Carlos António da Silva Carvalho 25 anos Frequenta o Mestrado Integrado em Eng. Civil Presidente da JSD Amarante Membro da Comissão Política Distrital - JSD Porto Membro da Comissão Política Nacional da JSD Vice-Presidente da MAG da International Association of Civil Engineering Students, LC Porto Gestor de Projecto PESC (Projectar Empreender e Saber Concretizar)
Dr. José Luís Gaspar: 1) Dr. José Luís Gaspar nasceu em França a 1 de Julho de 1967. Que recordações lhe trazem o local onde nasceu? 2) Ainda criança vem viver para Aboadela, uma das freguesias do concelho de Amarante. Acredita que o facto de ter vivido alguns anos no campo lhe confere uma maior capacidade em valorizar a Natureza, estando a Aboadela tão próxima da Serra da Aboboreira e Marão? O que sente ao caminhar no meio da Natureza? 3) Ainda se recorda da sua professora primária? Que grandes ensinamentos ela lhe transmitiu? 4) Alguns anos mais tarde vem viver para a Madalena ingressando no colégio de S. Gonçalo. Sempre foi um menino sossegado ou tal como todas as crianças sentia necessidade em brincar, correr, pular, saltar? 5) As crianças no caso dos rapazes querem ser todos futebolistas e as meninas cabeleireiras, professoras,.. O que sonhava ser quando fosse adulto, ainda pequeno? 6) Chegou a acreditar que o Pai – Natal existia? 7) Com que idade começou a andar de carro? Que marca foi a sua 1.ª viatura? 8) Se eu lhe pedisse que me apontasse a sua comida de eleição, aquela que o pode fazer andar quilómetros, qual seria? 9) Qual foi o livro, a obra que leu até hoje e que o tenha marcado mais? Porquê? 10) O que valoriza mais no ser humano? 11) E o que é incapaz de tolerar no ser humano? 12) Em termos musicais, prefere estilos mais calmos ou pelo contrário mais agitados? 13) Costuma-se dizer que cada um tem uma música que marca a sua Vida, pela letra, composição, significação. Qual a música que por mais vezes que ouça, não se cansa em a ouvir? Porquê? 14) Alguma vez enquanto andava na escola foi delegado de turma? 15) Como é que nasce a sua ligação à vida política? Sempre foi do PSD? 16) Licenciou-se em Gestão na Lusíada no Porto, mas desde logo veio trabalhar para Amarante. Como vê a sua terra no passado e no presente? 17) As suas duas filhas já sentem como o pai a política nas veias, ou ainda são muitos jovens? Se alguma disser que quer envergar nesta área da política, irá apoiá-la? 18) Um facto que muita gente desconhece é que o Dr. Gaspar já integrou o Concelho Executivo do Hospital de S. Gonçalo. Como foi criar uma maternidade como a nossa e estar a trabalhar com clínicos extremamente profissionais, mas que infelizmente nos deixaram? 19) A população idosa é muitas vezes de ideias fixas, e aquilo que no sentido lato costuma-se ouvir é que o PS é o partido dos pobres e o PSD é o partido dos ricos. Não estará esta ideia, muita ultrapassada, na situação política actual? 20) As últimas eleições estiveram ao rubro. Nestas eleições para a Câmara apenas foram eleitos deputados do PS e do PSD. Recorrendo àquele anúncio televisivo «faltou um bocadinho assim», uma diferença de 759 votos, onde uma freguesia pode fazer toda a diferença. A verdade é que se os votos brancos e nulos fossem a favor do PSD, este ganhava as eleições. Vamos por partes, Dr. José Luís Gaspar neste momento pode afirmar aos amarantinos que será cabeça de lista às eleições autárquicas em 2013 pelo PSD? 21) Uma maioria absoluta será a melhor forma de governar? Dr. Gaspar o que vai acontecer com a Barragem de Fridão? 