção de quando é, de facto, necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19) Foi no final também deste mesmo programa, onde Susana Bento Ramos afirmou, que o Bernardo não gosta nada de perder. É mesmo assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que não gosto, nem a feijões! (risos) Mas é só nas coisas recreativas porque no resto tenho muito fair play. Esforço-me por dar o melhor de mim e aí não fico aborrecido se não fui o melhor. Para a próxima tento corrigir o que estava mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20) Sendo um dos rostos do TVI 24, nomeadamente com alguns programas, com um estilo bastante radiofónico, onde os telespectadores entram em directo através do telefone, de certa forma o formato de rádio continua presente. Não obstante, enquanto que na rádio as suas expressões faciais não são visíveis, onde pode, baixando o som do seu microfone, soltar gargalhadas pela situação que lhe está a ser narrada. Já em televisão isso não é possível e por vezes certamente teve vontade de as soltar. Para ilustrar esta mesma situação (http://www.youtube.com/watch?v=HmQ0wqKS7c0&amp;amp;feature=related)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HmQ0wqKS7c0?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HmQ0wqKS7c0?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Quer nos dizer o que lhe passou pela cabeça durante este directo e qual a melhor forma de suster o riso, bem, bem, lá no fundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem... Este é um caso paradigmático. Confesso que o tema do programa não me agradava muito mas, por esse facto, não podia desvalorizar algo que alguém, estando ou não na posse das suas faculdades, poderia estar sentir. Sou uma pessoa de riso fácil mas tenho muito respeito pelo sofrimento dos outros e acho que foi isso que me fez conter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21) Bernardo já pensou em usar lentes de contacto, ou os óculos são já imagem de marca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus amigos sabem que há três coisas do ponto de vista físico em que só em caso de vida ou morte alguém iria mexer;&lt;br /&gt;Os olhos. Faz-me muita impressão até a maquiar. Não imagino ser operado e muito menos estar a tirar e a pôr lentes todos os dias. Os óculos estão para ficar!&lt;br /&gt;As costas, tenho medo de ficar paraplégico.&lt;br /&gt;O coração, só seria operado se estivesse a morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22) Para além da sua paixão pelo jornalista é também um guitarrista amador. Já pensou em brindar os telespectadores da TVI, por exemplo numa das suas galas com uma boa música ao som da sua guitarra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem pensar! Como ouvi um dia o Rui Veloso dizer sou um “guitarrista da tanga” (risos).&lt;br /&gt;Na adolescência confesso que sonhava em ser um guitarrista de mão cheia mas depois passaram-se alguns anos em que nem olhei para a guitarra. Hoje em dia só toco quando junto amigos mais próximos e é quando podemos tocar e cantarolar qualquer coisa sem qualquer pretensão.&lt;br /&gt;Se tiver de tocar para desconhecidos morreria de pânico! (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23) Bernardo, na sua vida mais íntima. Na sua página oficial de facebook assume-se viúvo. É nestas pequenas coisas onde deixa dar azo à sua capacidade humorística?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como eu costumo dizer... Não nos podemos levar a nós e à vida muito a sério.&lt;br /&gt;Em tom de brincadeira chamo “carinhosamente” às minhas ex-namoradas de falecidas esposas... (risos)&lt;br /&gt;Quando tive de preencher o estado civil no facebook achei piada e escolhi viúvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23) Aos 34 anos de idade sente-se feliz com aquilo que fez e sobretudo com o que está a fazer actualmente?&lt;br /&gt;No que toca ao trabalho acho que ainda tenho muito para fazer. A ambição, com conta peso e medida, pode ser uma qualidade. Mas por vezes penso que já faço o que gosto e que até tenho uma vida profissional recheada. Tenho sonhos mas eles vão chegar se tiverem de chegar. Para já limito-me a fazer o melhor que sei e posso no que tenho entre mãos.&lt;br /&gt;Do ponto de vista pessoal sempre tive a ambição de ter filhos, embora ache que é uma responsabilidade muito grande. Talvez por isso ainda não tenha chegado o momento certo. Mas isso levanta algumas questões. Vamos inverter os papeis e agora deixo eu a pergunta:&lt;br /&gt;- Será que há momentos certos para fazer as coisas na vida? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-5086932221339442883?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/5086932221339442883/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/02/entrevista-ao-jornalista-e-pivo-do-tvi.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/5086932221339442883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/5086932221339442883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/02/entrevista-ao-jornalista-e-pivo-do-tvi.html' title='Entrevista ao jornalista e pivô do TVI 24, Bernardo Santos'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TU2Z8IzXYII/AAAAAAAAAPs/KJzK3fU5iZc/s72-c/tvi24%2Barranque.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-1912014474874577403</id><published>2011-01-16T13:27:00.004Z</published><updated>2011-01-16T14:05:04.159Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcos Pinto'/><title type='text'>Entrevista exclusiva ao jornalista e pivô de informação da TVI, Marcos Pinto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562780702721181266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TTL3k4UYBlI/AAAAAAAAANo/M16ImhiUdEM/s400/6.jpg" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1) Marcos quando era pequeno e nas redacções da escola o mandavam falar sobre o que gostaria de fazer no futuro, o quê que escrevia?&lt;br /&gt;Não me lembro o que escrevi no caderno da escola, mas lembro-me que este miúdo quis ser militar e fazia paradas militares, não só em família mas também no centro da aldeia, para toda a gente ver. Numa fase posterior, ainda pensei em ser padre, era acólito e achei que podia progredir na carreira. (risos) E depois, um teste psicotécnico muito estranho, no final do 9º ano, sugeria que fosse camionista. Bom, mas a estrada a vida tomou, claramente, outra direcção. Em comum, só mesmo o gosto na condução (risos).&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562780712272426850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 304px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TTL3lb5kd2I/AAAAAAAAAN4/Mvw-gZHr93Q/s400/8.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;2) Com que idade se inicia no mundo do jornalismo. Rádio? Em que circunstâncias?&lt;br /&gt;Comecei com 21 anos, dois meses depois da conclusão da licenciatura. O primeiro mês foi para enviar currículos e tive uma resposta improvável, pelo menos, quanto à expectativa que tinha. Foi um convite para estagiar no (já extinto) semanário Tal&amp;amp;Qual, isto em Fevereiro de 2002. O estágio só durou um mês, mas continuei a colaborar em regime freelancer, pelo menos um ano. Foi uma boa experiência, até porque o enquadramento da notícia era diferente do que é habitual e as histórias eram contadas com muita garra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) «A minha vida é a rádio» afirma o Marcos no seu blogue pessoal. Na sua óptica um bom jornalista de televisão, por exemplo, sente sempre a necessidade de se manter ligado à rádio? Porquê?&lt;br /&gt;Quando afirmo que a minha vida é a rádio, é porque, a seguir ao primeiro estágio, não hesitei em trocar o jornal por um projecto de uma rádio online de um instituto universitário. Em 2002, uma rádio na internet ainda era uma novidade e a audiência era residual. Mas lá está, como era rádio, nem pestanejei e ganhei as primeiras luzes sobre o mundo do éter. Mas saliento também que, passava as minhas férias universitárias, ao leme de um microfone de uma rádio local na Beira-Alta. Lá está, no verão, enquanto todos jogavam à bola e mergulhavam na piscina, eu gostava mesmo era de passar música.&lt;br /&gt;Quanto à segunda parte da pergunta, digo que sim, mas não é preciso estar obrigatoriamente ligado, quando se fica com a escola da Rádio. O que eu digo é quem trabalha na TV, é claramente um melhor jornalista, se tiver passado primeiro pela Rádio.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562780245151069938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TTL3KPvKNvI/AAAAAAAAANA/7jDGheXvqGo/s400/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;4) NO AR, 100 Histórias da Rádio". Como é que nasce o mote para este livro?&lt;br /&gt;A ideia nasceu quando fiz um programa de autor no Rádio Clube Português, durante dois anos, nas tardes de fim-de-semana. Chamava-se “Toda a Tarde” e foi, até hoje, o meu melhor momento. Tinha liberdade de fazer tudo e pensei que, estando no RCP, numa estação com tantos anos de histórias, valia a pena recordar as grandes histórias e figuras da Rádio. Saliento, porém, que o livro não recuperou as entrevistas na Rádio, fiz questão de voltar a encontrar-me com os mesmos intervenientes, fora do estúdio, numa bela conversa de café. O livro foi um projecto de vida que consegui realizar.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562780255582095186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 264px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TTL3K2mHB1I/AAAAAAAAANY/xqT8w7iAMb4/s400/4.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;5) Todos dizem que para se ter uma voz bem colocada é necessário ter uma voz colocada! Que cuidados a ter com ela?&lt;br /&gt;Não concordo que a voz tenha de ser bem colocada. A voz é a voz, ponto. E todos temos uma boa voz e quem nos diz o contrário, é preciso provar. Agora, claro, há vozes mais melodiosas do que outras. E se temos uma voz mais aguda, podemos adaptar o tom ao ritmo e à modulação. Acima de tudo, temos de saber cuidar, tratar bem da voz. Costumo dizer, em jeito de brincadeira que se a voz tivesse personalidade jurídica, como é, por vezes, tão mal tratada, havia muita gente a responder em tribunal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Como é que foi passar pelas revistas de Televisão TV 7 Dias e TV Guia com registo completamente diferente do que faz habitualmente?&lt;br /&gt;Concordo, foi um registo absolutamente diferente, que aceitei, mais por imposição de vida do que, por vontade. Ainda assim, não me arrependo nada. Até porque no mundo da TV, há entrevistas e reportagens magníficas que se podem fazer a protagonistas e acontecimentos. Entrevistei o Herman José quando ele fez 50 anos, estive em Madrid com o Paulo Pires ou então com o Nuno Norte, o primeiro vencedor do “Ídolos”, em Londres, quando ele gravou o primeiro disco. Foram belos momentos. Ou seja, não importa o meio mas sim o que podes fazer em comunicação.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562780261673434290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TTL3LNSZfLI/AAAAAAAAANg/iWJXY_eNnzI/s400/5.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;7) Como é que vê a designação 4.º Poder atribuídos aos média na actualidade?&lt;br /&gt;Quarto poder? Não diria que é o primeiro, mas é o segundo ou terceiro, em muitos casos. Quem contaria os erros da justiça? Quem falaria dos casos de corrupção entre empresas e políticos? Como teria sido o processo Casa Pia sem os media. A Comunicação social de um país é o reflexo do grau de democracia e a liberdade de expressão e informação. No fundo, ajuda uma sociedade a ser melhor quando as pessoas são informadas sobre o que se passa, longe dos olhos, mas perto da consciência cívica.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562780718762748690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 306px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TTL3l0E-6xI/AAAAAAAAAOI/HXwQbeNropo/s400/10.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;8) Um pivô da informação tende a manter um ar isento, directo. No entanto e nomeadamente no «Discurso Directo» no TVI 24 ou programas similares em que telespectadores entram no ar, muitas vezes com uma opinião imprevisível, quer nos contar umas das intervenções mais caricatas onde conter o riso foi quase ou mesmo impossível?&lt;br /&gt;Costumo dizer que o discurso directo é o que mais se aproxima de um programa de Rádio na TV. Não temos rede, nunca sabemos o que vai acontecer. Sabemos como começa mas nunca como acaba. Ah, têm sido muitos, os momentos divertidos, mas destaco um, na véspera de um Porto-Benfica, quando um telespectador disse que eu era benfiquista e que era uma vergonha estar a moderar a conversa, e que não era isento. Porquê? Era a gravata vermelha que estava a usar. Já viram o cabo dos trabalhos que o guarda roupa da TVI me arranjou? (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) Na «Alma dos Anjos». Pode-nos falar um pouco da forma como entende a sua religião. Acredita que existem milagres e que a nossa cultura contemporânea se constrói um pouco em volta dessas soluções milagrosas?&lt;br /&gt;É o titulo de uma biografia que escrevi sobre os 10 anos de carreira sobre os “Anjos” enquanto projecto musical ímpar em Portugal. Os fãs gostaram muito do livro e isso deixou-me muito feliz. Sim, acredito em milagres e que também podemos fazer milagres. Sou um homem com muita fé. Em mim, também, há dias melhores que outros mas sim, tenho fé, sou católico não praticante mas acredito em Deus. Mas a igreja devia ser mais comunicação e gosto de ir a uma missa, para ouvir uma homília. Torna-se difícil quando o padre é uma “grande seca” (risos). Mas confesso que me afasto da Igreja em assuntos tão fracturantes como o uso do preservativo ou o aborto, em determinadas situações.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562780715852375714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TTL3lpPGJqI/AAAAAAAAAOA/yctovQhDzVM/s400/9.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;10) O espírito de Natal esteve mais aceso do que nunca na sua vida este ano, ou não fosse o Marcos, um dos rostos de «Histórias de Natal». O que recorda dos seus natais na Alemanha, rodeados provavelmente de muita neve?&lt;br /&gt;Deixei a cidade de Hamburgo, aos 4 anos, muito novo vim para Portugal. Creio que só passei um natal na Alemanha e tenho uma vaga ideia de muitos presentes só para mim. É que filho único tem as suas vantagens (risos). Mas guardo uma prenda incrível, até hoje: um triciclo. Por falar nisso, o volante precisa de ser mudado.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562780704888628962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 308px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TTL3lAZIpuI/AAAAAAAAANw/tl7k_1MWtHE/s400/7.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;11) Ainda acredita no Pai Natal?&lt;br /&gt;Claro que sim. O Pai Natal é aquilo que cada um quiser. E quando a vontade é muita, o sonho comanda o Natal. Como nota de rodapé, o Histórias de Natal correu muito bem e teve audiências fantásticas no TVI24.&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yAAwKOSTLFA?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/yAAwKOSTLFA?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;12) Marcos, grande reportagem ou pivô da informação? Porquê?&lt;br /&gt;Pivô, confesso! Porque os dias não se repetem, é tudo imediato, em directo. Mas nunca digo não a uma grande reportagem. Não há nada melhor do que um jornalista contar uma história grande. É magnifico.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562780251948979042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 340px; CURSOR: hand; HEIGHT: 227px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TTL3KpD6E2I/AAAAAAAAANQ/xJVW0t8TCDQ/s400/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;13) Apesar da TV, o bichinho da rádio contínua lá, os ouvintes terão novidades já em 2011 do Marcos na rádio?&lt;br /&gt;Já disse que a rádio é a minha vida. 2011 começa sem novidades mas gostava muito de voltar à Rádio, ter uma colaboração pontual, por exemplo. Mas se tivesse de optar entre Rádio e TV, seria… Rádio. O que mais gosto é passar música e contar uma história pelo meio. E sorrir na Rádio, é maravilhoso.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562780249020224514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TTL3KeJo1AI/AAAAAAAAANI/S9TMLorwj-g/s400/2-MP_e_Ana-Free_no_RCP.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;14) Se eu lhe pedisse a playlist da sua vida num extensão de 5 músicas, quais seriam elas e porquê?&lt;br /&gt;Que pergunta difícil. Não são 5, são muitas mais. Mas aceito o desafio, cá vai:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FmnDXRJ7btE?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/FmnDXRJ7btE?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Peter Gabriel “The Book of Love” – fala de amor, que é o livro da vida&lt;br /&gt;- LightHouse Family – “Ocean Drive” – há uma parte da música que diz faz tanto do tão pouco. “O céu é azul e sol brilhará sobre tudo o que tu fazes”&lt;br /&gt;- Rui Veloso “Negro Rádio de Pilhas” – preciso de explicar esta? (risos)&lt;br /&gt;- Oasis “Don´t Go away” – bem sei que o tempo é coisa preciosa, mas às vezes, precisamos de tempo para fazermos as coisas bem feitas&lt;br /&gt;- Tiago Bettencourt - “Canção simples” – porque a simplicidade é um grande segredo e uma grande forma de resolver as coisas.&lt;br /&gt;Só 5? Que pena. Atenção, o critério teve a ver com as primeiras cinco que me vieram à memória.&lt;br /&gt;15) Uma curiosidade que muitos dos nossos leitores têm é perceber como é que os jornalistas que fazem pivô se sentem todos «engravatados». Provavelmente no caso do Marcos a mudança foi enorme em questões do vestuário da rádio para a televisão. Como se sente? Considera que o facto de o jornalista - apresentador apresentar-se de fato e gravata é algo relevante, ou antes pelo contrário, só serve para embelezar o ambiente?&lt;br /&gt;Não vamos estar com meias medidas. Claro que é fundamental. Televisão é imagem, temos de estar maquilhados e bem vestidos. Eu fiz Rádio de calções e chinelos porque a roupa é a voz. Agora em TV, tem de ser mesmo. Quem nos vê é mais exigente do quem nos ouve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16) «Marcos Pinto no ar» é um projecto para continuar?&lt;br /&gt;Não tenho tido muito tempo, confesso. E tenho muita pena. Mas prometo, sempre que descobrir uma música fantástica, irei publicá-la no blog e partilhar com todos.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562780830651298946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 308px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TTL3sU5StII/AAAAAAAAAOQ/H4JXtGxp_yY/s400/11.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;17) Projectos para 2011? Alguns em mente?&lt;br /&gt;Sim, escrever um livro. Sem dúvida. E talvez, haja alguma novidade no TVI 24. Fiquem atentos. &lt;img class="gl_align_full" alt="Justificar completamente" src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/laUT7Q_31d4?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/laUT7Q_31d4?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-1912014474874577403?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/1912014474874577403/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/01/entrevista-exclusiva-ao-jornalista-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/1912014474874577403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/1912014474874577403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/01/entrevista-exclusiva-ao-jornalista-e.html' title='Entrevista exclusiva ao jornalista e pivô de informação da TVI, Marcos Pinto'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TTL3k4UYBlI/AAAAAAAAANo/M16ImhiUdEM/s72-c/6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-8731308875830363038</id><published>2011-01-09T11:54:00.006Z</published><updated>2011-01-09T12:19:35.330Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Daniela Santiago'/><title type='text'>Entrevista à jornalista da RTP, Daniela Santiago</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560154486371933810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TSmjC-B-XnI/AAAAAAAAAMo/WO4DA_FKh6U/s400/9%2BPr%25C3%25A9mioUnesco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;Jornalista da RTP foi distinguida pela Unesco e pelo ACIDI (Alto Comissariado para a Imigração e Dialogo Intercultural).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniela Santiago ganhou o Prémio de Jornalismo Direitos Humanos e Integração, atribuído pela Unesco e pelo ACIDI (Alto Comissariado para a Imigração e Dialogo Intercultural) relativo a 2008. A reportagem "Missão Reomau", dá conta de umas férias radicalmente diferentes e solidárias feitas por um grupo de dez pessoas que pagou para reconstruir uma maternidade no Senegal, sob a égide da AMI. "Estou muito contente", garante Daniela Santiago, "porque é o reconhecimento do meu trabalho e do trabalho solidário destas dez pessoas que pagaram para ir ajudar outras no Senegal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560154167959745794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TSmiwb2l9QI/AAAAAAAAALo/VvmFW1OqiOQ/s400/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1) Daniela se a desafiássemos a tocar uma peça de Mozart no piano sentia-se capaz, ou o Conservatório de Música já ficou arrumado na sua gaveta das recordações?&lt;br /&gt;DS) Claro que tocava... mas preferia as Invenções de Bach (a nº 9 ou nº13, as minhas preferidas) ou as três Gimnopedies de Erick Satie. Pianista durante 12 anos, sempre pianista. As minhas mãos nunca vão esquecer o peso das teclas de um piano, do meu piano. Aos 18 anos tive de fazer uma escolha... optei pelo Jornalismo... não segui para o Superior de Música. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;2) Como foi crescer na Covilhã? Ainda se lembra por exemplo dos seus Invernos rodeados de neve à volta da lareira?&lt;br /&gt;DS) Lembro-me da neve. Nunca tive lareira. Sempre vivi no centro da cidade, num apartamento. A ideia que viver no interior corresponde a uma vida no campo, rodeada de galinhas e vacas é completamente errada (o que não significa que isso não seja bom, adoro campo e animais). Viver numa cidade como a Covilhã permitiu-me fazer o secundário ao mesmo tempo que o Conservatório em piano, cantar no côro e dar concertos, fazer rádio, sair com amigos, ir à discoteca e ser uma das melhores alunas na escola. Se estudásse em Lisboa passaria o tempo no trânsito... e não teria tido tempo para metade. Lembro-me de não ter escola devido aos nevões; de ir para a janela ver os vizinhos cairem nas escadas em frente; da Serra da Estrela “sempre a olhar para mim”; da água congelada nos canos no Inverno; do cheiro a queijo fresco; da leiteira que tocava à campainha; dos pintainhos na praça às segundas-feiras (às compras com a minha avó “Lula”; do “madeiro” de Natal e da Missa do Galo; de toda a minha família que ainda vive na Beira Interior; dos meus amigos... lembro-me e tenho saudades de tudo. Tenho, acima de tudo, grandes e boas memórias. Não nasci lá, sou lisboeta, já vivo há mais anos em Lisboa do que vivi na Covilhã (16), mas continuo a dizer que sou Covilhanense! Beirã. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;3) Subiu muitas vezes a Serra da Estrela? Que recordações guarda desta sua infância no interior do País?&lt;br /&gt;DS) Subi algumas... algumas delas a pé. No Verão, com amigos! Afinal, a Covilhã fica numa das encostas da Serra. No entanto, não era assim tão frequente. Quando temos algo mesmo à nossa frente, neste caso à nossa volta, habitualmente não lhe damos valor. Acredito que muitos lisboetas tenham ido à Estrela mais vezes do que eu. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;4) Aos 18 anos regressa a Lisboa onde acaba por concluir o seu curso superior na área do jornalismo. Qual foi a sua 1.ª experiência profissional após a conclusão do seu curso?&lt;br /&gt;DS) Vim para Lisboa aos 18 anos. Candidatei-me para Comunicação Social no ISCSP, da Universidade Técnica de Lisboa, e entrei (primeira opção). Estive na Faculdade de 92 a 96 e entrei na RTP quando terminei a licenciatura... primeiro como estagiária, depois como “recibo verde”... e, finalmente, como funcionária no quadro da empresa. Já lá vão 14 anos! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/d9OE-7h5mZY?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/d9OE-7h5mZY?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;5) 4 de Março de 2001. Uma data que nunca será esquecida pelo menos para aqueles que viram partir os seus entes queridos. Como é que um jornalista consegue no meio de tanto sofrimento, impotência, lidar com as pessoas e sobretudo conseguir filtrar essa dor que se abateu em detrimento de toda esta tragédia?&lt;br /&gt;DS) Essa foi exactamente a minha investigação para mestrado: “O Reconforto da Televisão – uma visão diferente sobre a tragédia de Entre-os-Rios”. A pergunta poderia levar dias a responder... a minha tese tem cerca de 300 páginas.&lt;br /&gt;Escrevi sobre isso para o Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação, no ISCTE. Debrucei-me sobre isso mais tarde no livro sobre o Tsunami... no projecto para o meu doutoramento em Sociologia (que ainda não concluí). Voltei a insistir na objectividade, no “falso automatismo”, na credibilidade que urge e no respeito pelos jornalistas no “Comunicação e Jornalismo na Era da Informação” e, mais recentemente, no “Ideias Perigosas para Portugal”... a minha opinião está publicada e mais que partilhada. Digo apenas que os jornalistas deveriam dar-se ao respeito... para poderem ser respeitados. Todos os telespectadores entendem que numa situação de dor não podemos ser sujeitos passivos... máquinas sem sentimentos. Se nos ouvirem, “virem”, “lerem” como jornalistas credíveis, experientes... serão informados da mesma forma, sem falsas objectividades e certezas impossíveis de fornecer. TODOS somos seres humanos. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560154481760841938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TSmjCs2msNI/AAAAAAAAAMY/2F13yhjOmHs/s400/7%2BPigmeusCongo.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;6) «15 Dias no Sri Lanka depois do Tsunami». Que imagem encontrou quando chegou a este local? Como é que uma jornalista, uma mulher, uma mãe, uma filha assiste a este cenário tão dantesco?&lt;br /&gt;DS) Ainda não era mãe nessa altura, a minha filha nasceu em 2006. No entanto, nada foi diferente por isso. Sempre fui muito sensível à desgraça, à tristeza, à dor alheia. Desde miúda que tento ajudar os outros (pessoas, animais... acusam-me muitas vezes de ser “lamechas”, sensível, “de lágrima fácil”). Não considero que assim seja, sou sensível, sim! Sou genuína, verdadeira, amiga, protectora, “mãe-galinha”, faço minhas as dores dos outros, vivo tudo com intensidade máxima. Vivo, acima de tudo! Sou eléctrica, muitas vezes sou penalizada e prejudico-me por ter o “coração na boca”. Reagir a quente, dizer tudo o que sinto e vejo. Às vezes é mau, arrependo-me e peço desculpa. No entanto, considero que, na esmagodora maioria das vezes, é muito bom! Nunca fico com nada por dizer, por sentir, por viver... No Sri Lanka descobri o Inferno. A morte e a vida. A tristeza máxima e a alegria do recomeçar de novo... do Sri Lanka vim uma nova mulher... No livro que escrevi “Inferno no Paraíso – 15 dias no Sri Lanka depois do Tsunami” fiz a catarse da Daniela Santiago mulher, desmistifiquei a Daniela Santiago jornalista... e o que é ser jornalista, mulher, ser humano... no Inferno em Vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Crianças que perdem os pais, que fiquem sem ninguém para as ajudar a crescerem. É mesmo o inferno no paraíso?&lt;br /&gt;DS) É pior... porque não estamos mortos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560154185630539538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 290px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TSmixdro3xI/AAAAAAAAAMI/EW4asXYkv3E/s400/5.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;8) «Da objectividade total à expressão das emoções». O bom jornalista será aquele que se centra na objectividade total ou isso é impossível de acontecer na prática, uma vez que os jornalistas são seres mortais comuns, nutridos de espiritualidade?&lt;br /&gt;DS) Peço desculpa por responder com uma citação... mas é minha, cito parte do texto que escrevi para o livro “Ideias Perigosas para Portugal”, 2010, Edições Tinta da China: A OBJECTIVIDADE dos Jornalistas! A OBJECTIVIDADE que tanto se apregoa aos “sete ventos” sem questionar se alguma vez é isso que APENAS importa quando se faz reportagem… e falo de REPORTAGEM, não de “notícias” feitas por “pés de microfone”, mensagens que outros fazem passar por pessoas que se auto-denominam jornalistas, mas não são mais que “mensageiros” de falsas “notícias”. Eu sei. Bem sei que, há muito, racionalmente, se deixou de insistir na “OBJECTIVIDADE TOTAL”. Pelo menos, assim acredito. Se alguém continua a defender tal aberração, ou seja, que é possível um ser humano, um Homem, ser “totalmente objectivo”, não vive decerto no mesmo Mundo que eu. Será, no entanto, correcto continuarmos a insistir com tanta veemência na GRANDE importância da objectividade no jornalismo? JORNALISMO, não “simples transmissão de informações de outrem”. Não seria mais profissional, ético, correcto… Não seria “mais objectivo”, assumir perante os leitores, ouvintes e telespectadores… Assumir, abertamente, que os jornalistas, como Homens e Mulheres, seres humanos como todos os outros profissionais, são exactamente como TODOS os seres humanos? É certo que TODOS os jornalistas (não mensageiros que proliferam nos media de hoje em dia) devem cingir-se ao trabalho, ao relato, ao testemunho mais objectivo que consigam. Devem lutar por ser isentos, o mais que consigam mas, claramente, assumindo à partida que, tal como escreveu o laureado com o Nobel da Paz Elie Wiesel, “aquele que ouve uma testemunha torna-se, ele próprio, numa testemunha”. Que relato mais fiel, que experiência pode um leitor ou um telespectador desejar para além do relato de alguém que, o mais fielmente possível, tenta contar aquilo que viu, ouviu, testemunhou… através dos seus olhos, ouvidos, olfacto… ou mesmo tacto? Não será muito mais enriquecedor contar com a experiência de alguém que, assumidamente, por força da profissão de jornalista, já “cobriu” inúmeros acontecimentos, fez parte da própria história da humanidade, do país ou da região (não são apenas os grandes acontecimentos que fazem os grandes repórteres)? A opinião de alguém que dedicou a vida ao jornalismo não será digna e fidedigna para quem a ouve? Não será o testemunho do jornalista mais fiel e imparcial que o comentário, as ideias opinativas que todos os dias se amontoam, em discursos elaborados, nos jornais ou em espaços informativos dos canais de televisão? (...) A objectividade “encapotada” é pior que assumir que os jornalistas têm o dever de isenção, devem tentar ser o mais objectivos possível… mas daí até não terem qualquer interferência na forma como a notícia chega até aos leitores, ouvintes e telespectadores vai a distância de Portugal à Nova Zelândia.&lt;br /&gt;No meu, modesto, entender, a grande preocupação de todos os que trabalham nos meios de comunicação social, tal como daqueles que confiam nos jornalistas para se manterem informados, deveria passar pela CREDIBILIZAÇÃO da profissão e dos profissionais da área. Não é só o mundo da Política, a Justiça, o sector económico-financeiro… que precisam de CREDIBILIDADE. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560154481124695282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TSmjCqe73PI/AAAAAAAAAMQ/1dDiCnpNPE4/s400/6%2Bsenegal.jpg" border="0" /&gt; O jornalismo atravessa um período difícil. O jornalismo encara dificuldades como nunca enfrentou. Falta credibilidade. Credibilidade precisa-se, com urgência, para quem ama o Jornalismo como eu. Confiar no bom trabalho de um jornalista não exige que esse mesmo jornalista seja um AUTÓMATO, uma máquina que transmite, exactamente, o que vê, o que ouve, sem sentimentos, coração, alma… ou discernimento do que está certo ou errado. Não se querem desvios ou interferências, mas também não se deseja hipocrisia, superioridade e arrogância despojada de qualquer sentimento humano, que nos torna a todos diferentes, e por isso mesmo, únicos e “ricos” na vasta heterogeneidade que é o Mundo em que vivemos. A experiência, a visão transversal da passagem pelos mais diversos cenários, momentos e registos, são mais valiosas que qualquer tentativa de isenção e imparcialidade totais, que, caso fossem possíveis, não fariam mais que retirar a importância, o “cunho” Humano e a emoção real desses próprios acontecimentos reduzindo-os a “pedaços de gelo”, que derretem e se diluem da memória de quem por eles passou ou ouviu falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560154177073285186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 296px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TSmiw9zbiEI/AAAAAAAAAMA/EYUCiP0IDXw/s400/4.jpg" border="0" /&gt; 9) Comunicação e Jornalismo na Era da Informação. O facto de a informação estar em constante difusão fez com que o jornalista perdesse a primazia de trazer ao público a notícia em 1.ª mão. Quais os prós e contras na sua opinião desta nova realidade?