Capela de Nossa Senhora do Castelo
Carvalho de Rei
A Cruz bem no alto do Castelo!
Gondar visto de cima!
As escadas de acesso ao alto da Cruz.
Carvalho de Rei
Espigueiro ou canastro onde se guardam as espigas de milho.
Capela de Nossa Senhora do Castelo
Carvalho de Rei
A Cruz bem no alto do Castelo!
Gondar visto de cima!
As escadas de acesso ao alto da Cruz.
Carvalho de Rei
Espigueiro ou canastro onde se guardam as espigas de milho.
Continuando à descoberta dos talentos na freguesia de Gondar, Amarant
e, estivemos à conversa com Américo Moreira, um artesão na área da cestaria com 80 anos de idade.
momentos de descanso, nomeadamente, antes de ir jantar, Américo
trancava-se num beiral que tinha lá em casa e começava a fazer as suas primeiras peças. Lembramos os nossos leitores, que nessa altura, o pequeno Américo tinha apenas 10 anos, muito pequeno, mas já com um enorme talento para a cestaria.
Depois havia a foice de duas mãos, utilizada para compor a madeira.
a madeira», onde se sentava para aí a trabalhar. Esse banco tinha características muito próprias, nomeadamente um braço inclinado onde era colocada a madeira, para ser mais fácil de apertar debaixo das axilas do artesão. Esse mesmo banco tinha um pedal que funcionava por acção dos pés do artesão.
cestos para as vindimas, escadas, onde havia preocupação de deixar entre cada passada na escada, uma determinada medida, para evitar que o agricultor ficasse lá com o joelho preso, aquando da subida ou descida.
Falámos também com a sua companheira, a dona Cândida, que nos
mostrou alguns dos seus instrumentos de trabalho na tecelagem de antigamente. Abaixo podem ver o que resta ainda, de uma vida de trabalho. 



O C.P.G esteve à conversa com o oleiro mais antigo da freguesia de Gondar e quiçá de Amarante, já que Gondar é por excelência a terra do Barro Negro. Manuel Teixeira, de 84 anos, natural de Gondar contou ao C.P.G os seus tempos de infância e adulto, desvendando a vida por detrás de um oleiro bastante conceituado.
por volta de 1935 e Manuel, ainda muito jovem ia com os seus irmãos à procura da matéria-prima, o barro, chegando a ir a Carneiro, perto da igreja buscá-lo! Conta, que naquela altura ganhava-se muito pouco e era preciso muito trabalho, para se conseguir comer. Passou muita fome, até que um dia resolveu o problema! Qual o nosso espanto, quando este oleiro, nos diz que numa das vendas que fez, na Aparecida – Vila – Meã, aproveitou o dinheiro, para comprar uma viola, que baptizou com o nome de Amarantina. Mas qual a relação de uma viola com a fome, perguntam vocês! Pois bem, Manuel, sempre que tinha fome tocava viola para «espalhar a dita fome», conseguindo assim a sua barriga aguentar mais algumas horas!
aquela altura o trabalho no barro dava muito trabalho e não obtinha grandes lucros do mesmo. Era preciso encontrar o barro, pô-lo a secar, picar, peneirar, e só depois é que se passava para a roda, onde se moldava e se obtinha a peça. Naquela altura, os fregueses optavam muito pelas panelas em barro, assadores, chocolateiras (onde segundo fontes próximas de
quem tomou do café lá preparado, afirma que era uma delícia) e depois havia a indústria dos fundidores de
ouro, que no caso de Manuel, eram enviados para Gondomar. Depois de moldada, era necessário cozer a peça. Reza a história, que na altura em Gondar existiam muitos oleiros e como tal, construíram uma suenga, que era comum a muitos oleiros. Aí, cada um levava lenha, argaço, colocava a louça toda encaixada, uma em cima da outra, espalhavam grandes montes de argaço, aquilo começava
a queimar e depois cobriam com terra, para se cozer toda esta louça. Em média, de manhã cedo coloca-se lá a louça, na suenga, que é uma espécie de buraco redondo no chão, e só à tardinha é que estava bem assada.

Obrigado Manuel Teixeira, por ter contribuído com que a freguesia de Gondar, no concelho de Amarante ficasse conhecida como a terra do barro preto, do barro negro, peças que hoje em dia são muito procuradas pelos turistas, por toda a carga simbólica que rodeia esta arte. 
António Gonçalves Foz nasceu a 23 de Julho de 1926. Filho de Carlos Gonçalves Foz e Maria Teixeira Gonçalves, desde sempre sentiu a vocação de ser padre. Foi ordenado a 16 de Abril de 1949.
Os catequizandos do 5.º ano decidiram ir visitar o Sr. Padre, ficando assim a conhecer alguma da sua história de vida. Para além do pequeno tributo que prestaram ao professor, colocaram outras questões que abaixo apresentamos:
1) Desde sempre quis ser padre, quem o incentivou?
Sim desde sempre quis ser padre, sempre foi o meu sonho e hoje quase a completar 83 anos não me arrependo de nada. Na altura em que entrei para o seminário com 11 anos tive a ajuda do Padre Manuel Marques Figueira.
2) Onde e como iniciou a sua carreira no seminário?
Como disse entrei para o seminário com apenas 11 anos. Comecei por estudar no Colégio de Ermesinde, fui depois para o Seminário de Vilar e finalmente tirei o meu curso de Teologia no Seminário da Sé. Com 22 anos termino o curso e começo a dar aulas no Seminário de Vilar. Dois anos mais tarde, venho para o Colégio de S. Gonçalo (Amarante) onde leccionei português, história e geografia. Fui professor durante aproximadamente 44 anos.
3) Era um professor muito exigente para com os seus alunos?
Sim era, mas também muito compreensivo e sempre mantive uma boa relação com os meus alunos.
4) Qual foi a primeira paróquia onde esteve?
Foi em Lufrei Amarante. Depois vim para aqui (Gondar) onde estive mais de 50 anos.

UMA BIBLIOTECA CHEIA DE HISTÓRIA...

MARIA JOSÉ GONÇALVES AZEVEDO, PRIMEIRA EMPREGADA EM LUFREI.
ALZIRA ALVES, SUA EMPREGADA EM GONDAR HÁ MAIS DE 50 ANOS...
PADRE GASTÃO, SEU ANTECESSOR NA PARÓQUIA DE GONDAR
RESTA AGRADEÇER MAIS UMA VEZ A GENTILEZA DO PROFESSOR PADRE ANTÓNIO FOZ, ASSIM COMO A TODOS OS INTERVENIENTES, UM BEM HAJA!