22) Em volta desta última candidatura envolveram-se muitas pessoas que «queriam mudar Amarante». Em traços gerais e sem entrar em pormenores, o que está mal em Amarante? 23) Perante uma maioria absoluta e para mim e perante os meus ouvintes que somos leigos na matéria, o que é que a oposição pode fazer, uma vez que «o partido oposto tem a faca e o queijo na mão»? 24) Daqui a 4 anos o Dr. Armindo não se poderá mais candidatar. Acredita que a zona de Vila-Meã que fez toda a diferença nestas eleições, vai querer mudar? 25) Aqui há poucos dias o PSD organizou um jantar convívio que juntou cerca de 400 pessoas. O partido sente-se mais unido que nunca? 26) Vamos a um caso particular e enquanto defensor de um jornalismo isento não posso deixar de me manifestar e criticar os partidos todos nesse sentido. Como é que concedem entrevistas a um suposto órgão de comunicação, que claramente manifesta uma preferência partidária, que se envolve nas campanhas políticas. É este o jornalismo que Amarante quer? 27) Nestas últimas eleições autárquicas num total de 40 freguesias, quantas ficaram com o PSD à frente da sua gestão? 28) Evoluir ou ficar na mesma? Os Amarantinos pelos vistos quiseram ficar na mesma! Acredita que daqui a 4 anos as coisas serão diferentes? 29) Vai permanecer com uma voz activa nestes próximos 4 anos no Município de Amarante? 30) Em espécie de fecho que mensagem gostaria de deixar a todos aqueles que nos ouvem e em especial aos jovens que se sentem tão desmotivados, cá em Amarante?
À Conversa Com Ricardo Pinto esta semana esteve com o Padre José Manuel Ferreira, pároco de S. Gonçalo e S. Veríssimo. Foi com enorme prazer e apesar de todas as dificuldades que tivemos com o som que entrevistei o Sr. Padre. Sem dúvida, um «ser extraordinário» que não revela qualquer tabu em abordar assuntos, que por vezes nos são muito caros, nomeadamente, a questão dos meios contraceptivos, aborto, casamento e união de facto. A todos aqueles que queiram dirigir-se ao Mosteiro de S. Gonçalo e falar com o Sr. Padre poderão fazê-lo aos dias de mercado de manhã, quartas e sábados, se bem que, estará disponível em outros dias e pode mesmo marcar uma reunião com ele. Resta agradecer mais uma vez a disponibilidade do Padre José Manuel e um bem-haja!
QUESTÕES:
1) Padre José Manuel, em que altura da sua vida (idade) descobre que o caminho de ligação a Deus seria aquele que iria abraçar? 2) Com que idade entra no Seminário e onde? Como é que foi a 1.ª noite no seminário, uma mudança radical no seu quotidiano? 3) Em algum momento da sua Vida pôs em causa a sua vocação e pensou em abandonar a sua formação religiosa? 4) Como é que descreve o dia da sua ordenação como padre? Que mistura de sensações o rodearam naquele momento? 5) Muitas pessoas têm a ideia formada que um padre se isola muito, abandona totalmente determinadas actividades de lazer, como frequentar cafés, participar em festas, passeios, quiçá até ir à discoteca! Passa-se o mesmo consigo ou estas afirmações não passam de mera especulação? 6) Aquando da sua ordenação enquanto sacerdote, qual o 1.º cargo com que ficou empossado? 7) Acerca de 1 ano vem para Amarante, assumir o lugar de pároco em S. Gonçalo e S. Veríssimo. Um mosteiro tão emblemático como o de S. Gonçalo, não só a nível regional, como nacional. Qual o seu impacto ao pensar, vou ser padre num mosteiro com toda esta dimensão! Assustou-o inicialmente esse facto? 