&lt;br /&gt;DS) Não concordo com a primeira afirmação. O jornalista não perdeu a primazia de trazer ao público a notícia... o público é que poderá estar a ganhar novos “repórteres”, “cidadãos jornalistas”, e isso, poderá ser positivo, mas também muito negativo para a informação credível e cuidada. Só o tempo escreverá sobre o futuro do jornalismo, da televisão e das “auto-estradas da informação”. Para já, olho para esta realidade com prudência, mas também com a curiosidade de um admirável mundo novo por explorar. O futuro vai, decerto, passar por aí... pela complementariedade, pelas múltiplas plataformas de comunicação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560154171368521794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TSmiwojTwEI/AAAAAAAAAL4/9l4PY8uCoLQ/s400/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;10) O quê que sente quando parte para uma nova reportagem exclusiva. Como é que nasce a verdadeira reportagem exclusiva, e que contornos pode alcançar?&lt;br /&gt;DS) Depende das reportagens... mas sinto sempre um “friozinho na barriga” como na primeira vez. Sou jornalista por paixão e é na reportagem que mais me realizo. Se souber que vou encontrar dor, sinto ansiedade... Se souber que vou para Àfrica, tenho saudades antecipadas porque adoro aquele Continente... Na esmagadora maioria das vezes, não sei o que vou encontrar mas vou sempre ansiosa por lá chegar! Os resultados... vêm depois e são sempre imprevisíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560154169114718946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TSmiwgJ9cuI/AAAAAAAAALw/e0b8pGM0HaY/s400/2.jpg" border="0" /&gt; 11) Pelos instantes em que conviveu com Barack Obama na mesma sala, que impressões retira da sua personalidade? Acredita que possa vir a tornar-se num líder carismático, ou já o é?&lt;br /&gt;DS) Ao longo de 14 anos já estive com, e entrevistei, pessoas fantásticas, marcantes, seres humanos admiráveis, ditadores “detestáveis”, contadores de histórias apaixonantes... Famosos ou anónimos, mas sempre figuras únicas. Obama foi mais uma dessas pessoas. Fiquei muito satisfeita por ter tido a possibilidade de fazer reportagem em directo da primeira visita de Obama a Portugal. Ele é, de facto, UMA FIGURA. Tem carisma. É simpático. Afável. Estabelece contacto fácil, tem presença, credibilidade.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560154486667564834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TSmjC_IdVyI/AAAAAAAAAMg/ZVexsYchGjk/s400/8%2Bprofessora.jpg" border="0" /&gt;12) No meio de tantas tarefas é ainda professora universitária. Enquanto professora quais são os principais valores que tenta incutir aos seus alunos, futuros jornalistas deste país?&lt;br /&gt;DS) Que se entreguem de corpo e alma ao jornalismo, mas também à difícil tarefa de serem “Seres Humanos”, com “S” e “H” maiúsculos. Falo com eles como jornalista, comunicadora... nunca me assumo como professora, académica, apesar de ter essa vertente na minha carreira (deixei o doutoramento a meio, está em stand by, espero terminá-lo quando a minha filhota for mais velha). Peço-lhes para terem a verdadeira noção do poder que um jornalista tem nas mãos, da importância da carreira, da responsabilidade... As minhas aulas são uma troca de experiências, de histórias, de ética e responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13) Qual é a sua posição relativamente ao novo acordo ortográfico? Favor, contra, mais um factor relativo à questão da globalização?...&lt;br /&gt;DS) Esse é outro tema que prefiro não comentar. Como já deve ter percebido, ainda escrevo “sem acordo “! Não me imagino a escrever “ação”!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;14) Enquanto jornalista que países já visitou e que peças mais a marcaram até ao dia de hoje?&lt;br /&gt;DS) Bem... viajar é uma das minhas paixões. Viajo em trabalho, mas também em lazer, nas minhas férias... Rússia, Estónia, Letónia, Lituània, Alemanha, R. Checa, Aústria, Itália... Brasil, México, Cuba... Egipto, Argélia, Tunísia... Senegal, Mali, República Democrática do Congo, Moçambique, Suazilândia, África do Sul... Maldivas... Etc, etc, etc... Reportagens/acontecimentos: O Tsunami no Sri Lanka; os madeireiros portugueses e pigmeus na RDCongo; a “Missão Réo Mao - Aventura Solidária da AMI”, no Senegal (galardoada com um Prémio de Jornalismo da UNESCO e ACIDI, em 2009); os portugueses no Reino da Suazilândia... e uma grande reportagem sobre negligência médica durante o parto, “Condenados à Nascença”... as histórias do dia-a-dia!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;15) Com alguns anos de jornalismo na sua carreira profissional que balanço faz da sua carreira, voltaria a fazer tudo da mesma forma?&lt;br /&gt;DS) Quando se volta atrás... não é para repetir o mesmo, mas não me arrependo de nada do que fiz, só do pouco que deixei por fazer. Amo a minha profissão, ainda é cedo para balanços!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;16) Para finalizarmos que conselho ou conselhos gostaria de deixar aos futuros comunicadores deste país?&lt;br /&gt;DS) Leiam, leiam muito. Comuniquem, comuniquem muito. Informem-se. Façam tudo de uma forma apaixonada, esclarecida e responsável... de resto, sigam a intuição e façam por ser felizes! Boa sorte! &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560154491185905522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 255px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TSmjDP9tv3I/AAAAAAAAAMw/TkYEcnqWo4Q/s400/filha%2Bleonor.bmp" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;EM REPORTAGEM: «O SANGUE DA FLORESTA».&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/q9jdsAGUgrY?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/q9jdsAGUgrY?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-8731308875830363038?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/8731308875830363038/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/01/entrevista-jornalista-da-rtp-daniela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/8731308875830363038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/8731308875830363038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2011/01/entrevista-jornalista-da-rtp-daniela.html' title='Entrevista à jornalista da RTP, Daniela Santiago'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TSmjC-B-XnI/AAAAAAAAAMo/WO4DA_FKh6U/s72-c/9%2BPr%25C3%25A9mioUnesco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-8012192958689696075</id><published>2010-12-12T13:03:00.004Z</published><updated>2010-12-12T13:26:43.624Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='RTP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='António Esteves'/><title type='text'>À CONVERSA COM RICARDO PINTO: ENTREVISTA EXCLUSIVA AO SUB-DIRECTOR DE INFORMAÇÃO RTP E APRESENTADOR DO «HOJE», ANTÓNIO ESTEVES</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TQTJiBQledI/AAAAAAAAAKk/1uL8xg9f9Xo/s1600/1.jpg"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549782227118029266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 351px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TQTJiBQledI/AAAAAAAAAKk/1uL8xg9f9Xo/s400/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;1) António com que idade e em que circunstâncias surge a sua ligação ao jornalismo? &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Comecei nesta profissão muito jovem, em Março de 1989, tinha ainda 19 anos.&lt;br /&gt;Foi perfeitamente por acaso. Um dia fui à Rádio Nova Antena, em Odivelas, com o meu amigo Paulo Costa que era locutor dessa rádio. Na altura juntávamo-nos todos no estúdio durante os programas uns dos outros, havia um clima de camaradagem muito bom. Estava no ar o Jorge Freitas – hoje locutor da TSF. O Jorge gostou da minha voz e pediu-me para anunciar um dos sinais horários da madrugada e lançar duas músicas. As rádios locais permitiam essas brincadeiras. Uma semana depois estava a ler notícias sobre música ao sábado à tarde no programa do Paulo Costa, e em menos de um mês tinha sido convidado pelo dono da rádio para fazer um programa de música, na sexta-feira à noite – o Norte Atlântico. Quando dei conta já eram três os programas que assinava – Norte Atlântico, Jardins de Pedra e Club Tropicana –, todos diferentes e com estilos musicais diferenciados. Também editava noticiários e vendia publicidade – hoje actividades completamente incompatíveis. Como oferecia a voz aos anunciantes – na altura creio que se cobravam dez contos (50 euros) – acabava por vender imenso. Ganhava bem por causa disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;2) Se não fosse jornalista o que se via a fazer, profissionalmente?&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Nunca imaginei fazer outra coisa. Claro que passei pela fase do piloto, do astronauta, do bombeiro, do polícia. Houve uma altura em que queria ser advogado, inspirado pela série Perry Mason.&lt;br /&gt;Aos 6 anos já simulava relatos de futebol e tentava imitar o Fernando Correia, o David Borges, o Ribeiro Cristóvão, o Jorge Perestrello – que infelizmente já não está entre nós.&lt;br /&gt;Um dia acordo e estou a trabalhar ao lado de todos eles, a receber elogios pelo meu trabalho (Risos). Nem queria acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;3) Onde é que se licenciou? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Não me licenciei. Frequentei o curso de Direito, na Universidade Internacional em Lisboa. O Fernando Seara – Presidente da Câmara de Sintra - era meu professor. O Matos Correia – deputado do PSD, e ex-chefe de gabinete de Durão Barroso – também. Havia ainda o Narana Coisssoró e o Adriano Moreira, mas nunca me deram aulas.&lt;br /&gt;Frequentei o curso até ao 3º ano, mas só completei o 2º.&lt;br /&gt;Entrei para o quadro da TSF e tive de fazer uma opção. Uma parvoíce. Hoje teria requerido o estatuto de trabalhador-estudante. Mas tinha 22 anos na altura e não pensei da melhor forma. Era uma grande oportunidade que não queria deixar fugir, e na TSF não houve grande abertura como aconteceu mais tarde com outros casos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549782226743621058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 261px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TQTJh_3UdcI/AAAAAAAAAKc/1W8mEvRsGyU/s400/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;4) Cada vez mais se fala do jornalismo enquanto um 4.º Poder que funciona em simultâneo como contra-poder. Acha que o jornalismo deve assumir essa mesma função? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O jornalismo é sempre contra-poder, porque não alinha com nenhum dos poderes instituídos. O jornalista deve colocar-se sempre numa posição de senso comum, no lugar do espectador, do cliente, do utente, do cidadão comum nas suas múltiplas facetas diárias.&lt;br /&gt;Deve questionar de forma corajosa, rigorosa, isenta e distanciada, e não se deixar intimidar pelos poderes. Não é fácil. Cada vez menos.&lt;br /&gt;O jornalismo é um poder por si próprio, cada vez mais mal usado. É usado de forma leviana e cada vez mais por pessoas que se servem do jornalismo e não servem o jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;5) Como é que vê a evolução do jornalismo sobretudo ao longo das últimas décadas em Portugal? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O aparecimento da TSF e da SIC foram uma lufada de ar fesco e deram origem ao jornalismo em directo. Um jornalismo corajoso, agressivo às vezes, dinâmico, interventivo, um jornalismo que não se limitava à secretária e aos telefones. Um jornalismo que punha tudo em causa, imaginativo e criativo, que ia ao fim da rua mas também estava disposto a ir ao fim do mundo. Hoje só há dinheiro para o fim do bairro (risos).&lt;br /&gt;A partir de certa altura, qualquer pessoa podia ser questionada em qualquer local sobre qualquer assunto. Era uma situação incómoda que rompia com o status quo, com a previsibilidade reinante. Um ministro podia receber um telefonema às sete da manhã, ou ter um jornalista à porta e à saída de casa.&lt;br /&gt;Hoje voltámos ao jornalismo preguiçoso, à secretária e ao telefone, sem confrontação de fontes e sem exercício do contraditório. Um jornalismo manhoso e comprometido com vários interesses.&lt;br /&gt;Felizmente que há várias “ilhas” de bom jornalismo em Portugal que contrariam este cenário. A RTP é uma delas, felizmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;6) A informação isenta e objectiva são características pelas quais o bom jornalismo deve primar, no entanto não considera que «por mais que se procure esse distanciamento, a personalidade do jornalista, o seu pensamento» acabam muitas vezes por demarcar determinadas posições? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Não há jornalismo objectivo. As pessoas são subjectivas quando colocam em qualquer coisa um cunho pessoal. É possível que a mesma reportagem dê origem a peças completamente distintas desde que seja feita por várias pessoas.&lt;br /&gt;O que deve haver é jornalismo sério, isento, rigoroso, credível e honesto. Um jornalismo sem opinião, factual, que respeite a ética e a deontologia. Muitas vezes não há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;7) A relação entre o político e o jornalista são vincadas de um misto de ambivalências. O político precisa do jornalista para transmitir as suas ideias, opiniões e o jornalista precisa dele para informar o cidadão. Não obstante quando o jornalista entra em campos de investigação com os quais o político não concorda gera-se muitas vezes um clima de tensão. Como é que vê na actualidade esta relação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Há uma grande promiscuidade entre os poderes políticos e económicos e uma boa parte dos jornalistas. Não devia haver.&lt;br /&gt;A política pressiona os poderes económicos que por sua vez pressionam os jornalistas. Outras vezes são os poderes económicos a pressionar a política que pressiona os jornalistas.&lt;br /&gt;Nós somos o ele mais fraco e as pressões são cada vez maiores. De todos os lados e das formas mais diversas e discretas. Mas não podemos ceder em nenhuma circunstância. Não é fácil.&lt;br /&gt;Em Portugal toda a gente pressiona toda a gente e às vezes quem acusa os outros tem um telhado de vidro do tamanho dos Jerónimos (Risos)&lt;br /&gt;Mas há pessoas pressionáveis, outras não. Resisto a isso ignorando as pressões.&lt;br /&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549782222281154754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: hand; HEIGHT: 120px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TQTJhvPYoMI/AAAAAAAAAKU/vFO99HF9BOA/s400/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;8) Estreou recentemente juntamente com uma vasta equipa um novo espaço de informação na RTP 2 – HOJE. Como é que caracteriza este novo espaço de informação? &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Um espaço de qualidade informativa em geral, dinâmico na forma e consistente no conteúdo.&lt;br /&gt;É um espaço a dois tempos.&lt;br /&gt;Às 19H00 acompanhamos ainda a vertigem dos acontecimentos. Em 20 minutos temos de resumir o dia, fazer directos, ouvir os protagonistas, mostrar as principais imagens do dia. É um espaço muito dinâmico.&lt;br /&gt;Às 22H00 mastigamos o dia, devagar, saboreando as notícias. É um espaço mais analítico, explicativo, em que ouvimos os comentadores, analistas, onde temos reportagens mais longas, onde vamos até aos 13 locais onde a RTP tem correspondentes para ter um olhar português sobre a realidade desses países.&lt;br /&gt;Onde temos com regularidade algumas das vozes mais respeitadas do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;9) Quer nos falar um pouco da sua rotina diária, quando está apresentar o programa. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A lócura!!! (Risos).&lt;br /&gt;Levanto-me cedo para dar papa ao meu filho, para vesti-lo e brincar com ele. Tem 17 meses e necessidade de apoio e muita atenção. A mãe trata dele à noite e eu de manhã. Vejo sempre cerca de uma hora de canal Panda, um Pocoyo ou outro e outra bonecada. Quando a ama dele chega, despacho-me a correr – vejo as noticias na TV - e venho para a RTP, onde entro cerca das 10.30, 11 da manhã.&lt;br /&gt;Leio jornais e preparo a reunião de informação diária às 12H15. Almoço a correr para poder ler os jornais com mais detalhe e começar a preparar a entrevista da noite. É sempre sobre um tema diferente, com especialistas e vozes respeitadas na área em questão, e por isso não se pode facilitar.&lt;br /&gt;Apresento às 19 e 22H00, e pelo meio como uma sandes e um sumo.&lt;br /&gt;Quando acaba a edição, cerca das 22H40, ainda ficou até às 23H30, meia-noite, para despachar assuntos em atraso. Sou subdirector, pivô e coordenador do HOJE e não posso, nem devo, descurar nenhum dos aspectos. Chego a casa muitas vezes cerca da uma da manhã. São no mínimo 12 horas por dia, mas não me queixo. Adoro o que faço, faço-o de forma voluntária e com gosto.&lt;br /&gt;Mas a melhor parte do dia é quando estou outra vez com o meu filho, a vê-lo dormir e com ar tranquilo. E lhe digo que é a coisa que mais amo nesta vida. Desde que ele nasceu que passei a ter mais uma preocupação: não fazer nada de que ele um dia se possa envergonhar. Acho que até agora consegui (risos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;10) Como é trabalhar com a jornalista Cecília Carmo? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;É óptimo. É uma excelente pessoa, calma, tranquila, bem disposta. Qualquer pessoa da RTP lhe dirá que isto é verdade.&lt;br /&gt;É muito experiente na área da apresentação e trocamos muitas ideias. Ela deu-me conselhos muito úteis no início. Agora manda em mim (risos). ÀS vezes tenho de a lembrar que eu é que sou o subdirector, mas ela não me liga nenhuma (risos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549782216408003026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TQTJhZXHcdI/AAAAAAAAAKM/jaHtHsfxJKE/s400/4.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;11) Quem seria a personalidade que ainda não entrevistou mas sempre manteve aquela convicção de um dia a poder entrevistar? Porquê? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Nelson Mandela. É a única personalidade mundial, além do Xanana, que gostava de abraçar e poder dizer-lhe o quanto o admiro. Infelizmente está muito doente e nunca poderei fazê-lo.&lt;br /&gt;Delicio-me com a história do António Mateus – autor recente de um livro sobre Mandela – que privou com ele.&lt;br /&gt;Também gostava de entrevistar a minha mãe, é uma mulher admirável, de uma coragem sem limites. Uma inspiração diária. Mas os manuais desaconselham tal actividade. É pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;12) Onde se sente mais confortável, como pivô da informação ou em reportagem?&lt;br /&gt;No jornalismo em geral. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Já fiz de tudo na profissão – até já me armei em realizador – e gosto de tudo.&lt;br /&gt;O que mais gostei até hoje foi participar em operações especiais, mesmo quando coordenei e não apresentei nem fiz reportagem ou directos. E fiz centenas, desde cimeiras a visitas de estado, campeonatos do mundo e da Europa de futebol, o Dacar, sismos, uma guerra, eu sei lá…&lt;br /&gt;A minha mulher diz que nunca vou deixar isto até morrer porque não vou ser capaz de largar o jornalismo. Eu ainda acredito que me vou converter à agricultura e ao turismo rural um dia destes (risos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;13) Falemos um pouco das suas reportagens. Gostaria que enumerasse os países onde já esteve em reportagem e quais foram as situações mais caricatas pelas quais passou.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Ui!!! Tem uma semana? (Risos)&lt;br /&gt;Já estive em mais de 30 países e nas mais diversas situações. As mais marcantes foram a Bósnia e o Sismo de L’Aquila, em Itália. Em 6 dias houve 12 sismos de média e forte intensidade. É uma experiência impressionante.&lt;br /&gt;Também me marcou o dia em que morreu um adepto do Sporting no Estádio Nacional. Parece que ainda estou a ver o very-light espetado no peito, o jacto de sangue, o pânico e o desespero dos amigos e vizinhos de bancada. Do pior que vi até hoje. Eu estava na bancada presidencial doJamor, ao lado de António Guterres e Jorge Sampaio. A TSF acabou por dar em primeira mão a morte do adepto porque eu consegui apanhar uma conversa entre assessores do Primeiro-ministro e do Presidente que estavam em pânico com a situação. Só dei o nome e o local de residência depois de ter a certeza de que a família estava avisada. Mas confesso que pressionei ao máximo para que fosse rápido. Havia milhares de adeptos do Sporting no Estádio Nacional, imagine a quantidade de pessoas pelo país preocupadas com a incerteza da identidade – familiares, amigos, conhecidos…&lt;br /&gt;Também dei a morte do Ayrton Senna em primeira mão. Nunca mais me esqueço, foi no dia 1 de Maio, feriado, de 1994. A TSF era a única rádio em directo naquele momento e com noticiários à meia hora, eu chamo o correspondente Henrique Cardão e ele confirma a notícia acabada de chegar, creio que pela Reuters. Foi uma situação que me marcou muito. Eu era um fã do Senna, tinha 25 anos e ele 34. Estava a dar a notícia e a fazer um esforço enorme para não me deixar dominar pela emoção. Tinha isso gravado, um dia destes ponho no facebook.&lt;br /&gt;Há também vários campeonatos da Europa e do Mundo em Futebol, o Dacar, cimeiras, visitas de estado, campanhas eleitorais, congressos partidários, e por aí fora. Em 21 anos, na Rádio Nova Antena, Rádio Orbital, TSF, CNL, SIC e RTP, veja bem o que era possível contar-lhe.&lt;br /&gt;Uma das mais caricatas foi durante a Volta a Portugal em Bicicleta. Um dos repórteres de rádio da velha guarda estava o meu lado em directo na chegada a Lisboa, e estava previsto que os ciclistas passassem duas vezes pela meta, uma vez num sentido e depois no outro. Ele quando ouve o som ensurdecedor da caravana, pensa que já era a chegada definitiva, e pede que o chamem. Eu vejo-o muito agitado porque nunca mais o chamavam, e quando finalmente passam a emissão para lá ele está a olhar para o lado em que os ciclistas iam chegar à meta apenas no final da etapa. Mas a caravana – já estava previsto – começa a chegar pelo lado contrário. Ele não sabe. E começa (não tenho a certeza que o diálogo seja EXACTAMENTE ASSIM):&lt;br /&gt;- Há uma mota da GNR, em sentido contrário. Meu Deus, mas isto é um perigo. Olha, outra mota da GNR em sentido contrário. E agora o carro do oficial. Está tudo doido!!! (Com aquela voz espectacular de radialista)&lt;br /&gt;E continua aos gritos:&lt;br /&gt;- E agora, claro, os ciclistas foram enganados e estão a chegar à meta ao contrário.&lt;br /&gt;Até que um colega, que também está ao lado dele, lhe diz:&lt;br /&gt;- Ó …. Estás a olhar para o lado contrário. O percurso é mesmo por aqui, só daqui a pouco é que voltam neste sentido.&lt;br /&gt;Foi de rir à gargalhada.&lt;br /&gt;Noutra ocasião, o mesmo colega distraiu-se e quando estava a descrever a chegada dos ciclistas caiu num buraco entre o meu plateau e o dele no camião destinado à comunicação social.&lt;br /&gt;Mas não se magoou nem se calou. Ficou com um cotovelo de cada lado, o microfone numa das mãos, o corpo gordinho e pequenino a balançar em suspenso no vazio e lá continuou a fazer a descrição da chegada como se nada se tivesse passado. A imagem era ridícula. Eu tive de passar ao Carlos Marta – ex-ciclista e comentador da TSF que estava em estúdio – e não conseguia parar de rir. Deus castigou-me. No dia a seguir fui eu que caí no buraco, mas não estava em directo, e magoei-me num braço.&lt;br /&gt;Há também a imensa confusão que as pessoas fazem entre mim e o Hélder Reis da Praça da Alegria na RTP 1. No Mundial da Alemanha, em 2006, os emigrantes passavam a vida a pedir-me para tirar fotografias, autógrafos e celebrizaram uma das palavras de ordem nesse Mundial: “Ó Xôr Hélder, gosto muito do seu programa!!!” O Nuno Luz dizia isto várias vezes ao dia e punha toda a gente a rir à gargalhada. Aida hoje há pessoas que quando me cumprimentam dizem: “Olha o xôr Hélder!!!” (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;14) A RTP continua a apostar numa informação de qualidade. Quais acham ser as principais características que distinguem a informação da Televisão Públicas das demais Generalistas? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A principal característica é isso mesmo, informação de qualidade. Bons jornalistas, boa liderança, não facilitar nos procedimentos, questionarmo-nos permanentemente se estamos a enveredar pelo caminho certo, não termos certezas absolutas – porque é meio caminho para o desastre – e assumir com humildade que estamos a aprender todos os dias e é sempre possível fazer ainda melhor. Dá muito trabalho, mas dá muito gozo. A informação da RTP é líder, e não é por acaso. É devido a uma excelente equipa, muito grande, na televisão mais antiga do país. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;15) Para terminar que conselhos, alusões gostaria de deixar aos futuros jornalistas deste país… &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Isto não é vida para ninguém!!! E só nos filmes é que os jornalistas não fazem nada o tempo todo, andam em almoços e jantares e têm muitas miúdas e descapotáveis. (risos)&lt;br /&gt;A sério. Acho que o jornalismo corre sérios perigos em Portugal. Quem quiser vir tem de vir com espírito de missão e paciência para comprar algumas guerras a favor do rigor, da ética e da deontologia. Caso contrário é melhor escolherem outra coisa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549782216303153714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TQTJhY-HkjI/AAAAAAAAAKE/p1xn7fwHWwU/s400/4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-8012192958689696075?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/8012192958689696075/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/12/conversa-com-ricardo-pinto-entrevista_12.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/8012192958689696075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/8012192958689696075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/12/conversa-com-ricardo-pinto-entrevista_12.html' title='À CONVERSA COM RICARDO PINTO: ENTREVISTA EXCLUSIVA AO SUB-DIRECTOR DE INFORMAÇÃO RTP E APRESENTADOR DO «HOJE», ANTÓNIO ESTEVES'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TQTJiBQledI/AAAAAAAAAKk/1uL8xg9f9Xo/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-8491874390340710483</id><published>2010-12-05T12:39:00.000Z</published><updated>2010-12-05T12:40:00.904Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CARLOS ENES; TVI'/><title type='text'>À CONVERSA COM RICARDO PINTO - ENTREVISTA A CARLOS ENES, JORNALISTA DA TVI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;CONTINUANDO NAS MINHAS ENTREVISTAS DESTA VEZ ESTIVE À CONVERSA COM O JORNALISTA DA TVI, CARLOS ENES.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VT9UyElHCCM/TPuGL4HCLKI/AAAAAAAAEak/17WMH6cXfCg/s1600/1.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547174904635468962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VT9UyElHCCM/TPuGL4HCLKI/AAAAAAAAEak/17WMH6cXfCg/s400/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;1) Carlos com que idade e em que circunstâncias surge a sua ligação ao jornalismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Como foi a minha avó Branca quem me ensinou a ler - e a jogar às cartas – publiquei o meu primeiro texto aos 5 anos, antes de entrar para a escola, no jornal da Biblioteca Infantil e Juvenil de Viana do Castelo. Mais tarde, fiz um jornal na associação de estudantes do “liceu”. E por volta dos 13 anos comecei a fazer rádio, na Rádio Alto Minho, que funcionava num quartel de bombeiros. Aí, aprendi muito e fiz de tudo, até relatos de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;2) Sempre se viu como um futuro jornalista? Que motivações o trouxeram para esta área?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sempre, sempre, não. A Irmã Bernardete, minha professora primária, a melhor professora primária do Mundo, adivinhou primeiro do que eu. Julgo que defini a vocação no ciclo preparatório, com a minha professora de Português, que se chamava Gabriela. No ensino secundário para mim já era claro que queria ser jornalista. O gosto pela escrita e pela política, no sentido mais amplo do termo, foram decisivos. A absoluta falta de talento para outras coisas, como jogar à bola, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;3) Onde é que se licenciou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova, em Lisboa. Vão mudá-la de sítio. É uma pena, porque aquela esplanada da avenida de Berna era muito importante para a nossa “formação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;4) Onde é que inicia a sua vida ligada ao jornalismo?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Na estação de Santa Apolónia, numa sexta-feira. Entrei no comboio Intercidades e conheci o Pedro Loureiro, fotógrafo de &lt;em&gt;O Independente&lt;/em&gt;. A culpa é dele. Eu ainda estava no terceiro ano de faculdade e acabei por ter a minha oportunidade no jornal, um ano depois - e de dezenas de telefonemas a massacrar o Franco Caruso, editor que me abriu a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;5) Em que ano e circunstâncias ocorre a sua vinda para a Televisão Independente?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim de cinco anos de &lt;em&gt;“O Independente&lt;/em&gt;” achei que tinha de mudar. Estive com um pé noutros jornais mas o José Eduardo Moniz, que não conhecia de parte nenhuma, convidou-me para “dar notícias” na TVI. Deu-me a volta, porque eu tinha a mania de que não gostava de televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;6) Actualmente o Carlos está ligado a um jornalismo fortemente vincado pela investigação. Como é que um jornalista parte em busca do exclusivo?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para conseguir entrar em “&lt;em&gt;O Independente&lt;/em&gt;” eduquei-me para isso. Quando cheguei à redacção já tinha uma “estória” própria. E depois outra, e outra. Só assim foi possível agarrar a oportunidade. Portanto, o primeiro ponto é a atitude. Os jornalistas existem para informar. Revelar o que de interesse público está escondido ou mal contado parece-me mais importante e estimulante do que andarmos a repetirmo-nos uns aos outros, ou a fazer de “pés de microfone”, sem qualquer espírito crítico ou cultura para distinguirmos a verdade da mentira, a informação da propaganda. Depois, para conseguir o exclusivo o jornalista tem de estudar, de ler muito, para compreender o que anda a passar-se à sua volta e o que ele próprio anda a fazer. Finalmente, precisa de uma agenda de contactos e de estar aberto a falar sempre com muita gente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547174893784780994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VT9UyElHCCM/TPuGLPsB0MI/AAAAAAAAEaU/Ou5iB1g0gBM/s400/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;7) Qual foi a situação mais caricata, quiçá, mais arriscada pela qual passou, enquanto jornalista?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nunca fiz jornalismo de guerra. Não tenho riscos sérios para contar.&lt;br /&gt;Quanto ao caricato, um dia estive quase a levar uma carga de pancada num relato de hóquei em patins. A Juventude de Viana tinha uma equipa fabulosa, creio que deu 8 ou 9, mas nós não pudemos cantar os golos, caso contrário apanhávamos dos adeptos locais.&lt;br /&gt;Ameaças anónimas já recebi algumas, mas sinceramente não ligo. Às vezes uns senhores mais incomodados com as perguntas ameaçam-me com processos judiciais, mas aprendi a respeitar os tribunais, que não comem jornalistas ao pequeno-almoço. Digo sempre: “faz favor, não deixe de exercer os seus direitos, mas já agora esclareça lá esta questão”. Os últimos a ameaçarem-me, com um estrondoso processo de levantamento do sigilo profissional, foram uns deputados do PS no parlamento, aquele Ricardo Rodrigues dos gravadores à cabeça. Como é óbvio, era só foguetório político: nunca meteram processo nenhum. Como vês, nunca fui seriamente ameaçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;8) Que reportagem mais o marcou enquanto denunciadora social de uma determinada situação? Livro de reclamações…&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não consigo escolher… Nos tempos de “O Independente”, o relatório dos 500 medicamentos ineficazes, ou mesmo perniciosos, alegremente comparticipados pelo Estado. Ou as contas que andei a fazer à mão, hospital a hospital, serviço a serviço, sobre a baixíssima produtividade da maioria dos cirurgiões. Mais recentemente, a vergonha da Oftalmologia em Portugal. Ou a total irresponsabilidade da nossa política de prevenção de sismos, que vai matar muitas dezenas de milhar de pessoas em Lisboa, no Algarve e no Alentejo litoral. Sobre corrupção, não dá para escolher. Mas vivo indignado com a ladroagem de fato e gravata que nos roubou a todos – e à próxima geração - e que ainda anda por aí a dar lições de moral e de jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;9) Vê-se como pivô da informação ou o que o fascina mesmo é a reportagem?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não. A oportunidade de entrevistar ou conduzir debates em directo, pontualmente, podia atrair-me. Mas ser “pivot” não me atrai nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;10) Como é que surgiu o blogue Fragmentos de Apocalipse. O Petra continua a ser uma musa inspiradora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Já quase não pratico. Mas achei, num determinado momento, que devia entrar na “blogosfera” por três razões. Curiosidade, por me permitir fazer análise e opinião – o que não tem interesse para o grande público da televisão - e para conquistar outro tipo de fontes. Quanto ao Petra, tem o blog dele. Convidei-o para escrever no meu, mas ele baldou-se. Há uns dias disse-me que anda a farejar formas de manifestação cívica mais eficazes. Nem o Sporting melhorou com a indignação dele e isso fez o cão descrer nas potencialidades das tecnologias de informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;11) Carlos, na sua perspectiva o que fez acabar o jornal Nacional de Sexta? Motivações políticas, linhas editoriais?