8) Como classifica a aceitação por parte do povo Amarantino da sua pessoa? Adaptou-se facilmente a um novo meio, a uma nova casa? 9) Já que falamos em S. Gonçalo e deixando a sua vida pessoal um pouco para trás, gostaria que muito resumidamente me contasse os principais aspectos da vida de S. Gonçalo, ainda mais que este ano, se comemoram os 750 anos da sua morte. Quem foi afinal S. Gonçalo de Amarante? 10) Há quem diga que S. Gonçalo é um Santo Casamenteiro. Comunga da mesma opinião? 11) Todo o edifício do Mosteiro de S. Gonçalo e mesmo a Igreja de S. Pedro seguem uma arquitectura muito particular. Quer nos explicar o tipo de construção que lá encontramos? 12) Para terminarmos esta parte, quem o quiser encontrar em S. Gonçalo para falar consigo e mesmo confessar-se, a que dias e horas o poderão fazer? 13) Vamos agora entrar em temáticas mais abrangentes. O Santo Papa Bento XVI, defende que a solução para o problema da Sida não passa pela distribuição de preservativos, que pelo contrário, a sua utilização agrava o problema. Ora a comunidade científica defende fortemente a utilização dos mesmos, sobretudo em países subdesenvolvidos, como o caso de África. Qual é a sua opinião sobre esta temática? 14) A 11 de Fevereiro de 2007, o Referendo sobre o Aborto veio levantar novas questões éticas para a Igreja Portuguesa. Como é que vê o Sim dado pelo povo português ao dito referendo? 15) Um dos temas da ordem do dia, tem sido a discussão sobre a gripe A. Também a Igreja tem algo a dizer aos cristãos praticantes. Que medidas no seu entender são fulcrais transmitir aos paroquianos? 16) Se aqui há alguns anos atrás, para a mulher, entrar na Igreja virgem, de vestido comprido e grinalda e perante Deus jurar fidelidade ao companheiro era algo comum, hoje em dia para muitas mulheres e casais isso tornou-se banal e a união de facto veio limitar o casamento religioso. Face a todas estas mudanças comportamentais, o que lhe apraz dizer? 17) Algumas pessoas inseridas noutras religiões criticam a religião católica num aspecto, que mesmo para algumas crianças se torna confuso. Se Jesus é filho de Deus e de Maria, afinal qual o papel de José nesta História. Eu pessoalmente consigo entender, na medida em que, perante Deus tudo é possível, mas se Jesus Nasceu da Virgem Maria, como é que ela é virgem. Gostava que o Sr. Padre, explicasse aos nossos ouvintes, este paradoxo? 18) «O fim do Mundo» está anunciado na Bíblia. Aquilo que lhe pergunto é: Não será o próprio Homem que irá acabar com ele mesmo? Não será ele que pelo ataque constante à Mãe – Natureza proporcionará esse fim? 19) Algumas queixas que se têm ouvido em algumas paróquias, é que os seus padres e passo a citar «só querem dinheiro, para isto e para aquilo e que muito raramente dialogam com os paroquianos sobre assuntos importantes para a freguesia!». Não acha que a questão do dinheiro apesar de essencial para as obras, caridade, não deve ser algo que a Igreja deva tratar com muito cuidado? 20) Para finalizar esta nossa conversa. Para quem está doente, para quem está num beco sem saída, para quem não encontra o seu rumo na vida, que mensagem final gostaria de deixar a essas pessoas, e de que forma a Palavra de Deus, as pode ajudar a que a sua alma se transforme?
PÁROCO JOSÉ MANUEL - S. GONÇALO E S. VERÍSSIMO AMARANTE
Como anunciado em vésperas de eleições autárquicas o programa «À CONVERSA COM RICARDO PINTO» não irá para o ar como o habitual. Assim sendo regresso à sua companhia no próximo dia 17 de Outubro pelas 18 horas.
Nessa semana teremos o pároco de S. Gonçalo e S. Veríssimo, o padre José Manuel em estúdio que nos vai aboradar o tema: CRISTIANISMO NO SÉCULO XXI. Vamos analisar a fé que para uns move montanhas e para outros não passa de meras crenças. Afinal os milagres existiram! Porquê muitas pessoas não defenirem a sua religião e marcarem-se como ateus! Não precisará a nossa alma de acreditar numa força espiritual? Casamento religioso - união de facto?! Estas e mais temáticas em análise dia 17 de Outubro.
Resta acrescentar que teremos mais para diante uma assistente social que nos irá trazer temas da actualidade social, violência doméstica, alcoolismo, drogas, famílias carenciadas, idosos e apoio à 3.ª idade.
Surpresas pelo meio, como é evidente não iria revelar tudo! Já me conhecem!
Posso adiantar também que após serem conhecidos os resultados das eleições autárquicas 2009, todos os sábados entrevistarei, em primeiro lugar o Presidente da Câmara e depois todos os presidentes de Junta eleitos. Outra vez política? Que seca! Não, enganam-se! Vamos ter os políticos mas não para falar de política. Queremos conhecer o homem ou mulher por detrás da figura de Presidente.
Nunca, nunca podemos dizer nunca. Quando pensava que já tinha vivido, presenciado ou até visto situações que já não me deixavam comovido, pensando até que estaria a deixar a parte sentimental um pouco para trás, a verdade é que hoje tive de me conter, porque a emoção, a presença da minha convidada deixou-me sem palavras. Como é que alguém consegue falar com tanta clareza, sem tabus, de um assunto ainda tão caro.Como é que alguém narra algo que ao mesmo tempo que é uma história pessoal passa para o mundo da imaginação, onde com as palavras que se vão ouvindo se vão transformando em histórias, dignas de um romance. Susana Dias, alguém que irá ficar para sempre no meu coração. Às vezes penso que me preocupo com situações que à beira desta não passam de uma partícula de areia no deserto do Sara.
Sem palavras mesmo, foi um programa excepcional, fantástico, com alunos, colegas, pessoas, todos a deixarem mensagens de apoio, a dar o seu testemunho pessoal. Creio que estas, quase três horas de emissão foi o início para o longo processo, de desmitificação da palavra «cancro». Sei, que nem todos temos ou teríamos o dom da palavra perante toda esta situação, que para muitos é o desabar do mundo, é o não ter chão para caminhar. Mas depois de ouvir a professora Susana penso que, mesmo em situações delicadas arranjamos forças, onde parece que não existiam. E depois, com toda esta rede de amigos, uma só palavra – fantástico! Obrigado Elsa, Anabela, Eduarda, Ângelo, Maria de Fátima, Goretti e todos os alunos e alunas da professora Susana. Foi sensacional! Criou-se uma onda, de colegas, amigos, alunos, ouvintes, maravilhosa!
Quem conhece a professora Susana notou e nota com toda a certeza que a aparência física mudou em alguns aspectos, nomeadamente no cabelo. Com uns caracóis excepcionais! O professor Pedro que tenha cuidado, ui, ui !!!! Não, de facto está maravilhosa e aliás eu atrevia-me a dizer que uma nova Susana renasceu! Fantástica.
Quem esteve atento à emissão reparou que a certa altura a emoção era de tal ordem que em tom de brincadeira, disse a alguns alunos da professora Susana para virem ter connosco no final do programa, depois das 22 horas e dar-lhe um beijo, um abraço pessoalmente.
Qual o nosso espanto quando nos estávamos a despedir ao fundo das escadas, mesmo em frente aos CTT e aparecem algumas ex-alunas da professora e acompanhantes. Foi fantástico, de tal ordem que eu no meio dos abraços, tentei ligar a máquina à pressa e esta não queria disparar. A verdade é que captei esses momentos que podem visualizar nas fotografias. Palavras para quê! Mais do que professora, uma amiga, uma mãe para algumas jovens, que em directo o testemunharam! Obrigado por terem aparecido!