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;12) O desfecho do Caso Freeport foi o correcto ou o politicamente possível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Ainda está em curso, por isso vou responder-te genericamente. O desfecho de todos estes “casos” – Freeport, Portucale, Submarinos, Furacão, Universidade Independente, etc. – é o resultado de dois fenómenos muito portugueses: leis penais e processuais que tornam quase impossível perseguir e punir a criminalidade financeira; e o controlo político das cúpulas da Justiça e dos organismos de polícia criminal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;13) Enquanto repórter quais foram os países por onde passou? Que situações o marcaram mais?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Que me lembre: Cuba, Índia, República Checa, Inglaterra, França, Espanha, Marrocos… O Hospital Prazad, na Índia, marcou-me bastante. Como é possível ter a melhor investigação científica e assistência oftalmológica do Mundo – sem listas de espera! – num país tão pobre? O povo cubano também é muito especial, mas já o conhecia das minhas viagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547174898488908642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 164px; CURSOR: hand; HEIGHT: 219px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VT9UyElHCCM/TPuGLhNlG2I/AAAAAAAAEac/FRJejzzanRg/s400/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;14) &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;A Manuela Moura Guedes sempre se marcou pela irreverência, independência. Como é que foi trabalhar ao lado da pivô?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Foi uma trabalheira, mas foi óptimo. Eu adoro a Manela. É a mais independente de todos os chefes que conheci e há muito poucos jornalistas como ela.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2bIu9b0Hz-E?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2bIu9b0Hz-E?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;15) No passado dia 5 de Novembro em entrevista a Bruno Nogueira, RTP 1, Manuela Moura Guedes dizer que a actual informação da TVI “é uma porcaria”. O que lhe apraz dizer acerca deste comentário, de alguém que já esteve à frente da direcção de informação da Televisão Independente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Sobre a TVI falo internamente. À Manela telefono-lhe, não bato bolas em público. Mas aproveito a pergunta para te dizer que perfilho uma visão muito crítica do actual jornalismo. Se o jornalismo não contou, antes das eleições, o país que se revelou logo a seguir, não achas que falhou? Eu acho que sim e até me parece estranho que ninguém se preocupe com isso e que o público não nos atire à cara que o enganámos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;16) Para terminar, que mensagem gostaria de deixar aos futuros jornalistas deste país?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pensem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547174887379231762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VT9UyElHCCM/TPuGK3005BI/AAAAAAAAEaM/v4TnOG4yqyY/s400/4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-8491874390340710483?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/8491874390340710483/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/12/conversa-com-ricardo-pinto-entrevista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/8491874390340710483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/8491874390340710483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/12/conversa-com-ricardo-pinto-entrevista.html' title='À CONVERSA COM RICARDO PINTO - ENTREVISTA A CARLOS ENES, JORNALISTA DA TVI'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VT9UyElHCCM/TPuGL4HCLKI/AAAAAAAAEak/17WMH6cXfCg/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-4897216797841211763</id><published>2010-11-28T13:24:00.000Z</published><updated>2010-11-28T13:25:31.287Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Manuel Fernandes'/><title type='text'>À CONVERSA COM RICARDO PINTO: ENTREVISTA EXCLUSIVA AO JORNALISTA JOSÉ MANUEL FERNANDES.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;CONTINUANDO NAS MINHAS ENTREVISTAS...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VT9UyElHCCM/TPJXYo_zVFI/AAAAAAAAEZk/Znq_HW4wxzg/s1600/jose_manuel_fernandes1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544590172080002130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 382px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VT9UyElHCCM/TPJXYo_zVFI/AAAAAAAAEZk/Znq_HW4wxzg/s400/jose_manuel_fernandes1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1) José Manuel Fernandes com que idade e em que circunstâncias surge a sua ligação ao jornalismo?&lt;br /&gt;Surge em 1976, com 19 anos. Tinha de começar a trabalhar (já estava casado) e surgiu uma oportunidade num jornal. Aproveitei e, depois, nunca mais larguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Em 1976 matriculou-se em Medicina, que logo trocaria pela Biologia, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Que aventura foi esta? Perdeu-se um grande médico, ganhou-se um grande jornalista!?&lt;br /&gt;Matriculei-me em Medicina ainda em 1975, mas nem completei um semestre. Senti que não tinha vocação. Quando voltei a estudar, após um atribulado processo de transferência, escolhi Biologia. De certa forma, era o que sempre tinha querido estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Se não fosse jornalista o que se via a fazer, profissionalmente?&lt;br /&gt;Quando optei por Biologia pensava vir a ser investigador. Sempre me fascinou a descoberta científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Onde é que se licenciou em jornalismo?&lt;br /&gt;Nunca me licenciei em jornalismo. Quando estudei nem sequer havia licenciaturas em comunicação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Cada vez mais se fala do jornalismo enquanto um 4.º Poder que funciona em simultâneo como contra-poder. Acha que o jornalismo deve assumir essa mesma função?&lt;br /&gt;Acho que o jornalismo deve funcionar como um contra-peso que limita o poder executivo ao permitir que os cidadãos estejam informados, questionem as políticas e pensem pelas suas cabeças. Tem também uma função de vigilância democrática, de "watchdog". Não acho que deva assumir-se como um poder autónomo.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544590164499747634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 229px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VT9UyElHCCM/TPJXYMwh0zI/AAAAAAAAEZU/MXRzwywCG-o/s400/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;6) Como é que vê a evolução do jornalismo sobretudo ao longo das últimas décadas em Portugal?&lt;br /&gt;A evolução do jornalismo em Portugal no pós-25 de Abril foi muito positiva e teve, porventura, o seu melhor período durante a década de 1990. Nos últimos anos tem sofrido muito com a crise económica e a redução do tamanho das redacções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) A informação isenta e objectiva são características pelas quais o bom jornalismo deve primar, no entanto não considera que «por mais que se procure esse distanciamento, a personalidade do jornalista, o seu pensamento» acabam muitas vezes por demarcar determinadas posições?&lt;br /&gt;Sem dúvida. O jornalista deve procurar ser isento tendo a noção de que, como qualquer ser humano, o seu olhar é necessariamente subjectivo. É melhor assumir que há sempre subjectividade do que fingir que se é imaculadamente puro, pois essa condição não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) A relação entre o político e o jornalista são vincadas de um misto de ambivalências. O político precisa do jornalista para transmitir as suas ideias, opiniões e o jornalista precisa dele para informar o cidadão. Não obstante quando o jornalista entra em campos de investigação com os quais o político não concorda gerasse muitas vezes um clima de tensão. Como é que vê na actualidade esta relação?&lt;br /&gt;Não acho que a tensão actual seja muito diferente do que foi no passado e será no futuro. O político procura e procurará sempre formatar a informação de acordo com as suas conveniências, os jornalistas devem procurar toda a informação relevante para os cidadãos. Estes dois conjuntos nem sempre coincidem, pelo que é positivo estar consciente dessa tensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) O José Manuel tem vindo a participar ultimamente em debates televisivos. A questão que lhe coloco é: não será para um jornalista muito mais difícil assumir o lado de «entrevistado» do que entrevistador, uma vez que a partir daí entramos no domínio da opinião subjectiva?&lt;br /&gt;Quando participo em debates e quando dou opinião faço-o enquanto cidadão informado que tem a profissão de jornalista. Ou, se preferir, enquanto jornalista de opinião, que é um domínio da actividade que tem também toda a legitimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) Como é que vê o Jornal Público na actualidade?&lt;br /&gt;Como o jornal onde trabalhei 20 anos e onde hoje continuo a colaborar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11) Qual é a sua opinião relativamente ao final do Jornal Nacional de 6, apresentado por Manuela Moura Guedes. Acredita na tese que o poder político acabou por extingui-lo?&lt;br /&gt;Não é preciso concordar com o que se faz num órgão de informação para defender que, em nome do pluralismo, ele deve existir desde que tenha público. O Jornal Nacional de 6 tinha público (registava boas audiências), pelo que não foi por desinteresse dos telespectadores que acabou. De resto não tenho qualquer dúvida que as pressões do poder político não se limitaram a um ataque do José Sócrates na abertura de um congresso do PS: foram mais profundas, mais dissimuladas e, por fim, mais efectivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12) Falou-se aqui há tempos atrás do programa «Prós e contras» em que participou e o tema estava relacionado com o processo Casa Pia, onde aliás, Carlos Cruz esteve presente. Agradou-lhe a forma como o programa foi conduzido, é que a determinado momento, à maioria do público a ideia que se passou era que a grande vítima ali presente, era Carlos Cruz!?&lt;br /&gt;Não gostei nada da forma como o programa foi conduzido. Mesmo nada. Tentei contrariar alguma coisa, mas era difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13) Cada vez mais se fala que é inevitável a vinda do FMI a Portugal. Acredita que essa seria uma boa solução para actual conjuntura do país?&lt;br /&gt;Portugal vai ter de fazer muito mais reformas do que as que já estão em curso. Se não as conseguirmos fazer sozinhos - e não estamos a conseguir -, que venha o FMI o mais depressa possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14) Como é que reagiu à entrevista ao jornal francês Liberation de Dezembro de 2007 de José Sócrates, onde este o classificou como sendo o seu "melhor inimigo"?&lt;br /&gt;Como sendo um sinal da obsessão que Sócrates tem com a sua imagem e da forma como lida mal com a crítica e, sobretudo, com a liberdade de imprensa. Achei que revelava uma mentalidade doentia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15) Acredita que o seu poder reivindicativo oriundo desde os tempos MAEESL - Movimento Associativo dos Estudantes do Ensino Secundário de Lisboa ou do primeiro secretariado da União de Estudantes Comunistas (Marxista-Leninista) possa ter marcado definidamente as suas ideologias políticas, marcando profundamente o seu tipo de jornalismo interventivo?&lt;br /&gt;Não tenho dúvida que a minha experiência de vida, nomeadamente nesses anos, marcou muito o que sou. Nunca fui conformista, sempre corri alguns riscos, nunca gostei de ser um "yes men" e sempre procurei pensar pela minha cabeça. Para além disso nunca fui indiferente ao destino da sociedade, pelo que ser interventivo é, para mim, a forma mais natural de estar na vida.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544590166849713506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VT9UyElHCCM/TPJXYVgzdWI/AAAAAAAAEZc/57-Fx8i7uRk/s400/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;16) Para terminar, qual acredita ser a situação política deste país. Novas eleições em 2011?&lt;br /&gt;Muito provavelmente. E era melhor que assim fosse: tal como estamos não vamos a lado nenhum. Os agentes políticos necessitam de se relegitimar e o país precisa, depois, de que tenham o sentido de Estado para um acordo a médio prazo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-4897216797841211763?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/4897216797841211763/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/11/conversa-com-ricardo-pinto-entrevista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/4897216797841211763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/4897216797841211763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/11/conversa-com-ricardo-pinto-entrevista.html' title='À CONVERSA COM RICARDO PINTO: ENTREVISTA EXCLUSIVA AO JORNALISTA JOSÉ MANUEL FERNANDES.'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VT9UyElHCCM/TPJXYo_zVFI/AAAAAAAAEZk/Znq_HW4wxzg/s72-c/jose_manuel_fernandes1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-40138812987427620</id><published>2010-10-17T11:57:00.010+01:00</published><updated>2010-10-17T12:28:50.615+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceição Queiróz'/><title type='text'>Entrevista exclusiva à Jornalista Conceição Queiróz, TVI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;Na continuação do projecto lançado por este blogue, publica-se hoje a 4.ª entrevista. Devo dizer que tem sido um privilégio contactar com estes profissionais e com tudo aquilo que eles no ensinam, nas suas vivências, nos seus trabalhos, na sua vida...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;Desta vez conversei com a jornalista da TVI, Conceição Queiróz, cuja entrevista poderá ler na íntegra:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528973892273996354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TLrcdhVmgkI/AAAAAAAAAJ8/WhgGQNB-L8Q/s400/cq.JPG" border="0" /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;(Foto de Ana Lopes Gomes)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;1) A Conceição sai aos 12 anos de Moçambique. Que recordações guarda do seu tempo de criança nesse país africano?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Recordo essencialmente o sentido de família. Os almoços de domingo, os cheiros e os aromas da fruta, o camarão tigre, o Natal debaixo de 40 graus, as voltas à Ilha de Moçambique com o meu pai num barco a motor veloz. A vida em África é levada noutro ritmo. Temos todo um tempo que é absolutamente nosso. E isso não tem preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;2) Sei que os seus pais gostavam que tivesse tirado um curso ligado à saúde, nomeadamente, fisioterapia. O que a levou a enveredar pelo caminho do Jornalismo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Pois é… Os meus pais queriam muito que eu tivesse seguido medicina ou qualquer outro curso da área da saúde. Poderia ter sido fisioterapia, enfermagem, análises clínicas. Acabei por trilhar os caminhos do jornalismo, influenciada por uma professora de Português que gostava muito de mim, que puxava por mim, incentivava-me, fazia-me compreender uma série de outras coisas pelas quais não me interessava minimamente. Foi o caso do jornalismo. É verdade que cresci a ouvir histórias incríveis que as minhas avós contavam, mas não foi isso, definitivamente, que me levou a este mundo do jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528969819444324370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TLrYwc3VqBI/AAAAAAAAAJU/vJznNTOH_wE/s400/IMG_3219.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;(Fotografia de Ana Lopes Gomes)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;3) Quais foram as suas primeiras experiências profissionais? Ainda se lembra da sua primeira peça jornalística?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Comecei na imprensa, no Grupo Semanário. O meu primeiro trabalho foi publicado há 16 anos, em 1994. Foi uma entrevista à Campeã Nacional de Karting… Lembro-me perfeitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;4) A Conceição já foi professora de português. O que lhe apraz dizer acerca do novo acordo ortográfico nos países de LOP?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O novo acordo ortográfico é aplaudido por uns mas encontra resistência por parte de outros. As mudanças nem sempre são bem aceites mas parece-me razoável que nos habituemos às novas regras. De qualquer maneira, vivemos um momento de transição uma vez que até 2015 podemos manter a grafia que utilizamos hoje. É uma fase de adaptação e o novo conversor de documentos para este novo acordo ortográfico já foi apresentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528972515975247522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 244px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TLrbNaOaNqI/AAAAAAAAAJs/pI3Rakm62iE/s400/image.jpg" border="0" /&gt;5) Aqui há uns tempos atrás lançou o livro «Serviço de Urgência». Como foi contactar diariamente com pessoas que estavam entre a vida e a morte, pessoas que num dia viu eventualmente sorrir e no outro já não estavam entre nós?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Acompanhava-os a partir do momento em que davam entrada na Urgência do Santa Maria. E quando isso acontecia, as pessoas já não estavam bem. Foi das experiências mais duras e mais envolventes&lt;/span&gt;. Estar ali, frente a frente com a fragilidade do ser humano mas também com aquilo que é o limite da ciência. Há coisas que a própria medicina não consegue controlar. E isso desvenda-se claramente sempre que se perde uma vida. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1nGc8R_pLBg?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1nGc8R_pLBg?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;6) A Conceição é uma mulher de andar no terreno, de investigar e a verdade é que muitas vezes deve estar semanas fora do País, no continente africano, por exemplo, com as mínimas condições, a que nós portugueses estamos habituados. Recorrendo um pouco à reportagem que nos apresentou, sobre os «Meninos do Jamba», como foram os seus dias, as suas rotinas, na vivência com estas crianças?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Como não sou um ser humano de rotinas (fujo a essa vivência estática, quase rígida que suporta a maioria dos homens e das mulheres…) adapto-me bem e rapidamente a quaisquer cenários. É no terreno que a minha profissão se concretiza, é ali que tudo ganha sentido, de caras com um outro mundo… Os entrevistados, os factos, a verdade. As crianças eram o centro das atenções na Jamba Mineira. Ouvi-as com atenção, sentei-me no seu chão. Percebi depressa que precisam apenas de uma oportunidade. Tratavam-me por mana, por madrinha, por mamã. Lutei para voltar a Angola e levar os donativos que juntei depois da emissão da reportagem. Os portugueses continuam solidários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;7) Pelo histórico das suas reportagens, denota-se que é uma mulher ligada a causas, aos outros. Sente que de certa forma com as suas reportagens está a ajudar os mais desfavorecidos?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Gosto das pessoas, acima de tudo. Não sei se as minhas reportagens ajudam os mais desfavorecidos mas é preciso mostrar, temos de revelar o que acontece. É bom que as pessoas compreendam de uma vez por todas que o mundo não começa nem acaba nas suas ruas, nas suas pracetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;8) Ainda há pouco tempo, mais um trabalho seu e de toda a sua equipa premiado, «Música no Coração». O papel da música enquanto instrumento de inclusão social. Como é que nasce num jornalista, no caso, a Conceição, a ideia, a criatividade, de procurar histórias que nos preenchem, enquanto seres humanos? Ao fim e ao cabo como nasceu esta reportagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Tudo começa pela ideia, precisamente. Estou atenta ao que se passa… Pego no meu carro, vou aos sítios falar com as pessoas, compreender, tentar descodificar. Mas por vezes, uma breve num jornal também me pode inspirar e então fazes 30, 35 minutos em televisão a partir de uma notícia que passou completamente ao lado da maioria dos leitores. Outras vezes, escrevem-me, telefonam-me, falam-me de situações que merecem um trabalho de fundo. A reportagem “Música no Coração” nasce depois de eu ter visto na RTP 2 uma peça de dois ou três minutos e depois na RTP África com mais algum tempo… E mesmo assim eu achava que se podia fazer mais… Que aquela temática merecia continuar a ser tratada e claro, dando-lhe tempo. Fiz então um trabalho de 40 minutos mas tinha material para uma hora. Contrariando as expectativas acabou por ser a reportagem mais vista do ano de 2009 com picos de 2 milhões de telespectadores. Os miúdos da Orquestra Geração seduziram os portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;9) «A Escola da Vida» foi outra reportagem de mérito, onde a Conceição acompanhou o dia-a-dia de estudantes de mais de 35 nacionalidades. Acha que o racismo, a exclusão social, são problemáticas que têm vindo a diminuir?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Quero acreditar que o racismo diminui. Temos bons exemplos. “A Escola da Vida” prova isso mesmo. Já muita coisa mudou mas é um caminho que estamos a fazer. A exclusão social não… Não me parece que esteja a reduzir. Porque aqui estamos a falar de algo que imediatamente se associa à pobreza, também à falta de poder e de acesso ao mais elementar. E a pobreza aumenta aos olhos de quem quiser ver. Obviamente que a situação de sem-abrigo é o registo extremo da exclusão social mas o desemprego faz com que se percam quase todas as redes sociais, inclusivamente os amigos. A exclusão social pode começar nesse processo de exclusão do mercado de trabalho… E é perigosíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;10) Ainda há poucos dias, esteve num campo de refugiados, no Quénia. Quais são as grandes dificuldades de uma equipa de jornalistas ao entrar num local como este, onde a guerra, a fome, a morte são constantes?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Acho que tudo depende da flexibilidade de espírito, da capacidade de nos adaptarmos. Em relação às dificuldades… Jamais serei indiferente ao sofrimento humano. Onde quer que esteja. No Quénia, naquele campo de refugiados, vi o que nunca imaginara. Crianças enlouquecidas. Não tem explicação… Enlouquecem porque o pai foi esquartejado diante delas, porque a mãe estava grávida e abriram-lhe a barriga a sangue frio. Outros foram mutilados. É isso que custa. O resto dos obstáculos perde sentido para a equipa de reportagem. Falo por mim, naturalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;11) Em alguma reportagem que fez ao longo dos mais de 14 anos de experiência sentiu medo, onde, eventualmente, a sua vida pudesse estar em risco?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Nada de grave. Só fui apedrejada uma vez e tentaram atropelar-me ao de leve… Também fui ameaçada para não fazer uma certa reportagem que punha em causa o bom-nome de uma família a que pertencia uma enfermeira que atropelou mortalmente um rapaz de 20 e poucos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;12) Quando se trata de reportagem onde os entrevistados apenas falam crioulo, por exemplo, é a própria Conceição a fazer as traduções para o português, ou conta com a ajuda de um tradutor?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Aconteceu-me em Cabo Verde. Algumas pessoas só falavam crioulo. Pedi a um taxista que me dissesse como perguntar o que queria, escrevi exactamente como se pronunciava e fiz as entrevistas, dispensando o tradutor. No interior de Moçambique sucedeu o mesmo. Explicaram-me como pronunciar algumas das palavras, compreendi rapidamente, registei, tirei todas as notas necessárias e comuniquei através da língua local. Correu muitíssimo bem. Mas claro que há situações em que não se pode dispensar o tradutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;13) Quando se encontra, em países, tão longe de Portugal, como por exemplo o Quénia, a reportagem é editada e pronta para exibição, já em Portugal, ou toda a matéria é enviada do país, onde se encontra no momento?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;No Quénia tínhamos actualidade. As coisas estavam a acontecer no campo de refugiados. Eu e o repórter de imagem fomos enviando as peças já feitas, editadas, prontas para emissão, diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;14) Assistimos há alguns meses a uma reportagem sua sobre a cidade de Lisboa, sobre o comércio tradicional, as tradições, as vivências de um povo. Quer nos falar um pouco sobre esta reportagem e sobretudo a sensação que sentiu ao saber, que um dos seus entrevistados, pouco tempo depois da reportagem faleceu?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Foi tão enriquecedora essa reportagem, esse pequeno retrato de uma Lisboa antiga. Passei a gostar ainda mais da capital, eu que já tinha paixão pela cidade. Queria conhecer melhor os que naturalmente resistem à modernidade, os que ainda vendem porta a porta ou faziam compras na drogaria da Rua da Lapa, onde o senhor Fernando (o entrevistado que faleceu) trabalhou durante décadas. Fiquei sem graça nenhuma quando recebi o telefonema do filho a avisar-me que o pai tinha morrido na véspera de Natal. A promoção da reportagem já estava no ar, não sabia o que fazer. O mínimo foi dedicar-lhe a reportagem e ir ao funeral, com missa de corpo presente na Basílica da Estrela. Não me esqueço que pediu muito que o avisasse do dia da emissão da reportagem e que lhe oferecesse um DVD com a cópia do trabalho. Já o fiz. Entregamo-lo ao filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;15) A distinção do Prémio AMI - Jornalismo Contra a Indiferença, fá-la acreditar que é possível mudar mentalidades, alertar os governantes? Acredita que o facto de ser moçambicana, de cor, contribuiu ao longo de toda a sua vida numa luta mais aguerrida, contra o racismo, por exemplo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O prémio é sempre a valorização do trabalho de bastidores uma vez que não é fácil fazer uma boa reportagem. Em relação às mentalidades, não é algo que se altere de um dia para o outro. Já os murros no estômago, esses alertas para determinadas realidades que se escondem, são necessários. Quanto ao facto de ser africana… Nunca usei isso como bandeira. As pessoas têm sempre muito mais curiosidade pelo meu trabalho e eu sinto isso mas não me incomoda minimamente. Sou sempre muito bem tratada, muito acarinhada pelo público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;16) Trocaria a vida de repórter por pivô de informação? Porquê?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Não, não troco. Até porque já tive a experiência de estúdio. Na Televisão de Cabo Verde apresentei o Jornal Desportivo e foi óptimo mas eu amo estar no terreno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528969813170405250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TLrYwFfhP4I/AAAAAAAAAJM/A-OJgjq7I68/s400/IMG_3210.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;(Fotografia de Ana Lopes Gomes)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;17) Conceição que tipo de trabalhos poderemos continuar a ver daqui para a frente da sua autoria?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Continuo na equipa da grande reportagem…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;18) Para terminar esta entrevista, uma pergunta mais intimista - o seu cabelo, é de facto uma imagem de marca, de reconhecimento. Confesse-nos, que preocupações diárias tem com ele?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O meu cabelo?! Imagem de marca? Para mim é um problema. Uma trabalheira. Ora o original afro, ora um rabo-de-cavalo para não me chatear, ora tranças corridas para acordar penteada. Mas cá nos entendemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;luso-africa.net&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528972761814568866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 380px; CURSOR: hand; HEIGHT: 330px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TLrbbuDEj6I/AAAAAAAAAJ0/HRzTvbFSAA4/s400/conceicao1.jpg" border="0" /&gt; &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-40138812987427620?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/40138812987427620/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/10/entrevista-exclusiva-jornalista.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/40138812987427620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/40138812987427620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/10/entrevista-exclusiva-jornalista.html' title='Entrevista exclusiva à Jornalista Conceição Queiróz, TVI'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TLrcdhVmgkI/AAAAAAAAAJ8/WhgGQNB-L8Q/s72-c/cq.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-8253364719800998678</id><published>2010-10-13T19:06:00.002+01:00</published><updated>2010-10-13T19:08:47.354+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceição Queiróz'/><title type='text'>PRÓXIMO DOMINGO (17 DE OUTUBRO) - ENTREVISTA EXCLUSIVA A CONCEIÇÃO QUEIRÓZ, JORNALISTA DA TVI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TLX1Ss4AGNI/AAAAAAAAAJE/69JsH9NBIgA/s1600/TVI_Blog_2010.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527593819299649746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TLX1Ss4AGNI/AAAAAAAAAJE/69JsH9NBIgA/s400/TVI_Blog_2010.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;PRÓXIMO DOMINGO - 17 DE OUTUBRO&lt;br /&gt;NO «À CONVERSA COM RICARDO PINTO »- ENTREVISTA EXCLUSIVA A CONCEIÇÃO QUEIROZ.&lt;br /&gt;A reportagem «Música no Coração», da jornalista da TVI Conceição Queiroz, com imagem de João Paulo Delgado e montagem de Miguel Freitas, venceu o Prémio do Diálogo Intercultural ex-aequo com a RTP, atribuído pelo... Alto Comissari...ado para a Imigração e para o Diálogo Intercultural (ACIDI).&lt;br /&gt;Não perca! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-8253364719800998678?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/8253364719800998678/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/10/proximo-domingo-17-de-outubro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/8253364719800998678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/8253364719800998678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/10/proximo-domingo-17-de-outubro.html' title='PRÓXIMO DOMINGO (17 DE OUTUBRO) - ENTREVISTA EXCLUSIVA A CONCEIÇÃO QUEIRÓZ, JORNALISTA DA TVI'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TLX1Ss4AGNI/AAAAAAAAAJE/69JsH9NBIgA/s72-c/TVI_Blog_2010.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-8429616210154456059</id><published>2010-10-10T10:25:00.002+01:00</published><updated>2010-10-10T10:38:58.925+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Miguel Cabral'/><title type='text'>ENTREVISTA EXCLUSIVA A MIGUEL CABRAL, JORNALISTA DA TVI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526346272600082482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TLGGp7QhyDI/AAAAAAAAAIs/tfiRHHVUyh0/s400/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;1) Miguel, com que idade surge o seu gosto pelo jornalismo? Em que moldes?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A paixão inicial foi pela rádio, depois de alguns anos de actividade na área a ligação ao jornalismo foi ganhando terreno até que fiquei rendido ao jornalismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;2) Lembra-se dos telejornais do seu tempo de adolescência? Quem eram os seus jornalistas de eleição à época, porquê?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Ao longo dos anos 80 comecei a ver os telejornais e na altura recordo-me de fixar mais as histórias do que propriamente pivots.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;3) Aos 16 anos começa a fazer rádio. Que tipo de programas fazia à época?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O início da rádio foi com um programa de desportos motorizados na Voz do Marão, mas de imediato integrei a equipa desportiva da rádio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;4) Onde tira a sua formação em jornalismo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Na universidade frequentei o curso de Educado de Infância. A experiência na área foi fundamental para continuar ligado à comunicação social, através da participação em diversas acções de formação, colóquios e curso práticos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;5) Como é que nasce a sua ligação com a TVI, enquanto repórter?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O convite surgiu numa altura em que na rádio me dedicava por inteiro ao jornalismo, sendo inclusivamente colaborador em alguns jornais.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;6) O Miguel ofereceu aos portugueses destinos de eleição, cá no Norte. Sente que, de alguma forma esta região se encontra um pouco esquecida pelo resto do país?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A região transmontana é algo esquecida por quem decide na altura de fazer grandes obras tais como melhores vias de comunicação mas a maioria dos Portugueses sabe que Trás os Montes tem produtos e paisagens únicas no País.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;7) Estando tão longe da Mãe (TVI) conte-nos como é um dia do seu trabalho. Suponhamos há um acidente na região de Amarante. Como é que o Miguel é chamado ao local, alguém lhe comunica ou é o próprio Miguel que parte para a notícia, após a consulta de outros órgãos de comunicação social? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Na maioria da vezes são fontes estabelecidas na carreira que permitem chegar cedo aos locais e assim avisar a TVI de determinados acontecimentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;8) Qual foi a reportagem mais emocionante, aquela que lhe apetecia sair dali devido à sua carga emotiva, eventualmente, morte, destruição…?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Há sempre reportagens que nos marcam, sobretudo aquelas que envolvem a morte de alguém. Recordo viver momentos de aflição num incêndio que no momento ne fez desejar sair do local o mais rápido possível.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;9) O repórter costuma viajar muito. Que países já visitou, enquanto jornalista?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Como correspondente numa delegação a saída do País em reportagem não é muito frequente mas já tive oportunidade de estar em alguns locais, tal como a Bósnia com várias reportagens sobre os militares portugueses ali colocados.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;10) Como é que analisa a relação entre política e jornalismo nos dias de hoje?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Sempre foram áreas que se tocaram pela importância que as duas têm na sociedade. No jornalismo há que tentar mostrar à opinião pública os factos sempre com rigor.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;11) Como é que na sua perspectiva nasce a reportagem exclusiva para um jornalista?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Através de investigação. Área que ainda está por desenvolver pois exige muitas horas de dedicação que por vezes os jornalistas não têm pois existem muitas reportagens a elaborar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;12) Quando o Miguel está de férias, consegue-se desligar da actualidade nacional, ou a sua profissão fala mais alto e tem necessidade de se manter permanentemente actualizado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;É difícil desligar, mas umas férias sabem sempre bem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;13) Como vê a relação entre as novas redes sociais (facebook, twitter) e o jornalismo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Hoje em dia a maioria das pessoas está ligada a redes sociais e um jornalista deve estar atento à nova realidade que é a possibilidade de partilhar ideias por exemplo sobre reportagens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;14) O que lhe dá mais prazer fazer, escrever a notícia (imprensa escrita), ou fazer o seu pivô para televisão? Porquê?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A reportagem em si é algo que dá gosto fazer pois trata-se de contar uma história ao público através dos meios que nos são facultados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526346276496789202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TLGGqJxkztI/AAAAAAAAAI0/0YVNehyWc44/s400/2.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;15) Ainda hoje, depois de alguns anos a fazer directos, sente aquele «friozinho» ao ver a luz da câmara acender?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Curiosamente nunca senti muito esse “friozinho” pois desde sempre, sobretudo na rádio me lembro de fazer directos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;16) O bom jornalista é aquele que cresce todos os dias. Que conselhos gostaria de deixar aos futuros jornalistas deste país?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Sem dúvida, todos os dias se aprende algo com alguém, e muitas vezes é em locais quase isolados mas com pessoas com história de vida impressionantes. Quem gostar de jornalismo deve emprenhar-se ao máximo para ter futuro na área que é realmente cativante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526346278438890898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TLGGqRAm7ZI/AAAAAAAAAI8/VGH3sW46XIM/s400/3.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;SPORTING - O CLUBE DO CORAÇÃO DO JORNALISTA&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/J1lUInRUl44?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/J1lUInRUl44?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;ENTREVISTA DADA PELO JORNALISTA À UTAD&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-8429616210154456059?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/8429616210154456059/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/10/entrevista-exclusiva-miguel-cabral.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/8429616210154456059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/8429616210154456059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/10/entrevista-exclusiva-miguel-cabral.html' title='ENTREVISTA EXCLUSIVA A MIGUEL CABRAL, JORNALISTA DA TVI'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TLGGp7QhyDI/AAAAAAAAAIs/tfiRHHVUyh0/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-2567461646029987749</id><published>2010-09-26T11:50:00.010+01:00</published><updated>2010-09-26T12:40:53.557+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rita Marrafa de Carvalho'/><title type='text'>ENTREVISTA EXCLUSIVA A RITA MARRAFA DE CARVALHO - JORNALISTA DA RTP</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TJ8qvANMZDI/AAAAAAAAAIU/0xaQKK-Tl9c/s1600/rita+marrafa+de+carvalho,+rtp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521178655177073714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 352px; CURSOR: hand; HEIGHT: 288px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TJ8qvANMZDI/AAAAAAAAAIU/0xaQKK-Tl9c/s400/rita+marrafa+de+carvalho,+rtp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;1) Rita como é que nasce esta paixão pelo jornalismo? Era também daquelas crianças que se punha em frente ao espelho a apresentar o telejornal?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Não, de todo. A apresentação de um espaço informativo nunca foi factor de fascínio. Achava limitativo. Interessava-me o terreno, o contar a história, o estar nos locais e interagir com os intervenientes. Comecei na Rádio e Televisão Escolar, no Liceu. Um simples Clube de Comunicação Social que acendeu um rastilho intenso... uma vontade de contar as histórias reais. A partir daí, quis experimentar tudo o que me apareceu na área da comunicação: rádio local, imprensa escrita, até produção de cinema. Depois, naturalmente, seguiu-se o curso de Ciências da Comunicação, na Universidade Nova de Lisboa. A necessidade de saber como contar, modos de contar, de intervir, de dominar os modelos comunicacionais.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521180278221819698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TJ8sNehNzzI/AAAAAAAAAIc/SI3dhQRj808/s400/rita+marrafa+de+carvalho.jpg" border="0" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;(Foto de Garriapa - jornalista da SIC)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;2) Há quantos anos está nesta profissão e qual foi o local da sua rampa de lançamento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Eu comecei a fazer rádio na SeixalFM com 17 anos. Depois, foi em crescendo. Já lá vão 16 anos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;3) Voltaria a fazer tudo da mesma forma?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Julgo que sim. Não há nenhum passo de que me arrependa. Aprendi sempre algo. Mesmo quando a experiência foi menos gratificante ou prazeirosa, tirei sempre lições.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521177893545179426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 228px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TJ8qCq5_-SI/AAAAAAAAAIM/C_Ld_VXD8Fs/s400/%40.jpg" border="0" /&gt; &lt;strong&gt;4&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;) A Rita para além da sua faceta de jornalista dedica-se também à escrita. Em 2006 surge juntamente com Eduardo Águaboa no romance, Vieste p@ra ser o meu livro. Acredita que numa sociedade cada vez mais globalizada, se perderam os velhos hábitos de socialização face-a-face, ou o espaço «dos bites e bytes» serviu para aumentar esses elos de ligação entre as pessoas?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Esse, curiosamente, é o tema da minha tese de Mestrado, ainda em construção... Sem dúvida que a “tecnologização” das relações criou novos conceitos de interacção. Se são passíveis de qualificação como bons ou maus, é discutível. A informação dialogante está acelerada, rápida, imediata. Mas isso é sinal de que está melhor? Não, não creio. A parede tecnológica, que é algo que intermedeia uma relação comunicativa, como um computador, um telefone ou os SMS's, intensifica a intimidade. Mas essa mesma intimidade não deixa espaço para toda a paralinguagem. Não existe o cheiro, as inflexões da voz, ou as expressões do olhar. Toda a linguagem corporal e facial perde-se. Por isso, sim... acho que os hábitos de socialização estão inegavelmente diferentes. Potenciam o contacto mas isso não significa que melhorem o contacto.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521177892581897506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 229px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TJ8qCnUVdSI/AAAAAAAAAIE/SJO5gjoOtmc/s400/esmeralda.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;5) Já em 2008 juntamente com a jornalista Margarida Neves de Sousa surge como autora de uma obra mais jornalística, de investigação – Esmeralda ou Ana Filipa. Como é que uma jornalista consegue gerar emoções tão fortes neste caso concreto, onde ambas as partes revelavam querer o melhor para a menina, quererem a guarda definitiva de Ana Filipa no caso da Família Gomes ou de Esmeralda no caso do pai biológico, Baltasar Nunes?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Essa obra foi tremendamente trabalhosa. Aquilo a que se chama “uma verdadeira dor de cabeça”. Lemos milhares de artigos publicados, vimos horas de reportagens dos três canais, uma carga inexplicável de informação divulgada pelos media. Não nos é permitido, obviamente, adoptar posições mas revelar factos. E, neste caso em concreto, muitos dados não eram claros, não tinham sido divulgados correctamente ou com exactidão. E era inegável o interesse social e criminal do caso. Subitamente, era a novela da Esmeralda a que as pessoas assistiam todos os dias nos noticiários. Mas era de uma criança que se tratava... disputada por três famílias, a certa altura. Os meios de comunicação foram os culpados de verdadeiras barbaridades... fotografar a criança no primeiro dia de escola, filmá-la a gritar dentro do carro na passagem para o pai biológico. São momentos que, esperemos, sirvam para reflectirmos e não repetir.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;6) A Rita é uma grande defensora da preservação da Língua, enquanto identidade Portuguesa. O que lhe apraz dizer sobre o acordo ortográfico?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Essa questão é curiosíssima porque assumi essa posição num espaço cibernáutico como o Facebook. Curiosamente, as pessoas mais directamente ligadas ao uso da língua portuguesa não foram perdidas nem achadas neste Acordo. Não, de facto, não concordo com os preceitos, os métodos e imposições. Não é uma questão de se preservar a rigidez da língua, mas de permitir a sua riqueza inter-continental. Não temos de falar todos da mesma maneira, não temos de uniformizar fórmulas! Os Ingleses dizem e escrevem garbage, os americanos trash. Os ingleses escrevem want to, os americanos utilizam com mais frequência o wanna. E então? São estas preciosidades que os tornam únicos&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;7) Recorda-se ainda hoje do seu 1.º directo? Onde foi, que reportagem e que sentimentos a rodearam naquele momento?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Recordo-me do meu primeiro directo de televisão, sim. Mas não me recordo do de rádio, o que não deixa de ser curioso. O meu primeiro live em televisão nem foi como jornalista, mas como apresentadora do Curto Circuito Especial de fim-de-semana, no já extinto CNL. O Rui Unas e a Rita Mendes apresentavam de 2ª a 6ª e eu aos Sábados, com um painel de convidados, três horas em directo, sem teleponto. Maravilhoso. Correu muito bem. Na RTP, como jornalista, foi na estação rodoviária do Colégio Militar por uma greve qualquer. Estávamos em 2000.Quem me conhece sabe que não sou de grandes nervos ou inseguranças. Quando apresentei o Curto Circuito estava, inevitavelmente, tensa. Mas foi algo que ultrapassei nos primeiros minutos, quando ouvi no auricular “estás no ar”. Talvez por isso, o directo na RTP tenha sido feito com alguma tranquilidade. Não era novidade olhar para uma câmara, ouvir o “fala” no ouvido... Gosto muito do sem-rede, do é agora. É um pôr-me à prova de que gosto bastante e que confere uma adrenalina notável. E tenho um péssimo hábito: não escrevo nada, não faço anotações, não decoro discursos. Se por um lado é bom, - não fico agarrada a um fio que se pode perder ou sem capacidade de respostas face ao imprevisto,- por outro, se me esquecer de um nome ou de um número... Talvez por isso, goste da efemeridade do directo, do teste “tenho de dar o máximo de informação com clareza e veracidade”. A minha estratégia é simples: se tenho de partilhar uma informação com o telespectador, faço-o como se contasse algo a alguém familiar, num estilo informal mas incisivo e com as devidas distâncias discursivas, como se de um diálogo se tratasse em lugar de um discurso empinado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;8) Sente que a vida de jornalista na actualidade é difícil, pela sua precariedade, pela sua remuneração?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Não tenho a menor dúvida que estamos a passar por uma das piores fases do mercado jornalístico. Não há empregos. Não há lugar para as “fornadas” de jornalistas que saem das universidades, politécnicos, escolas profissionais. Muitas com um ensino duvidoso e programas desprovidos de qualquer sentido prático do ofício. Mas hoje, atenção, os jornalistas são mais bem pagos do que eram há uns anos valentes. Quando surgiram as televisões privadas, e mesmo antes, com os jornais de vanguarda, que foram uma autêntica pedrada no charco, como o Público e o Independente, os salários sofreram visíveis aumentos. Actualmente, vivemos um período negro... os estagiários não são remunerados, a progressão de carreira é lenta ou inexistente, e os salários não conhecem aumentos há muito tempo. Os jornalistas são dos licenciados mais mal pagos no início de carreira. Algo que me entristece muitíssimo. Há um congelamento de expectativas, de evolução. É difícil crescerem e surgirem novos nomes porque, constantemente, há areia na engrenagem...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;9) O que a mais gratifica na sua profissão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A intensa e permanente aprendizagem e o modo como mudamos a vida das pessoas. Que influências intensificamos, as convicções que se alteram, outras realidades que revelamos... e aquelas que nos são reveladas a nós próprios. Guardo as mais preciosas histórias e o prazer de ter privado com os mais ilustres anónimos que partilharam comigo experiências de vida riquíssimas. Essa é a grande virtude: aprender, experimentar, conhecer. É uma fonte inesgotável para uma sede de conhecimento que tenho. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521180938199907314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TJ8sz5IQO_I/AAAAAAAAAIk/xu0TQuN4soY/s400/tsunami.jpg" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;Banda Aceh, Samatra, Indonésia, 2005&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;Tsunami no Sudeste Asiático&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;10) Grande reportagem ou pivô da informação? Porquê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Não há qualquer dúvida quanto a isso... Grande reportagem sempre. Eu recordo que nem sempre tivemos pivôs jornalistas. Os pivôs eram apresentadores. Por isso, homens com um poder comunicacional brilhante, boa imagem e cultura-geral, eram pivôs. O Fialho Gouveia e o Carlos Cruz foram pivôs de informação, por exemplo. Hoje em dia isso já não acontece. Mas, mesmo assim, tenho a convicção de que a índole do repórter está no terreno, no campo, no toque e na vivência. Jamais teria espírito para ficar encerrada num estúdio, alterando pivôs propostos pelos jornalistas que executaram as reportagens... e são nessas que eu gosto de estar. São essas que eu gosto de fazer. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;11) Considera que os media causam alguma influência na sociedade portuguesa? Em que sentido?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Não podemos ser ingénuos e considerar que os media têm um papel suave e superficial. Não, de todo. Eu recordo-me de um documentário feito na SIC para o canal Arte, por Mariana Otero... em Cette télévision est la vôtre, Emídio Rangel dizia, numa reunião , algo do género... que vendiam presidentes como vendiam sabonetes. E não está muito longe da verdade. Existem interferências mais ingénuas no que diz respeito a influência dos media, como um produto óbvio da máquina mediática que é o happening. A presença de comunicação social é produtora de happenings... uma manifestação com 5 ou 6 pessoas calmas e ordeiras, transfigura-se com uma ou duas máquinas de filmar. As pessoas gritam mais alto, têm posturas mais assertivas. Tudo isto é plausível. Depois temos as convicções transformadas em modelações da realidade. Essas são as evitáveis...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HiW_NdKhWbA?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HiW_NdKhWbA?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;12) A Rita foi uma das jornalistas a fazer a cobertura no terreno na leitura da súmula do acórdão do Processo Casa Pia, no passado dia 3 de Setembro. Todos nós, público, vimos a observação que Carlos Cruz lhe fez nesse dia, aquando da sua intervenção sobre o arguido, dizendo que este revelava um passo apressado na sua entrada. Acha que nestas situações tão delicadas, muitas vezes os jornalistas são de certa forma inferiorizados, bodes expiatórios, que resulta na revolta dos arguidos?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Carlos Cruz não estava numa posição fácil e eu também não. Não é comparável ouvir uma sentença ao final de 5 anos e 10 meses de julgamento e estar em directo numa maratona. Não tenho a menor dúvida, mas eram momentos tensos para ambos e ele respondeu com alguma tensão defensiva. Percebo lindamente. Se existiam outros modos e fórmulas para responder e escoar essa tensão? Sim, claro que havia.&lt;br /&gt;Os jornalistas são incómodos para quem não quer responder! São chatos para quem está constantemente a ser assediado por jornalistas, são inconvenientes quando as questões são postas recorrentemente... tudo é relativo. Depende de que lado se está. O meu trabalho é informar. Tentar, legitimamente, obter informação. Se tenho de ser chata? Às vezes. Compensa? A maior parte das vezes sim... É ingrato? Não tenho a menor dúvida.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;13) Como é que vê a relação entre a política e o jornalismo na sociedade contemporânea?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Vejo com a singularidade normal das relações entre jornalismo e restantes editoriais e temas. A relação foi, noutra altura, mais promíscua. Talvez mais tácita. Hoje é algo mais distante, mais respeitoso. Os terrenos estão mais delimitados. E ainda bem.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;14) Nos últimos tempos tem-se falado bastante no código deontológico do jornalista. Haverá alguma situação em que este possa ser violado, ou pelo menos deixado um pouco de parte, quando se quer passar a verdadeira informação ao público leitor -espectador?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Não me parece. O código deontológico, tal como código de Processo Penal ou qualquer regra instituída, é contornável. Mas existem violações e violações. Há princípios básicos que jamais devem ser postos em sob o prejuízo de se desvirtuar a natureza do jornalismo leal, rigoroso e imparcial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;15) A universidade é um pilar do jornalismo, ou é um dos factores que associados à prática jornalística se conjugam no bom jornalista?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Temos grandes jornalistas que nunca passaram pelo ensino superior. No entanto, as exigência da modernidade são muitas e requerem instrumentos que um perfil académico dá. A universidade não substitui a prática, o terreno, mas fornece-nos um conjunto de utensílios de reflexão, conhecimento e uma cultura mosaico imprescindíveis para a efemeridade e a rapidez quotidiana.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;16) Como é que nasce uma reportagem exclusiva num canal de televisão, no seu caso a RTP?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Nasce como em outro canal qualquer. Uma investigação própria, uma denúncia, uma descoberta de documentos... qualquer exclusivo requer uma fonte própria, informações únicas, corroboradas e legitimadas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;17) Todos os dias tem mais a aprender com os seus colegas há mais tempo no jornalismo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Todos os dias são dias de aprendizagem. Com os meus colegas mais novos, mais velhos, com os entrevistados... As referências jornalísticas são sempre excelentes consultores.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;18) Quem são para si os jornalistas de referencia da actualidade? Porquê?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Adelino Gomes é um nome incontornável, bem como o de Joaquim Furtado. Hoje em dia, o Eduardo Dâmaso, o Henrique Monteiro... o Zé Manel Fernandes. Pessoas que tiveram um papel determinante no panorama jornalístico português no pré e no pós 25 de Abril. Que tiveram o privilégio de presenciar e fundar jornais maravilhosos, num tempo áureo de turbulência social e mediática.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;19) Que perspectivas têm para a sua vida profissional?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Continuar a contar histórias. E escrever muito. A escrita é a linguagem e a aplicação do verbo na qual me sinto mais completa. A minha carreira profissional tem de passar obrigatoriamente pelo prazer. Quando não usufruir do que faço, mudo de emprego, de ofício.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Muito obrigado!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-2567461646029987749?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/2567461646029987749/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/09/entrevista-exclusiva-rita-marrafa-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/2567461646029987749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/2567461646029987749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/09/entrevista-exclusiva-rita-marrafa-de.html' title='ENTREVISTA EXCLUSIVA A RITA MARRAFA DE CARVALHO - JORNALISTA DA RTP'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TJ8qvANMZDI/AAAAAAAAAIU/0xaQKK-Tl9c/s72-c/rita+marrafa+de+carvalho,+rtp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-6360712228574724252</id><published>2010-08-15T11:49:00.003+01:00</published><updated>2010-08-15T11:57:07.329+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TVI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Helena Fonseca'/><title type='text'>Entrevista exclusiva a Helena Fonseca - jornalista TVI</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TGfG5jPK_-I/AAAAAAAAAHs/B1FvBIWBXUI/s1600/Helena+Fonseca,+TVI.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505587761497440226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TGfG5jPK_-I/AAAAAAAAAHs/B1FvBIWBXUI/s400/Helena+Fonseca,+TVI.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; (HELENA FONSECA EM DIRECTO)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1) A Helena desde sempre quis ser jornalista. Houve algum motivo especial para esta escolha ou foi mesmo a entrega à profissão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a sonhar ser jornalista aos 12 anos, andava no 8º ano. Mas quis ser jornalista de televisão especificamente. A minha professora de Português organizava muitos trabalhos a par ou em grupo. O primeiro desse ano era sobre o artesanato. Fiz com uma amiga minha e tivemos a ideia de entrevistar um artesão de Avintes, em Gaia, que fazia peças em barro extraordinárias. Ambas tínhamos máquinas de filmar em casa, amadoras evidentemente, e realizámos todo o trabalho em vídeo. No final, eu fiz mesmo sozinha uma pequena montagem com um aparelho que o meu pai tinha em casa e que dava para pôr música nos vídeos. Começava com Vangelis e terminava com “A Pronúncia do Norte”, dos GNR. Ficou muito giro! E esse foi só o primeiro. Gostei tanto de fazer trabalhos de reportagem em vídeo que passei a usar sempre esse formato, mesmo noutras disciplinas. E o sonho foi crescendo, cada vez mais maduro…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Durante a sua infância quem foram os profissionais de rádio e televisão que mais a marcaram e porquê? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Na minha infância, ainda só sonhava em ser veterinária, só me recordo bem da Manuela Moura Guedes a apresentar o jornal à noite. Via as notícias sempre com os meus avós, na nossa acolhedora sala de estar. Mais tarde, a abertura da SIC com o Emídio Rangel deu um abanão à televisão em Portugal e mesmo à forma de se fazer jornalismo televisivo. Nessa altura, gostava sobretudo do Miguel Sousa Tavares e da Margarida Marante, que faziam programas de debate juntos, (cheguei mesmo a escrever-lhes a pedir conselhos para chegar a jornalista de tv e eles responderam-me) e dos pivots Alberta Marques Fernandes e José Alberto Carvalho. Foram os nomes que me ficaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Licencia-se em 2003 em Ciências da Comunicação no Porto. Acredita que a vida académica é essencial na construção da sua profissão ou é um pilar que vem reforçar o trabalho em campo? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;É um pilar que nos permite, sobretudo, ficar com uma maior cultura geral e que nos permite ter as habilitações académicas que hoje em dia são pedidas. Mas é assim não há muitos anos. Tenho colegas de profissão que nunca frequentaram o ensino superior e não são piores profissionais por isso, nem pouco mais ou menos. Os estudantes de hoje devem ter a noção de que, em jornalismo e dadas as dificuldades do mercado de trabalho, distingue-se quem tem melhor C.V., maior experiência e seja melhor profissional. É bom que se tirem boas notas para conseguir os estágios que algumas faculdades promovem com as próprias empresas, isso é bom. Mas, durante o curso, aconselho os estudantes de jornalismo a realizar trabalhos na área, mesmo com os melhores órgãos de comunicação social. Podem escrever reportagens, fazer, por exemplo, uma entrevista a alguém importante e oferecerem-na, mesmo que a custo zero, a um jornal nacional ou a uma revista. É importante é ser-se expedito e marcar a diferença. Cada passo desses enriquece logo o C.V. As notas académicas nem tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Imaginamos a adrenalina dentro de uma redacção. A que horas começa e acaba um dia normal de trabalho para a Helena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jornalista não pode, por norma, contar com uma hora certa de saída. A notícia não tem horas para acontecer e nós queremos é estar onde está a notícia, não é? Isso esbarra quase sempre com a vida pessoal de cada um, mas há que ir estabelecendo prioridades ao longo do tempo. Na TVI, como em quase todas as redacções, há horários rotativos semanalmente. Tanto posso estar fazer manhã-tarde hoje, como para a semana fazer tarde-noite. Depois, a adrenalina vem com a própria notícia. Quando há mais trabalho, trabalho com maior acção, a adrenalina aumenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Sente que todos os dias tem mais a aprender com os seus colegas há mais tempo no jornalismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que todos os dias temos alguma coisa a aprender, sempre, desde que haja espírito aberto para isso mesmo. Nesta profissão é muito rápida a ascensão, quando fazemos mais directos, quando damos mais vezes a cara por notícias importantes e o trabalho nos corre bem. Mas depois deparamo-nos com um período que nos soa a estagnação se não fizermos nada para o contrariar. Temos sempre que fazer coisas novas, procurar evoluir. Se chegar o dia em que eu achar que já sei tudo, que não tenho mais nada a aprender, nesse momento despeço-me e mudo de profissão. Por outro lado, sou da opinião que só temos a aprender com colegas que sejam para nós uma referência profissional. Não tem que ser necessariamente uma pessoa que trabalhe há mais tempo no jornalismo. Deve é ser uma pessoa com alguma experiência, cuja forma de trabalhar nos agrade particularmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Até hoje qual foi a peça, reportagem, que a mais marcou pela positiva? Porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 6 anos e meio de jornalismo, já tive alguns trabalhos que me deram uma grande realização. Mas do que gostei mais, que não é uma só reportagem, foi de ter acompanhado todo o processo “Apito Dourado”, em Gondomar. Gosto especialmente de trabalhos de justiça. Descobri esse gosto com o “Saco Azul” de Felgueiras. O julgamento do “Apito Dourado” acompanhei-o a par e passo: directos e reportagens todos os dias. Tive de estudar imenso todo o processo, tirar dúvidas com advogados e funcionários judiciais. Era um processo complicado e com uma acusação com 400 páginas, que envolvia figuras com destaque no desporto. Desde a primeira audiência até ao dia do Acórdão, vivi dias de grande realização profissional. Dias em que chegava a casa cansada, mas com a certeza que fiz o trabalho que mais gosto e fi-lo bem feito. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;7) Pelo contrário, qual foi o directo, por exemplo que mais embaraço lhe causou (situação anormal), que ainda hoje recorde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, foi também num tribunal. Trabalhava há pouco tempo, não tinha experiência de tribunais nem dominava a linguagem judicial e chamaram-me às 7 da manhã para fazer directos do Tribunal de Menores e Família do Porto. Iam ser presentes a um juiz os menores acusados de homicídio no caso Gisberta. Eu não fazia ideia, por exemplo, que sendo menores não lhes são aplicadas medidas de coação mas sim medidas cautelares. Não tinha tido tempo de estudar o processo, de preparar-me minimamente… Valeu-me a minha forma de estar em frente à câmara… estava nervosíssima, muito insegura porque tinha consciência que não estava preparada, mas passava uma imagem de segurança. Isso em televisão é uma grande mais-valia, porque, se eu souber muito sobre determinado caso e não o conseguir transmitir da melhor forma, a mensagem não passa e a comunicação não acontece.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505587766522178866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TGfG519KbTI/AAAAAAAAAH0/tg3zfHCyKlQ/s400/helena+fonseca.jpg" border="0" /&gt; (AINDA NO INÍCIO DA SUA CARREIRA)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;8) Lembra-se do seu primeiro directo? Que misto de sensações a rodearam naquele momento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me como se fosse hoje! Era um tema descontraído, quando os adeptos do F.C.P. se preparavam para fazer a viagem de camioneta para a Alemanha para ver a equipa conquistar a liga dos Campeões. Eram 9 da manhã. Eu ia fazer o meu primeiro directo e era tudo novidade, até o aparelho, a escuta, que temos que colocar para ouvirmos a emissão…! Mas correu bem. Tive o apoio do Henrique Garcia e da Júlia Pinheiro, na altura, os apresentadores do Diário da Manhã. Eles descontraíram-me. E, mais uma vez, estava nervosa porque sentia a dobrar o peso da responsabilidade, mas disfarcei bem!  No final de cada directo, sentia o corpo a cair de uma forma brutal.com o tempo, percebi que era a adrenalina a descer. Mas, quando se gosta, os directos viciam e hoje é do que sinto mais falta, porque já não faço tantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) Li numa entrevista que a Helena gostaria de se especializar em política. O debate político sempre a fascinou, o que a leva para essa área?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto muito de Política. Gosto especialmente daquele desafio de, em reportagem, conseguir descodificar os mitos políticos, “brincar” com os temas. Para mim, é a área com mais potencial para se fazer notícia e que não é aproveitada da melhor maneira. Se pensarmos bem, qualquer tema forte da sociedade serve para fazer uma reportagem, uma entrevista com um político. Quer do Governo quer da oposição ou, por exemplo, de uma autarquia. Qualquer desses bons temas presta-se a provocar uma resposta de um ministro, de um responsável pela nação que tem que prestar contas ao país. E, se falarmos de Assembleia da República, aí, então, há bons motivos para reportagem todos os dias. É um grande desafio saber como explicar a política que é praticada ao grande público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) O jornalista é também aquele que viaja muito, quiçá, até para fora do País à procura da notícia. Quais foram os países que já visitou, enquanto profissional de jornalismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive já por 2 vezes em Barcelona, em diferentes trabalhos. A Paris já fui umas 7 ou 8 vezes, um verdadeiro corre-corre! Estive ainda em Istanbul, em S.Paulo e em Dresden, na Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11) Sabemos que para o jornalista o seu código deontológico é uma espécie de bíblia sagrada. Agora pergunto Helena, acredita que a maioria das notícias que são levadas até nós, público, têm na base esse mesmo código? Não acha que chegamos ao ponto, de que «o que importa é vender»?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso parte de cada profissional e de cada órgão de comunicação. Há uma linha, cada vez mais ténue entre conseguir prender a atenção do espectador e entre as sensações que podemos criar no espectador para mais gente ter curiosidade na reportagem e vender mais. Por vezes até me acho demasiado fundamentalista, mas com o tempo percebo que, trabalhando numa empresa privada, há que tentar conjugar da melhor forma esses dois objectivos: preocupo-me em ser correcta nas informações que passo e, ao mesmo tempo, também quero que a reportagem tenha muita audiência. É perfeitamente conciliável. Mas há, de facto, quem queira apenas vender e não se preocupe com o rigor dos dados e, na reportagem, dê mais ênfase a aspectos menos importantes da notícia mas que provocam mais as tais sensações no espectador. Um jornalista deve, quanto a mim, respeitar as principais regras do código deontológico, especialmente porque tem a imensa responsabilidade de transmitir mensagens para as massas e para as minorias, mas o espectador, as pessoas individualmente têm que começar a tornar-se mais activas nesse processo. Têm que saber pensar nas mensagens que recebem dos media e não absorver tudo o que lhes é dado. Claro que, no jornalismo, como em todas as áreas, há sempre quem se aproveite das fragilidades do receptor em benefício próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12) Nos últimos tempos tem-se vindo a assistir a um certo atrito entre jornalistas e políticos. Porque será na sua óptica, que isso acontece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece porque, finalmente, o jornalismo começa a ter menos medo da política. É como eu dizia há pouco, só não se “brinca” mais com a política e com os políticos porque há uma certa inibição, uma sensação de hierarquia que, na nossa profissão, não deve existir como enquanto cidadãos comuns. [Convém explicar que quando falo em “brincar”, refiro-me por exemplo a um registo de reportagem mais irónico, que transmita as muitas incoerências que existem na nossa política de uma forma mais afirmativa e que provoque o espectador a pensar] O jornalista tem que encarar o político como aquele ou aquela que tem por obrigação governar e dar satisfações do que faz a quem o elegeu. Tem que interiorizar que esse é um poder muito útil à governação. Não digo que os jornalistas sejam fiscais dos políticos, mas podem questioná-los sempre que se justificar (e razões para isso infelizmente há muitas vezes) em nome de cada contribuinte. É a nossa função, fazer as perguntas para obter as respostas. Acho que a geração mais nova já está muito mais ciente disso e já não olha para os políticos só como “os senhores que mandam”. Felizmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13) Caso fosse convidada, aceitaria o convite para dar palestras ou quiçá leccionar alguma cadeira no curso de comunicação? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Desde que fosse conciliável com os meus 1500 projectos, tenho a certeza que sim!  Dei 3 aulas sobre jornalismo ao 8ºano e confesso que adorei a experiência. Acho que, quando gosto verdadeiramente do que falo, consigo transmitir a minha mensagem. Ao princípio tive receio de não conseguir captar a atenção de uma turma de 30 adolescentes, mas, quando percebi que ficaram todos caladinhos a ouvir-me, fiquei muito contente. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;14) Para terminar esta entrevista, que balanço faz da sua carreira, enquanto jornalista, ao longo destes 7 anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase 7 anos… Passou muito rápido, essa é a verdade! Como comecei a trabalhar permanente em directos e sempre de manhã, que é quando é mais difícil porque a informação, de forma geral, é muito escassa, e estive nessa situação durante 5 anos, consegui ganhar muita experiência com a câmara… temos uma óptima relação!  trabalhava a um ritmo alucinante, horas a fio, mas há uma altura em que o corpo começa a dar avisos que não pode ser assim. Desde que deixei as manhãs da TVI, tenho uma vida mais normal. Não faço directos todos os dias, é certo, mas tenho tempo para procurar as minhas histórias, fazer mais trabalho de informação ainda que, por questões de agenda, não seja muito fácil. Tento conciliar as notícias do dia-a-dia ditas obrigatórias com as reportagens exclusivas que consigo através do trabalho com as fontes. Mas como desacelerei o passo, também começo a sentir necessidade de aprender mais qualquer coisa… quiçá tirar Direito, já que gosto tanto de tribunais!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-6360712228574724252?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/6360712228574724252/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/08/entrevista-exclusiva-helena-fonseca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/6360712228574724252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/6360712228574724252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/08/entrevista-exclusiva-helena-fonseca.html' title='Entrevista exclusiva a Helena Fonseca - jornalista TVI'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TGfG5jPK_-I/AAAAAAAAAHs/B1FvBIWBXUI/s72-c/Helena+Fonseca,+TVI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-3581183081407286934</id><published>2010-07-28T17:19:00.002+01:00</published><updated>2010-07-28T17:23:07.273+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Projecto Pequeninos de Portugal'/><title type='text'>Projecto: Pequeninos de Portugal</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TFBY698CBvI/AAAAAAAAAHk/2jZ8VS1kaEg/s1600/p+portu.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498992915101386482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TFBY698CBvI/AAAAAAAAAHk/2jZ8VS1kaEg/s400/p+portu.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;À CONVERSA COM RICARDO PINTO: Conheça o projecto «Pequeninos de Portugal».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez fomos ao encontro de Sandra Carapinha, uma das responsáveis do projecto: «Pequeninos de Portugal». Fique a conhecer o trabalho desta equipa e faça já a sua encomenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Sandra Carapinha como surgiu esta ideia de criar camisolas únicas para bebés e crianças neste mundial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto eu como o meu marido temos formação na área da Publicidade, daí estarmos habituados a trabalhar e desenvolver conceitos criativos. Por outro lado, temos dois filhos que gostamos de ver vestidos com roupa original. Se a isto tudo juntarmos o facto de sermos grandes adeptos da selecção, a ideia começou a nascer na nossa cabeça naturalmente. Depois foi só falar com uma amiga nossa designer - Ana Carvalho - e saber se ela estava interessada em fazer a parte gráfica. Como estavamos todos em sintonia, a partir daí foi deitar mãos à obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Ainda vamos a tempo de fazer as nossas encomendas. Onde e como o podemos fazer?&lt;br /&gt;Criámos um blog www.pequeninosdeportugal.blogspot.com e uma página no facebook "Pequeninos de Portugal". No site têm as 8 camisolas disponíveis e indicação dos tamanhos que vão dos 6 meses aos 11 anos. Todo o processo de encomenda é feito pelo mail pequeninosdeportugal@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Se algum pai ou mãe lhe pedisse que lhe fizesse uma camisola igual à do seu filho, a Sandra passava facilmente para o trabalho em XXL, por exemplo?&lt;br /&gt;Inicialmente tinhamos pensado as camisolas para crianças até aos 5/6 anos. A verdade é que a procura maior foi para tamanhos maiores daí termos ido até ao tamanho 9-12. Quanto ao tamanho XXL, sim seria capaz de fazer as camisolas em tamanho maior, mas isso implicaria uma nova produção. É que o nosso produto não é como aquelas t-shirts que se imprimem numa loja de fotocópias. É um processo semi-industrial onde é preciso produzir em grande número para se ter um bom preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Como tem sido a aceitação por parte do público relativamente ao seu trabalho?&lt;br /&gt;Muito positiva. Superou todas as nossas expectativas, que no início eram vender aos amigos e pouco mais. A adesão tem sido tão boa que estamos a pensar continuar com novos projectos. Uma ideia é fazer uma colecção especial para o Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Com a saída de Portugal do Mundial, arrisca iniciar outras ideias nas suas camisolas, quiçá atender aos pedidos de alguns pais?&lt;br /&gt;É curioso que mesmo com a saída de Portugal do Mundial ainda estamos a vender algumas camisolas. Até porque, se analisarem bem a colecção, muitas delas são intemporais. À excepção do tema "Taça" que remete mais para o Mundial, todas as outras podem ser usadas ou no dia a dia da criança, ou já na qualificação de Portugal para o próximo Europeu.&lt;br /&gt;A t-shirt "Prognósticos só depois da sesta", por exemplo, até se aplica ainda a este Mundial, pois não remete para nenhuma equipa em particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Já alguma mãe ou pai de algum jogador nacional lhe pediu estes trabalhos. Pode-nos revelar quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Fui contactada pela esposa do jogador Hugo Almeida, que me encomendou camisolas para a família, onde foi feita uma adaptação do tema "Simão" e "Cristiano" para o nome Hugo Almeida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Como surgiu o convite para mostrar os seus produtos no Você Na TV, na TVI?&lt;br /&gt;Surgiu naturalmente dada a adesão e visibilidade do projecto na Comunicação Social. Estivemos também no programa Força Portugal da RTP 1 e saiu um artigo sobre nós no jornal 24 Horas e no site iol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) Que tipo de camisolas estão com mais saída?&lt;br /&gt;As que têm mais procura são a do "Pintainho de Barcelos" para as meninas, e as "Chuteiras", o "Pu-tu-gal" e "Cristiano".&lt;br /&gt;Muito obrigado por ter aceitado este convite e muito sucesso!&lt;br /&gt;Ricardo Pinto &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-3581183081407286934?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/3581183081407286934/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/07/projecto-pequeninos-de-portugal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/3581183081407286934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/3581183081407286934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/07/projecto-pequeninos-de-portugal.html' title='Projecto: Pequeninos de Portugal'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TFBY698CBvI/AAAAAAAAAHk/2jZ8VS1kaEg/s72-c/p+portu.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-1298966140384276309</id><published>2010-07-28T17:16:00.001+01:00</published><updated>2010-07-28T17:18:04.566+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Presidente C.M.A'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Armindo Abreu'/><title type='text'>Armindo Abreu, Presidente da C.M.A</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TFBYMHNDMyI/AAAAAAAAAHc/muH5Y8W_rP4/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498992110134833954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 396px; CURSOR: hand; HEIGHT: 306px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TFBYMHNDMyI/AAAAAAAAAHc/muH5Y8W_rP4/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Porque acreditamos ser importante levar a conhecer a todos os eleitores, neste caso concreto, do concelho de Amarante, todas as análises e propostas à Câmara Municipal de Amarante, porque estamos num período conturbado da política do país, achamos interessante conversar com os principais intervenientes nas próximas eleições autárquicas de Amarante. Procuramos uma entrevista que englobasse não só a face política do candidato, mas também, quem é afinal a pessoa que está por de trás da figura de Presidente!O nosso primeiro entrevistado foi o actual presidente da Câmara Municipal de Amarante, Dr. Armindo Abreu, que mais uma vez se assume como cabeça de lista do PS à Câmara Municipal nas próximas eleições concelhias.1) Há quantos anos está à frente da C.M.A?Sou presidente da Câmara Municipal de Amarante desde Outubro de 1995.2) O que o motivou a deixar em parte a advocacia para se dedicar à liderança da C.M.A?Fundamentalmente, o meu gosto pela intervenção política e por o convite ter partido do PS, de que ainda não era militante, mas cuja ideologia eu já professava.3) Sente que de alguma forma a sua vitória há 4 anos estava mais «posta em causa» do presentemente, devido à campanha conturbada de Avelino Ferreira Torres?A última vitória é sempre a mais difícil de alcançar!4) Como reage à acusação feita pelo líder do PSD, Dr. José Luís Gaspar pelas obras do Arquinho não terem sido financiadas pelo Fundo Europeu, estando a Câmara a arcar com todas as despesas?O cartaz que o PSD colocou no Arquinho demonstra duas coisas: a primeira, a de que os seus agentes, apesar de quererem apresentar-se como magníficos tecnocratas, não dominam o básico da estrutura e dos objectivos dos apoios comunitários, ou não tivesse confundido o Fundo Estrutural de Desenvolvimento Regional com o Fundo Social Europeu; a segunda, a de que o PSD é um partido que reage, mas que não age. Quer isto dizer que o PSD entende que se deve reagir perante a existência de apoios comunitários. Enquanto o PS prefere planear e agir mediante as várias possibilidades de financiamento das respectivas obras que em cada momento tem ao seu dispor. Quer através das receitas próprias, quer através dos programas comunitários, quer lançando mão de empréstimos bancários, quer através da celebração de contratos programa com o Governo, quer através de parcerias público privadas, quer através de concessões, conforme os casos e as circunstâncias. No caso concreto da empreitada de requalificação do Arquinho, a Câmara planeou-a muito antes de entrar em vigor o QREN e para ser paga com receitas próprias. Na negociação havida entre todos os municípios que integram a CIM do Tâmega e Sousa e a CCDRN, para a elaboração e aprovação do denominado PDT (Plano de Desenvolvimento Territorial) do Tâmega, cujas acções serão co-financiadas pelo ON2, dei preferência de financiamento comunitário às empreitadas de água e saneamento e da ecopista, também em curso, e indiquei a empreitada de requalificação do Arquinho como primeiro projecto suplente, isto é, com possibilidade de financiamento comunitário, se a quota de Amarante não for totalmente consumida naquelas empreitadas, ou se tiver que haver uma renegociação desse plano. Haveria também a possibilidade da obra do Arquinho ser financiada pelo ON2 – a partir da aprovação da candidatura que estamos a preparar ao EIXO 4 Parcerias para a regeneração urbana POLIS XXI, cujo valor máximo elegível é de 10 M€. Acontece, porém que já planeamos outras obras e acções cujo custo atingirá este valor e que avançarão se essa candidatura vier a ser aprovada, como esperamos.5) Não acha que as obras no Arquinho não poderão por em causa a sua vitória pelo facto de muitos comerciantes se queixarem nos seus negócios, devido ao condicionamento do trânsito naquele local?Tenho a certeza que não, porque as pessoas reconhecem que as obras são necessárias e urgentes, e porque sabem que é inevitável o corte do trânsito e que os incómodos e prejuízos que alguns estão a sofrer, sempre os teriam de suportar noutra ocasião - no próximo Natal, na próxima Páscoa, ou, porventura, no Verão de 2010.6) Surgiram rumores que o Dr., este ano não seria candidato, por se sentir cansado fisicamente e por outras razões. Quais os grandes motivos que o «puxaram» novamente para a vida política activa?A decisão que a comissão política concelhia do PS tomou de eu voltar a ser candidato é de Fevereiro do ano passado. A motivação é a vitória do PS, orgulhoso do trabalho feito em Amarante e convicto de que tem o melhor programa e mais experiência, que é determinante para e eficiência e eficácia da governação.7) Há certezas ou previsões quando terminará a requalificação da Linha do Tâmega?A previsão é a de que as obras fiquem concluídas no primeiro trimestre de 2011. Porém, na última visita que fez a Amarante, para assistir à consignação dos trabalhos que, entretanto, já se iniciaram, a Senhora Secretária de Estado dos Transportes, Engª. Ana Paula Vitorino, desafiou a REFER a concluir as obras até ao início do ano escolar de 2010/2011.8) Como reage às acusações de alguns munícipes que barafustam o facto de o Dr. puxar muitas valências para Vila – Meã, refutando que tal se deve ao facto, de esta ser a sua área de residência?Quanto à acusação que alguns, poucos, me fazem de que a Câmara investiu muito e, porventura, demasiado em Vila Meã, aconselho-os a que investiguem o montante do investimento “per capita” durante os meus mandatos e que informem as conclusões a que chegarem…!?9) O porquê de construir um novo hospital de raiz, ao invés de adquirir as actuais instalações do Hospital de S. Gonçalo e posterior requalificação?O edifício do actual hospital de S. Gonçalo, bem como os terrenos anexos não têm área suficiente para a construção do novo.10) Acredita que Amarante algum dia poderá usufruir de algum pólo universitário?É possível que um dia venha a ter um, ou mais cursos universitários, dependendo do interesse das universidades públicas, ou privadas em investirem no ensino universitário em Amarante. No momento, não vejo que haja esse interesse, até porque aquilo a que assistimos é ao encerramento de cursos e até de universidades. É opinião unânime que, em Portugal se exagerou na criação de cursos universitários.11) Com a construção da nova A4, que perspectivas vê para Amarante com este empreendimento?A curto prazo, isto é, até à conclusão do Túnel do Marão, o aumento de oferta de emprego e a dinamização do comércio e dos serviços locais. Com a continuação da A4 até Bragança, Amarante reforça a sua importância estratégica de ser a porta de entrada rodoviária no Douro e Trás-os-Montes, numa altura em que estas regiões se querem afirmar como destinos turísticos de excelência.12) Em termos de saneamento, caso seja reeleito que promessas pode concretizar na área do saneamento básico nas periferias, em caso concreto, por exemplo, para Gondar?Durante o próximo mandato e caso mereçamos novo voto de confiança dos eleitores, concluiremos a rede de saneamento em baixa à medida que a Águas do Ave, S.A. forem colocando os emissários, nomeadamente o do rio Ovelha, cujo projecto está em fase de conclusão e cuja empreitada deverá ser lançada no início do próximo ano, bem como a da construção da respectiva ETAR.13) Acredita numa vitória de José Sócrates? Que aspectos mais relevantes consideram que devem ser frisados, quando um governo é PS e uma autarquia é PS?Acredito que o PS vai ganhar as próximas eleições legislativas porque os portugueses sentem que o actual governo, liderado por José Sócrates, fez um bom trabalho, só ensombrado pela crise internacional que, obviamente, também atingiu Portugal. Fez as reformas necessárias na Segurança Social, na Saúde, na Administração Pública e lançou programas urgentes para a nossa sustentabilidade e competitividade económica. Refiro, apenas, a aposta nas energias renováveis, quer por questões ambientais, quer e sobretudo, por ser urgentíssimo atenuarmos o nosso deficit energético, e o programa Novas Oportunidades, para a qualificação dos recursos humanos, a para do reforço da cidadania dos portugueses.As eleições autárquicas são de natureza diversa das legislativas e mau seria que o resultado das primeiras influenciasse as segundas.14) Qual será, para além do novo hospital, outras valências de grande envergadura que prevê serem construídas no seu próximo mandato?Só posso responder pelas obras que a Câmara possa lançar e não pelas que já são irreversíveis, como são os casos do Novo Hospital, do Túnel do Marão e da A4 até Bragança, da recuperação da Escola Secundária, da construção das ETAR de Vila Caiz e do Ovelha, da recuperação da Escola Secundária, da requalificação da Linha do Tâmega e da remodelação do edifício do Tribunal, obras estas que implicam um investimento público em Amarante até 2012 de cerca 500 M€. No próximo mandato, se formos eleitos, concluiremos a rede dos Centros Escolares e, não sendo possível dizer aqui, exaustivamente, o que nos propomos fazer, direi que o projecto mais emblemático será o da regeneração urbana na cidade cujo valor elegível é de 10 M€ e cujas obras ficarão dependentes da aprovação da candidatura que estamos a elaborar, como atrás já referi.15) Actualmente, em que situação se encontra o saldo camarário? Existem dívidas, cumpriram os prazos?É conhecido que o município de Amarante é dos mais eficientes em matéria de gestão económico-financeira. Apesar de alguns atrasos na transferência de fundos comunitários relativos a obras já concluídas, continuamos a pagar aos nossos fornecedores dentro dos prazos legais. Também muito poucos municípios se podem orgulhar, como o de Amarante, de manterem uma margem confortável de endividamento.16) Em termos da área ligada aos jovens, na qual me incluo, tenciona manter o programa «voluntariado jovem? E que outras medidas tencionam levar a cabo?Como já disse publicamente, é nossa intenção manter todos os programas de apoio social, o programa de voluntariado jovem. Incluído. Julgo que os jovens de Amarante devem estar mais atentos às oportunidades que a autarquia lhes oferece, nomeadamente em termos de espaços onde possam dar largas à sua criatividade.17) Qual a sua posição relativamente à construção da Barragem de Fridão? Não considera, que em termos paisagísticos isso poderá ter graves consequências?Sou, por princípio, favorável ao aproveitamento dos nossos recursos energéticos, como caminho necessário ao combate à nossa preocupante dependência. Quanto à barragem de Fridão e afastada que está a ameaça de alteração da cota actual de exploração da barragem do Torrão, aguardo o debate público sobre o Estudo de Impacte Ambiental em elaboração, para uma tomada de decisão definitiva. Entendo que em matérias desta importância devemos agir de acordo com a razão e não com as emoções do momento.18) Amarante virá a ter algum novo centro comercial ou edifício do género?Não sei. A Câmara não pode substituir-se à iniciativa privada em investimentos desta natureza.19) Considera-se apto para, caso seja eleito, concluir os 4 anos de mandato?Não aceitaria ser candidato se fosse minha intenção não cumprir o mandato. Quanto à minha aptidão, são os eleitores que a julgam.20) Para finalizar, acha que este ano terá um maior número de votos e consequentemente um maior número de deputados?É certo que, tendo o município de Amarante ultrapassado o número de 50.000 eleitores, o elenco camarário será composto por nove elementos. A escolha dos eleitores vai determinar se o partido vencedor conseguirá uma maioria absoluta. Na minha opinião, Amarante ficará a perder se das próximas eleições autárquicas não resultar uma maioria absoluta para o partido vencedor e que, espero, seja o PS.Muito obrigado Dr. Armindo Abreu por se ter disponibilizado muito prontamente a responder à entrevista do C.P.G. Foi um enorme prazer estar à conversa consigo e fica a promessa, que caso seja eleito far-lhe-ei uma nova entrevista.Cumprimento a si e toda a sua equipa, que colaborou na realização desta entrevista.A todos um bem-haja!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a class="photocaption_nocaption_edit" href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100001199967051#"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Adicionar uma legenda&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Porque acreditamos ser importante levar a conhecer a todos os eleitores, neste caso concreto, do concelho de Amarante, todas as análises e propostas à Câmara Municipal de Amarante, porque estamos num período conturbado da política do país, achamos interessante conversar com os principais intervenientes nas próximas eleições autárquicas de Amarante. Procuramos uma entrevista que englobasse não só a face política do candidato, mas também, quem é afinal a pessoa que está por de trás da figura de Presidente!&lt;br /&gt;O nosso primeiro entrevistado foi o actual presidente da Câmara Municipal de Amarante, Dr. Armindo Abreu, que mais uma vez se assume como cabeça de lista do PS à Câmara Municipal nas próximas eleições concelhias.&lt;br /&gt;1) Há quantos anos está à frente da C.M.A?&lt;br /&gt;Sou presidente da Câmara Municipal de Amarante desde Outubro de 1995.&lt;br /&gt;2) O que o motivou a deixar em parte a advocacia para se dedicar à liderança da C.M.A?&lt;br /&gt;Fundamentalmente, o meu gosto pela intervenção política e por o convite ter partido do PS, de que ainda não era militante, mas cuja ideologia eu já professava.&lt;br /&gt;3) Sente que de alguma forma a sua vitória há 4 anos estava mais «posta em causa» do presentemente, devido à campanha conturbada de Avelino Ferreira Torres?&lt;br /&gt;A última vitória é sempre a mais difícil de alcançar!&lt;br /&gt;4) Como reage à acusação feita pelo líder do PSD, Dr. José Luís Gaspar pelas obras do Arquinho não terem sido financiadas pelo Fundo Europeu, estando a Câmara a arcar com todas as despesas?&lt;br /&gt;O cartaz que o PSD colocou no Arquinho demonstra duas coisas: a primeira, a de que os seus agentes, apesar de quererem apresentar-se como magníficos tecnocratas, não dominam o básico da estrutura e dos objectivos dos apoios comunitários, ou não tivesse confundido o Fundo Estrutural de Desenvolvimento Regional com o Fundo Social Europeu; a segunda, a de que o PSD é um partido que reage, mas que não age. Quer isto dizer que o PSD entende que se deve reagir perante a existência de apoios comunitários. Enquanto o PS prefere planear e agir mediante as várias possibilidades de financiamento das respectivas obras que em cada momento tem ao seu dispor. Quer através das receitas próprias, quer através dos programas comunitários, quer lançando mão de empréstimos bancários, quer através da celebração de contratos programa com o Governo, quer através de parcerias público privadas, quer através de concessões, conforme os casos e as circunstâncias. No caso concreto da empreitada de requalificação do Arquinho, a Câmara planeou-a muito antes de entrar em vigor o QREN e para ser paga com receitas próprias. Na negociação havida entre todos os municípios que integram a CIM do Tâmega e Sousa e a CCDRN, para a elaboração e aprovação do denominado PDT (Plano de Desenvolvimento Territorial) do Tâmega, cujas acções serão co-financiadas pelo ON2, dei preferência de financiamento comunitário às empreitadas de água e saneamento e da ecopista, também em curso, e indiquei a empreitada de requalificação do Arquinho como primeiro projecto suplente, isto é, com possibilidade de financiamento comunitário, se a quota de Amarante não for totalmente consumida naquelas empreitadas, ou se tiver que haver uma renegociação desse plano. Haveria também a possibilidade da obra do Arquinho ser financiada pelo ON2 – a partir da aprovação da candidatura que estamos a preparar ao EIXO 4 Parcerias para a regeneração urbana POLIS XXI, cujo valor máximo elegível é de 10 M€. Acontece, porém que já planeamos outras obras e acções cujo custo atingirá este valor e que avançarão se essa candidatura vier a ser aprovada, como esperamos.&lt;br /&gt;5) Não acha que as obras no Arquinho não poderão por em causa a sua vitória pelo facto de muitos comerciantes se queixarem nos seus negócios, devido ao condicionamento do trânsito naquele local?&lt;br /&gt;Tenho a certeza que não, porque as pessoas reconhecem que as obras são necessárias e urgentes, e porque sabem que é inevitável o corte do trânsito e que os incómodos e prejuízos que alguns estão a sofrer, sempre os teriam de suportar noutra ocasião - no próximo Natal, na próxima Páscoa, ou, porventura, no Verão de 2010.&lt;br /&gt;6) Surgiram rumores que o Dr., este ano não seria candidato, por se sentir cansado fisicamente e por outras razões. Quais os grandes motivos que o «puxaram» novamente para a vida política activa?&lt;br /&gt;A decisão que a comissão política concelhia do PS tomou de eu voltar a ser candidato é de Fevereiro do ano passado. A motivação é a vitória do PS, orgulhoso do trabalho feito em Amarante e convicto de que tem o melhor programa e mais experiência, que é determinante para e eficiência e eficácia da governação.&lt;br /&gt;7) Há certezas ou previsões quando terminará a requalificação da Linha do Tâmega?&lt;br /&gt;A previsão é a de que as obras fiquem concluídas no primeiro trimestre de 2011. Porém, na última visita que fez a Amarante, para assistir à consignação dos trabalhos que, entretanto, já se iniciaram, a Senhora Secretária de Estado dos Transportes, Engª. Ana Paula Vitorino, desafiou a REFER a concluir as obras até ao início do ano escolar de 2010/2011.&lt;br /&gt;8) Como reage às acusações de alguns munícipes que barafustam o facto de o Dr. puxar muitas valências para Vila – Meã, refutando que tal se deve ao facto, de esta ser a sua área de residência?&lt;br /&gt;Quanto à acusação que alguns, poucos, me fazem de que a Câmara investiu muito e, porventura, demasiado em Vila Meã, aconselho-os a que investiguem o montante do investimento “per capita” durante os meus mandatos e que informem as conclusões a que chegarem…!?&lt;br /&gt;9) O porquê de construir um novo hospital de raiz, ao invés de adquirir as actuais instalações do Hospital de S. Gonçalo e posterior requalificação?&lt;br /&gt;O edifício do actual hospital de S. Gonçalo, bem como os terrenos anexos não têm área suficiente para a construção do novo.&lt;br /&gt;10) Acredita que Amarante algum dia poderá usufruir de algum pólo universitário?&lt;br /&gt;É possível que um dia venha a ter um, ou mais cursos universitários, dependendo do interesse das universidades públicas, ou privadas em investirem no ensino universitário em Amarante. No momento, não vejo que haja esse interesse, até porque aquilo a que assistimos é ao encerramento de cursos e até de universidades. É opinião unânime que, em Portugal se exagerou na criação de cursos universitários.&lt;br /&gt;11) Com a construção da nova A4, que perspectivas vê para Amarante com este empreendimento?&lt;br /&gt;A curto prazo, isto é, até à conclusão do Túnel do Marão, o aumento de oferta de emprego e a dinamização do comércio e dos serviços locais. Com a continuação da A4 até Bragança, Amarante reforça a sua importância estratégica de ser a porta de entrada rodoviária no Douro e Trás-os-Montes, numa altura em que estas regiões se querem afirmar como destinos turísticos de excelência.&lt;br /&gt;12) Em termos de saneamento, caso seja reeleito que promessas pode concretizar na área do saneamento básico nas periferias, em caso concreto, por exemplo, para Gondar?&lt;br /&gt;Durante o próximo mandato e caso mereçamos novo voto de confiança dos eleitores, concluiremos a rede de saneamento em baixa à medida que a Águas do Ave, S.A. forem colocando os emissários, nomeadamente o do rio Ovelha, cujo projecto está em fase de conclusão e cuja empreitada deverá ser lançada no início do próximo ano, bem como a da construção da respectiva ETAR.&lt;br /&gt;13) Acredita numa vitória de José Sócrates? Que aspectos mais relevantes consideram que devem ser frisados, quando um governo é PS e uma autarquia é PS?&lt;br /&gt;Acredito que o PS vai ganhar as próximas eleições legislativas porque os portugueses sentem que o actual governo, liderado por José Sócrates, fez um bom trabalho, só ensombrado pela crise internacional que, obviamente, também atingiu Portugal. Fez as reformas necessárias na Segurança Social, na Saúde, na Administração Pública e lançou programas urgentes para a nossa sustentabilidade e competitividade económica. Refiro, apenas, a aposta nas energias renováveis, quer por questões ambientais, quer e sobretudo, por ser urgentíssimo atenuarmos o nosso deficit energético, e o programa Novas Oportunidades, para a qualificação dos recursos humanos, a para do reforço da cidadania dos portugueses.&lt;br /&gt;As eleições autárquicas são de natureza diversa das legislativas e mau seria que o resultado das primeiras influenciasse as segundas.&lt;br /&gt;14) Qual será, para além do novo hospital, outras valências de grande envergadura que prevê serem construídas no seu próximo mandato?&lt;br /&gt;Só posso responder pelas obras que a Câmara possa lançar e não pelas que já são irreversíveis, como são os casos do Novo Hospital, do Túnel do Marão e da A4 até Bragança, da recuperação da Escola Secundária, da construção das ETAR de Vila Caiz e do Ovelha, da recuperação da Escola Secundária, da requalificação da Linha do Tâmega e da remodelação do edifício do Tribunal, obras estas que implicam um investimento público em Amarante até 2012 de cerca 500 M€. No próximo mandato, se formos eleitos, concluiremos a rede dos Centros Escolares e, não sendo possível dizer aqui, exaustivamente, o que nos propomos fazer, direi que o projecto mais emblemático será o da regeneração urbana na cidade cujo valor elegível é de 10 M€ e cujas obras ficarão dependentes da aprovação da candidatura que estamos a elaborar, como atrás já referi.&lt;br /&gt;15) Actualmente, em que situação se encontra o saldo camarário? Existem dívidas, cumpriram os prazos?&lt;br /&gt;É conhecido que o município de Amarante é dos mais eficientes em matéria de gestão económico-financeira. Apesar de alguns atrasos na transferência de fundos comunitários relativos a obras já concluídas, continuamos a pagar aos nossos fornecedores dentro dos prazos legais. Também muito poucos municípios se podem orgulhar, como o de Amarante, de manterem uma margem confortável de endividamento.