Nós entramos em estúdio por volta das 18.40. O futebol estava no ar, os relatos, e portanto não podíamos entrar, a verdade é que não notamos as horas a correr. Quem ouviu a emissão até devia dizer que eu estava disléxico, porque de facto estava sempre a dizer «boa tarde». Mas eu entrei com o sol e depois lá dentro entramos num ambiente completamente diferente. A verdade é que as chamadas foram imensas e estivemos lá até às 22 horas. Eis, senão quando, tocam à campainha! Quem era? A professora Elsa Cerqueira, com dois enormes cachos de uvas para ambos. Fantástica! Estavam apetitosas!
No próximo programa vamos romper preconceitos que ainda possam existir sobre a palavra «cancro». Porque ninguém está a salvo desta presumível doença, há que encará-la, tirar dúvidas e sobretudo nunca deixar de ACREDITAR. A minha próxima convidada é uma mulher extraordinária que encarou a doença com uma força e determinação, que me levam a afirmar convictamente: FANTÁSTICA SUSANA DIAS.
.......................... FOTO E TEXTO ABAIXO DO BLOGUE ANABELA MAGALHÃES
Continuo a dar voz à Susana Dias que hoje partilha connosco um texto belíssimo sobre o que é Ser.
A doença
Durante este ano aprendi a ser uma doente oncológica. Nome maldito, o cancro tem um estatuto especial dentre as doenças temíveis. Mata milhões de pessoas por ano em todo o mundo, e muitas vezes de forma fulminante. Daí, (e apesar de nos últimos anos o desenvolvimento de novos fármacos permitir a cura e aumento da esperança de vida dos doentes) ser uma doença deveras estigmatizante, em que a sociedade sentencia o doente com uma pena de morte, nem que seja social. Por esta razão muitas pessoas evitam o doente, não querem incomodar, às vezes até mudam de passeio para não se cruzar com ele. Como a ignorância impera, vaticinam-se diagnósticos, preconizam-se tratamentos, idealizam-se fábulas médicas à distância do doente, e este, sem recurso, transforma-se em coitadinho, figura esquálida e macilenta, de olhos encovados, vivendo numa espécie de limbo. Este é o mau caminho. É urgente ultrapassar preconceitos. É imperativa a aproximação ao doente, ele precisa de conforto e de apoio. A ideia de que se incomoda quem faz tratamentos violentos como a quimio protege mais quem não quer dar o primeiro passo, quem tem medo de quebrar barreiras do que quem está doente. A única opção para quem está ao lado de alguém doente é aproximar-se, sem medo, investindo no carinho, na transmissão de confiança, de optimismo para que o seu sistema imunitário afectivo o proteja da vulnerabilidade física intrínseca à doença. Porque o ser humano é estruturalmente um ser de diálogo, de comunicação, de relação com o outro, não deixemos que essa sua apetência se esgote nos momentos agradáveis e “fáceis” da nossa existência. Mais difícil mas, simultaneamente mais profundo e transformador, o encontro como outro em estado de doença, abre caminho a uma troca de experiências inefáveis, a um desvelamento de receios e angústias mas também de qualidades até aí desconhecidas, num caminho de auto conhecimento para ambas as partes. Não se confundindo apoio com violação de privacidade, o encontro com o doente, é um sublime gesto de amor.
O programa de 19 de Setembro «À CONVERSA COM RICARDO PINTO» foi bastante esclarecedor em todos os aspectos, penso que se ouviu todos os argumentos do Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega, dando-se a oportunidade a quem quisesse entrar na conversa. Creio que a informação passou, uma informação, que ao contrário de outros órgãos de comunicação não se encontrou enviesada. Liberdade de expressão acima de tudo! Em estúdio recebemos o Dr. Emanuel Queirós, geólogo, que nos esclareceu os pontos fundamentais da temática Rio Tâmega e construção da Barragem de Fridão. Muito obrigado ao Movimento e em especial ao Dr. Emanuel Queirós e também ao Dr. Artur Freitas por todos os esclarecimentos! A todos um bem-haja!