&lt;br /&gt;16) Em termos da área ligada aos jovens, na qual me incluo, tenciona manter o programa «voluntariado jovem? E que outras medidas tencionam levar a cabo?&lt;br /&gt;Como já disse publicamente, é nossa intenção manter todos os programas de apoio social, o programa de voluntariado jovem. Incluído. Julgo que os jovens de Amarante devem estar mais atentos às oportunidades que a autarquia lhes oferece, nomeadamente em termos de espaços onde possam dar largas à sua criatividade.&lt;br /&gt;17) Qual a sua posição relativamente à construção da Barragem de Fridão? Não considera, que em termos paisagísticos isso poderá ter graves consequências?&lt;br /&gt;Sou, por princípio, favorável ao aproveitamento dos nossos recursos energéticos, como caminho necessário ao combate à nossa preocupante dependência. Quanto à barragem de Fridão e afastada que está a ameaça de alteração da cota actual de exploração da barragem do Torrão, aguardo o debate público sobre o Estudo de Impacte Ambiental em elaboração, para uma tomada de decisão definitiva. Entendo que em matérias desta importância devemos agir de acordo com a razão e não com as emoções do momento.&lt;br /&gt;18) Amarante virá a ter algum novo centro comercial ou edifício do género?&lt;br /&gt;Não sei. A Câmara não pode substituir-se à iniciativa privada em investimentos desta natureza.&lt;br /&gt;19) Considera-se apto para, caso seja eleito, concluir os 4 anos de mandato?&lt;br /&gt;Não aceitaria ser candidato se fosse minha intenção não cumprir o mandato. Quanto à minha aptidão, são os eleitores que a julgam.&lt;br /&gt;20) Para finalizar, acha que este ano terá um maior número de votos e consequentemente um maior número de deputados?&lt;br /&gt;É certo que, tendo o município de Amarante ultrapassado o número de 50.000 eleitores, o elenco camarário será composto por nove elementos. A escolha dos eleitores vai determinar se o partido vencedor conseguirá uma maioria absoluta. Na minha opinião, Amarante ficará a perder se das próximas eleições autárquicas não resultar uma maioria absoluta para o partido vencedor e que, espero, seja o PS.&lt;br /&gt;Muito obrigado Dr. Armindo Abreu por se ter disponibilizado muito prontamente a responder à entrevista do C.P.G. Foi um enorme prazer estar à conversa consigo e fica a promessa, que caso seja eleito far-lhe-ei uma nova entrevista.&lt;br /&gt;Cumprimento a si e toda a sua equipa, que colaborou na realização desta entrevista.&lt;br /&gt;A todos um bem-haja!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4905673183921141473-1298966140384276309?l=conversacomricardopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/feeds/1298966140384276309/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/07/armindo-abreu-presidente-da-cma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/1298966140384276309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4905673183921141473/posts/default/1298966140384276309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversacomricardopinto.blogspot.com/2010/07/armindo-abreu-presidente-da-cma.html' title='Armindo Abreu, Presidente da C.M.A'/><author><name>À CONVERSA COM RICARDO PINTO no meu Blogue.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18380559244848994090</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/SwRBJSLHhII/AAAAAAAAADQ/3ZdW1ONLDHs/S220/Ricardo+Pinto.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TFBYMHNDMyI/AAAAAAAAAHc/muH5Y8W_rP4/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4905673183921141473.post-6026198014971472459</id><published>2010-07-28T17:08:00.002+01:00</published><updated>2010-07-28T17:15:14.384+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ondjaki'/><title type='text'>Ondjaki: análise do romance «Bom Dia Camaradas»</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TFBWPQtRzkI/AAAAAAAAAHU/KURGUaMm8Os/s1600/34619_109521142431217_100001199967051_72502_2695400_n.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498989965202280002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhzidD54f9Y/TFBWPQtRzkI/AAAAAAAAAHU/KURGUaMm8Os/s400/34619_109521142431217_100001199967051_72502_2695400_n.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;À CONVERSA COM ONDJAKI:&lt;br /&gt;ENTREVISTA EXCLUSIVA RICARDO PINTO: &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;À CONVERSA COM ONDJAKI:&lt;br /&gt;ENTREVISTA EXCLUSIVA RICARDO PINTO:&lt;br /&gt;Nadlu de Almeida nasceu em Novembro de 1977 em Angola, na belíssima cidade de Luanda.&lt;br /&gt;Durante a sua infância começam a surgir fortes indícios de que aquela criança viria a tornar-se um nome incontornável da literatura contemporânea. Começou por utilizar as sebentas da escola para elaborar os seus primeiros textos…&lt;br /&gt;Com 13, 14 anos começa a aventurar-se no mundo da leitura, começando com nomes ímpares da literatura como Satre, García Márquez e Graciliano Ramos.&lt;br /&gt;Anos mais tarde assume uma faceta de escritor que faria engrandecer a cultura africana de expressão portuguesa.&lt;br /&gt;Viria a assinar as suas obras com o pseudónimo Ondjaki. Palavra em umbundu, Ondjaki significa literalmente «aquele que enfrenta desafios» . O escritor confessa que era para se ter chamado Ondjaki, mas à última hora os seus pais decidiram mudar-lhe o nome. Quando conheceu a escrever assume, ter achado bem pegar nesse nome que outrora lhe estivera destinado.&lt;br /&gt;Poeta e prosador, também escreve para cinema e co-realizou um documentário sobre a cidade de Luanda (“Oxalá cresçam Pitangas – histórias de Luanda”, 2006). É membro da União dos Escritores Angolanos e da Associação Protectora do Anonimato dos Gambuzinos.&lt;br /&gt;Aos 32 anos de idade, vê reconhecido o seu trabalho pelos quatro cantos do mundo. Alguns dos seus livros foram traduzidos para francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio, sueco e chinês.&lt;br /&gt;Ondjaki caracteriza-se de facto pela sua versatilidade. Do conto, ao romance, à novela, à poesia, à literatura infantil, vem ainda acrescer o seu gosto pelo cinema, teatro e pintura. Questionado sobre toda esta envolvência nos diferentes tipos de arte, o escritor afirma gostar “de estar com os poros abertos e sofrer pressões de todas as artes, e de vários mundos, individuais e colectivos.”&lt;br /&gt;Actualmente encontra-se a viver no Brasil, Rio de Janeiro, sendo que viaja constantemente pelo mundo, de destacar por exemplo a sua viagem a Cuba em Fevereiro passado.&lt;br /&gt;Apesar de ainda muito jovem, o escritor angolano já soma no seu percurso importantes prémios que abaixo se destacam:&lt;br /&gt;PRÉMIOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-"Actu Sanguíneu" (poesia) Menção Honrosa no prémio António Jacinto (Angola, 2000)&lt;br /&gt;-"E se amanhã o medo" (contos), Prémio Sagrada Esperança (Angola, 2004)&lt;br /&gt;-"E se amanhã o medo" (contos), Prémio António Paulouro (Portugal, 2005)&lt;br /&gt;-Finalista do prémio “Portugal TELECOM” (Brasil, 2007), “Bom dia Camaradas”.&lt;br /&gt;-"Os da minha rua" (contos), Grande Prémio APE (Portugal, 2007)&lt;br /&gt;-Finalista do prémio “Portugal TELECOM” (Brasil, 2008), “Os da minha rua”.&lt;br /&gt;-Grinzane for Africa Prize - Young Writer (Italia/2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: O romance utilizado para o presente trabalho foi:&lt;br /&gt;• Ondjaki (2007); Bom Dia Camaradas; Editorial Caminho; 2.ª edição;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metodologia do trabalho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito da disciplina de Culturas Africanas Comparadas o presente trabalho tem como base fundamental uma análise à obra de Ondjaki, fundamentada na análise do seu primeiro romance, Bom Dia Camaradas (2001).&lt;br /&gt;Nesse sentido o presente trabalho orientou-se em duas fases:&lt;br /&gt;• Numa primeira fase foi lido e analisado o romance do escritor angolano, Bom Dia Camaradas, de 2001. Neste patamar do trabalho pretendeu-se analisar a forma de escrita, o seu estilo, linguagem, organização e mensagem transmitida;&lt;br /&gt;• Numa segunda fase e porque nada melhor, do que o próprio escritor ser a nossa fonte de informação foi realizada uma entrevista via e-mail com o escritor em estudo.&lt;br /&gt;Relativamente à escolha do romance para análise: confesso que até ao início deste ano lectivo desconhecia o escritor Ondjaki. Quando me começaram a falar nele havia aspectos que se frisavam e, que de facto me suscitaram curiosidade. Entretanto intercalou-se o Natal e chegou até mim esse mesmo romance. Numa primeira instância li o livro numa só noite. Era de facto uma estória envolvente, que dava vontade de continuar a ler e verificar o que se seguiria na intriga.&lt;br /&gt;Para este trabalho de análise li novamente o livro de uma forma mais atenta, distante e tentei captar a essência do mesmo.&lt;br /&gt;Portanto, uma vez que há aspectos da análise que se interligam com a entrevista concedida, não será feita uma análise estanque a cada fase, mas sim de uma forma complementar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objectivos a alcançar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Analisar o romance Bom Dia Camaradas de Ondjaki:&lt;br /&gt;• Discutir a questão da infância;&lt;br /&gt;• Verificar até que ponto se trata de um romance autobiográfico;&lt;br /&gt;• Apontar algumas das tradições patentes na infância do narrador;&lt;br /&gt;• Confrontar o autor do romance com a clarividência da predominância do cheiro na obra;&lt;br /&gt;• Tentar compreender a dinâmica das personagens apresentadas;&lt;br /&gt;• Compreender de que forma os mujimbos invadem a realidade angolana;&lt;br /&gt;• Caracterizar o momento relativo ao tempo da estória (anos 80);&lt;br /&gt;• Analisar o fenómeno de descolonização e o impacto na sociedade;&lt;br /&gt;• Vivenciar a integração dos cubanos na sociedade angolana;&lt;br /&gt;• Estabelecer as relações afectuosas do narrador;&lt;br /&gt;• Discutir a questão da oralidade africana no romance;&lt;br /&gt;• Caracterizar a linguagem e estilo patentes na obra;&lt;br /&gt;• Conversar com o autor sobre outros aspectos relacionados com a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) A infância é um elemento muito produtivo na sua literatura. Noto que o seu olhar nessa mesma infância é um olhar do presente sobre o seu passado. O porquê de todo esse fascínio pelo mundo infantil, mais concretamente, a sua infância?&lt;br /&gt;Qualquer tentativa de explicar esse fascínio pela infância, está condenada a uma solução especulativa, quase abstracta... Talvez, como diria Manoel de Barros, eu só saiba falar disso, ficcionalmente. Depois teria que acrescentar que “não é bem assim”, no meu caso. Sei e gosto de falar de outras coisas, mas há um lado ficcional, que trata de uma infância de certo modo “autobiográfico”, que me faz escrever com ternura e com prazer. O que não acontece sempre. A verdade é que escrever sobre universos que tocam a minha infância muitas vezes se configura como uma “urgência estética”, e escrever sob esse estado de encantamento, é uma experiência muito agradável, do ponto de vista humano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto a própria contra-capa do romance diz-nos que a «Infância é um antigamente que sempre volta» . Este livro retrata isso mesmo, a infância de um menino nos anos 80, o narrador, que se designa de Nadlu. Relativamente ao facto de a personagem ter o mesmo nome do registo civil do autor da obra fez com que eu, o questiona-se:&lt;br /&gt;2) Podemos classificar este romance como autobiográfico, na medida em que o próprio narrador se chama Ndalu?&lt;br /&gt;Quer me parecer que sim, mas não se deve chegar a essa conclusão pelo nome do personagem...&lt;br /&gt;É evidente que pelo levantamento de diferentes situações que nos vão sendo narradas ao longo do romance, assim como a confirmação do autor em como o nome de todas as personagens do romance Bom dia Camaradas são “verdadeiras” recria bastante a sua própria infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura 1- “Teria 5 ou 6 anos. A árvore é um abacateiro.”&lt;br /&gt;O abacateiro apresentado na figura 1 encontra-se referenciado no romance na página 116: “Dali não via o abacateiro, mas podia ouvir as folhas dele, sentir o cheiro forte, ouvir um abacate cair.”&lt;br /&gt;Infância do narrador - núcleo de personagens envolventes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras referências são citadas na obra que nos remente para a infância do narrador:&lt;br /&gt;• “ Eu ia ficar atrapalhado se no meio da correria os óculos caíssem (…) “&lt;br /&gt;“ (…) só não podia correr muito tempo porque eu também sofria de asma.” In página 71;&lt;br /&gt;• Pai trabalhava no ministério: “- O camarada João era motorista do ministério. Como o meu pai trabalhava no ministério ele ajudava nas voltas da casa.”: In página 15;&lt;br /&gt;• “- Bom dia, camarada António…” In página 21&lt;br /&gt;• “ No final da tarde a camarada directora veio falar connosco (…)”In página 18&lt;br /&gt;• “ As minhas irmãs chegavam da escola, o meu pai também chegava.” In página 25 ´&lt;br /&gt;• “Eu e ela tínhamos aulas à tarde, ela porque era professora e eu porque era aluno” In página 27&lt;br /&gt;A mãe era professora, dava aulas à primária, desde a 1ª à 4ª classe; por vezes, era chamada a dar aulas de português ao 5º e 6º ano).&lt;br /&gt;• “Como dizia a professora Sara, parece que vocês não sabem que a vossa missão é estudar (… )”In páginas 28 e 29&lt;br /&gt;• “Murtala, assustado, aqueles olhos de rato já bem acesos.” In página 29&lt;br /&gt;• “Petra ia ter medo, mas sempre mais preocupada com as aulas, In página 30&lt;br /&gt;• “ A Romina convidou alguns colegas e os camaradas para irem lanchar à casa dela (…) “In página 43&lt;br /&gt;• Tia Dada: “ – Dona Eduarda, por favor, saia do carro…” In página 53&lt;br /&gt;(A tia Eduarda, ou tia Dada, como era carinhosamente tratada nasceu e cresceu no Namibe, que antigamente se chamava Moçamedes; quando foi para Portugal viveu no Cacém) Ondjaki&lt;br /&gt;Tradições patentes na infância do narrador:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “Ele me deixou na escola. Os meus colegas estavam todos a rir porque eu tinha chegado de boleia. Nós costumamos gozar sempre quem chega de boleia (…)”: narrador, In página 16&lt;br /&gt;• “Os professores escolhiam dois monitores por disciplina(…) e tinha que se saber tudo sobre a disciplina e não se podia tirar menos de 18. “ narrador, In página 18&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Alguma vez foi monitor? E consegui tirar o 18?&lt;br /&gt;Fui monitor da Física, na 7ª classe, e sim, tirei 18 algumas vezes.&lt;br /&gt;• “(…) quando entrava alguém na sala de aula tínhamos que nos pôr de sentido e fazer aquela cantoriazinha, que uns e outros aproveitavam para berrar: bua taaardeeeee… camarádaaaaa… directoraaaaaaa. (…) atééééééééeé… manhãããããã… camarádaaaaaaa directoraaaaaaaa!” In páginas 18 e 19&lt;br /&gt;• “Matabiachar cedo em Luanda, cuia!” In página 21&lt;br /&gt;• “ (…) mas não conversámos muito, até porque na escola se um rapaz está toda hora a conversar com uma rapariga, assim já vão dizer que ele quer engatar, que tá a dar xaxo, ou então, que é pior, dizem que é um rapaz que só quer andar com meninas.” In página 80&lt;br /&gt;• “ (…) a escola não tinha casas de banho, não sei pra que aquela conversa (…) “In página 81&lt;br /&gt;• “ (…) toda a gente gostava de chegar de boleia no dia das provas (…) “In página 116&lt;br /&gt;• “ (…) toda a gente desenhava coisas relacionadas com a guerra (…)”In página 128&lt;br /&gt;• “ Desenhar armas era normal, toda a gente tinha pistolas em casa (…)” In página 128&lt;br /&gt;• “ Guerra também aparecia sempre nas redacções (…)”In página 129&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Ao longo do romance em análise, Bom Dia Camaradas, apercebemo-nos da facilidade com que reconstrói mundos, vivências e sobretudo cheiros com bastante pormenor. Podemos considerar que todo este processo se trata de uma espécie de nostalgia da infância e/ou uma maior facilidade de o presente encontrar o passado?&lt;br /&gt;Não sei. Talvez o apelo aos universos ‘sensoriais’ seja um recurso para chegar a certos lugares da memória. Há sim, em mim, uma ‘boa nostalgia’ pela infância, sendo que é um mundo que, no presente e no futuro, tenho tendência para recordar como muito bom, tempo de felicidade, de encantamento pela simplicidade da vida, coisas que fui perdendo com a idade mais adulta, uma vez que “interpretar o mundo” acaba por complicar a visão que dele temos... De resto, é um recurso literário como qualquer outro, mais ou menos consciente, dependendo do momento da escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da obra em análise encontram-se bem patente o recurso aos elementos sensoriais, sobretudo do cheiro através das seguintes passagens:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências aos diferentes tipos de cheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “Todos os dias ele tinha o mesmo cheiro, mesmo quando tomava banho, parecia ter sempre aqueles cheiros da cozinha.” In página 14 (referência ao Camarada António);&lt;br /&gt;• “Há assim um fresquinho quase frio que dá vontade de beber leite com café e ficar à espera do cheiro da manhã.” In página 22&lt;br /&gt;• “O cheiro da cozinha, o apito da panela, a movimentação do camarada António, tudo me diziam ser onze horas.” In página 23&lt;br /&gt;• “Mas aquele quente-abafado misturado com o cheiro a peixe seco queria dizer, isso sim, que tinha chegado um voo nacional” In página 37 (episódio em que o narrador se dirige ao aeroporto para receber a tida “Dada” que chegava de Portugal.&lt;br /&gt;• “Depois abriu a janela e parecia que estava a fazer como eu faço de manhã, a cheirar o ar”. In página 40 (Referência à tia “Dada”).&lt;br /&gt;• “ Aquele cheirinho abriu-me o apetite, há quem não goste, mas eu acho que o peixe seco cheira muito bem, parece sumo concentrado do mar.” In página 41&lt;br /&gt;• “ Senti o cheiro da comida vir da outra sala, era peixe grelhado de certeza absoluta.” In página 62&lt;br /&gt;• “ Do meu lugar eu via a chávena à minha frente, o fumo que saía da chávena, sentia o cheiro do pão torrado, o cheiro da manteiga a derreter nele (…) “In página 77&lt;br /&gt;• “ (…) na minha casa, com este jardim, noite tem cheiro (…) “In página 97&lt;br /&gt;• “ (…) a noite traz outros cheiros para esta varanda (…) “In página 97&lt;br /&gt;• “ (…) um cheiro quente que pode ser uma coisa, imaginem onde se ponha rosas muito encarnadas, (…) “In página 97&lt;br /&gt;• “ (…) tudo cheirinho de sobremesas deliciosas (…) “In página 108&lt;br /&gt;• “ (…) continuava no ar aquele cheiro de despedida.” In página 108&lt;br /&gt;• “ (…) porque despedida tem cheiro, vocês não sabem, né?, (…) “In página 109 (Referência à despedida dos professores cubanos no final do ano lectivo)&lt;br /&gt;• “ (A Romina olhou para mim, ela sentiu o cheiro nesse momento.) ” In página 109&lt;br /&gt;• “ Antes de chegar perto sente-se logo o cheiro do tufo de chá de caxinde, (…) “In página 115&lt;br /&gt;• “ Dali não via o abacateiro, mas podia ouvir as folhas dele, sentir o cheiro forte, ouvir um abacate cair.” In página 116&lt;br /&gt;• “ (…) a parte de trás das salas, ali onde cheirava bué a chichi.” In página 140&lt;br /&gt;• “ (…) a água é que trás todo aquele cheiro que a terra cheira depois de chover, (…)” In página 135&lt;br /&gt;5) Já ouvi comentários, de que o Ondjaki é de facto o «escritor dos cheiros». Considera-se um jardineiro de cheiros e aromas?&lt;br /&gt;Não, só me considero um mero contador de estórias. E ainda tenho muito que aprender... Trabalho com esses recursos, porque me fazem sentido, porque é o modo que a minha escrita conhece de transmitir algumas coisas que, descritivamente, nem sempre ficam bem.&lt;br /&gt;• “Alguns colegas cheiravam muito a cantiga (…)”In página 28&lt;br /&gt;• “Estava muito calor, e lembro-me de ter sentido uma vez mais aquele cheiro generalizado de cantiga”. In página 32&lt;br /&gt;• “Fingi que estava a limpar o suor da testa com a manga da t-shirt e aproveitei para cheirar o meu sovaco. Podia estar pior…, pensei.” In página 34&lt;br /&gt;• “ Ai o meu sovaco já tava mesmo a cheirar (…)” In página 39&lt;br /&gt;• “ (…) as minhas irmãs já tinham chegado a casa e também estavam a cheirar a cantiga(…)”In página 40&lt;br /&gt;• “ (…) especialmente o Bruno e o Cláudio que também tiveram de lavar os sovacos porque aquilo já era de mais.” In página 43&lt;br /&gt;• “ Olhei para as árvores, os pássaros estavam lá sentadinhos, não se mexiam, também deviam estar a suar.” In página 60&lt;br /&gt;• “ (…) mas eu, com o suor e a massa dos óculos (…)”In página 66&lt;br /&gt;• “ (…) nem mingúem a correr (pra evitar a cantiga) “In página 80&lt;br /&gt;• “ (…) porque ela já me tinha dito pra eu não andar a correr à toa que ficava suado e sujo(…)”In página 81&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Luanda é sem dúvida uma cidade de muito calor. Esta repetição de «suor, sovaco», foi intencional no romance? Afinal por que motivo falar tantas vezes na dita «cantiga »?&lt;br /&gt;É um recurso sensorial... que também funciona como recurso descritivo... mas eu não entendo nada disso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camarada António&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) No romance em análise assistimos à morte do Camarada António, que, pelo que dá a perceber, apesar de ser um criado lá de casa, não é um simples criado. Não obstante, a forma como nos dá a conhecer a morte dele é muito superficial, é como que haja um processo de suavização da morte do camarada. Como é a sua relação com a morte e sobretudo perder algum ente querido em duas vertentes, na realidade e no papel?&lt;br /&gt;Primeiro, devo esclarecer, o camarada António não era um criado. Era um empregado. Uma pessoa que trabalhava na minha casa e cuja profissão ou ocupação, era ser cozinheiro. Desculpe o preciosismo, mas o termo “criado” acarreta conotações que nunca entraram pelas portas da minha casa, isto é, da casa dos meus pais. Segundo, afirmar que a forma como dou a conhecer, no livro, a morte do camarada António “é muito superficial”, é uma convicção sua. Tenho para mim que realmente o que se passou nessa parte do livro foi que eu quis imprimir no livro a “brevidade” (diferente de superficialidade...) da notícia, tal qual me havia acontecido na vida real. A notícia foi-me dada com alguma simplicidade e rapidez, para não dizer brusquidão, e assim aconteceu-me escrever no livro. E sem comentários, sem floreios literários ou reflexões sobre o assunto. Aliás, como sabe, a única reflexão que há ali é emocional, sensorial: o rapaz vai à cozinha e “finge” que pode falar com o camarada António, dirige-lhe a palavra, e aguarda respostas que não chegam. E depois chove. Chove no seu quintal e no quintal do camarada António. Por fim, a minha relação com a morte... É algo estranho, sempre foi... Não tenho muito a dizer sobre isso. Não tenho nada contra a morte, tenho é imensa dificuldade em entender a saudade que nos fica da pessoa, e a sentença, cruel, de não voltar a poder falar com alguém. É isso que me dói na morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do romance são enumeras as referências ao Camarada António, sobretudo na parte inicial do mesmo. A figura desta personagem remete-nos para o colonialismo português em Angola e a opinião das pessoas no pós-colonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “ – Menino, no tempo do branco isto não era assim…” : camarada António in página 13&lt;br /&gt;• “ –Ê!, menino, mas naquele tempo a cidade estava mesmo limpa… tinha tudo, não faltava nada…”: in página 14, camarada António&lt;br /&gt;• “ – Mas tinha sempre pão na loja (…)”: in página 14, camarada António&lt;br /&gt;• “ – Ninguém era livre como assim? Era livre sim, podia andar na rua e tudo…”: in página 15, Camarada António&lt;br /&gt;De facto como se sabe o período de descolonização não veio apaziguar os povos Africanos, veio antes despoletar uma nova guerrilha de interesses internos, com vista à obtenção do poder. Daí, tais comentários tenham sido tecidos pelo camarada António. Para pior, mais valia continuar como estavam…&lt;br /&gt;A propósito desta questão Ondjaki diz: O camarada António defende e descreve uma perspectiva pessoal da visão que tinha do tempo anterior à independência...&lt;br /&gt;A Guerra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) Outras das temáticas presente nesta obra é a Guerra. Como é que foi crescer no meio dela?&lt;br /&gt;Eu costumo dizer que as crianças e as gentes de Luanda tinham a sorte de nunca ter vivido “demasiado perto” da Guerra. Luanda sempre foi o centro político protegido da realidade mais bélica da guerra. Crescemos, então, no meio da “psicologia da guerra”, das notícias da guerra, dos ecos de uma guerra que sabíamos que acontecia sobretudo mais a Sul. E foi isso. Éramos muito crianças, e o terror associado ao facto de “ir para a guerra”, acompanhava mais os adolescentes do que a nós, meras crianças. Quando chegou a nossa adolescência, a guerra tinha adquirido já um outro formato, bem como o modo de incorporar jovens. Mas, sim, há digamos uma presença dos ecos da guerra na minha infância e adolescência. De resto, nada de traumático. Felizmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apercebemo-nos no romance o clima de medo que se vivia na infância do narrador, que de facto, vem ao encontro do que Ondjaki afirma na resposta anterior. De facto existia muito e usando palavras dele a “psicologia da guerra”.&lt;br /&gt;• “ Guerra também aparecia sempre nas redacções (…)”In página 129&lt;br /&gt;A esse propósito criavam-se muitos boatos, os ditos mujimbos que atormentavam muitas as crianças. Ideias fantasiosas que iam passando de criança para criança.&lt;br /&gt;Mujimbos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exemplos seguintes ilustram bem essa mesma situação:&lt;br /&gt;• “ – Eram mais de cinquenta, tou-vos a dizer… Mais de cinquenta…” In página 45 – Eunice&lt;br /&gt;• “ – Eu não vi o camião, mas tenho colegas que viram.” In página 46-Eunice&lt;br /&gt;• “ – Não deu para ver (…) vi bué de homens, média duns setenta…” In página 46&lt;br /&gt;• “ – Sim, dizem que eles (…)”In página 46&lt;br /&gt;• “ (…) tinha de ir telefonar a alguém a contar o mujimbo do Caixão Vazio.” In página 48&lt;br /&gt;Em relação ao episódio do «Caixão Vazio» este remete-nos para a ideia que haveria um grupo de homens que andavam num camião e que vandalizavam escolas, violavam raparigas, matavam pessoas. É evidente que todos estes episódios faziam com que as crianças temessem pela sua segurança e estivessem sempre bem atentos, àquilo que as rodeava.&lt;br /&gt;Os mujimbos, uma das características do povo africano, neste caso angolano é uma temática que realmente se encontra bem frisada neste romance.&lt;br /&gt;Para além dos que já foram mencionados podem ainda destacar-se entre outros, os seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “ – Eu nunca vi, tia, mas toda a gente sabe que ele tem lá o jacaré…,” In página 52&lt;br /&gt;• “ (…) tanta porrada, mas tanta porrada, que no dia seguinte ele voltou lá à procura da orelha, tia! (…) o Cláudio mesmo é que lhe foi mostrar onde tava a orelha (…)”In página 57&lt;br /&gt;• “ Não sei, há quem diga que nessa altura de queimaram os ladrões com pneus, os assaltos diminuíram, mas isso já não lhe posso confirmar.” In páginas 58,59&lt;br /&gt;• “ Se ele tivesse visto um desafio de futebol e ninguém soubesse o resultado, de certeza que o Murtala ia aí uns sete golos, vinte e duas faltas, duas expulsões e lesões do próprio árbitro (…)”In página 80&lt;br /&gt;• “ (…) cada um queria aumentar qualquer coisa na versão dele.” In página 89&lt;br /&gt;• “ Vou jurar aqui pela alma do meu avô (…) pra não dizerem que aumentei já o acontecimento.” In página 111&lt;br /&gt;• “ Havia até pessoas que sabiam mujimbos do Kuando Kubango, , das estórias que contavam (…) “In página 129&lt;br /&gt;Os mujimbos criam de facto “suspense” no próprio romance. A confirmação da sua veracidade ou não. Se atentarmos nas falas das personagens constatamos que, estes são transmitidos de pessoa para pessoa, quase sempre de forma oral, muitas vezes sem confirmação: “– Eu nunca vi, tia, mas toda a gente sabe que ele tem lá o jacaré…,” In página 52. Se as pessoas diziam, à partida era porque era verdade.&lt;br /&gt;Não obstante o que acontece muitas vezes é que as pessoas começam a aperceber-se do exagero aplicado a determinadas situações e começam a desconfiar da palavra do outro. De tal forma que começa a haver a necessidade de recorrer ao juramento como forma de atestar a veracidade da afirmação proferida:&lt;br /&gt;“ (…) juro aqui com sangue de Cristo, pela alma do meu avô que tá debaixo da terra (…) “&lt;br /&gt;A propósito deste juramento o escritor afirma: “era uma frase comum de ser dita, e acho que era para imprimir, muitas vezes, veracidade a um mujimbo; quando quem o contava, apesar de jurar, sabia perfeitamente que poderia não ser verdade...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos 80&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomando a questão do período político que assombra todo este romance vários são os indícios destacados ao longo dele que o caracterizam:&lt;br /&gt;• “Quando eu ia tirar o meu papel com as coisas que tinha escrito, a Paula explicou-me que não era necessário porque já tínhamos ali uma folha da redacção com os textos de cada um.” In página 36&lt;br /&gt;• “Não, eles tinham um papel lá da Rádio, com carimbo e tudo, já tinha lá as mensagens de cada um. Eu li uma e eles leram as outras duas.” In página 37&lt;br /&gt;• “Ao pé da porta de saída das pessoas havia uma pequena confusão, vi os FLAPAS a correr, pensei já que ia sair tiro”. In página 37&lt;br /&gt;• “Não consegui mais ver o macaco, começou uma pequena confusão, o outro FLAPA chegou perto da senhora e tirou-lhe a máquinas das mãos.” In página 38&lt;br /&gt;• “(…) em Luanda não se podia tirar fotografias assim à toa.” In página 38&lt;br /&gt;• “Não podes tirar fotografias àquele macaco…, por razões de segurança de Estado (…)”In página 40&lt;br /&gt;• “ – O cartão de abastecimento. Tu tens de ter um cartão de abastecimento, não é?” In página 47&lt;br /&gt;• “ – Nem tem um camarada na peixaria que carimba os cartões quando levantas peixe à quarta-feira?”&lt;br /&gt;Em relação aos cartões de abastecimento achava interessantíssimo mostrar um neste trabalho. Tentei verificar se Ondjaki teria algum, ao que me responde: “não os tenho... quem me dera encontrar um!”&lt;br /&gt;• “ – Pois… Escapaste é ver a cerimónia de tiros que ia haver se algum FAPLA te visse a mexer (…)”In página 53&lt;br /&gt;• “ – Não, tia, aqui não se pode. Esta praia tão verzul é dos soviéticos.”&lt;br /&gt;• “ Presidente em África, tia, só anda já de Mercedes, e à prova de balas.” In página 56&lt;br /&gt;• “ (…) ali em Luanda havia muitos bandidos, mas que era uma profissão perigosa.” In página 56&lt;br /&gt;• “ Ela só nos disse para irmos fardados, pra não esquecermos o lenço da OPA e quem quisesse podia trazer cantil. A concentração era ali na escola às sete e meia, depois íamos a marchar para o Largo 1.º de Maio.”&lt;br /&gt;• “ Estávamos todos direitinhos, em sentido, passaram revista aos lenços, quem não tinha lenço podia voltar pra casa, aquilo era o desfile do 1.º de Maio (…) não admitia crianças sem o fardamento completo. “&lt;br /&gt;• “ (…) uma camarada do Ministério da Educação veio distribuir bandeirinhas vermelhas, amarelas, umas do país, outras do MPLA.” In página 81&lt;br /&gt;• “ (…) as mamãs da OMA , os jovens da «jota» , os pios da OPA (…)”In página 81&lt;br /&gt;• “ – O MPLA é o povo…”&lt;br /&gt;• “ – E o POVO É O MPLA!” In página 82&lt;br /&gt;• “ – Abaixo o Imperialismo…” In página 82&lt;br /&gt;• “ DOS SANTOS… AMIGO… O POVO ESTÁ CONTIGO… DOS SANTOS… AMIGO… O POVO ESTÁ CONTIGO…,” In página 82&lt;br /&gt;• “ DOS SANTOS… AMIGO… A OPA ESTÁ CONTIGO… DOS SANTOS… AMIGO… A OPA ESTÁ CONTIGO!” In página 83&lt;br /&gt;• “ (…) afinal estavam a dizer que a guerra tinha acabado, que o camarada presidente ia se encontrar com o Savimbi, que já não íamos ter o monopartidarismo e até estavam a falar de eleições.” In página 133&lt;br /&gt;É certo que Ondjaki, ao pertencer à primeira geração descolonizada, torna-se "pioneiro", como para o "pioneiro-protagonista" é o convite da jornalista Paula, para a celebração do 1º de Maio na Rádio Nacional, como se observa na pergunta feita pela mãe: "-Olha, a Paula vai fazer amanhã um programa sobre o 1º de Maio e queria recolher depoimentos dos pioneiros... Tu queres ir?". E também é pioneiro ao pertencer à classe média emergente que possui geleira, telefone e ar condicionado, ou "ar concionado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos assim patentes ao longo da obra várias referências ao período de descolonização, e a forma como a organização política se encontrava. Concomitantemente são feitas referências a outras figuras históricas:&lt;br /&gt;• “Ele também falou do camarada Che Guevara(…)”, narrador, pág. 17&lt;br /&gt;• “ Era a Paula da Rádio Nacional, (…)” In página 24&lt;br /&gt;• “(…) ou a UNITA tivesse partido uns postes” In página 26&lt;br /&gt;• “Depois vinha o intervalo com a propaganda das FAPLA.” In página 26&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) O que era a FAPLA, e como é que uma criança luandense na década de 80 tem noção dos tipos de comportamento que devia ter na presença dos agentes da FAPLA?&lt;br /&gt;Um FAPLA era um soldado das FAPLA – forças armadas para a libertação de Angola, era o nome do braço militar do MPLA, e depois ficou com o nome de exército nacional, até 1992, onde as forças armadas angolanas se passaram a designar FAA e a incorporar membros da UNITA. Sim, as crianças sabiam como falar ou agir na presença de um FAPLA.&lt;br /&gt;• “(…) ANC , enfim, isso eram nomes que uma pessoa ia apanhando ao longo dos anos”. In página 26&lt;br /&gt;• “(…) o meu pai nos explicou quem era o camarada Nelson Mandela, (…)”In página 26&lt;br /&gt;• “(…) esse camarada Mandela já estava preso não sei quantos anos.” In página 26&lt;br /&gt;• “ Era um filme do Trinitá , (…)”In página 44&lt;br /&gt;• “ uma pintura do camarada José Martí na entrada. “In página 122.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda relacionado com a questão da guerra ao ler-se o prefácio de Ondjaki no livro de Pedro Muiambo – A Enfermeira de Bata Negra , pode destacar-se o seguinte:&lt;br /&gt;Referência à Guerra (contrastes entre Moçambique e Angola)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “Nisso da guerra – e das crueldades da guerra – o teu país é primo-como-irmão do meu, e as estórias que relatas aparecem com cheiro de drama e veracidade, porque a guerra é real.”&lt;br /&gt;• “Para mim é normal que ela apareça constantemente na boca das crianças, como Isayana conversa com o tio:&lt;br /&gt;- Quantos mataste até agora?”&lt;br /&gt;• “No livro como na vida, a infância dá lugar à guerra (…)”&lt;br /&gt;• “É tempo de as crianças dos nossos países olharem a guerra como uma coisa já distante.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre esse prefácio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) Através de uma análise atenta ao prefácio da sua autoria no livro de Pedro Muiambo – Enfermeira de Bata Negra, o Ondjaki a certa altura despede-se dizendo: “Pedro, eu vou indo. Sinto um rumor de novas histórias iluminado pela lua nova”. O quê que a noite tem, que o faça despertar para a escrita? que tipo de inspirações lhe dá?&lt;br /&gt;É muito difícil de explicar, parece sempre que quando se tenta abordar o processo de criação caímos no campo, novamente, de uma especulação oca... A verdade é que, como dizia o outro, oxalá que a inspiração nos apanhe a trabalhar quando chegar. E isso, no fundo, é a disponibilidade interna, artística, intuitiva, coincidir com um “bom momento” de escrita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cubanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11) Outra das grandes questões da obra em análise é o facto de os cubanos terem ajudado na reconstrução do seu país, do seu povo. O Ondjaki analisa este processo como “uma questão de solidariedade”. Alguma vez teve o feedback de alguns dos seus professores cubanos que referiu no seu romance?&lt;br /&gt;Não, infelizmente nunca os reencontrei, embora eu os procure há muitos anos. Já estive duas vezes em Cuba, agora (Fevereiro de 2010) acaba de sair uma edição cubana do BDC, e sempre os refiro quando dou entrevistas em Havana. Mas ainda não aconteceu. Tenho muito desejo que isso venha a acontecer, sobretudo porque escrevi o livro também para eles, e porque gostaria de os abraçar e contar algumas estórias, saber deles, etc. Estou convicto que isso há-de de acontecer.&lt;br /&gt;No romance Bom Dia Camaradas, são enumeras as referências feita aos cubanos que na altura, do período de descolonização e das guerras subsequentes vieram auxiliar os africanos. Angola foi um dos países de excelência onde os cubanos se instalaram, o que de facto marcou a vida de muitos angolanos e daí as enumeras referências a este povo:&lt;br /&gt;• “O camarada professor disse mira, yo trabajo desde hace muchos años y todavia no tengo uno, e nós ficámos muito admirados porque quase todos na turma tinham relógio.”: narrador, In página 17.&lt;br /&gt;• “ A professora de Física também ficou muito admirada quando viu tantas máquinas de calcular na sala de aula”, narrador in página 18&lt;br /&gt;• “E quem tinha os olhos mesmo bem acesos era o camarada professor Ángel, tipo nunca tinha visto tanta comida junta, dava gosto ver-lhe atacar o pão com compota.” In página 43&lt;br /&gt;• “ A camarada professora María só faltava já babar, o que ela não fazia porque estava sempre de boca cheia a comer a compota de morango.”&lt;br /&gt;• “ – Eu acho que eles são muito corajosos… Nunca ouvi nenhuma estória de cubano que estivesse a fugir de combate.” In página 75&lt;br /&gt;• “ Os camaradas professores cubanos até nisso eram simpáticos porque quando apanhavam alguém a cabular só davam um aviso, não tiravam o ponto à pessoa.” In página 119&lt;br /&gt;• “ Sentámos ali nos cadeirões com bué de buracos, começamos a olhar: tinham uma tv a preto e branco, a mesa só tinha três pernas e tinha ao lado uma cadeira igual à que havia na escola.” In página 122&lt;br /&gt;• “ Eu não disse nada mas também achei que estava a cheirar a mofo.” In página 122&lt;br /&gt;• “Ele me abraçou e limpou as lágrimas.” In página 125&lt;br /&gt;Através das citações anteriormente destacadas apercebemo-nos de facto, da humildade dos cubanos, o facto de não terem uma vida economicamente viável, apesar de muitos serem professores. A estranheza que demonstram em ver objectos que muitos alunos possuíam, eles próprios, relógios, máquinas de calcular…&lt;br /&gt;A satisfação quando são convidados para irem lanchar a casa de algum aluno e o excesso de comida que os faz “babar”…&lt;br /&gt;Apesar de toda a humildade, de virem num socioeconómico baixo, não deixam de revelar um sentimento de patriotismo com os angolanos, não “fogem ao combate” e sobretudo são seres humanos de uma sensibilidade extrema. A forma emocionada como se despendem dos alunos revela isso mesmo.&lt;br /&gt;“ (…) la educación es una batalla.” In página 110&lt;br /&gt;“ (…) los niños son las flores de la Humanidad!” In página 111&lt;br /&gt;12) Como é que vê a escravatura e tráfico de crianças, em países como o Gana, por exemplo?&lt;br /&gt;Vejo como um problema muito grave. Assim como os maus tratos sexuais às crianças europeias e americanas; e à pedofilia também associado ao tráfico de crianças europeias e asiáticas...&lt;br /&gt;“(…) caneta ser a arma do pioneiro.” In página 29&lt;br /&gt;A última frase estava escrita nos cadernos do ensino primário: “a caneta é a arma do pioneiro!” (Ondjaki)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não menos importantes são os «ensinamentos de vida» que os professores cubanos transmitiam aos seus alunos. A lutarem pelos seus ideais, pela sua educação, pelo seu sucesso escolar.&lt;br /&gt;A amizade e a inveja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão que é analisada no romance está relacionada com a amizade versus inveja.&lt;br /&gt;Seguem-se alguns exemplos que mostram bem essa dualidade:&lt;br /&gt;• “Já a Petra todos os dias estudava, metia raiva, aquela miúda (…)” In página 23&lt;br /&gt;• “Bem feita, que é pra não se armar em chica esperta e ver se fica um bocadinho menos agitadora.” In página 31&lt;br /&gt;• Fui abrir a porta ao camarada António, e claro que lhe disse que tinha chaves e que não era preciso.” In página 33&lt;br /&gt;• “A Petra só dizia com ar de gozo (…)”&lt;br /&gt;• “ – Ró…” In página 66&lt;br /&gt;• “ – Só não podemos cair, Ró, não podemos cair…” In página 69&lt;br /&gt;• “ A Romina agarrou-me a mão com muita força, (…)”In página 69&lt;br /&gt;• “ Eu e a Romina éramos amigos há muito tempo (…)” In página 73&lt;br /&gt;• “ Para mim tinha sido bom, agora que tudo tinha passado, termos corrido juntos.” In página 74&lt;br /&gt;Confrontado com esta dualidade de sentimentos que o narrador expressa principalmente com Petra e Romina, o autor do romance afirma que: “a Petra e a Romina foram um pouco “aumentadas” para imprimir um outro ritmo à estória. Eu não tinha inveja da Petra, o narrador é que tinha.”&lt;br /&gt;Continuando na análise da rede de afectos do narrador, verifique-se que este nutria uma grande cumplicidade com a mãe (relações afectuosas, carinho), ao passo que o mesmo não acontece com o pai que por exemplo prefere «ouvir as notícias das 13 horas», ao invés de saber como correu a manhã de aulas das filhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relação com a mãe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “(…) deu-me um beijinho, foi para a casa de banho (…)” In página 23&lt;br /&gt;• “ Deu-me só um beijinho e disse-me para eu pensar naquilo do 1.º Maio para a rádio (…)”In página&lt;br /&gt;• “ O sonho foi tão barulhento e cheio de confusões e tiros, que a minha mãe teve que me acordar quase de manhã a pedir-me para eu não dizer tantos disparates enquanto sonhava.” In página 48&lt;br /&gt;• “ – Correu tudo bem, filho? – a minha mãe veio me dar um beijinho.” In página 61&lt;br /&gt;Em relação à temática de afectividades, entre o pai e mãe, Ondjaki revela que “Por alguma razão nem o pai nem a mãe aparecem tanto na obra. Acho que literalmente eu tinha outras prioridades...”&lt;br /&gt;A questão da oralidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13) A questão da oralidade africana é algo que está bem patente neste romance, através da forma como explicita as ideias, dos vocábulos que utiliza, da construção frásica. Como é que vê a questão da oralidade, tão patente nos seus ancestrais? Acha que é fundamental na História de um povo, e daí quere-la transmitir nas suas obras?&lt;br /&gt;Não, não quero transmitir a “oralidade africana” nos meus romances. Quero escrever romances que têm um estilo e um ritmo que a própria estória-ficção me dita. É só isso. Porque é muito fácil dizer que BDC ou o livro “Quantas madrugadas tem a noite” tem muita influência da oralidade africana, mas depois se formos falar do livro “O assobiador” ou mesmo o “Actu Sanguíneu”, onde é que fica essa oralidade? Penso que se trata de estilo e de necessidades, ou soluções, estéticas. Entenda que os vocábulos que utilizo e a construção frásica num livro como BDC, são uma “solução estética” para o livro em causa. Servem melhor ao livro e à estória que queria contar. Não servem um propósito maior de transmitir a oralidade africana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linguagem e estilo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14) Através da consulta da sua biografia constatei que desde cedo se dedicou à leitura de vários nomes da literatura, entre os quais Satre. Como comenta a afirmação do escritor: “ Ninguém é escritor por haver decidido dizer certas coisas, Mas por haver decidido dizê-las de determinado modo.” Considera que a introdução de determinados vocábulos de Kimbundu, por exemplo, nas suas obras as torna peculiares?&lt;br /&gt;Não... O kimbundu é um “pequeno” recurso, aliás, natural, porque eu sou de Luanda e há grande influência da língua kimbundu na zona de Luanda. A única coisa que poderá tornar um livro peculiar, ou bom, ou interessante, é a sua “força literária”. Como isso se manifesta, é discutível, pode ser o ritmo, o conteúdo, a abordagem, o formato, etc. Mas se não tem alguma força, alguma “intensidade de conteúdo”, então você até o pode escrever em grego misturado com umbundu, não é por isso que chega ao mérito literário.&lt;br /&gt;Ao lermos o romance apercebemo-nos da existência de inúmeras palavras, dito «calão» que abaixo se transcreve:&lt;br /&gt;• “(…) yá (…): In página 16, narrador&lt;br /&gt;• “ Ele estava a chorar e bazou para casa!!!”: In página 17, narrador&lt;br /&gt;• “ é ir falar, né?” In página 25&lt;br /&gt;• “(…) a Taag depois ainda melhorou uns coche (…)”In página 27&lt;br /&gt;• “(…) ché!, eu ia zunir bué(…)In página 28&lt;br /&gt;• “(…) haver uma borla todos os dias (…) In página”28&lt;br /&gt;• “- Epá (…) e tinha bué de feridas…” In página 29&lt;br /&gt;• “ (…) gamam mochilas, te chinam, violam miúdas (…)”In página 29&lt;br /&gt;• “ (…) ché, só o poster!, tava a matar.” In página 34&lt;br /&gt;• “ – Sim, ninguém gama essas tartarugas?” In página 35&lt;br /&gt;• “O macaco lhe esticou uma lambisgóia do lábio que até saiu sangue.” 35&lt;br /&gt;• “ (…) até fiquei burro, poça, (…) “ 35&lt;br /&gt;• “ O macaco delirava, dava saltos mortais na cabeça da Kota, (…)”In página 38&lt;br /&gt;• “ (…) avião acelera bué parece que vai se partir todo.” In página 41&lt;br /&gt;• “ (…) o Murtala era muito fobado (…)”In página 43&lt;br /&gt;• “ (…) o camarada presidente passa sempre a zunir (…)”In página 51&lt;br /&gt;• “ (…) quando queres baldar (…) “In página 80&lt;br /&gt;• “ (…) armou-se em parvo (…) palerma.” In página 81&lt;br /&gt;• “ – Ouve lá, meu palerma…” In página 85&lt;br /&gt;• “ (…) aqueles cabrões (…) “In página 85&lt;br /&gt;• “ (…) começa só a desbobinar!” In página 101&lt;br /&gt;• “ (…) também comiam bué de porrada (…)“In página 108&lt;br /&gt;• “ (…) mamou vinte e quatro bifes (…)“In página 121&lt;br /&gt;• “ – Seus burros!, temos que ir de noite!” In página 124&lt;br /&gt;• “ (…) bué de ranho a cair do nariz?!” In página 125&lt;br /&gt;Através da listagem destes vocábulos apercebemo-nos o quão ela é dominante neste romance. De certa forma, deixa de ser estranho, quando o narrador se assume criança, e, de facto este tipo de expressões, mesmo na sociedade portuguesa existe, no meio infantil. É evidente que a linguagem e estilo deste romance se caracterizam pela utilização do calão. Como podemos verificar pela entrevista o autor não pretende de forma directa transmitir a dita «oralidade», se bem que neste romance ela esteja patente, nomeadamente na utilização de frases incompletas, “- Eram mais de cinquenta, tou-vos a dizer…” In página 45.&lt;br /&gt;A não preocupação da utilização de sinais gráficos (travessão) para iniciar o discurso, assim como as pausas no mesmo: “Mas, camarada António, tu não preferes que o país seja assim livre?, eu gostava de fazer essa pergunta quando entrava na cozinha.” In página 13&lt;br /&gt;A forma como o pensamento e a linguagem se misturam, assim como o recurso a vocábulos em umbundu, como por exemplo: camba, campar, candengue…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia de Ondjaki&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15) tinha aprendido que era muito importante&lt;br /&gt;criar desobjectos.&lt;br /&gt;certa tarde, envolto em tristezas, quis recusar&lt;br /&gt;o cinzento. não munido de nenhum&lt;br /&gt;artefacto alegre, inventei um espanador de&lt;br /&gt;tristezas.&lt;br /&gt;era de difícil manejo – mas funcionava.&lt;br /&gt;In: Materiais .., p. 7&lt;br /&gt;Fernando Pessoa não consegue fruir instintivamente a vida por ser consciente e pela própria efemeridade. Muitas vezes, a felicidade parece existir na ordem inversa do pensamento e da consciência. Considera que o próprio Ondjaki traduz essa mesma tristeza nos seus poemas?&lt;br /&gt;Há pouca tristeza, digamos assim, na poesia que tenho publicada. Publiquei três livros de poesia, e o primeiro só está disponível em Angola. Nesse primeiro, eventualmente, poderemos encontrar traços dessa “tristezura” que, sim, muitas vezes se passeia dentro de mim... Mas os outros dois livros, penso que não. Justamente gosto deles por se oporem a esse mundo interno um pouco menos alegre que tantas vezes me assola. É o meu lado de poeta, menos festivo e mais sério, talvez, que o meu lado de contador de estórias. Há muitos anos que deixei de entender o significado da palavra felicidade. Busco mais os meandros arejados da palavra “equilíbrio”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua passagem por Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16) Apesar de não valorizar vivamente o seu curso de sociologia, até que ponto alguém que tem uma base de formação num estudo de interacção de diferentes pessoas, em diferentes tipos de sociedades, lhe permite uma adaptação aos diferentes locais por onde vai passando?&lt;br /&gt;Não sei... Acho que há sempre uma componente profissional e uma componente “pessoal” em tudo o que fazemos ou somos na vida. É-me difícil separar isso. Eu tenho graus relativos de adaptação aos locais por onde passo, e às vezes, dentro de mim, não seu bem aquilo que vou aparentando ser, não num sentido cínico de me dar às pessoas, mas porque, como todos os seres humanos, elevadas contradições entre sentires se operam dentro de mim, ao tomar contacto com diferentes pessoas ou lugares. Adapto-me, assim, a alguns lugares do que a outros. Por exemplo, nunca me adaptei a Nova Iorque, e fiquei lá apenas 6 meses, quando deveria ter ficado 3 ou 4 anos a fazer um mestrado. Inclusivamente saí de lá, abandonei o mestrado em virtude da minha “impossibilidade” de ali viver pacificamente... A vida é cheia de tendências...&lt;br /&gt;17) Numa outra entrevista dada em 2007, Ondjaki afirmava que o facto de ter estudado em Portugal, mais concretamente, em Lisboa, lhe havia permitido e passo a citar “livrar-me de alguns mal entendidos históricos que carregava.” Que mal entendidos eram esses e o que o fez mudar de opinião?&lt;br /&gt;Bom, crescendo em Luanda, nos primeiros anos após a independência, processavam-se, ao nível da escola, alguns equívocos relativos à ideia dos “colonialistas”. Com isto não quero dizer que não se passavam também as ideias correctas (do ponto de vista histórico) de todo esse complexo processo. Mas havia, na minha cabeça, sobretudo enquanto criança, uma ideia, digamos assim, um pouco equivocada do que eram “os portugueses”. E estar e estudar em Portugal, permitiu-me, obviamente, conhecer alguns portugueses de perto, inserido no seu dia a dia, na sua cultura. Isso libertou-me de alguns preconceitos que eu levava quanto aos portugueses. E confirmou outras certezas, sem dúvida. Também essa vivência em Portugal me permitiu conhecer e contactar com gentes de outros países africanos e do Brasil, o que me despertou para um novo olhar sobre esses povos e sobre o seu modo de usarem e falarem a tal de Língua Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18) Há previsões quando virá a Portugal?&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;Ligação ao mundo das Artes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19) A sua mãe era professora. De certo modo por episódios familiares que conheço, ter um pai ou uma mãe professores marcam a nossa infância. Há sempre aquela preocupação, acompanhamento individual. Terá sido que o levou para o mundo da escrita?&lt;br /&gt;Sim, a minha mãe era professora. Isso teve muita influência, acho eu, na minha relação com a língua portuguesa, e com o acto de ler, talvez. Com a escrita, não sei dizer. Não acho que exista um modo de se saber como é que alguém chega à escrita (de livros), embora muitos escritores estejam convencidos que sim, que sabem como foi... A minha mãe e também o meu pai, sempre tiveram um zelo muito grande com a nossa educação, com a escola, os deveres de casa, estudávamos durante as férias grandes, etc. A escola, a academia, sempre foi uma prioridade demasiado séria em toda a minha família. A escrita chega porque tinha de chegar. Assim como um dia poderá ir-se embora.&lt;br /&gt;20) Quem foi a primeira pessoa a ter contacto com aquilo que escrevia?&lt;br /&gt;Não me lembro... Não sei bem... Porque “aquilo que escrevia” teve vários formatos. Primeiro foi a poesia em cadernos meus, depois escrevi um jornal na escola, ainda em Luanda, mas isso eu considerava uma espécie de ficção humorística para fazer os jovens colegas chegarem à leitura. Não gostavam de ler os meus colegas de escola, e se fosse algo cómico, satírico, aceitavam ler. Fiquei fascinado com o poder dessa ficção que “fazia ler” até os que não gostavam. Vi que se tratava de uma questão, afinal, de conteúdo. De estilo também, mas sobretudo de conteúdo. Depois comecei com os contos, e aí deve ter sido algum familiar, alguns amigos...&lt;br /&gt;21) Se eu lhe pedisse uma frase para cada um, que caracterizasse a literatura de Luandino Vieira, Mia Couto e José Eduardo Agualusa. Quais seriam essas 3 frases?&lt;br /&gt;Não saberia dizer... São três importantes escritores de Angola e Moçambique, com trabalhos e contextos distintos entre si. Mas preciso dizer que Luandino Vieira e, por exemplo, Ruy Duarte de Carvalho, são dois autores que estão à altura de receber um Nobel. Bem, é isso que eu sinto como leitor universal, não como cidadão angolano.&lt;br /&gt;22) Considera que o facto de ter crescido, numa cidade multicultural como Luanda poderá ter contribuído para acentuar o seu lado criativo na Vida?&lt;br /&gt;Sim, não sei se há uma relação directa, mas Luanda tem um ritmo de vida, de quotidiano, que certamente influencia quem lá vive. Há quem se deixe contagiar menos ou mais, há quem seja mais ou menos exuberante nessa vivência, mas ela é poderosa no seu ritmo e pressão.&lt;br /&gt;23) Para além da sua relação com a escrita destaca-se a sua ligação à pintura, teatro e cinema. Como é que nasce esta sua ligação a todas estas formas de arte?&lt;br /&gt;Foram épocas de experimentação, além de que, sinceramente, mesmo me considerando um perfeito amador, gosto muito de teatro. Gostaria muito de voltar a actuar, um dia destes... Mas, de resto, são coisas que faço para me experimentar, para me conhecer, e depois voltar à escrita. Com o tempo vamos limando as nossas ferramentas... E as minhas usam ser as da escrita.&lt;br /&gt;24) Como foi iniciar este romance? Quantas vezes teve de modificar o 1.º parágrafo? O que custou mais, o iniciar ou o finalizar do mesmo?&lt;br /&gt;Não, o primeiro parágrafo não alterei muito, acho eu... Foi natural começar o romance, porque estava com pressa de o entregar, tinha um prazo, digamos assim, acordado com o editor angolano... O que mais me custou foi fazer a “travessia emocional” pelas memórias que tive de invocar para chegar ao livro como um todo. Fiquei surpreendido com o poder sensorial dessas invocações... E acaba por ser um trabalho muito terapêutico, por razões óbvias.&lt;br /&gt;25) Que misto de sensações o rodearam ao ter na mão o seu romance publicado, Bom Dia Camaradas, sendo este o 1º?&lt;br /&gt;Foi interessante... Na altura senti que tinha feito uma longa caminhada para chegar ali. O que não era verdade. E como era uma estória tão autobiográfica, eu olhava para aquilo mais como um caderno de memórias do que como um livro de ficção. Só anos depois me fui apercebendo de que havia feito, de facto, um interessante exercício de transposição das memórias para a ficção. Mas não posso falar muito disto, porque fica mal estar a elaborar sobre o meu livro...&lt;br /&gt;O Autor pelo mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26) Aquilo que temos vindo a assistir nos últimos tempos é que os grandes nomes da literatura africana se têm vindo a separar fisicamente do seu continente de origem e a estacionarem por outros locais no mundo, que não África. Sente que tal fenómeno, se deve ao facto de o Governo Africano ainda não ter criado as condições ideias para o desenvolvimento dos diferentes tipos de Arte e não reconhecer o potencial dos seus «filhos»?&lt;br /&gt;Não. Estou convencido que, na maioria dos casos, tem a ver com circunstâncias do foro pessoal, e não profissional. Sabemos de casos que estão relacionados com as opções políticas dos escritores, e esses são casos específicos. Agora, África é um continente, e eu não sei do que se passa em todo o continente, nem estava ciente, antes de você me dizer, que os grandes nomes da literatura africana se separaram do continente de origem... Realmente não sabia. Assim como também desconhecia que havia um “Governo Africano”, ou, querendo ser mais condescendente com a sua terminologia, não sabia que os governos africanos (no plural) se comportavam como uma entidade uníssona que “não cria as condições ideais para o desenvolvimento dos diferentes tipos de Arte”. Na minha modesta opinião, o continente africano que conta com 54 países, apresenta uma diversidade étnica, cultural, política e ideológica tão intensa, que não me fica claro como será possível falar, ou pensar, num “Governo Africano”... Mesmo enquanto ideia abstracta, a designação certamente abusaria da generosidade do termo “ideia abstracta”...&lt;br /&gt;27) Mia Couto tem um livro intitulado Cada homem é uma raça. Apesar de as suas raízes se fixarem bastante no continente Africano, mais especificamente, Angola (Luanda), como é que vê o seu deambular pelo Mundo? Entende o fenómeno da globalização como a aproximação de raças e culturas, permitindo dar a conhecer ao Mundo as suas raízes?&lt;br /&gt;Bom, são sempre opções pessoais... E a viagem é um cruzamento de circunstâncias entre aquilo que a vida nos permite, e aquilo que decidimos que queremos fazer dela. Pessoalmente, sempre gostei de viajar e isso sempre me ajudou a ver e a compreender melhor as outras culturas. É esse o grande ganho, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28) Os seus livros encontram-se já traduzidos em diversas línguas, francês, inglês, alemão, italiano, … Como é que um escritor ainda tão jovem, 33 anos, vê todo este reconhecimento espalhado pelo mundo?&lt;br /&gt;Sinceramente, penso que esse escritor de 32 anos (ainda não fiz 33) tem que se concentrar em escrever melhor o seu próximo livro. E crescer: lendo, comparando, viajando, concentrando-se na seriedade da sua escrita. O que é a seriedade? É a honestidade literária. O saber cortar quando tiver que cortar. O saber estar calado quando nos fazem perguntas às quais não sabemos responder. Saber optar pelos momentos certos, pessoais e literários, sem ceder à vaidade. E é sabido que a vaidade nos chega e nos “ataca” por mecanismos secretos. Há que estar atento. E seguir a viagem com alguma tranquilidade. É isso que digo a esse escritor quando o encontro ao espelho. Se ele acredita, não sei...&lt;br /&gt;29) Em relação ao acordo ortográfico. Não considera que a sua prática põe em causa a singularidade da literatura numa cultura, seja ela, qual for?&lt;br /&gt;Só penso que não entendi bem quais foram as razões que levaram as pessoas a fazer e assinar este acordo, neste preciso momento. E por outro lado, quanto às consequências, só saberemos daqui a 50 ou 100 anos, porque agora estamos ocupados, ainda, em viver o processo. Portanto, desculpe, não sei quase nada sobre esse tal de acordo ortográfico....&lt;br /&gt;30) Estamos em 2010, pode-nos adiantar em primeira ou segunda mão, como quiser, que tipo de género literário se encontra a escrever ou tem em mente?&lt;br /&gt;Estou a terminar a revisão de um novo romance, o que normalmente leva algum tempo. E a terminar estórias infantis... E também a rever um antigo livro de poemas... E também a rever um novo livro de contos...&lt;br /&gt;31) O quê que no seu ponto de vista faz com que um leitor que não saiba quem é o autor do romance, neste caso o Ondjaki o identifique pela forma como escreve?&lt;br /&gt;Não saberia responder... E espero que o leitor se interesse pela obra, pela estória a ser contada, e não pelo autor. Não preciso que me identifiquem como autor, mas gostaria que considerassem o que conto uma “boa estória”. Apenas isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32) Quais as diferenças para si entre estória, história e História? Nós cá em Portugal não usamos a palavra estória!&lt;br /&gt;Aprendi na 4ª classe que História, com “h” maiúsculo, era o que de facto se havia passado, sobretudo relacionado com factos e personalidades históricas. Nomes e personagens. Etc. História, com “h” minúsculo, é uma simples estorieta, um facto normal, comum, que de facto aconteceu, mas que não envolve personagens ou situações históricas. Um almoço, um “causo” de rua. E “estória” é algo mais subjectivo ou relativo, que depende de quem conta, e certamente deve conter algo de ficcional...&lt;br /&gt;Adicionar uma legenda&lt;br /&gt;À CONVERSA COM ONDJAKI:&lt;br /&gt;ENTREVISTA EXCLUSIVA RICARDO PINTO:&lt;br /&gt;Nadlu de Almeida nasceu em Novembro de 1977 em Angola, na belíssima cidade de Luanda.&lt;br /&gt;Durante a sua infância começam a surgir fortes indícios de que aquela criança viria a tornar-se um nome incontornável da literatura contemporânea. Começou por utilizar as sebentas da escola para elaborar os seus primeiros textos…&lt;br /&gt;Com 13, 14 anos começa a aventurar-se no mundo da leitura, começando com nomes ímpares da literatura como Satre, García Márquez e Graciliano Ramos.&lt;br /&gt;Anos mais tarde assume uma faceta de escritor que faria engrandecer a cultura africana de expressão portuguesa.&lt;br /&gt;Viria a assinar as suas obras com o pseudónimo Ondjaki. Palavra em umbundu, Ondjaki significa literalmente «aquele que enfrenta desafios» . O escritor confessa que era para se ter chamado Ondjaki, mas à última hora os seus pais decidiram mudar-lhe o nome. Quando conheceu a escrever assume, ter achado bem pegar nesse nome que outrora lhe estivera destinado.&lt;br /&gt;Poeta e prosador, também escreve para cinema e co-realizou um documentário sobre a cidade de Luanda (“Oxalá cresçam Pitangas – histórias de Luanda”, 2006). É membro da União dos Escritores Angolanos e da Associação Protectora do Anonimato dos Gambuzinos.&lt;br /&gt;Aos 32 anos de idade, vê reconhecido o seu trabalho pelos quatro cantos do mundo. Alguns dos seus livros foram traduzidos para francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio, sueco e chinês.&lt;br /&gt;Ondjaki caracteriza-se de facto pela sua versatilidade. Do conto, ao romance, à novela, à poesia, à literatura infantil, vem ainda acrescer o seu gosto pelo cinema, teatro e pintura. Questionado sobre toda esta envolvência nos diferentes tipos de arte, o escritor afirma gostar “de estar com os poros abertos e sofrer pressões de todas as artes, e de vários mundos, individuais e colectivos.”&lt;br /&gt;Actualmente encontra-se a viver no Brasil, Rio de Janeiro, sendo que viaja constantemente pelo mundo, de destacar por exemplo a sua viagem a Cuba em Fevereiro passado.&lt;br /&gt;Apesar de ainda muito jovem, o escritor angolano já soma no seu percurso importantes prémios que abaixo se destacam:&lt;br /&gt;PRÉMIOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-"Actu Sanguíneu" (poesia) Menção Honrosa no prémio António Jacinto (Angola, 2000)&lt;br /&gt;-"E se amanhã o medo" (contos), Prémio Sagrada Esperança (Angola, 2004)&lt;br /&gt;-"E se amanhã o medo" (contos), Prémio António Paulouro (Portugal, 2005)&lt;br /&gt;-Finalista do prémio “Portugal TELECOM” (Brasil, 2007), “Bom dia Camaradas”.&lt;br /&gt;-"Os da minha rua" (contos), Grande Prémio APE (Portugal, 2007)&lt;br /&gt;-Finalista do prémio “Portugal TELECOM” (Brasil, 2008), “Os da minha rua”.&lt;br /&gt;-Grinzane for Africa Prize - Young Writer (Italia/2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: O romance utilizado para o presente trabalho foi:&lt;br /&gt;• Ondjaki (2007); Bom Dia Camaradas; Editorial Caminho; 2.ª edição;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metodologia do trabalho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito da disciplina de Culturas Africanas Comparadas o presente trabalho tem como base fundamental uma análise à obra de Ondjaki, fundamentada na análise do seu primeiro romance, Bom Dia Camaradas (2001).&lt;br /&gt;Nesse sentido o presente trabalho orientou-se em duas fases:&lt;br /&gt;• Numa primeira fase foi lido e analisado o romance do escritor angolano, Bom Dia Camaradas, de 2001. Neste patamar do trabalho pretendeu-se analisar a forma de escrita, o seu estilo, linguagem, organização e mensagem transmitida;&lt;br /&gt;• Numa segunda fase e porque nada melhor, do que o próprio escritor ser a nossa fonte de informação foi realizada uma entrevista via e-mail com o escritor em estudo.&lt;br /&gt;Relativamente à escolha do romance para análise: confesso que até ao início deste ano lectivo desconhecia o escritor Ondjaki. Quando me começaram a falar nele havia aspectos que se frisavam e, que de facto me suscitaram curiosidade. Entretanto intercalou-se o Natal e chegou até mim esse mesmo romance. Numa primeira instância li o livro numa só noite. Era de facto uma estória envolvente, que dava vontade de continuar a ler e verificar o que se seguiria na intriga.&lt;br /&gt;Para este trabalho de análise li novamente o livro de uma forma mais atenta, distante e tentei captar a essência do mesmo.&lt;br /&gt;Portanto, uma vez que há aspectos da análise que se interligam com a entrevista concedida, não será feita uma análise estanque a cada fase, mas sim de uma forma complementar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objectivos a alcançar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Analisar o romance Bom Dia Camaradas de Ondjaki:&lt;br /&gt;• Discutir a questão da infância;&lt;br /&gt;• Verificar até que ponto se trata de um romance autobiográfico;&lt;br /&gt;• Apontar algumas das tradições patentes na infância do narrador;&lt;br /&gt;• Confrontar o autor do romance com a clarividência da predominância do cheiro na obra;&lt;br /&gt;• Tentar compreender a dinâmica das personagens apresentadas;&lt;br /&gt;• Compreender de que forma os mujimbos invadem a realidade angolana;&lt;br /&gt;• Caracterizar o momento relativo ao tempo da estória (anos 80);&lt;br /&gt;• Analisar o fenómeno de descolonização e o impacto na sociedade;&lt;br /&gt;• Vivenciar a integração dos cubanos na sociedade angolana;&lt;br /&gt;• Estabelecer as relações afectuosas do narrador;&lt;br /&gt;• Discutir a questão da oralidade africana no romance;&lt;br /&gt;• Caracterizar a linguagem e estilo patentes na obra;&lt;br /&gt;• Conversar com o autor sobre outros aspectos relacionados com a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) A infância é um elemento muito produtivo na sua literatura. Noto que o seu olhar nessa mesma infância é um olhar do presente sobre o seu passado. O porquê de todo esse fascínio pelo mundo infantil, mais concretamente, a sua infância?