No próximo dia 19 de Setembro (Sábado) o programa «À CONVERSA COM RICARDO PINTO» estará em estúdio com o Dr. Emanuel Queirós em representação do Movimento de Cidadania para o desenvolvimento do Tâmega. Afinal será construida a Barragem de Fridão? Quais os prós e contras deste empreendimento? Estarão os Amarantinos informados acerca da situação do nosso Rio Tâmega? Estará o Rio em perigo? Afinal qual o panorama em que se encontra o rio que banha a nossa cidade? Após a recepação do Movimento no Palácio de Belém pelo presidente da República, Dr. Cavaco Silva, quais as réplicas que daí adviram? Como vê a Quercus esta situação? Todas estas e outras questões em directo, Sábado das 18 às 20 em 92.7 ou através da internet em http://www.erafm927.com/. Poderá entrar em directo no programa através do 255420481.
QUESTÕES: 1) Como surgiu o MOVIMENTO DE CIDADANIA PARA O DESENVOLVIMENTO DO TÂMEGA? (Apresentação) 2) Como parte a sua ligação a este movimento? 3) Aquando das entrevistas que eu realizei aos principais partidos políticos à C.M.A está bem patente uma diferença de opiniões entre o Dr. Armindo Abreu e o Dr. José Luís Gaspar. (passo a citar as respostas para analisar mas depois no dia faço uma síntese introdutória). Como vê a intervenção da política e principalmente da C.M.A em todo este processo? ARMINDO ABREU: 17) Qual a sua posição relativamente à construção da Barragem de Fridão? Não considera, que em termos paisagísticos isso poderá ter graves consequências? Sou, por princípio, favorável ao aproveitamento dos nossos recursos energéticos, como caminho necessário ao combate à nossa preocupante dependência. Quanto à barragem de Fridão e afastada que está a ameaça de alteração da cota actual de exploração da barragem do Torrão, aguardo o debate público sobre o Estudo de Impacte Ambiental em elaboração, para uma tomada de decisão definitiva. Entendo que em matérias desta importância devemos agir de acordo com a razão e não com as emoções do momento. JOSÉ LUÍS GASPAR: Concorda com a construção da barragem em Fridão? Sou claramente contra a barragem de Fridão, duas razões, uma de ordem emocional; Durante a minha juventude passei lá muitos bons momentos, infelizmente hoje em dia o rio já não é aquilo que era, acho que tem de haver uma política de despoluição do nosso rio, desde a sua nascente até á foz, é um trabalho meramente político, de intervenção. Na ordem racional também sou claramente contra, primeiro julgo que este processo está todo enviesado, nós somos confrontados com uma realidade, que há quem diga que já está mais do que decidida, o que acho isso lamentável, as poucas vezes que se falou deste assunto, isto é dado como um facto consumado, e se calhar até o é, mas não sei se é, ou não o é, porque o dossiê não é explicado de forma aberta aos amarantinos, se calhar em Amarante alguém saberá o que está a acontecer, mas os amarantinos, na sua generalidade não o sabem, e eu não sei, por exemplo. Diz-se que estamos à espera de um estudo de impacto ambiental, o que eu sei é que para Amarante irá ser penoso, 1.º é que não é uma única barragem, estamos a falar de duas barragens. Temos uma barragem de uma parede por volta de cem metros e temos uma segunda a 3 km com 30 metros, ou seja aquela zona de Fridão, vai ficar toda submersa, aquela zona lindíssima, inclusivamente o investimento que lá foi feito, ao novel da canoagem. Depois o efeito psicológico, de estarmos numa zona de cheia, nós sabermos que temos a 6 km uma barragem que toda a gente diz que é segura, mas ninguém pode atestar que tenha 100 % de segurança, se um 1 % de insegurança houver, há sempre a possibilidade de acontecer qualquer coisa, sabermos que podemos ficar submersos por uma onda gigantesca que até o Campo da Feira fica submerso… É complicado, a câmara poderia sempre se manifestar, manifestar contra esta decisão do governo, mas para isso, tem de ouvir as pessoas! 4) Numa reportagem apresentada na Quercus com os comentários de Artur Freitas este fala em números. É verdade que toda a alteração que a construção da barragem trará ao Tâmega culminará única e exclusivamente num 1% de emissão CO2 e 3 % no acréscimo da energia dita renovável. Afinal estes números serão suficientes para a justificação desta construção? 5) É notório que ao longo do Rio e desde a construção da Barragem do Torrão, há zonas imundas, onde o processo de eutrofização é enorme e as espécies estão todas em ameaça devido às espécies exóticas que por lá proliferam. Quer nos explicar de que modo ocorre este processo de eutrofização e de que modo toda a fauna e flora envolventes estão em perigo? 6) Em 1991 (confirmar data sff) o Dr. Emanuel refere que já fora feito um estudo de impacto ambiental que demonstrava claramente uma posição contra esta barragem. O que explicava sucintamente esse relatório? 7) Aqui há uns meses recebemos a Doutora Luísa Lima do Instituto Universitário de Lisboa, que estava cá a realizar um estudo encomendado pela EDP. Aquilo que ela focou essencialmente é que o povo Amarantino está muito pouco informado sobre a construção da dita barragem, referindo que é preciso dar voz ao povo, afirmando que num dos encontros que teve com cidadãos, alguns lhes referiam que aprenderam a nadar ali, que se habituaram aquela paisagem. O que falta realmente para que se possa dar mais voz e esclarecimentos às pessoas. Sim, porque ainda há pessoas que desconhecem este projecto! 8) O MOVIMENTO DE CIDADANIA PARA O DESENVOLVIMENTO DO TÂMEGA foi recebido a 21 de Julho deste ano na residência oficial do Presidente da República, no Palácio de Belém. A sensivelmente 2 meses deste encontro, que efeitos surtiram dele? 9) Não só Amarante, mas também Cabeceiras de Basto, Celorico, Mondim estão sensíveis a esta causa. Será que se esta obra avançar o Rio Tâmega não passará a ser, nada mais, nada menos, que um lago de água estagnada? 10) A Quercus esteve novamente na passada Terça – feira (dia 15) cá em Amarante. Quais as principais temáticas da sua vinda cá novamente? 11) Acredita que em termos políticos a nível local poderia ser feito algo mais? O quê por exemplo?
Numa altura em que a educação tem dado que falar, as manifestações que saem à rua em prol dos professores, o programa «À CONVERSA COM RICARDO PINTO», não poderia deixar de falar desta temática. Estarão os nossos alunos preparados para mais um arranque lectivo? Estarão os professores motivados para ensinar? Haverá condições para arrancar com as aulas de educação sexual nas escolas? Afinal como está o nosso país? As nossas escolas? Os nossos alunos? Os nossos professores? Em estúdio teremos no próximo dia 12 de Setembro, a Dr.ª Dina Sanches, Presidente da Comissão Executiva Instaladora do Agrupamento de Escolas de Amarante. Informação, partilha de opinião. Comece já a enviar os seus e-mails com perguntas, dúvidas, sugestões. Já sabe, trabalhamos para si, a pensar em si! ERA FM 92.7 ou em http://www.erafm927.com/radio/
BASTIDORES:
Foi, confesso com alguma emoção que começei com o «Boa tarde, sejam bem - vindos à estreia de «À CONVERSA COM RICARDO PINTO». Tanto eu, como a Dr.ª Dina éramos caloiros nestas andanças. Mas valeu a pena. Acho que do ponto de vista educacional, abrangemos pontos fulcrais!