&lt;br /&gt;Qualquer tentativa de explicar esse fascínio pela infância, está condenada a uma solução especulativa, quase abstracta... Talvez, como diria Manoel de Barros, eu só saiba falar disso, ficcionalmente. Depois teria que acrescentar que “não é bem assim”, no meu caso. Sei e gosto de falar de outras coisas, mas há um lado ficcional, que trata de uma infância de certo modo “autobiográfico”, que me faz escrever com ternura e com prazer. O que não acontece sempre. A verdade é que escrever sobre universos que tocam a minha infância muitas vezes se configura como uma “urgência estética”, e escrever sob esse estado de encantamento, é uma experiência muito agradável, do ponto de vista humano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto a própria contra-capa do romance diz-nos que a «Infância é um antigamente que sempre volta» . Este livro retrata isso mesmo, a infância de um menino nos anos 80, o narrador, que se designa de Nadlu. Relativamente ao facto de a personagem ter o mesmo nome do registo civil do autor da obra fez com que eu, o questiona-se:&lt;br /&gt;2) Podemos classificar este romance como autobiográfico, na medida em que o próprio narrador se chama Ndalu?&lt;br /&gt;Quer me parecer que sim, mas não se deve chegar a essa conclusão pelo nome do personagem...&lt;br /&gt;É evidente que pelo levantamento de diferentes situações que nos vão sendo narradas ao longo do romance, assim como a confirmação do autor em como o nome de todas as personagens do romance Bom dia Camaradas são “verdadeiras” recria bastante a sua própria infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura 1- “Teria 5 ou 6 anos. A árvore é um abacateiro.”&lt;br /&gt;O abacateiro apresentado na figura 1 encontra-se referenciado no romance na página 116: “Dali não via o abacateiro, mas podia ouvir as folhas dele, sentir o cheiro forte, ouvir um abacate cair.”&lt;br /&gt;Infância do narrador - núcleo de personagens envolventes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras referências são citadas na obra que nos remente para a infância do narrador:&lt;br /&gt;• “ Eu ia ficar atrapalhado se no meio da correria os óculos caíssem (…) “&lt;br /&gt;“ (…) só não podia correr muito tempo porque eu também sofria de asma.” In página 71;&lt;br /&gt;• Pai trabalhava no ministério: “- O camarada João era motorista do ministério. Como o meu pai trabalhava no ministério ele ajudava nas voltas da casa.”: In página 15;&lt;br /&gt;• “- Bom dia, camarada António…” In página 21&lt;br /&gt;• “ No final da tarde a camarada directora veio falar connosco (…)”In página 18&lt;br /&gt;• “ As minhas irmãs chegavam da escola, o meu pai também chegava.” In página 25 ´&lt;br /&gt;• “Eu e ela tínhamos aulas à tarde, ela porque era professora e eu porque era aluno” In página 27&lt;br /&gt;A mãe era professora, dava aulas à primária, desde a 1ª à 4ª classe; por vezes, era chamada a dar aulas de português ao 5º e 6º ano).&lt;br /&gt;• “Como dizia a professora Sara, parece que vocês não sabem que a vossa missão é estudar (… )”In páginas 28 e 29&lt;br /&gt;• “Murtala, assustado, aqueles olhos de rato já bem acesos.” In página 29&lt;br /&gt;• “Petra ia ter medo, mas sempre mais preocupada com as aulas, In página 30&lt;br /&gt;• “ A Romina convidou alguns colegas e os camaradas para irem lanchar à casa dela (…) “In página 43&lt;br /&gt;• Tia Dada: “ – Dona Eduarda, por favor, saia do carro…” In página 53&lt;br /&gt;(A tia Eduarda, ou tia Dada, como era carinhosamente tratada nasceu e cresceu no Namibe, que antigamente se chamava Moçamedes; quando foi para Portugal viveu no Cacém) Ondjaki&lt;br /&gt;Tradições patentes na infância do narrador:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “Ele me deixou na escola. Os meus colegas estavam todos a rir porque eu tinha chegado de boleia. Nós costumamos gozar sempre quem chega de boleia (…)”: narrador, In página 16&lt;br /&gt;• “Os professores escolhiam dois monitores por disciplina(…) e tinha que se saber tudo sobre a disciplina e não se podia tirar menos de 18. “ narrador, In página 18&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Alguma vez foi monitor? E consegui tirar o 18?&lt;br /&gt;Fui monitor da Física, na 7ª classe, e sim, tirei 18 algumas vezes.&lt;br /&gt;• “(…) quando entrava alguém na sala de aula tínhamos que nos pôr de sentido e fazer aquela cantoriazinha, que uns e outros aproveitavam para berrar: bua taaardeeeee… camarádaaaaa… directoraaaaaaa. (…) atééééééééeé… manhãããããã… camarádaaaaaaa directoraaaaaaaa!” In páginas 18 e 19&lt;br /&gt;• “Matabiachar cedo em Luanda, cuia!” In página 21&lt;br /&gt;• “ (…) mas não conversámos muito, até porque na escola se um rapaz está toda hora a conversar com uma rapariga, assim já vão dizer que ele quer engatar, que tá a dar xaxo, ou então, que é pior, dizem que é um rapaz que só quer andar com meninas.” In página 80&lt;br /&gt;• “ (…) a escola não tinha casas de banho, não sei pra que aquela conversa (…) “In página 81&lt;br /&gt;• “ (…) toda a gente gostava de chegar de boleia no dia das provas (…) “In página 116&lt;br /&gt;• “ (…) toda a gente desenhava coisas relacionadas com a guerra (…)”In página 128&lt;br /&gt;• “ Desenhar armas era normal, toda a gente tinha pistolas em casa (…)” In página 128&lt;br /&gt;• “ Guerra também aparecia sempre nas redacções (…)”In página 129&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Ao longo do romance em análise, Bom Dia Camaradas, apercebemo-nos da facilidade com que reconstrói mundos, vivências e sobretudo cheiros com bastante pormenor. Podemos considerar que todo este processo se trata de uma espécie de nostalgia da infância e/ou uma maior facilidade de o presente encontrar o passado?&lt;br /&gt;Não sei. Talvez o apelo aos universos ‘sensoriais’ seja um recurso para chegar a certos lugares da memória. Há sim, em mim, uma ‘boa nostalgia’ pela infância, sendo que é um mundo que, no presente e no futuro, tenho tendência para recordar como muito bom, tempo de felicidade, de encantamento pela simplicidade da vida, coisas que fui perdendo com a idade mais adulta, uma vez que “interpretar o mundo” acaba por complicar a visão que dele temos... De resto, é um recurso literário como qualquer outro, mais ou menos consciente, dependendo do momento da escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da obra em análise encontram-se bem patente o recurso aos elementos sensoriais, sobretudo do cheiro através das seguintes passagens:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências aos diferentes tipos de cheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “Todos os dias ele tinha o mesmo cheiro, mesmo quando tomava banho, parecia ter sempre aqueles cheiros da cozinha.” In página 14 (referência ao Camarada António);&lt;br /&gt;• “Há assim um fresquinho quase frio que dá vontade de beber leite com café e ficar à espera do cheiro da manhã.” In página 22&lt;br /&gt;• “O cheiro da cozinha, o apito da panela, a movimentação do camarada António, tudo me diziam ser onze horas.” In página 23&lt;br /&gt;• “Mas aquele quente-abafado misturado com o cheiro a peixe seco queria dizer, isso sim, que tinha chegado um voo nacional” In página 37 (episódio em que o narrador se dirige ao aeroporto para receber a tida “Dada” que chegava de Portugal.&lt;br /&gt;• “Depois abriu a janela e parecia que estava a fazer como eu faço de manhã, a cheirar o ar”. In página 40 (Referência à tia “Dada”).&lt;br /&gt;• “ Aquele cheirinho abriu-me o apetite, há quem não goste, mas eu acho que o peixe seco cheira muito bem, parece sumo concentrado do mar.” In página 41&lt;br /&gt;• “ Senti o cheiro da comida vir da outra sala, era peixe grelhado de certeza absoluta.” In página 62&lt;br /&gt;• “ Do meu lugar eu via a chávena à minha frente, o fumo que saía da chávena, sentia o cheiro do pão torrado, o cheiro da manteiga a derreter nele (…) “In página 77&lt;br /&gt;• “ (…) na minha casa, com este jardim, noite tem cheiro (…) “In página 97&lt;br /&gt;• “ (…) a noite traz outros cheiros para esta varanda (…) “In página 97&lt;br /&gt;• “ (…) um cheiro quente que pode ser uma coisa, imaginem onde se ponha rosas muito encarnadas, (…) “In página 97&lt;br /&gt;• “ (…) tudo cheirinho de sobremesas deliciosas (…) “In página 108&lt;br /&gt;• “ (…) continuava no ar aquele cheiro de despedida.” In página 108&lt;br /&gt;• “ (…) porque despedida tem cheiro, vocês não sabem, né?, (…) “In página 109 (Referência à despedida dos professores cubanos no final do ano lectivo)&lt;br /&gt;• “ (A Romina olhou para mim, ela sentiu o cheiro nesse momento.) ” In página 109&lt;br /&gt;• “ Antes de chegar perto sente-se logo o cheiro do tufo de chá de caxinde, (…) “In página 115&lt;br /&gt;• “ Dali não via o abacateiro, mas podia ouvir as folhas dele, sentir o cheiro forte, ouvir um abacate cair.” In página 116&lt;br /&gt;• “ (…) a parte de trás das salas, ali onde cheirava bué a chichi.” In página 140&lt;br /&gt;• “ (…) a água é que trás todo aquele cheiro que a terra cheira depois de chover, (…)” In página 135&lt;br /&gt;5) Já ouvi comentários, de que o Ondjaki é de facto o «escritor dos cheiros». Considera-se um jardineiro de cheiros e aromas?&lt;br /&gt;Não, só me considero um mero contador de estórias. E ainda tenho muito que aprender... Trabalho com esses recursos, porque me fazem sentido, porque é o modo que a minha escrita conhece de transmitir algumas coisas que, descritivamente, nem sempre ficam bem.&lt;br /&gt;• “Alguns colegas cheiravam muito a cantiga (…)”In página 28&lt;br /&gt;• “Estava muito calor, e lembro-me de ter sentido uma vez mais aquele cheiro generalizado de cantiga”. In página 32&lt;br /&gt;• “Fingi que estava a limpar o suor da testa com a manga da t-shirt e aproveitei para cheirar o meu sovaco. Podia estar pior…, pensei.” In página 34&lt;br /&gt;• “ Ai o meu sovaco já tava mesmo a cheirar (…)” In página 39&lt;br /&gt;• “ (…) as minhas irmãs já tinham chegado a casa e também estavam a cheirar a cantiga(…)”In página 40&lt;br /&gt;• “ (…) especialmente o Bruno e o Cláudio que também tiveram de lavar os sovacos porque aquilo já era de mais.” In página 43&lt;br /&gt;• “ Olhei para as árvores, os pássaros estavam lá sentadinhos, não se mexiam, também deviam estar a suar.” In página 60&lt;br /&gt;• “ (…) mas eu, com o suor e a massa dos óculos (…)”In página 66&lt;br /&gt;• “ (…) nem mingúem a correr (pra evitar a cantiga) “In página 80&lt;br /&gt;• “ (…) porque ela já me tinha dito pra eu não andar a correr à toa que ficava suado e sujo(…)”In página 81&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Luanda é sem dúvida uma cidade de muito calor. Esta repetição de «suor, sovaco», foi intencional no romance? Afinal por que motivo falar tantas vezes na dita «cantiga »?&lt;br /&gt;É um recurso sensorial... que também funciona como recurso descritivo... mas eu não entendo nada disso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camarada António&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) No romance em análise assistimos à morte do Camarada António, que, pelo que dá a perceber, apesar de ser um criado lá de casa, não é um simples criado. Não obstante, a forma como nos dá a conhecer a morte dele é muito superficial, é como que haja um processo de suavização da morte do camarada. Como é a sua relação com a morte e sobretudo perder algum ente querido em duas vertentes, na realidade e no papel?&lt;br /&gt;Primeiro, devo esclarecer, o camarada António não era um criado. Era um empregado. Uma pessoa que trabalhava na minha casa e cuja profissão ou ocupação, era ser cozinheiro. Desculpe o preciosismo, mas o termo “criado” acarreta conotações que nunca entraram pelas portas da minha casa, isto é, da casa dos meus pais. Segundo, afirmar que a forma como dou a conhecer, no livro, a morte do camarada António “é muito superficial”, é uma convicção sua. Tenho para mim que realmente o que se passou nessa parte do livro foi que eu quis imprimir no livro a “brevidade” (diferente de superficialidade...) da notícia, tal qual me havia acontecido na vida real. A notícia foi-me dada com alguma simplicidade e rapidez, para não dizer brusquidão, e assim aconteceu-me escrever no livro. E sem comentários, sem floreios literários ou reflexões sobre o assunto. Aliás, como sabe, a única reflexão que há ali é emocional, sensorial: o rapaz vai à cozinha e “finge” que pode falar com o camarada António, dirige-lhe a palavra, e aguarda respostas que não chegam. E depois chove. Chove no seu quintal e no quintal do camarada António. Por fim, a minha relação com a morte... É algo estranho, sempre foi... Não tenho muito a dizer sobre isso. Não tenho nada contra a morte, tenho é imensa dificuldade em entender a saudade que nos fica da pessoa, e a sentença, cruel, de não voltar a poder falar com alguém. É isso que me dói na morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do romance são enumeras as referências ao Camarada António, sobretudo na parte inicial do mesmo. A figura desta personagem remete-nos para o colonialismo português em Angola e a opinião das pessoas no pós-colonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “ – Menino, no tempo do branco isto não era assim…” : camarada António in página 13&lt;br /&gt;• “ –Ê!, menino, mas naquele tempo a cidade estava mesmo limpa… tinha tudo, não faltava nada…”: in página 14, camarada António&lt;br /&gt;• “ – Mas tinha sempre pão na loja (…)”: in página 14, camarada António&lt;br /&gt;• “ – Ninguém era livre como assim? Era livre sim, podia andar na rua e tudo…”: in página 15, Camarada António&lt;br /&gt;De facto como se sabe o período de descolonização não veio apaziguar os povos Africanos, veio antes despoletar uma nova guerrilha de interesses internos, com vista à obtenção do poder. Daí, tais comentários tenham sido tecidos pelo camarada António. Para pior, mais valia continuar como estavam…&lt;br /&gt;A propósito desta questão Ondjaki diz: O camarada António defende e descreve uma perspectiva pessoal da visão que tinha do tempo anterior à independência...&lt;br /&gt;A Guerra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) Outras das temáticas presente nesta obra é a Guerra. Como é que foi crescer no meio dela?&lt;br /&gt;Eu costumo dizer que as crianças e as gentes de Luanda tinham a sorte de nunca ter vivido “demasiado perto” da Guerra. Luanda sempre foi o centro político protegido da realidade mais bélica da guerra. Crescemos, então, no meio da “psicologia da guerra”, das notícias da guerra, dos ecos de uma guerra que sabíamos que acontecia sobretudo mais a Sul. E foi isso. Éramos muito crianças, e o terror associado ao facto de “ir para a guerra”, acompanhava mais os adolescentes do que a nós, meras crianças. Quando chegou a nossa adolescência, a guerra tinha adquirido já um outro formato, bem como o modo de incorporar jovens. Mas, sim, há digamos uma presença dos ecos da guerra na minha infância e adolescência. De resto, nada de traumático. Felizmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apercebemo-nos no romance o clima de medo que se vivia na infância do narrador, que de facto, vem ao encontro do que Ondjaki afirma na resposta anterior. De facto existia muito e usando palavras dele a “psicologia da guerra”.&lt;br /&gt;• “ Guerra também aparecia sempre nas redacções (…)”In página 129&lt;br /&gt;A esse propósito criavam-se muitos boatos, os ditos mujimbos que atormentavam muitas as crianças. Ideias fantasiosas que iam passando de criança para criança.&lt;br /&gt;Mujimbos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exemplos seguintes ilustram bem essa mesma situação:&lt;br /&gt;• “ – Eram mais de cinquenta, tou-vos a dizer… Mais de cinquenta…” In página 45 – Eunice&lt;br /&gt;• “ – Eu não vi o camião, mas tenho colegas que viram.” In página 46-Eunice&lt;br /&gt;• “ – Não deu para ver (…) vi bué de homens, média duns setenta…” In página 46&lt;br /&gt;• “ – Sim, dizem que eles (…)”In página 46&lt;br /&gt;• “ (…) tinha de ir telefonar a alguém a contar o mujimbo do Caixão Vazio.” In página 48&lt;br /&gt;Em relação ao episódio do «Caixão Vazio» este remete-nos para a ideia que haveria um grupo de homens que andavam num camião e que vandalizavam escolas, violavam raparigas, matavam pessoas. É evidente que todos estes episódios faziam com que as crianças temessem pela sua segurança e estivessem sempre bem atentos, àquilo que as rodeava.&lt;br /&gt;Os mujimbos, uma das características do povo africano, neste caso angolano é uma temática que realmente se encontra bem frisada neste romance.&lt;br /&gt;Para além dos que já foram mencionados podem ainda destacar-se entre outros, os seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “ – Eu nunca vi, tia, mas toda a gente sabe que ele tem lá o jacaré…,” In página 52&lt;br /&gt;• “ (…) tanta porrada, mas tanta porrada, que no dia seguinte ele voltou lá à procura da orelha, tia! (…) o Cláudio mesmo é que lhe foi mostrar onde tava a orelha (…)”In página 57&lt;br /&gt;• “ Não sei, há quem diga que nessa altura de queimaram os ladrões com pneus, os assaltos diminuíram, mas isso já não lhe posso confirmar.” In páginas 58,59&lt;br /&gt;• “ Se ele tivesse visto um desafio de futebol e ninguém soubesse o resultado, de certeza que o Murtala ia aí uns sete golos, vinte e duas faltas, duas expulsões e lesões do próprio árbitro (…)”In página 80&lt;br /&gt;• “ (…) cada um queria aumentar qualquer coisa na versão dele.” In página 89&lt;br /&gt;• “ Vou jurar aqui pela alma do meu avô (…) pra não dizerem que aumentei já o acontecimento.” In página 111&lt;br /&gt;• “ Havia até pessoas que sabiam mujimbos do Kuando Kubango, , das estórias que contavam (…) “In página 129&lt;br /&gt;Os mujimbos criam de facto “suspense” no próprio romance. A confirmação da sua veracidade ou não. Se atentarmos nas falas das personagens constatamos que, estes são transmitidos de pessoa para pessoa, quase sempre de forma oral, muitas vezes sem confirmação: “– Eu nunca vi, tia, mas toda a gente sabe que ele tem lá o jacaré…,” In página 52. Se as pessoas diziam, à partida era porque era verdade.&lt;br /&gt;Não obstante o que acontece muitas vezes é que as pessoas começam a aperceber-se do exagero aplicado a determinadas situações e começam a desconfiar da palavra do outro. De tal forma que começa a haver a necessidade de recorrer ao juramento como forma de atestar a veracidade da afirmação proferida:&lt;br /&gt;“ (…) juro aqui com sangue de Cristo, pela alma do meu avô que tá debaixo da terra (…) “&lt;br /&gt;A propósito deste juramento o escritor afirma: “era uma frase comum de ser dita, e acho que era para imprimir, muitas vezes, veracidade a um mujimbo; quando quem o contava, apesar de jurar, sabia perfeitamente que poderia não ser verdade...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos 80&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomando a questão do período político que assombra todo este romance vários são os indícios destacados ao longo dele que o caracterizam:&lt;br /&gt;• “Quando eu ia tirar o meu papel com as coisas que tinha escrito, a Paula explicou-me que não era necessário porque já tínhamos ali uma folha da redacção com os textos de cada um.” In página 36&lt;br /&gt;• “Não, eles tinham um papel lá da Rádio, com carimbo e tudo, já tinha lá as mensagens de cada um. Eu li uma e eles leram as outras duas.” In página 37&lt;br /&gt;• “Ao pé da porta de saída das pessoas havia uma pequena confusão, vi os FLAPAS a correr, pensei já que ia sair tiro”. In página 37&lt;br /&gt;• “Não consegui mais ver o macaco, começou uma pequena confusão, o outro FLAPA chegou perto da senhora e tirou-lhe a máquinas das mãos.” In página 38&lt;br /&gt;• “(…) em Luanda não se podia tirar fotografias assim à toa.” In página 38&lt;br /&gt;• “Não podes tirar fotografias àquele macaco…, por razões de segurança de Estado (…)”In página 40&lt;br /&gt;• “ – O cartão de abastecimento. Tu tens de ter um cartão de abastecimento, não é?” In página 47&lt;br /&gt;• “ – Nem tem um camarada na peixaria que carimba os cartões quando levantas peixe à quarta-feira?”&lt;br /&gt;Em relação aos cartões de abastecimento achava interessantíssimo mostrar um neste trabalho. Tentei verificar se Ondjaki teria algum, ao que me responde: “não os tenho... quem me dera encontrar um!”&lt;br /&gt;• “ – Pois… Escapaste é ver a cerimónia de tiros que ia haver se algum FAPLA te visse a mexer (…)”In página 53&lt;br /&gt;• “ – Não, tia, aqui não se pode. Esta praia tão verzul é dos soviéticos.”&lt;br /&gt;• “ Presidente em África, tia, só anda já de Mercedes, e à prova de balas.” In página 56&lt;br /&gt;• “ (…) ali em Luanda havia muitos bandidos, mas que era uma profissão perigosa.” In página 56&lt;br /&gt;• “ Ela só nos disse para irmos fardados, pra não esquecermos o lenço da OPA e quem quisesse podia trazer cantil. A concentração era ali na escola às sete e meia, depois íamos a marchar para o Largo 1.º de Maio.”&lt;br /&gt;• “ Estávamos todos direitinhos, em sentido, passaram revista aos lenços, quem não tinha lenço podia voltar pra casa, aquilo era o desfile do 1.º de Maio (…) não admitia crianças sem o fardamento completo. “&lt;br /&gt;• “ (…) uma camarada do Ministério da Educação veio distribuir bandeirinhas vermelhas, amarelas, umas do país, outras do MPLA.” In página 81&lt;br /&gt;• “ (…) as mamãs da OMA , os jovens da «jota» , os pios da OPA (…)”In página 81&lt;br /&gt;• “ – O MPLA é o povo…”&lt;br /&gt;• “ – E o POVO É O MPLA!” In página 82&lt;br /&gt;• “ – Abaixo o Imperialismo…” In página 82&lt;br /&gt;• “ DOS SANTOS… AMIGO… O POVO ESTÁ CONTIGO… DOS SANTOS… AMIGO… O POVO ESTÁ CONTIGO…,” In página 82&lt;br /&gt;• “ DOS SANTOS… AMIGO… A OPA ESTÁ CONTIGO… DOS SANTOS… AMIGO… A OPA ESTÁ CONTIGO!” In página 83&lt;br /&gt;• “ (…) afinal estavam a dizer que a guerra tinha acabado, que o camarada presidente ia se encontrar com o Savimbi, que já não íamos ter o monopartidarismo e até estavam a falar de eleições.” In página 133&lt;br /&gt;É certo que Ondjaki, ao pertencer à primeira geração descolonizada, torna-se "pioneiro", como para o "pioneiro-protagonista" é o convite da jornalista Paula, para a celebração do 1º de Maio na Rádio Nacional, como se observa na pergunta feita pela mãe: "-Olha, a Paula vai fazer amanhã um programa sobre o 1º de Maio e queria recolher depoimentos dos pioneiros... Tu queres ir?". E também é pioneiro ao pertencer à classe média emergente que possui geleira, telefone e ar condicionado, ou "ar concionado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos assim patentes ao longo da obra várias referências ao período de descolonização, e a forma como a organização política se encontrava. Concomitantemente são feitas referências a outras figuras históricas:&lt;br /&gt;• “Ele também falou do camarada Che Guevara(…)”, narrador, pág. 17&lt;br /&gt;• “ Era a Paula da Rádio Nacional, (…)” In página 24&lt;br /&gt;• “(…) ou a UNITA tivesse partido uns postes” In página 26&lt;br /&gt;• “Depois vinha o intervalo com a propaganda das FAPLA.” In página 26&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) O que era a FAPLA, e como é que uma criança luandense na década de 80 tem noção dos tipos de comportamento que devia ter na presença dos agentes da FAPLA?&lt;br /&gt;Um FAPLA era um soldado das FAPLA – forças armadas para a libertação de Angola, era o nome do braço militar do MPLA, e depois ficou com o nome de exército nacional, até 1992, onde as forças armadas angolanas se passaram a designar FAA e a incorporar membros da UNITA. Sim, as crianças sabiam como falar ou agir na presença de um FAPLA.&lt;br /&gt;• “(…) ANC , enfim, isso eram nomes que uma pessoa ia apanhando ao longo dos anos”. In página 26&lt;br /&gt;• “(…) o meu pai nos explicou quem era o camarada Nelson Mandela, (…)”In página 26&lt;br /&gt;• “(…) esse camarada Mandela já estava preso não sei quantos anos.” In página 26&lt;br /&gt;• “ Era um filme do Trinitá , (…)”In página 44&lt;br /&gt;• “ uma pintura do camarada José Martí na entrada. “In página 122.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda relacionado com a questão da guerra ao ler-se o prefácio de Ondjaki no livro de Pedro Muiambo – A Enfermeira de Bata Negra , pode destacar-se o seguinte:&lt;br /&gt;Referência à Guerra (contrastes entre Moçambique e Angola)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “Nisso da guerra – e das crueldades da guerra – o teu país é primo-como-irmão do meu, e as estórias que relatas aparecem com cheiro de drama e veracidade, porque a guerra é real.”&lt;br /&gt;• “Para mim é normal que ela apareça constantemente na boca das crianças, como Isayana conversa com o tio:&lt;br /&gt;- Quantos mataste até agora?”&lt;br /&gt;• “No livro como na vida, a infância dá lugar à guerra (…)”&lt;br /&gt;• “É tempo de as crianças dos nossos países olharem a guerra como uma coisa já distante.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre esse prefácio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) Através de uma análise atenta ao prefácio da sua autoria no livro de Pedro Muiambo – Enfermeira de Bata Negra, o Ondjaki a certa altura despede-se dizendo: “Pedro, eu vou indo. Sinto um rumor de novas histórias iluminado pela lua nova”. O quê que a noite tem, que o faça despertar para a escrita? que tipo de inspirações lhe dá?&lt;br /&gt;É muito difícil de explicar, parece sempre que quando se tenta abordar o processo de criação caímos no campo, novamente, de uma especulação oca... A verdade é que, como dizia o outro, oxalá que a inspiração nos apanhe a trabalhar quando chegar. E isso, no fundo, é a disponibilidade interna, artística, intuitiva, coincidir com um “bom momento” de escrita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cubanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11) Outra das grandes questões da obra em análise é o facto de os cubanos terem ajudado na reconstrução do seu país, do seu povo. O Ondjaki analisa este processo como “uma questão de solidariedade”. Alguma vez teve o feedback de alguns dos seus professores cubanos que referiu no seu romance?&lt;br /&gt;Não, infelizmente nunca os reencontrei, embora eu os procure há muitos anos. Já estive duas vezes em Cuba, agora (Fevereiro de 2010) acaba de sair uma edição cubana do BDC, e sempre os refiro quando dou entrevistas em Havana. Mas ainda não aconteceu. Tenho muito desejo que isso venha a acontecer, sobretudo porque escrevi o livro também para eles, e porque gostaria de os abraçar e contar algumas estórias, saber deles, etc. Estou convicto que isso há-de de acontecer.&lt;br /&gt;No romance Bom Dia Camaradas, são enumeras as referências feita aos cubanos que na altura, do período de descolonização e das guerras subsequentes vieram auxiliar os africanos. Angola foi um dos países de excelência onde os cubanos se instalaram, o que de facto marcou a vida de muitos angolanos e daí as enumeras referências a este povo:&lt;br /&gt;• “O camarada professor disse mira, yo trabajo desde hace muchos años y todavia no tengo uno, e nós ficámos muito admirados porque quase todos na turma tinham relógio.”: narrador, In página 17.&lt;br /&gt;• “ A professora de Física também ficou muito admirada quando viu tantas máquinas de calcular na sala de aula”, narrador in página 18&lt;br /&gt;• “E quem tinha os olhos mesmo bem acesos era o camarada professor Ángel, tipo nunca tinha visto tanta comida junta, dava gosto ver-lhe atacar o pão com compota.” In página 43&lt;br /&gt;• “ A camarada professora María só faltava já babar, o que ela não fazia porque estava sempre de boca cheia a comer a compota de morango.”&lt;br /&gt;• “ – Eu acho que eles são muito corajosos… Nunca ouvi nenhuma estória de cubano que estivesse a fugir de combate.” In página 75&lt;br /&gt;• “ Os camaradas professores cubanos até nisso eram simpáticos porque quando apanhavam alguém a cabular só davam um aviso, não tiravam o ponto à pessoa.” In página 119&lt;br /&gt;• “ Sentámos ali nos cadeirões com bué de buracos, começamos a olhar: tinham uma tv a preto e branco, a mesa só tinha três pernas e tinha ao lado uma cadeira igual à que havia na escola.” In página 122&lt;br /&gt;• “ Eu não disse nada mas também achei que estava a cheirar a mofo.” In página 122&lt;br /&gt;• “Ele me abraçou e limpou as lágrimas.” In página 125&lt;br /&gt;Através das citações anteriormente destacadas apercebemo-nos de facto, da humildade dos cubanos, o facto de não terem uma vida economicamente viável, apesar de muitos serem professores. A estranheza que demonstram em ver objectos que muitos alunos possuíam, eles próprios, relógios, máquinas de calcular…&lt;br /&gt;A satisfação quando são convidados para irem lanchar a casa de algum aluno e o excesso de comida que os faz “babar”…&lt;br /&gt;Apesar de toda a humildade, de virem num socioeconómico baixo, não deixam de revelar um sentimento de patriotismo com os angolanos, não “fogem ao combate” e sobretudo são seres humanos de uma sensibilidade extrema. A forma emocionada como se despendem dos alunos revela isso mesmo.&lt;br /&gt;“ (…) la educación es una batalla.” In página 110&lt;br /&gt;“ (…) los niños son las flores de la Humanidad!” In página 111&lt;br /&gt;12) Como é que vê a escravatura e tráfico de crianças, em países como o Gana, por exemplo?&lt;br /&gt;Vejo como um problema muito grave. Assim como os maus tratos sexuais às crianças europeias e americanas; e à pedofilia também associado ao tráfico de crianças europeias e asiáticas...&lt;br /&gt;“(…) caneta ser a arma do pioneiro.” In página 29&lt;br /&gt;A última frase estava escrita nos cadernos do ensino primário: “a caneta é a arma do pioneiro!” (Ondjaki)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não menos importantes são os «ensinamentos de vida» que os professores cubanos transmitiam aos seus alunos. A lutarem pelos seus ideais, pela sua educação, pelo seu sucesso escolar.&lt;br /&gt;A amizade e a inveja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão que é analisada no romance está relacionada com a amizade versus inveja.&lt;br /&gt;Seguem-se alguns exemplos que mostram bem essa dualidade:&lt;br /&gt;• “Já a Petra todos os dias estudava, metia raiva, aquela miúda (…)” In página 23&lt;br /&gt;• “Bem feita, que é pra não se armar em chica esperta e ver se fica um bocadinho menos agitadora.” In página 31&lt;br /&gt;• Fui abrir a porta ao camarada António, e claro que lhe disse que tinha chaves e que não era preciso.” In página 33&lt;br /&gt;• “A Petra só dizia com ar de gozo (…)”&lt;br /&gt;• “ – Ró…” In página 66&lt;br /&gt;• “ – Só não podemos cair, Ró, não podemos cair…” In página 69&lt;br /&gt;• “ A Romina agarrou-me a mão com muita força, (…)”In página 69&lt;br /&gt;• “ Eu e a Romina éramos amigos há muito tempo (…)” In página 73&lt;br /&gt;• “ Para mim tinha sido bom, agora que tudo tinha passado, termos corrido juntos.” In página 74&lt;br /&gt;Confrontado com esta dualidade de sentimentos que o narrador expressa principalmente com Petra e Romina, o autor do romance afirma que: “a Petra e a Romina foram um pouco “aumentadas” para imprimir um outro ritmo à estória. Eu não tinha inveja da Petra, o narrador é que tinha.”&lt;br /&gt;Continuando na análise da rede de afectos do narrador, verifique-se que este nutria uma grande cumplicidade com a mãe (relações afectuosas, carinho), ao passo que o mesmo não acontece com o pai que por exemplo prefere «ouvir as notícias das 13 horas», ao invés de saber como correu a manhã de aulas das filhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relação com a mãe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “(…) deu-me um beijinho, foi para a casa de banho (…)” In página 23&lt;br /&gt;• “ Deu-me só um beijinho e disse-me para eu pensar naquilo do 1.º Maio para a rádio (…)”In página&lt;br /&gt;• “ O sonho foi tão barulhento e cheio de confusões e tiros, que a minha mãe teve que me acordar quase de manhã a pedir-me para eu não dizer tantos disparates enquanto sonhava.” In página 48&lt;br /&gt;• “ – Correu tudo bem, filho? – a minha mãe veio me dar um beijinho.” In página 61&lt;br /&gt;Em relação à temática de afectividades, entre o pai e mãe, Ondjaki revela que “Por alguma razão nem o pai nem a mãe aparecem tanto na obra. Acho que literalmente eu tinha outras prioridades...”&lt;br /&gt;A questão da oralidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13) A questão da oralidade africana é algo que está bem patente neste romance, através da forma como explicita as ideias, dos vocábulos que utiliza, da construção frásica. Como é que vê a questão da oralidade, tão patente nos seus ancestrais? Acha que é fundamental na História de um povo, e daí quere-la transmitir nas suas obras?&lt;br /&gt;Não, não quero transmitir a “oralidade africana” nos meus romances. Quero escrever romances que têm um estilo e um ritmo que a própria estória-ficção me dita. É só isso. Porque é muito fácil dizer que BDC ou o livro “Quantas madrugadas tem a noite” tem muita influência da oralidade africana, mas depois se formos falar do livro “O assobiador” ou mesmo o “Actu Sanguíneu”, onde é que fica essa oralidade? Penso que se trata de estilo e de necessidades, ou soluções, estéticas. Entenda que os vocábulos que utilizo e a construção frásica num livro como BDC, são uma “solução estética” para o livro em causa. Servem melhor ao livro e à estória que queria contar. Não servem um propósito maior de transmitir a oralidade africana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linguagem e estilo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14) Através da consulta da sua biografia constatei que desde cedo se dedicou à leitura de vários nomes da literatura, entre os quais Satre. Como comenta a afirmação do escritor: “ Ninguém é escritor por haver decidido dizer certas coisas, Mas por haver decidido dizê-las de determinado modo.” Considera que a introdução de determinados vocábulos de Kimbundu, por exemplo, nas suas obras as torna peculiares?&lt;br /&gt;Não... O kimbundu é um “pequeno” recurso, aliás, natural, porque eu sou de Luanda e há grande influência da língua kimbundu na zona de Luanda. A única coisa que poderá tornar um livro peculiar, ou bom, ou interessante, é a sua “força literária”. Como isso se manifesta, é discutível, pode ser o ritmo, o conteúdo, a abordagem, o formato, etc. Mas se não tem alguma força, alguma “intensidade de conteúdo”, então você até o pode escrever em grego misturado com umbundu, não é por isso que chega ao mérito literário.&lt;br /&gt;Ao lermos o romance apercebemo-nos da existência de inúmeras palavras, dito «calão» que abaixo se transcreve:&lt;br /&gt;• “(…) yá (…): In página 16, narrador&lt;br /&gt;• “ 