QUESTÕES: 1) Antigamente, no interior da sala de aula, a figura do professor, era temida, era uma autoridade que ali estava e ai de quem ousa-se levantar a voz ao senhor professor. A verdade é que hoje em dia a figura de professor foi completamente banalizada, o stor ou a stora até é fixe, mas é uma seca autêntica. Muitas vezes, devido a comportamentos insólitos (agressões a professores por ex), os professores ficam sem saber o que fazer, sendo que em situações extremas, o pedido de baixa por parte do professor, é como que uma fuga a estes problemas. No seu ponto de vista como classifica a educação dos nossos alunos e que medidas considera que, o professor ou mesmo o ministério da educação deveriam tomar para aumentar a credibilidade da figura do professor?
2) 'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater. 'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou. Será que o facto de os pais terem cada vez menos tempo para os filhos, um maior isolamento das crianças em casa, em frente ao computador, aos chats de conversação, terá contribuído para conceder uma nova personalidade dos jovens?
3) Os professores desde sempre foram avaliados. No entanto no último mandato, com Maria de Lurdes Rodrigues, o choque entre ministério da educação e professores resultou em sucessivas greves, manifestações, abaixo- assinados, ou seja, todas as formas de protesto. No seu ponto de vista o que correu mal entre ministério, sindicatos e professores?
4) Como reagiram em geral os professores do seu agrupamento ao novo processo de avaliação de desempenho do actual executivo? Os objectivos foram cumpridos?
5) Os programas eleitorais dos cinco maiores partidos fazem dos professores os protagonistas, numa luta pelo voto de 150 mil docentes. Ao todo, existem centena e meia de referências directas à classe, contra meia centena nos programas apresentados há quatro anos. Longe, bem longe, vêm as referências a juízes ou polícias. Será que o Governo não está a colher as tempestades que semeou, sobretudo no último ano de mandato?
6) Uma das regras que entrará em vigor - será a escolaridade obrigatória até ao 12.º ano. Não acha que para determinados alunos, que até então achavam que já 9 anos eram muito tempo, isso poderá contribuir para uma maior frustração, desalento, por parte dos alunos?
7) Aulas de substituição, ou melhor aulas de ocupar furos, devido à falta de professores. Muitas das queixas que se tem ouvido por parte dos alunos, é que as aulas de substituição, não servem para rigorosamente nada. Para substituir a professora de Português, aparece por exemplo um professor de Ed. física ou vice-versa. Não acha que este tipo de aulas, que muitas vezes passam por brincadeiras, jogos, sim, porque os professores não está minimamente preparados, poderiam ser aproveitadas de outras formas?
8) Há cerca de 4 meses assistimos a um vídeo gravado por uma aluna numa Escola Básica em Espinho. Mais grave, no meu ponto de vista do que gravar uma aula sem autorização, foi a forma lamentável, como a professora «massacrou» durante uma hora os alunos falando sobre sexo, virgindade a crianças de 12 e 13 anos. O pior é que a professora não estava a dar educação sexual, mas sim história? O que lhe apraz dizer sobre este caso. Será um caso isolado? Serão novas formas de leccionar, o quê que se passou afinal aqui?
9) Os sindicatos já se pronunciaram, no sentido de, segundo eles, esta ser mais uma lei trapalhona, a da educação sexual nas escolas, redigida em cima do joelho, e em que mais uma vez o governo coloca a carroça à frente dos bois e salve-se quem puder! Entretanto, há quem se passe completamente nesta colagem ao governo, nomeadamente, Albino Almeida, da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), afirmando que "Os professores são pedagogos, por isso devem saber ensinar tudo." Será que não estamos a trilhar caminhos que possam conduzir esta situação ao ridículo? Será que os professores estão preparados para abordar estes assuntos relacionados com sexualidade?
10) Nos últimos dias temos vindo a assistir a planos de contingência levados a cabo pelas escolas em prol da pandemia do vírus da Gripe H1N1, a dita «gripe A». Que medidas serão tomadas nas vossas escolas infantis, primárias e ensino básico?